30 de março de 2015

Resenha: Noiva Desafiadora da @HarlequinBrasil

Noiva Desafiadora

Autor
: Joanna Fulford
Editora: Harlequin
Coleção: Históricos Harlequin
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 288
Lançamento: 2014












Sinopse:

Bela e corajosa, lady Elgiva é um prêmio tão precioso quanto as terras que o poderoso viking Earl Wulfrum acabara de conquistar. Ele levará Elgiva para casa e a tomará como esposa, mesmo que contra a vontade dela. Wulfrum é um guerreiro lendário, mas dominar o coração de sua mulher será a maior batalha de sua vida. Entretanto, a forma como Elgiva reage aos seus toques indica que ela talvez esteja escondendo algo que apenas poderá ser descoberto na noite de núpcias…



Elviga está desesperada, seu castelo está largado as traças, seu povo precisa de um homem com principios e pulso forte para comandar. Coisa que eles não tem desde que seu irmão mais velho morreu, deixando essa função em suas delicadas mãos.

Sem saber o que fazer ela acaba aceito o pedido de Lorde Aylwin, mesmo sabendo que nunca vai amá-lo de verdade. Ela pede mais um mês para o lorde afim de conseguir se adaptar com seu novo futuro.

E é ai que as coisas começam a acontecer. Nesse periodo o castelo acaba sendo invadido por vikings liderados pelo valente Wulfrum, que veio atrás de vingança pela morte do seu pai de criação. Logo no primeiro encontro com Elviga ele fica extasiado com tanta beleza e decide ela será sua esposa, com ou sem seu consentimento.

Cada dia que passa Wulfrum conhece um pouco mais sua esposa e percebe que ela é muito fiel ao seu povo, mas que também cada vez que vão dormir o desejo entre eles aumenta. Em paralelo somos apresentados ao ponto de vista de Elviga que não sabe mais como lidar com todos esses acontecimento e se presa entre se entregar a esse novo mundo ao lado de um viking ou ajudar seu povo a planejar um ataque contra ele.

Noiva desafiadora é o tipo de leitura fácil e viciante, conforme o romance vai avançando vamos nos apaixonando mais pelo viking todo poderoso e desejando que a mocinha se entregue logo à ele, para que possamos desfrutar junto com ela o lado sensual dele... rs!

Beijinhos,



27 de março de 2015

Sexta Envenenada: Uma Chance para Recomeçar

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Ivan Lins
Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma Sexta (graças aos deuses)!
Como vocês lidam com as perdas?
Existe uma maneira, uma receita para lidar com o sofrimento da ausência de alguém que amamos?
É um dessas questões que são tratadas em Uma Chance para Recomeçar – É tudo de que você precisa, da Lisa Kleypas, lançado pela editora Novo Conceito em 2014.
Victoria morreu em um trágico acidente, deixando sua filha Holly sob a responsabilidade do seu irmão, o solteiro convicto Mark. O tio Mark não se sentia muito preparado para cuidar da menina, mas assumiu o compromisso de devolver o sorriso aos seus lábios. No entanto, ele desconfia de que não esteja fazendo um bom trabalho, uma vez que Holly nunca mais falou desde que ficou órfã. Uma cartinha para o Papai Noel revela um desejo que pode ser a chave da felicidade de Holly: ela só quer ter uma mãe.
Maggie perdeu o marido em uma batalha contra o câncer e não quer jamais - passar por tudo isso de novo. Por isso, ela fechou seu coração e prometeu a si mesma dedicar-se somente a sua nova loja de brinquedos em Friday Harbor, que permite às crianças viajar um pouco nas asas da imaginação. A amizade entre Maggie e Holly (que até passou a acreditar em fadas!) ao mesmo tempo comove e preocupa o tio Mark. Ele tem certeza de que a nova amiga fará bem a sua sobrinha, mas precisa decidir se a deixará entrar em sua própria vida....
Eu já havia sido conquistada pela escrita de Lisa Kleypas, graças aos seus roma
nces de época. Uma Chance para Recomeçar é o seu primeiro ambientado nos dias atuais que tive o prazer de ler.
Estou impressionada com sua capacidade de contar histórias, não importando o contexto.
Em uma Chance para Recomeçar ela conta a história de Mark Nolan, um solteirão de carteirinha que de repente se vê com a responsabilidade de criar a sobrinha. Sua irmã, Victória perde a vida é um acidente e, em testamento, pede que o irmão mais velho cuide de sua preciosa filha.
“Não há escolha além de você. Holly não conhece nem um pouco o Sam nem o Alex. Escrevo isso esperando que você nunca tenha de ler, mas, se estiver lendo… cuide da minha filha, Mark. Ajude-a. Ela precisa de você. Eu sei o quanto essa responsabilidade deve parecer enlouquecedora. Sinto muito. Sei que você não pediu isso. Mas você consegue. Vai descobrir como. Comece amando Holly. O resto virá por si.”
De fato, não é difícil amar essa menininha tão encantadora, mas para Mark o desafio é ainda maior, uma vez que nunca teve um exemplo de estabilidade familiar, por isso não consegue entender o pedido da irmã.
Por outro lado, se recusa a abandonar sua linda sobrinha que não consegue emitir uma única palavra depois da notícia de que perdera a mãe.
Assim ele convence o irmão Sam a aceita-los em sua casa, por esta apresentar-se mais adequada para criar uma garotinha do que seu apartamento de solteiro.
Resistente, Sam, que é dono de um vinhedo, aceita o irmão e a sobrinha com a condição de que ele o ajude a reformar a casa que está é péssimas condições.
O que ambos não esperavam era que o amor que passaram a sentir pela doce Holly seria maior que tudo o que já tiveram em suas vidas.
Esta é uma história bem próxima da realidade de muitas pessoas. Os quatro irmãos Nolan cresceram em uma família muito conturbada. As crianças presenciavam constantemente discussões acaloradas dos pais, nunca tiveram uma noção de harmonia e amor familiar. Todos, exceto Victória, cresceram sem acreditar muito em relações permanentes e verdadeiras.
Desta forma, Mark não acredita ter o necessário para Holly. Ele é um homem com os pés bem fincados no chão, tem uma namorada há alguns meses, mas não pensam em compromisso, não até uma conversa com Sam a respeito de uma carta de Holly para o Papai Noel.
“Sam parou de falar e esfregou a testa, como se quisesse aliviar uma dor de cabeça que chegava.
– Tenho uma coisa para mostrar para você depois de a Holly ir para a cama.
– O quê? Eu preciso me preocupar?
– Não sei.
– Maldição. Conte agora.
Sam manteve a voz baixa.
– Certo, eu estava olhando a pasta de lição de casa da Holly para ter certeza de que ela tinha terminado aquela página de colorir... e encontrei isso.
Mark o fitou com o olhar inexpressivo.
– Uma carta para Papai Noel? Ainda estamos na metade de setembro.
– Já começaram a passar comerciais sobre as festas. E, quando eu estava na loja de ferramentas ontem, o Chuck mencionou que iam colocar árvores de Natal até o fim do mês.
– Antes do Dia de Ação de Graças? Antes do Dia das Bruxas?
– Sim. Tudo parte do perverso plano do marketing no mundo todo. Não tente lutar contra isso.
Sam entregou para ele a folha de papel.
– Dê uma olhada nisso.
Querido Papai Noel

