26 de junho de 2015

Sexta Envenenada: O Príncipe dos Canalhas

“... ele acha que não merece nada daquilo:
os sorrisos, e conforto dos braços da mãe,
a paciência... e o perdão.”
Olá, Envenenados!

Muito frio por aí?
Aqui está uma delícia! Adoro esse tempo geladinho, quando podemos nos vestir mais e melhor, sem ter que praticamente usar um absorvente sob as axilas! Finalmente, o inverno chegou, minha estação preferida!
Além de trazer o meu tão amado inverno, junho também trouxe outras novidades que me deixaram imensamente feliz.
No dia 13 aconteceu o Encontro de Fãs de Romances de Época da Editora Arqueiro, na Livraria Travessa do Barra Shopping, aqui na cidade maravilhosa.
Estivemos presentes e, para minha surpresa e honra, fui convidada pela querida Elimar para participar deste evento, falando sobre uma das grandes autoras que a Arqueiro trouxe para nós. Pude compartilhar minhas impressões sobre o trabalho de Madeline Hunter, ainda que bastante nervosa, pois, apesar de falar muito quando escrevo, o mesmo não ocorre ao vivo com tantas pessoas que não conheço.
Ao lado da própria Elimar, da Fernanda Figueiredo, da “novinha” Luciana Vargas e na mestra na arte do uso de leques, Vânia Nunes, pude, mesmo timidamente, expressar minha alegria por ter sido fisgada por esse gênero de leitura, que de maneira tão competente a Arqueiro, representada no encontro pela Natália Alexanre, nos brinda periodicamente.
Além de ter essa oportunidade, também pude conhecer pessoas lindas e sensíveis e conhecer outras autoras e livros que a editora também nos trouxe e trará.
Um deles, que foi lindamente apresentado pela Vânia Nunes, é O Príncipe dos Canalhas, da Loretta Chase.
Mais uma vez, cá estou aprendendo uma maravilhosa lição: é mesmo necessário nos desapegar, estarmos prontos para mudanças, sair da nossa zona de conforto e dar chance ao desconhecido.
Estava ficando tão viciada nas três primeiras autoras dos Romances de Época da Arqueiro, que não me empolguei tanto a dar uma chance a Loretta.
Por essas e outras é que encontros como este são fundamentais para trocarmos impressões e para desenvolver nosso conhecimento.
Fiquei tão fascinada com a descrição da história, que a primeira coisa que fiz quando saí do evento, foi buscar o livro e, meus queridos, vocês precisam conferir... é único, é ímpar, é viciante.
Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent...
Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu.
Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho.
Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.”
Eu corrigiria o trecho que diz que o encontro desperta em Dain sentimentos há muito esquecidos, e diria que o encontro desperta sentimentos nunca sentidos.
Quando crescemos num lar afetuoso, onde o amor e o respeito são constantes, muitas vezes ainda nos sentimos meio perdidos, inseguros, sobretudo na infância.
Esta semana mesmo, estive conversando com as mediadoras de dois alunos meus sobre o que temos feito ou deixado de fazer para permitir que nossas crianças vivam suas infâncias plenamente. Poucas pessoas percebem o quanto elas estão sendo massacradas por tanta tecnologia (as babás eletrônicas) e pela ausência emocional, senão física, da família. Muitos passam mais tempo na escola (integral) do que em casa. E, consequentemente, ficam sem a referência, o acompanhamento e até os limites inerentes à família.
Lorde Dain nunca teve isso, desde que nasceu. Sempre fora rejeitado pelo pai, ignorado pela mãe (praticamente uma criança também) e, quando se viu completamente só, num renomado colégio interno inglês, foi exposto aos maus-tratos dos colegas e à falta de interesse dos adultos.
Não estava vendo nenhum amigo ali, apenas rapazes que o humilhavam – e todos bem maiores que ele.
– Eu fiz uma pergunta, seu verme – disse Wardell. – Quando seus superiores fazem uma pergunta, é melhor você responder.
Sebastian olhou firmemente nos olhos azuis do seu algoz.
Stronzo – disse ele.
Wardell lhe deu um cascudo leve na cabeça.
– Nada dessa palhaçada macarrônica, imbecil.
Stronzo – repetiu Sebastian, de forma audaciosa. – Você é um cagão.
