12 de fevereiro de 2016

Sexta Envenenada: O Refúgio do Marquês

“Agora você é o meu refúgio e,
com certeza,
o mais belo.”
O Refúgio do Marquês!




Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma Sexta, que apesar do sabor de descanso ou comemoração, traz um pouco de ressaca.
Ressaca de um Carnaval que há muito tempo vem perdendo a magia e focando apenas o lado comercial. Também, um país cujos problemas só fazem crescer e aparecer e cujos políticos ficam cada vez mais descarados, não se pode esperar nada diferente.
Enfim, não vamos perder muito tempo com esse tema. Não vamos azedar nossa bela e amada sexta-feira.
Porque, na contramão dessa decadência cultural carnavalesca, ainda existem aqueles que se esforçam para trazer luz ao cenário artístico. Se por um lado a mídia se esforça para empurrar o sexo, a vulgaridade e a violência, por outro, temos artistas talentosos, levantando a bandeira da criatividade, da elegância e compromisso com a qualidade.
Temos grandes talentos no teatro, cinema, música, artes plásticas e, para nossa felicidade em particular, na literatura. Felizmente a lista é bem grande, mas hoje vou citar apenas uma: Lucy Vargas.
Lucy Vargas é uma jornalista e escritora carioca. Sua paixão pela escrita começou aos 10 anos quando permitiram que assistisse a uma novela. Insatisfeita, ela resolveu reescrever o que viu. Desde então nunca mais parou e escreveu todo tipo de história que lhe agradasse. O gênero de romance entrou em sua vida aos 13 anos e é até hoje o seu preferido.
Ela escreve romances contemporâneos e de época, como Cartas do Passado e As Cartas da Condessa, presentes nas listas de mais vendidos das lojas online. Também é autora da Série Ward, best-seller da Amazon, iTunes, Kobo e Google Play. O primeiro livro da série, Quando Eu Te Encontrar, estreou como livro mais vendido do iTunes BR. Seu último romance de época foi O Refúgio do Marquês, lançado pela editora Charme.
Lucy é a primeira autora independente e brasileira a chegar às listas de mais vendidos de todas essas livrarias online.”
Tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e descobrir que é pura energia. É uma jovem inteligente, sagaz, dona de um humor contagiante e extremamente dedicada ao seu trabalho.
Apesar de ter em seu currículo vários títulos, eu comecei a conhecer seu trabalho através do último título publicado: O Refúgio do Marquês, que trago hoje para compartilhar com vocês.
“Henrik e Caroline não poderiam ser mais diferentes.
Ele, o Marquês de Bridington, é um homem selvagem e inapropriado, que vive há anos no campo, fugindo dos fantasmas do seu passado obscuro e repleto de segredos.
Ela, Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, é uma jovem destemida, com um passado doloroso, que recebe a missão de reformar a mansão e talvez o marquês, ao menos é o que a marquesa viúva espera.
Ele é um caso perdido. Ela é uma mulher com um futuro incerto. Mas juntos, eles se completam e acendem a chama da paixão, que ambos acreditavam estar completamente extinguida, trazendo à tona segredos e temores que ambos escondem.
Se reerguer sob o peso do passado será uma batalha que ultrapassará os limites do refúgio que o marquês pensa ter construído, mas será que o amor é capaz de ultrapassar tantas barreiras e vencer, ou eles perderão tudo outra vez?”
O Refúgio do Marquês conta a história de Caroline Mooren, a baronesa de Clarington e Henrik Preston, o marquês de Bridington.
Ambos têm suas histórias para contar, mas o foco do livro não está em seu passado, embora este tenha contribuído muito para moldar suas personalidades e estilos de vida.
Henrik é um homem que desistiu de viver em sociedade e tornou-se uma espécie de ermitão em sua casa no campo. Abandonou as regras de comportamento exigidas pela sociedade e passou a trabalhar arduamente em suas terras, não se negando ao trabalho braçal.
Poucos são os empregados que permaneceram em sua casa e, por isso, esta encontra-se em estado lastimável, tanto quanto seu senhor.
Inconformada com a situação, sua mãe, Lady Hilde Preston, a marquesa viúva, contrata Caroline, uma parente distante, para reformar tanto a casa, quanto seus habitantes.
Sua intenção vai além do simples desejo que de manter em ordem a casa e a vida de seu filho. Por trás da organização, reestruturação da mansão e do filho há o plano de levar jovens casadouras para apresentar-lhe e fazer com que, enfim, ele se case novamente.
A jovem viúva Caroline Mooren, que se vê prestes a perder tudo, pois o primo de seu falecido marido em breve assumirá o título e a propriedade em que vive, não vê alternativa a não ser aceitar a proposta de Lady Bridington.
Mas será que Henrik aceitará? Será que ele está disposto a receber uma estranha mexendo em tudo, se metendo em tudo e pondo sua vida de cabeça para baixo?