Eu só quero uma coisa este ano
Uma mãe
Por favor, não esqueça que eu moro na Friday Harbor agora,
Obrigada
Com amor
Holly

Mark ficou em silêncio por meio minuto.
– Uma mãe – disse Sam.
– É, eu entendi – ainda encarando a carta, Mark murmurou: - Isso é que é recheio para a meia do Papai Noel.”

É em torno disso que se passa a história de personagens muito reais e muito querido de Uma Chance para Recomeçar.
São pessoas possíveis, e como gosto disso, não temos um vilão aqui, apenas pessoas cujas vidas chegaram a um ponto em que devem se perguntar: E agora, o que fazer? São pessoas que querem viver a vida honestamente e sem muitas exigências.
Esta é uma leitura tranquila, gostosa e, mesmo assim, nos faz refletir sobre o que é realmente importante para nós e para aqueles que amamos.
Mark começa a se questionar se está mesmo preparado para dar um novo passo com sua namorada; para ele ambos combinam bem, não exigem tanto um do outro, e talvez isso poderia funcionar. Mas quando ele conhece Maggie Collins, a ruiva que está há pouco tempo na cidade e que é dona da loja de brinquedos, ele começa a duvidar até mesmo daquilo em que sempre acreditou: não precisaria de amor para manter um relacionamento.
Maggie é uma mulher em busca de um recomeço, que não inclui relacionamentos, uma vez que perdeu seu amado marido para o câncer, após um ano de casamento. Em busca de paz e novas amizades, ela abre sua loja naquela ilha simpática e conhece Holly Nolan e, com toda a sensibilidade de alguém que tem vários sobrinhos, ela percebe que aquela menininha que não fala precisa de magia em sua vida.
Mas também percebe que, mesmo contra seus planos, a magia também entra em sua vida, materializando-se no tio de Holly.
“Uma voz atraente, sombria e lentamente preparada. Porém, havia um brilho de aviso no olhar que ele lançou a Maggie. Ela recuou um passo quando se viu confrontada por um homem irredutível com mais de 1,83 m de altura. Mark Nolan não era exatamente bonito, mas seus traços marcantes e sua aparência bem proporcionada e morena tornavam a beleza irrelevante. Uma pequena cicatriz na curva da bochecha, suavemente prateada à luz que vinha da janela, dava-lhe um toque agradável de dureza. E os olhos... Um tom raro de azul-esverdeado, perigoso de alguma forma que ainda precisava se revelar. Era o erro que uma mulher nunca se arrependeria de ter cometido.”
Uia! Tá decidido: Mark Nolan é o meu número!
São três vidas solitárias que se cruzam magicamente, que se completam e que nos fazem acreditar que as coisas boas podem acontecer. Um livro que traz esperança... estava sentindo falta disso. Não que os últimos que tenho lido não sejam bons, claro que não: sou extremamente apaixonada e ciumenta dos meus amantes de papel, mas Uma Chance para Recomeçar traz uma leveza descomplicada. É uma história que pode acontecer na vida real.
Foi uma grata descoberta, pois não sabia que a Novo Conceito o tinha publicado e aproveito a oportunidade para pedir à editora que não tarde a publicar o próximo livro, pois trata-se de uma série da família Nolan. Estou aguardando pessoal.
Mais uma sexta deliciosa com uma leitura apaixonante. Assim deixo vocês hoje, desejando paz, amor e muitas alegrias para todos vocês!