Wardell ergueu as sobrancelhas claras e olhou para os camaradas reunidos ali.
– Ei, ouviram isso? – perguntou ele. – Não só ele é feio como Belzebu; também tem uma boca bem suja. O que devemos fazer com ele, pessoal?
– Jogá-lo pela janela – disse um.
– Afogá-lo – sugeriu outro.
– Na latrina – acrescentou um terceiro. – Ele está procurando por cocô, não é?
A sugestão foi recebida com um entusiasmo vociferante.
Em um instante, todos estavam sobre ele.”
Desde cedo, aprendeu que o dinheiro poderia lhe dar tudo o que quisesse e que amor, paixão, carinho, vindo, especialmente de mulheres, só poderia ser uma mera encenação das “primas” a quem pagava frequentemente. E, desde cedo, aprendeu a lidar com o dinheiro, muito melhor até mesmo que seu pai que deixou-lhe como herança os títulos de nobreza, algumas propriedades e muitas dívidas. Afinal, ele não era o filho que sonhava, mas sim um inconveniente e uma lembrança da mãe adúltera que os abandonara para fugir com o amante.
Sebastian foi iniciado nos mistérios eróticos no seu décimo terceiro aniversário. Wardell e Mallory – o rapaz que dera a ideia de enfiá-lo na latrina – embebedaram-no com gim, vendaram seus olhos e o jogaram de um lado para outro por mais de uma hora. Depois, fizeram-no subir um lance de escadas até um quarto que cheirava a mofo. Arrancaram suas roupas e, depois de tirarem a venda, saíram do quarto, trancando a porta.
...
– Não vou fazer isso – disse ela. Sua boca se contorceu, teimosamente. – Nem por 100 libras.
...
– É uma pena – disse ele, friamente. – Hoje é meu aniversário e eu estava me sentindo tão bem-humorado que pensei em lhe pagar 10 xelins.
Sebastian sabia que Wardell nunca pagava mais do que 6 pence a uma prostituta.
Ela fez uma expressão amuada e deslizou o olhar até seu membro masculino. E manteve os olhos fixos ali. Foi o bastante para despertar a atenção dele. E ele prontamente começou a crescer. O lábio da mulher começou a tremer.
– Eu lhe disse que estava de bom humor – falou Sebastian, antes que ela começasse a rir. – Dez xelins e 6 pence, então. Nada mais. Se não gosta do que eu tenho a oferecer, posso ir a outro lugar.
– Eu espero que possa fechar os olhos – disse ela.
Ele deu um sorriso torto.
– Abertos ou fechados, tanto faz para mim. Mas eu espero que valha o meu dinheiro.
Ele conseguiu o que queria, e ela não fechou os olhos, mas demonstrou todo o entusiasmo que um homem poderia desejar.
Havia uma lição de vida naquilo, refletiu Sebastian mais tarde, e ele a aprendeu tão rápido quanto todas as outras.
Dali em diante, decidiu que adotaria o seguinte lema de Horácio: “Ganha dinheiro honestamente, se puderes; senão, como puderes.”
Assim, sobreviveu a tudo e a todos, cresceu e tornou-se a lenda, o terror das famílias distintas, o mito para os amigos, o garanhão das prostitutas (as tais primas).
Dain transformou-se num homem poderoso que encantava e aterrorizava ao mesmo tempo. Sempre consciente de sua herança física, considerava-se uma aberração diante dos padrões de beleza londrinos.
Por isso, quando a autora faz menção às suas características, sempre deixa a critério do leitor fazer a interpretação, ao descrevê-lo e ao mostrar os sentimentos do personagem sobre si mesmo. O que para ele é uma anormalidade, aos meus olhos é um charme.
Andrés Velencoso
Ele tem origem inglesa, por parte de pai, e italiana, por parte de mãe de quem herdou as características mais marcantes, como a cor negra dos olhos e cabelos, o nariz aquilino, que é mencionado como se fosse um terceiro protagonista, e sua estatura (muito alto para a época). Como tudo isso foge aos padrões ingleses, obviamente sabe que está longe de ser considerado o Adonis do século XIX.
Ele opta por viver suas aventuras em Paris e está sempre cercado por várias mulheres e seus amigos, entre bebedeiras, apostas e orgias. Estava acostumado a ter o controle de tudo e de todos. As coisas somente aconteciam de acordo com sua vontade. E a única pedra no sapato naquele momento era o inconvenientemente chato Bertie Trent, de quem tentava se livrar.
