31 de julho de 2015

Sexta Envenenada: Entre o Amor e a Vingança

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, ... e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres,
e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado,
e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso;
 o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece...
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino,
discorria como menino, mas,
 logo que cheguei a ser homem, a
cabei com as coisas de menino.
Coríntios 13”

Olá, Envenenados!

Mais uma sexta gloriosa para nossas vidas.
Mas uma coluna recheadinha de delícias literárias para satisfazer nossos corações.
A novidade hoje é a minha primeira vez com a Sarah MacLean, que também estreia na coluna e no blog.
Toda a primeira vez sempre gera muita expectativa e, ao contrário de muitas que são decepcionantes, esta foi extraordinária.
Não resisti à leitura de Entre o Amor e a Vingança, publicado recentemente pela Editora Gutenberg.
Este livro, que é o primeiro da Série O Clube dos Canalhas, teve um efeito inesperado em mim, pois me fez relembrar o tempo de escola, o tempo dos amores mais dolorosos que podemos sentir, que são as paixões adolescentes. Mas também me aqueceu com seu ritmo, com sua trama e seus personagens ímpares.
Ele conta a história do marquês de Bourne e Penélope Marbury.
“Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.
Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres.
Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles…
…até mesmo seu coração.”
Obviamente este trecho não tem nada a ver com minhas lembranças juvenis. Mas o desenrolar da história sim.
Bourne e Penélope cresceram muito próximos, tiveram uma infância rica de aventuras e compartilharam momentos inesquecíveis, aprontaram, pescaram, divertiram-se e, mesmo quando ele chegou à idade em que deveria ingressar no famoso Eton College, eles mantiveram-se unidos, ainda que por correspondências.
Mas o que acabou distanciando-os, em primeiro lugar, foi a morte dos pais de Michael, que começou a fechar-se, a afastar-se. Na verdade, ele deixou de responder às cartas que Penélope enviava, quase que religiosamente, para o querido amigo.
Enfim, o tempo e as circunstâncias se encarregam de nos transformar, principalmente quando são mais complicadas para uns que para outros. Mas essa complicação varia de acordo com o ponto de vista, não é verdade?
O marquês de Bourne, então com 21 anos, aposta e perde tudo que herdou, exceto o título, num jogo no qual, obviamente, acreditava ser o vencedor – não é assim que se sentem os viciados, no deslumbre de várias rodadas vencendo, acreditando que a sorte jamais os abandonará.
“Seus olhos se abriram e focaram no homem do outro lado da mesa, cruzando com o frio olhar cinzento que conhecia por toda a vida. O visconde de Langford havia sido amigo e vizinho do pai, escolhido a dedo pelo velho marquês de Bourne para ser guardião de seu único filho e herdeiro. Depois da morte dos pais, Langford foi escolhido para proteger o marquesado de Bourne, aumentar o patrimônio em dez vezes e garantir sua prosperidade. E então, o havia tomado. Vizinho, talvez. Amigo, jamais. O jovem marquês se viu atingido pela traição.”
Esta seria a última vez que Penélope ouviria notícias a respeito do amigo, que há muito não via.
Mesmo assim, ela insistia em escrever as cartas.
Aí a gente se pergunta: por que continuar a escrever para alguém que, aparentemente, nem se lembra mais de nós?
Que tolinha, a Penélope...
Só que não.
Na verdade, eu consigo me identificar com ela neste ponto.
Sinto uma saudade tão grande dos amigos da minha infância, da minha adolescência. Sei que muitos sequer se lembram que eu existi, mas lembro-me bem de cada um deles. Eles estão em minhas melhores lembranças, mesmo aquelas mais constrangedoras e, por incrível que pareça, estão exatamente como eram: jovens, sorridentes, atrapalhados, implicantes, generosos ou mesquinhos, tímidos ou fofoqueiros. Estão aqui comigo, neste exato momento: as meninas com quem eu me confidenciava, com quem conversava, com quem discutia; os rapazes que implicavam comigo, os que me ajudavam, ou pelos quais me apaixonei... e nossa, como era bom viver tudo aquilo!
Foi esta minha doce lembrança, esta minha emoção mais pura que emprestei à personagem Penélope no que diz respeito ao que esperava encontrar em seu amigo mais querido.
A gente acredita que vai encontrar nossos velhos conhecidos, tal qual eles eram. A princípio, somos tomados pela estranheza ao perceber que não fomos nós apenas que fomos moldados pelo tempo. E ficamos observando, esperando que, a qualquer instante, aquele jovem inconsequente salte bem diante dos nossos olhos.