Enfim, sua mãe não está nem um pouco preocupada com isso. Assim, leva Caroline para conhecer a propriedade e o filho.
Não é preciso dizer que a relação dos dois não será nada fácil. Muitas coisas serão descobertas, muitas discussões serão travadas, mas no meio de tudo isso, algo inusitado acontece para ambos.
Ele já conheceu o amor e a ele teve que renunciar, acreditando que jamais viveria esse sentimento outra vez. Henrik não é um homem cruel como quer demonstrar. O mais afetado por sua rudeza é ele mesmo.
Quando tem aquela intrusa escarafunchando sua casa e sua vida, ele vê sua revolta se transformar em algo inesperado.
Caroline, por sua vez, está decidida a por tudo em ordem e cumprir seu trabalho, mas seu envolvimento com tudo o que acontece na propriedade vai além de seus deveres. Ela que nunca conheceu o amor se vê irremediavelmente arrastada pela paixão que cresce dia após dia.
Mas esse não é um romance fácil, claro que não!
Lucy Vargas conseguiu criar uma história envolvente e cheia de situações inesperadas para nós, mesmo que há alguns séculos fosse comum. Mas o maior dos segredos ainda está para ser revelado, tanto para nós, quanto para Caroline.
Bienal do Rio (2016)
Quando conhecemos uma pessoa, temos conosco as impressões que ela nos passa: se é simpática, se é doce, se é sarcástica e outras características que apenas as aparências nos permitem apreciar.
Mas se pudermos conhecer seu trabalho, será nesse momento em que saberemos realmente de quem se trata.
Como disse, já conhecia Lucy e as impressões que me passou foram as que relatei no início da postagem. Mas ao ler a história desse marquês atormentado e de sua heroína é que pude saber de fato quem é Luciana Vargas. E a descoberta me fez admirá-la imensamente, pois sua essência está em seu texto, a maneira direta e simples com que conta uma história mostra a pessoa límpida e descomplicada que é. Sua atenção aos detalhes mostra sua dedicação à pesquisa e ao desejo de nos transportar para o lugar e tempo que quiser.
“Soltando o ar, o marquês fechou a porta e voltou. Ela ficou em pé imediatamente, levantou os braços e os passou em volta do pescoço dele, enquanto ele envolvia sua cintura e a puxava para seu corpo. Dessa vez, Caroline não sentiu apenas o início do que os braços do marquês vinham lhe prometendo. Enquanto se abraçavam e se beijavam como se tivessem pouco tempo de vida lhes sobrando, seu corpo lhe mostrou exatamente como era corresponder ao desejo do homem por quem ela já achava estar apaixonada!”
O respeito de Lucy aos personagens, a todos eles, por seus sentimentos, por suas limitações e por suas características nos faz pensar em pessoas reais. Nos faz sonhar e acreditar no amor, por mais complicado e impossível que pareça.
Em O Refúgio do Marquês mesmo os personagens secundários são marcantes e têm papel fundamental na trama principal e não há como não se encantar com muitos deles, mas há aqueles cujos pescoços ficariam muito bem entre nossos dedos.
A gente se irrita, se diverte, se encanta e torce pelo final feliz o tempo todo, mesmo que ele pareça improvável.
Parabéns, doce Lucy, pelo trabalho delicioso e surpreendentemente despretensioso e ao mesmo tempo precioso. Obrigada por ser a prova viva de que este país gera competência, sensibilidade, criatividade e respeitabilidade, concentrados em algumas pessoas! Estou pronta para conferir seus demais trabalhos.
Vou ficando por aqui, desejando a todos muita paz, saúde e amor, no melhor estilo de O Refúgio do Marquês.
Fiquem bem e Carpe Diem!

3 comentários:

  1. OI, Tania tudo bem?
    Já conheço a Lucy algum tempo, e este é o segundo livro dela que estou lendo. Pelo pouco lido ´percebi uma maturidade inesperada na escrita dela. CREio que ela tem muito a contribuir para o gênero. Gostei muito de sua resenha.

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    Respostas
    1. Oi, Verônica!
      Quem bom ver você por aqui!
      Concordo plenamente com você, acho que Lucy só tem a enriquecer nossa literatura. Me sinto orgulhosa por ser mulher, brasileira e tê-la conhecido!
      Obrigada pela visita, querida!

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  2. Sou suspeita quando o assunto é o trabalho da Lucy. Acho que ela já nasceu gente grande quando o assunto é a escrita. Cada trabalho dela apresenta uma melhora. Impossível não perceber o tremendo talento que ela tem. O talento dela vai além dos romances de época, apesar desse ser seu gênero favorito de escrita. Esse ano ainda deve ser sair o próximo livro dessa série. Não vejo a hora! BJS! Como sempre, impecável sua resenha!

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