Amante das artes, Dain costumava ir a antiquários para pescar peças raras, avaliando-as e fazendo ofertas aos proprietários e, foi numa dessas visitas que ele conheceu Jessica Trent, irmã solteirona de Bertie.
Sabendo que o irmão estava mas garras de Lorde Belzebu, Jessica chega a Paris com a missão de resgatar o infeliz e o que resta de sua fortuna, que vem sendo dilapidada a cada noitada com Dain.
Lorde Belzebu, tentando se esquivar das opiniões exageradas de Bertie, enquanto negociava uma compra de maneira satisfatória satisfatória, viu seu mundo ser invadido, atacado e dominado por um oponente tão cruel quanto ele, literalmente usando artilharia muito pesada.
“Ele ouviu um farfalhar e um som abafado em algum lugar acima à esquerda. Desviou o olhar até lá. A mulher que murmurava estava curvada sobre o mostruário de joias. A loja era incrivelmente mal iluminada – o que era proposital, a fim de que os clientes tivessem dificuldade de avaliar as mercadorias. Tudo o que Dain conseguiu perceber era que a mulher usava sobrecasaca azul e uma daquelas horríveis toucas com aba decorada que estavam na moda.
– Eu recomendo – prosseguiu ele, com os olhos na mulher – que você resista à tentação de fazer contas se estiver interessado em um presente para sua chère amie. As mulheres vivem num mundo matemático superior ao dos homens, especialmente quando se trata de presentes.
– Isso acontece, Bertie, porque o cérebro feminino alcançou um estado mais avançado de desenvolvimento – respondeu a mulher, sem erguer os olhos. – As mulheres reconhecem que a escolha de um presente requer o equilíbrio entre uma equação moral, psicológica, estética e sentimental que é extremamente complicada. Eu não recomendaria que um reles homem tentasse se envolver no delicado processo de balancear essa equação, especialmente pelo método primitivo de calcular.
Por um momento desconcertante, lorde Dain teve a impressão de que alguém havia acabado de enfiar sua cabeça na latrina. Seu coração começou a bater mais forte e sua pele ficou arrepiada, levemente suada, como ocorrera naquele dia inesquecível em Eton, 25 anos antes.
Ele disse a si mesmo que seu café da manhã não devia ter lhe feito bem. Talvez a manteiga estivesse rançosa.
Era impensável que aquela desprezível réplica feminina o tivesse afetado. Não havia a menor possibilidade de ele se sentir desconcertado por essa mulher de língua afiada que devia ser, como presumiu inicialmente, uma vagabunda desmazelada com quem Bertie estivera na noite anterior.
O sotaque dela denunciava que era uma dama. Pior ainda – se fosse possível haver espécie pior de ser humano –, ela era, pelo que parecia, uma intelectual. Em toda a sua vida, lorde Dain nunca encontrara uma mulher que soubesse o que era uma equação, e menos ainda uma que soubesse que equações eram passíveis de balanço.
Bertie se aproximou e, com seu sussurro espalhafatoso, perguntou:
– Faz alguma ideia do que ela disse, Dain?
– Sim.
– E o que foi?
– Homens são brutos e ignorantes.
– Tem certeza?
Absoluta.
Bertie soltou um suspiro e olhou para a mulher, que continuava fascinada pelo conteúdo do mostruário.
– Você prometeu que não insultaria meus amigos, Jess.
– Não imagino como possa ter feito isso, já que não encontrei nenhum. Ela parecia estar tramando algo. A touca que ela usava, com todos aqueles laços e flores que a decoravam, inclinou-se de um lado para outro enquanto ela estudava o objeto de seu interesse, observando-o a partir de vários ângulos.
– Bem, quer conhecer um deles? – perguntou Trent, impaciente. – Ou vai ficar aí olhando esse monte de porcarias o dia todo?
Ela endireitou a postura, mas não se virou.
Bertie pigarreou.
– Jessica – disse ele, com determinação. – Dain. Dain... Que diabos, Jess. Não consegue tirar os olhos desse lixo por um minuto?
Ela se virou.
– Dain. Esta é minha irmã.
Quando Jessica ergueu os olhos, um calor feroz, lépido, varreu o corpo de lorde Dain, do alto da sua cabeça à ponta das suas botas lustradas com champanhe. O calor imediatamente deu lugar a um suor frio.
– Meu senhor – disse ela, com um breve aceno de cabeça.
– Srta. Trent – respondeu ele. E não conseguiria mais proferir uma única sílaba, mesmo que sua vida dependesse disso.