E, nesta esperança, Penélope continuou escrevendo para Michael, mesmo que fosse, mais para consolo próprio.
Durante o tempo em que não teve notícias do marquês de Bourne, por ele mesmo, Penélope foi apresentada à sociedade, transformando-se na joia da temporada, até ser pedida em casamento e ver seu noivado ser rompido, uma vez que seu pretendente estava apaixonado por outra mulher. A partir de então, ela veria sua vida marcada pelas incertezas, pelas cobranças da família e da sociedade. Ela recebe outras propostas, mas as rejeita, pois mesmo tendo sido educada para aceitar que o casamento era simplesmente uma transação, quase que comercial, ela espera algo mais.
Enfim, o desastre do rompimento deixa rastros desagradáveis para ela e suas irmãs. Mas  de repente ela, que não acreditava que receberia mais nenhuma proposta, se vê em uma situação inusitada.
“Lady Penélope Marbury, nobre e bem-nascida, sabia que deveria se sentir bastante grata quando, em uma fria tarde de janeiro, do alto dos seus 28 anos de idade, recebeu o quinto (e provavelmente o último) pedido de casamento. Ela sabia que metade de Londres não a consideraria totalmente fora de si, caso viesse a se unir ao excelentíssimo Sr.Thomas Alles de joelhos e agradecesse a ele e ao Criador pela oferta amável e extremamente generosa. Para uma mulher não tão jovem, com um noivado rompido e apenas um punhado de pretendentes no passado, o cavalheiro em questão era bem-apessoado, gentil, tinha todos os dentes e a cabeça coberta de cabelos – uma combinação rara de características.”
Este pedido, tão aguardado pela família, seria irrecusável se não estivesse sendo feito por outro amigo de infância, o outro componente do trio, aquele que se juntava a ela e a Michael em suas aventuras. Por que ela, por que naquele momento?
A resposta é o cerne da história de Entre o Amor e a Vingança: o pai de Thomas é lorde Longford, o mesmo que tirou tudo de Michael num jogo de cartas. Acontece que Longford acaba perdendo terras que fazem parte daquela herança da mesma forma para o pai de Penélope.
Assim, para facilitar as coisas para as jovens Marbury, seu pai acrescenta as terras ao dote de Penélope, certo de que irão chover propostas.
Ela não acha justo, claro, ficar com as terras vizinhas que pertencem por direito a seu querido amigo. Mas como a mulher não tinha escolha neste período, não vê alternativas para seu destino.
Ao ficar sabendo que suas terras agora fazem parte do dote de Penélope, Bourne, pela primeira vez em anos, consegue vislumbrar a realização de sua vingança. Decide que se casará com ela, reaverá suas terras e se vingará de Longford.
Simples assim: ele decide e parte pro abraço. 
Ela, que romantiza o antigo amigo de infância, se depara com um homem estranho, sombrio e rude que parece ter enterrado para sempre a lembrança de tudo que passaram juntos.
Estou abalada pela força desse livro, que possui os ingredientes necessários para a construção de uma história arrebatadora e imprevisível: inocência roubada, herança, humilhação, vingança, manipulação, traição, arrogância, erotismo, confiança e personagens que vão ganhando força à cada página.
Uma verdadeira montanha russa emocional, pois Bourne conseguiu me irritar em boa parte do livro. Homem danado de ruim, eu pensava. Por outro lado, não foi à toa que ele virou o absinto de hoje, pois vem ser bonito, gostoso e sedutor assim aqui em casa.
Por sua vez, Penélope não é aquela mocinha coitadinha, que se vê obrigada a seguir o destino que os homens traçaram para ela. Não. Ela sabe seu papel, aceita-o, mas vai barganhar pelo seu estilo de vida e veremos crescer uma mulher capaz de lutar pela liberdade, pela aventura, pela própria felicidade, por tudo aquilo que lhe é mais precioso.
Ferran Calderon
Apesar do clima tenso e desolador que alinhava a vida de nossos protagonistas, eles terão sua cota de humor, de delicadeza e sensualidade.
“Eu vou explorar você... descobrir seu calor e sua maciez, cada pedaço do seu prazer. Ele a acariciou, sentido a forma como ela pulsava ao seu redor, adorando a maneira como ela balançava os quadris contra ele, enquanto o polegar percorria um pequeno círculo em torno da túrgida saliência de prazer que ele havia desvelado. Você me faz salivar.”
Mal posso esperar pelo próximo livro da série O Clube dos Canalhas, só espero que os editores atentem um pouco mais para evitar alguns deslizes que ocorreram neste primeiro. Claro, nada que desmerecesse a história, que é simplesmente maravilhosa.
Mais uma autora incrível que entra para o rol das minhas favoritas: Sarah MacLean – onde eu estava que ainda não tinha lido nada dela??
Até a próxima, meus queridos, fiquem bem e “Carpe Diem quam minimum crédula póstero.”