Sob a aba daquela touca horrorosa havia uma oval perfeita de porcelana branca e feições impecáveis. Cílios grossos e negros emolduravam olhos cinzentos como a prata, levemente inclinados para cima harmonizando com as linhas das maçãs do rosto. Seu nariz era reto e delicadamente esguio, a boca suave e rosada, um pouco mais carnuda do que ele gostaria.
Jessica Trent não possuía a beleza clássica inglesa, mas era perfeita e, como não era cego nem ignorante, lorde Dain reconhecia qualidade quando
a encontrava.
Se ela fosse uma peça de porcelana de Sèvres, uma pintura a óleo ou uma tapeçaria, ele a compraria imediatamente, sem reclamar do preço.
Por um instante insano, enquanto contemplava a ideia de lambê-la da testa de alabastro até as pontas dos dedos dos pés, ele imaginou qual seria o preço daquela mulher.”
Trecho grande?
Sim.
Mas nem de longe passa a ideia de como a vida de Dain mudaria para sempre, desde que conheceu Jessica Trent. Mais isso, obviamente, não significa que ele teria sido domado apenas por desejar ardentemente aquela mulher de língua ligeira, desde o primeiro instante.
E o impensável acontece, pelo menos de acordo com as descrições do personagem, tanto físicas como psicológicas: a atração que Jessica sente por ele é tão grande quanto a dele por ela. Mas obviamente, nenhum dos dois dá indícios disso.
O Príncipe dos Canalhas é um romance de época incrível, com situações extremamente inusitadas. Um exemplo disso é a avó de Jessica, que é conhecida como la femme fatale e que não aceita ser chamada de outra forma que não seu primeiro nome.
Genevieve é mais que uma avó, é uma amiga, uma orientadora, uma incentivadora da independência da neta. É com ela que Jessica compreende sua reação a Dain, mas nada disso fará com que ela desista de afastar Bertie da péssima influência de Lorde Belzebu.
Assim, está lançado o desafio do século, que fará de Paris um cassino, onde as apostas serão altas, e as reputações de Jessica e Dain estarão a mercê de suas reações, de suas atitudes, do forte desejo mútuo, sobretudo, do forte caráter, persistência e inteligência que ambos compartilham.
A gente começa a olhar a vida de maneira diferente, desde que começa a ler os romances de época. Loretta Chase é autora para mulheres e homens, não é uma autora de romance mulherzinha não, daquele tipo que você tem vontade de acertar o punho no meio do focinho da protagonista.
Claro, Dain é intransigente, é teimoso e irritante, e deu mesmo vontade de consertar o seu nariz, mas é por isso que este tipo de leitura deveria ser indicada aos alunos do 8º ano ao ensino superior.
Este gênero, pelo que aprendi com todas essas autoras, nos ensina a olhar para o outro e para uma situação a partir de diversas perspectivas. Isso não acontece nos dias atuais; não praticamos o diálogo, a análise de uma situação, estamos muito ocupados em correr atrás do pão nosso de cada dia que não cuidamos adequadamente dos nossos corações, dos nossos amores, da nossa vida pessoal.
Obviamente que os contextos são extremamente diferentes, as mulheres não ficam, nem podem ficar mais em casa para cuidar exclusivamente da família, estamos também no mercado de trabalho, estressadas, desgastadas demais para exercitar a docilidade, a subserviência. Vamos combinar, nem temos mais paciência para isso.
Mas acho que, embora muitas coisas estejam se perdendo, e não depende apenas da mulher, ainda existem pessoas que acreditam no amor, que tentam, que investem em suas relações. E vale a pena. Não há uma fórmula que faça um relacionamento durar tanto tempo, mas se os envolvidos estiverem dispostos a tentar, a se dedicar, a ouvir, a abrir mão sem sacrificar nenhuma das partes, e, acima de tudo se houver respeito, acho que já é um bom começo.
Vou ficando por aqui, extremamente mexida, emocionada com a história de O Príncipe dos Canalhas, de Dain e Jessica, desejando que eles pudessem se materializar, desejando ter mais de sua história e desejando a todos vocês muito amor, muita paciência, muita sabedoria e muita saúde, nesta sexta-feira maravilhosa!
“Carpe Diem quam minimum crédula póstero. Aproveite o dia, não confie no que virá amanhã.”

17 de junho de 2015

Papo Envenenado: "O que você anda plantando?"


Bom dia queridos envenenados,

Hoje trago para vocês o papo entre amigas que ficaram abismadas de verem um 'tal sujeito' que todas conhecem bem... começar a se dar mal na vida.

Veja bem, não estávamos fazendo fofoca e nem felizes pela desgraça alheia... Estávamos comentando sobre como a vida é capaz de levantar e derrubar uma pessoa em tão pouco tempo. Ou seria a capacidade da própria pessoa de se colocar em patamares que depois não consegue se sustentar?

Ah!! Coitado...

Este tal sujeito sabia 'vender bem seu peixe' e se saía bem em quase todas as situações e o chato de assistir isso é que quem era próximo dele sabia o quanto falso e esnobe ele era.

Claro que todos que estavam comentando e papeando já tinham sido de um jeito ou de outro 'afetados' por suas atitudes. 

Então, foi com um certo interesse que começamos a ver o tal 'borrabotas' se dar mal...

E eis que surge a famosa frase no grupo de bate-papo...

"Ele está colhendo o que plantou!!"

Já ouviu essa, não é??

Bem na hora me veio na cabeça um trecho de um texto que li do padre Fábio de Melo.

Olha ele aí:

 "A Vida é fruto da decisão de cada momento. 

Talvez seja por isso, que a ideia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. 

Viver é plantar. 

É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes. 

Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. 

Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos de plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe..."

Pois então, eis que te pergunto...

O que você anda plantando??

Que tal pararmos de olhar a vida alheia e nos dedicarmos ao nosso 'plantio'??

Jogar para a vida as consequências de nossas escolhas é até injusto!!

Está na hora de assumirmos que nossa colheita pode, ou não, ser produtiva... vai depender da sua semeadura!


Beijocas e até o próximo papo...


12 de junho de 2015

Sexta Envenenada: Segredos de um Pecador

“Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval
Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração”
Se eu não te amasse tanto assim

Olá, Envenenados!