24 de julho de 2015

Sexta Envenenada: Outlander - O Resgate no Mar - Parte 1

“– Eu a tenho visto tantas vezes
– disse ele, a voz sussurrante e morna em meu ouvido.
 – Você veio a mim tantas vezes. Em sonhos, às vezes.
Quando estava delirante de febre.
Quando estava com tanto medo e
 tão sozinho que achava que ia morrer.
Quando eu precisava de você,
eu sempre a via, sorrindo,
com seus cabelos cacheados em volta do rosto.
Mas você nunca falou comigo.
Nunca me tocou.”
O Resgate no Mar – parte 1



Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma sexta... adoro dizer isso, parece programa de TV; repete, repete, repete...
Mas, enfim, adoro dizer isso porque sempre antecede um dos meus maiores prazeres, que é falar (escrever) sobre outro prazer – quase sexual, dependendo do livro e do autor, claro – que é a leitura.
Obviamente, estou falando sobre aquela leitura que nos faz acreditar em magia, em outras dimensões, não da leitura tortura. Estou falando de livros que nos permitem viver uma outra realidade, que contam histórias de mocinhas bacanas, que não nos provocam ânsia de estrangulá-las, fortes em todos os sentidos da palavra. Livros que contam histórias maravilhosas, não importa se sobrenaturais ou possíveis.
Entendam, não estou dizendo que todos os livros devem ser feitos como pão de forma, que existe uma receita e que todos os autores devem segui-la. Claro que não.
Continuo acreditando que o livro é o que permitimos que ele seja, o que estamos dispostos ou prontos a perceber. E a sua influência sobre nós, sobre nossas reações à sua história, é o que estamos dispostos ou prontos a sentir.
E é aqui que está a magia.
Existe uma linha muito tênue entre o que esperamos de um livro e o que recebemos dele, quando o lemos. Mas esta última, depende muito mais de nós mesmos do que dele. Um exemplo disso é a série Outlander da Diana Gabaldon, que está em seu terceiro livro pela Saída de Emergência.
Quando estamos acostumados a ler uma série de livros, até esperamos que, com o passar dos livros, a história e os personagens vão perdendo foco e força. Mas em Outlander, O Resgate no Mar (livro três – parte 1), o que vejo é que a história e os personagens estão se tonificando a cada volume.
Diana Gabaldon tem esse poder de contar uma história, adicionando os fatos históricos à sua ficção com maestria, nos envolvendo, fazendo-nos desejar estar lado a lado com cada um dos personagens, vivendo com eles suas aventuras, torcendo para que consigam superar seus infortúnios, querendo estar diante do círculo de pedras, atravessá-lo e tentar mudar o rumo da história escocesa.
“Quando eu era criança, nunca gostei de pisar em poças. Não temia minhocas ou meias molhadas: eu era, de um modo geral, uma criança levada, com uma abençoada indiferença a imundices de qualquer espécie.
Era porque eu não conseguia acreditar que aquela superfície perfeitamente lisa fosse apenas uma fina lâmina de água sobre solo firme. Eu acreditava tratar-se de um portal de algum espaço insondável. Às vezes, vendo as minúsculas ondulações nas águas causadas pela minha aproximação, eu imaginava a poça incrivelmente profunda, um mar abismal onde se ocultavam tentáculos preguiçosamente enroscados e escamas reluzentes, com a ameaça silenciosa de corpos imensos e dentes afiados à deriva nas profundezas sem fim.
Em seguida, olhando para o reflexo na água, eu podia ver meu próprio rosto redondo e os cabelos crespos contra uma expansão azul e uniforme. Pensava, então, que a poça fosse um portal para outro céu. Se eu pisasse ali, cairia de imediato, e continuaria caindo, indefinidamente, pelo espaço azul...” 
Diana Gabaldon
Com esse prólogo (pelo menos parte dele), Gabaldon compartilha conosco a magia que a acompanha desde cedo. Magia que faz parte do nosso imaginário quando crianças. Alguns fantasiam monstros sob a cama, numa sombra na parede, dentro do armário, ou nos sons no silêncio da noite. Outros, acreditam que os espelhos também são portais, e que vivemos em outras dimensões, com formatos e tudo mais invertidos.
Em uma das passagens do primeiro livro (A Viajante do Tempo) dá para associar essa imagem que ela faz da poça com o que a personagem Claire vivencia, ao ficar diante do Lago Ness.
Magicamente a autora criou portais do tempo, ao dar vida a uma história impressionante, que vem crescendo a cada página, a cada volume.
Neste terceiro volume, que está dividido em duas partes, vamos acompanhar momentos muito intensos, como tem sido desde o início, da história de Jaime e Claire.