Após um período de bloqueio – criativo, de tesão, de disposição e outras coisinhas – estou de volta com mais uma Sexta Envenenada.
Na verdade, o bloqueio continua – bem aqui em um dos ombros, e a preguiça no outro. Ficam aqui, apostando para ver qual dos dois é mais convincente. E eu, entre ambos, lutando, sabe-se lá como, para despistar ambos.
Daí eu penso no livro sobre o qual quero falar hoje e dou uma pernada nesses dois.
Segredos de um Pecador encerra, infelizmente, uma das primeiras séries de Romances de Época da nossa querida Editora Arqueiro – Os Rothwells, de Madeline Hunter.
Na verdade, foi dela o primeiro Romance de Época que li e me apaixonei eternamente.
Esta série conta as histórias dos irmãos Rothwells, de seus amores e seus amigos também, pois Madeline é dessas autoras que não nos aprisionam em um único casal. Eu fico muito à vontade com seu estilo, pois acho que há muito mais para ser explorado num romance do que apenas as aventuras e desventuras de dois protagonistas.
Finalmente podemos conhecer mais sobre o marquês de Easterbrook, Christian Rothwell.
Digo conhecer mais porque ele teve participações marcantes nos primeiros livros da série, quando teve importante papel nas histórias de seus irmãos e até mesmo sua boa relação com sua primeira cunhada, Alexia, em As Regras da Sedução. Esta afinidade fez com que ele também fosse fundamental nas vidas de Kyle e Roselyn, prima de Alexia, no terceiro livro da série, Jogos do Prazer.
Também é preciso lembrar que foi graças às suas ordens e influência que seu irmão caçula caiu nas graças de Phaedra Blair.
Mas, apesar de ser um personagem de grande valor em todos os três primeiros livros, Lorde Easterbrook conseguiu manter grande parte de si mesmo sempre nas sombras. Desde o início, mostrou-se alguém que pouco ou nenhum valor dava às exigências de etiqueta da sociedade londrina do século XIX, embora sua preocupação com a família e a retidão de caráter fossem também traços muito importantes desse absinto de hoje.
Mas será em Segredos de um Pecador que poderemos desvendar os segredos de um dos personagens mais enigmáticos do universo dos Romances de Época.
“Leona Montomery foi criada na China. Com pai inglês e mãe portuguesa, aprendeu desde cedo a se adaptar aos costumes de outras terras e adquiriu uma cultura e sofisticação incomuns às mulheres de seu tempo. Por isso, quando o pai, já viúvo, morreu, deixando os dois filhos em uma situação financeira difícil, Leona assumiu os cuidados do irmão caçula e os negócios da família. Trabalhando pela recuperação da Montgomery & Tavares, ela viajou por diversos países, negociou com homens rudes e enfrentou piratas. Recém-chegada a Londres, agora espera fechar parcerias comerciais e dar sequência a uma investigação que o pai não pôde concluir.
Mas estar em Londres significa algo mais. Sete anos atrás, Edmund, um naturalista inglês, deixou Macau à noite, depois de um beijo de despedida que Leona nunca esqueceu, e retornou à Inglaterra.
O que ela não poderia imaginar era que Edmund, na verdade, é Christian Rothwell, o marquês de Easterbrook, um homem poderoso envolto e mistérios – e que talvez se beneficiasse com o fim das investigações de seu pai..
Dividida entre o dever e a tentação, é na cama do marquês que ela fará suas maiores descobertas.”
Oh! Delícia! Nós também faremos incríveis descobertas sobre esse homem avesso aos “mimimis” londrinos.
Easterbrook é um mistério até mesmo para seus irmãos Hayden e Elliot.
Os três irmãos compartilham além do DNA, claro, alguns traços de personalidade, tais como a introversão e inteligência. A hombridade e o senso de justiça também fazem parte das semelhanças dos Rothwells.
Conforme suas histórias vão sendo contadas, também vão sendo reveladas características como o instinto dominador, protetor e, às vezes, autoritário, desse trio. Por outro lado, longe de nos revoltarmos com eles, conseguimos perceber o quão atormentados eles são por conta da infância que tiveram.
Não. Ao contrário da moda literária atual, eles não foram molestados, nem sofreram abandono por parte de seus pais. Mas viram uma relação doentia transformar sua mãe em uma reclusa e seu pai em um homem cada vez mais inalcançável.
Esta relação familiar deixou marcas profundas nos três, sobretudo em Christian, que revelou possuir o dom especial de sua mãe e que o impeliu ainda mais a isolar-se dos demais.
Ele possui uma sensibilidade de perceber os sentimentos e as emoções alheias. Ao contrário do que possa parecer, ele não tira tanto proveito da situação, pois precisa evitar estar entre muitas pessoas ao mesmo tempo, pois a conexão que faz com elas só o perturba e desgasta.
A única pessoa de quem ele ainda pode se aproximar sem ser perturbado e não fazer ideia do que pensa ou sente é Leona Montgomery.
E com Leona, finalmente, ele consegue respirar e relaxar, ainda que tenha que manter sua identidade em segredo.
Quando ela retorna a Londres buscando parceiros comerciais, Christian não consegue manter-se longe e faz com que seus homens a levem para encontrá-lo.
Por ela estar sempre sob a proteção de Tong Wei, seus homens tiveram que esperar um momento de descuido da senhorita Montgomery e levá-la, de maneira forçada já que mostrava-se resistente ao “convite”, causando-lhe um misto de indignação e pânico.
“– Nós a trouxemos. Ela finalmente saiu de casa sem aquele chinês.
Christian se serviu de um pouco de ponche.