Preciso confessar que, quando comecei a ler o segundo livro – A Libélula no Âmbar, passei boa parte da leitura em uma espécie de luto, pois pelo que parecia, nosso herói teria sucumbido à Batalha de Culloden (fato histórico), como Claire havia “profetizado”. Ela mesma acreditava nisso. E foi assim que a história começou; com ela de volta ao século XX, buscando informações sobre o que aconteceu naquele dia sombrio.
E a história é contada por ela, mais uma vez. Explicando para seu amigo Roger e sua filha Brianna uma parte fundamental da história escocesa e de como, extraordinariamente, fez parte dela.
Em O Resgate no Mar – parte 1, vamos conhecer o que se passou na vida de Claire e Jaime (ou pelo menos algumas passagens) nesses 20  anos de hiato.
http://www.deviantart.com/art/Jamie-and-Claire-Candlelight-204453807
“Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona... seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jaime ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jaime, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que o tempo e espaço se misturam, Claire e Jaime têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar?”
Deus!
De fato é uma leitura extraordinária, fenomenal... parafraseando alguns comentaristas do livro.
Vocês estão convidados a fazer uma viagem a um parque de emoções fortes. Isso eu garanto, pois só escrevendo esta sinopse, pude reviver algumas das que este romance provocou em mim.
Pela primeira vez, o livro começa com nosso amado herói, aparentemente despertando num limbo emocional.
Num cenário sombrio de fim de batalha e começo de inferno, é assim de damos reinicio à história de Jaime e Clarie.
A partir desse momento, vamos descobrir o que aconteceu naquele 16 de abril de 1746 (data histórica), dia fatídico que assombra nossos protagonistas e alguns descendentes escoceses até os dias atuais.
Nós podemos mudar nossa história? E, se tivéssemos essa oportunidade, o que e como faríamos?
Heróis existem. Só depende do ponto de vista de quem os nomeiam heróis, não importando as batalhas de cada um.
Gosto muito de algumas frases de Deus, personagem do fabuloso Morgan Freeman em O Todo Poderoso, e uma que me lembra muito Jaime Fraser é As pessoas esperam que eu faça tudo por elas, mas não percebem que elas têm o poder. Você quer um milagre? Seja um milagre".
Jaime é dessas pessoas que não esperam o milagre acontecer; vão lá e fazem o milagre, se tornam o milagre. Ser herói, para mim, é isso: é se expor, se sacrificar (sem pesar ou pensar no que faz como um sacrifício), fazer o que acredita ser o correto, ainda que sofra as consequências, para as quais talvez não dê tanta importância, se o bem estiver sendo feito.
E Diana Gabaldon faz e se torna um milagre, ao nos presentear com essa saga impressionante que é Outlander. E, quando pensamos que está tudo perdido, acabou-se, percebemos que ainda há muito a ser contado.
Quando pensamos que algo, algum detalhe foi esquecido ou deixado de lado, ele reaparece em uma explicação incrível e lógica, que jamais poderia ter passado por nossa mente. E aí a gente fica com aquela cara de: “Ah! Entendi... isso mesmo... agora sim, faz sentido.”
Por outro lado, em Resgate no Mar, pelo menos eu, que me apeguei a todos os personagens, senti muito a falta de vários deles, e espero poder ter notícias deles nos próximos volumes, ainda que seu destino esteja implícito.
Quanto à série de TV, é outra realização fabulosa que, infelizmente, não passa aqui em terras tupiniquins e somente os fãs do gênero fazem malabarismos impossíveis para conseguir assistir.
Embora seja impossível também colocar a história integralmente numa produção de TV, a essência e qualidade estão lá, seja pelo elenco, pela direção ou pela produção, Outlander está ali na tela, com toda a emoção e criatividade que a autora, que acompanha de perto a produção, lhe conferiu.
Eu já vinha lendo a história antes da série ser lançada, mas confesso que hoje é difícil ler o livro, sem ter os rostos e as vozes dos atores que tão lindamente interpretam nossos queridos personagens, nem consigo ficar longe das urzes, nem deixar de sentir o friozinho descritos tão perfeitamente por Gabaldon.
Preciso encerrar a coluna, caso contrário, terei que transcrever toda a história aqui para vocês, pois o desejo de reler o livro começa a dominar a mente desta que vos escreve.
Felizmente, o próximo volume está prestes a ser lançado, assim, se vocês não fizeram essa viagem fascinante até as Terras Altas, garantam já o seu passaporte, mas cuidado: uma vez que embarcarem, não conseguirão voltar de lá.
Fiquem bem e “Carpe Diem quam minimum crédula póstero.”

Ou receba as atualizações no seu email:

Delivered by FeedBurner

Posts Recentes

Últimos Comentários

As envenenadas pela maçã Ѽ by TwilightGirls RJ Ѽ - Copyright © 2012 - Todos os Direitos Reservados