– Conseguiu evitar um espetáculo público, Miller?
– Por pouco. Foi prudente ter levado os outros dois. Ela começou a suspeitar, então tivemos que agir rápido antes que escapasse ou gritasse.
– Vocês não a machucaram, imagino. Do contrário, terei que matá-los.
Miller tratou o alerta como uma brincadeira, mas sua arrogância e autoconfiança diminuíram o suficiente para indicar que não tinha certeza absoluta de não se tratar de uma ameaça real. Como Christian também não tinha certeza, deixou Miller suar um pouco.
– Apenas seu orgulho foi ferido, eu garanto.
...
 – Ela nos acusou de sequestro – contou Miller.
– Porque vocês a sequestraram.
– Ela disse que vai às autoridades.
– Onde ela está?
– No quarto verde. Nós a acompanhamos pela escadaria dos empregados para que Lady Wallingford não tomasse conhecimento.
Leona andava de um lado para outro em sua prisão opulenta, fervilhando de irritação.
Era difícil manter a dignidade depois de ser arrancada da rua como uma bagagem perdida. Ainda assim, Leona tinha esperança de haver conseguido.
...
Não tão bela, mas, com alguma sorte, bela o bastante.
Tirou o chapéu e o colocou sobre a mesa. Beliscou as maçãs do rosto para que ficassem coradas.
– Está se arrumando para mim, Srta. Montgomery?
A voz a assustou. Seu olhar se desviou do próprio reflexo para o do quarto atrás de si.
Viu botas pretas de cano alto e culotes justos nas sombras próximas à porta. Abaixou-se até que as dobras brancas de uma camisa apareceram, depois as pontas de cabelos bem pretos. O intruso parecia um criado, e bem simplório, uma vez que usava vestes tão informais.
...
Ela se endireitou e imaginou que linha de raciocínio poderia impressionar um homem como ele. Virou-se para cumprimentá-lo com calma e graça.
– O senhor é lorde Easterbrook?
– Sim, sou.
– Seu convite foi inesperado, lorde Easterbrook, mas fico encantada em conhecê-lo.
Ela fez uma pequena reverência.
Ele parecia esperar algo mais. Ela não conseguiu imaginar o que poderia ser. Seu sorriso começou a parecer estranho e forçado.
...
Ele por fim se curvou.
– Por favor, perdoe-me pelo modo rude com que foi trazida até aqui. Minha única desculpa é minha impaciência em encontrá-la a sós.
...
Edmund?”
Um olhar, uma revelação. Uma confusão de emoções e um romance de tirar o fôlego e nos encher de sensações e expectativas.
Ele é forte, inteligente, sedutor, arrogante e dominador – ao ponto de dar vontade de acertar-lhe um soco, mas, ao mesmo tempo carente, e desesperado por paz. Esta paz só será alcançada ao lado de uma mulher. Somente ela será capaz de dar-lhe o conforto que há tanto tempo anseia.
Só que não.
Leona tem responsabilidades e compromissos, e fará descobertas que estremecerão suas emoções, sua relação com Christian e a maneira como via sua vida, seu pai e seu destino.
Madeline Hunter me cativou por seu estilo Linda Howard de escrever. Há muita coisa acontecendo além da cama dos protagonistas, o mundo não vai girar em torno deles, não o tempo todo. Outras pessoas, outras histórias dependem e acontecem apesar da história central.
Além disso, há uma dinâmica digna de romances policiais, há investigações, revelações, crimes acontecendo. E nossos mocinhos e mocinhas precisam ser muito dignos para sair inteiros e renovados dessas situações.
E, claro, há a tão esperada e deliciosa sedução, há os beijos apaixonados, os lábios quentes, a língua sedenta, as mãos, as pernas, o sexo cru e avassalador – no estilo “você-vai-ficar-constrangida-se-estiver-lendo-fora-de-casa”.
– Vim lhe pedir um favor – disse ela em voz baixa, gaguejando um pouco, como se não tivesse fôlego suficiente para uma frase inteira.
Não é só por isso está aqui.
– Certamente é.
Não, não é. E o favor pode esperar.
Ele atravessou o cômodo e a tomou nos braços.
Ardor. Insanidade. Não houve sutileza na forma como ele a beijou e nenhuma boa maneira adequada a senhoras no jeito como ela o agarrou. De repente, ela estava juntou ao corpo dele, aprisionada por seus braços, aceitando sua paixão e retribuindo na mesma medida.
– Não foi para isso que vim – murmurou ela em meio a beijos fervorosos.
É claro que foi.
Tinha sido? Não importava.
Sensações incríveis a distraíram. Uma sensualidade voraz destruiu toda cautela e vergonha.”
...
Os pés dela saíram do chão. A sala girou. Algo suave surgiu sob seu rosto. Um apoio, sob seu abdome. A tempestade clareou de leve. Ela abriu os olhos. O apoio era o braço de um sofá. Christian a colocara de bruços, com o rosto encostado no assento.
Ela o sentiu chegar por trás, depois as mãos dele em seu traseiro, acariciando a seda sob seu vestido. As saias e anáguas foram erguidas devagar. Devagar demais. Leona levou o punho à boca para silenciar gemidos que queriam escapar.”
Tá bom pra vocês??? Senti as bochechas esquentarem ao relembrar a cena. Agora, imaginem como é – sei que conseguem – ler essas pérolas dentro de um ônibus, metrô... enfim.
A série sobre os Rothwells é uma receita incrível, de uma autora maravilhosa, que soube colocar na medida certa amor, sexo, amizade, família, honra, lealdade e justiça – não necessariamente nesta ordem – sem ser piegas.
Vou terminando esta coluna, informando que estarei amanhã na Livraria Travessa do Barra Shopping para o Encontro de Fãs de Romances de Época da Editora Arqueiro, e, a convite da querida Elimar, vou falar um pouco sobre uma das grandes autoras dessa série. Imaginem de quem estou falando!

Vai ser maravilhoso poder estar com outras gurias, e guris também, que igualmente amam essas publicações e compartilhar nossas impressões ao vivo e com muitas cores!
Esperamos vocês a partir das 15 horas!

Fiquem bem e Carpe Diem!

11 de junho de 2015

Papo Envenenado: A pessoa errada

Boa tarde envenenados,

Estamos de volta com o nosso Papo Envenenado!!!



Uffaaaa....

Eu já estava com saudades de vir aqui compartilhar 'causos' com vocês!!

Bem, hoje o nosso papo será sobre 'A pessoa certa'
Sabe aquele papo de que todo mundo tem sua alma gêmea e busca a 'pessoa certa' para si? 

Pois é... essa semana, conversando com as minhas amigas (pelo WhatsApp já que estamos sem tempo de nos encontrarmos) o papo caiu nesse assunto. 

Muitas querendo encontrar a pessoa certa e tal... já que a pessoa errada já encontramos várias vezes, e ainda muitas questionando se isso será possível! Ainda há esperança?




Eu já estava querendo desistir da pessoa certa e querendo partir para o errado mesmo, num pensamento prático de 'Se não tem tu, vai tu mesmo!" rs

Fazer o quê?? Sentar e chorar?

Manda aí... tô aceitando qualquer um...




E outras querendo até ficar somente com seus amantes literários e querendo 'dar um tempo' em procurar o certo ou o errado e ficar com os de ficção que dão menos trabalho e geram menos expectativas.

Não quero mais homem 'real' nenhum...



Aí, eis que surge uma amiga inspirada no Luis FernandoVeríssimo e nos manda um texto maravilhoso que fez sentido para muitas de nós.

Segue aí o texto inteirinho para vocês...

A Pessoa Errada

Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. 

Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. 

Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. 

Aí é a hora de procurar a pessoa errada. 

A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.

A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. 

O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. 

Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, para que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.


Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Então... CHEGA de esperar o CERTO!!



Olhe pra frente e busque o POSSÍVEL!!!

Nada de certo ou errado...

 Tente, experimente, sinta e se dê a chance de ser feliz!!

E se você está bem sozinha... relaxe e seja feliz também!!

Mas isso é assunto para outro Papo Envenenado!!

Bjs,



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