Fiquem bem e Carpe Diem!

20 de março de 2015

Sexta Envenenada: Ligeiramente Casados


 Já nem sei dizer se sou feliz ou não
Já nem sei pra quem eu dou meu coração
Preciso acreditar
Que gosto de alguém
E essa tristeza
Vai ter que acabar e custe o que custar
Às vezes sinto até vontade de chorar
Eu quero ter alguém
Que possa compreender
Minha desilusão
Até pensar
Que nunca mais
Vou ter alguém pra mim
Eu já pensei assim
Até sofri demais
Será, meu Deus, enfim
Que eu não tenho paz
Roberto Carlos

Olá, Envenenados!

Saudades?
Eu sim!
Tenho andado com uma intensa febre de nostalgia de um tempo que não vivi.
Por um lado, a vida das pessoas no século XIX não era nada fácil, sobretudo para as do sexo feminino. Por outro lado, as pessoas, em sua maioria tinham valores que hoje estão muito longe até mesmo das classificações dos dicionários – honra, compromisso, lealdade, entre tantos outros que fica até difícil enumerar.
Talvez sejam estas as principais razões que fizeram com que eu me rendesse de vez ao gênero dos Romances de Época, graças este blog e à Editora Arqueiro que, tão sabiamente, investe em romances inesquecíveis.
Outro dia mesmo comentei com a Mathilde que a Sexta Envenenada está mais para mais para Época Envenenada que para outra coisa.
Mas, juro, não é proposital, apesar de eu amar todos os livros dessa série, mas eu acabei adotando-os, todos, e me apaixonando por suas autoras.
O livro de hoje, por exemplo, é o primeiro da série Os Bedwyns, da Mary Balogh, que também entrou para o time da Arqueiro, engrandecendo os RE.
Ligeiramente Casados traz a história de Aidan Bedwyn e Eve Morris, dois personagens esplêndidos, por falta de um adjetivo melhor, e que, como a série, fazem sua estreia nesta coluna como os absintos do dia!
“À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse – ‘Custe o que custar!’.
Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum.
Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele – o que acontecerá em quatro dias.
Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar.
Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...”
Já pela sinopse me apaixonei pela trama. E o livro inteiro não deixou a desejar.
Todos sabemos que, por mais interessante que a leitura esteja, sempre existem aqueles momentos mais mornos e menos cativantes, mas Ligeiramente Casados garantiu uma leitura tão constante e plena que era difícil até para deixar suas páginas para ir dormir.
Como eu disse, há duzentos anos muitas pessoas eram extremamente fieis às suas promessas; palavra e honra eram tão vitais quanto o ar e a água e o lorde coronel Aidan Bedwyn assumiu um compromisso com seu capitão, até porque se sentia em dívida com ele, pois em uma batalha anterior Morris salvara sua vida. Assim, sem fazer ideia do que encontraria, foi até Ringwood para levar a notícia do falecimento do capitão à sua irmã.
Aidan é o segundo filho de um duque e, como tal, já tem seu destino traçado pelas convenções da época: ao filho mais velho caberia o título e as propriedades, enquanto que o segundo filho deveria seguir uma carreira militar. Não vou entrar no mérito dos outros quatro irmãos, isso virá com os demais livros que, graças ao compromisso da Arqueiro, não levam quase dois anos para serem publicados. Não dá nem para torcer o nariz por se tratar de uma série.
Por conta de toda sua história, desde o falecimento do pai e do distanciamento, a que foi submetido, de seu amado irmão mais velho, Aidan segue uma promissora carreira militar, tornando-se um herói após a rendição de Napoleão Bonaparte. Mas também transforma-se em um homem de poucas palavras e que raramente sorri, mas que coloca suas responsabilidades e hombridade acima de tudo.
E é com esta postura que ele encontra Eve Morris.
“Ele estava de pé perto da lareira apagada, mas de frente para a porta. Parecia ocupar metade do cômodo. O homem devia ter mais de 2 metros de altura, usava uniforme completo do regimento: o casaco escarlate e os detalhes em dourado imaculados, a calça muito branca, as botas da cavalaria – que lhe chegavam aos joelhos – brilhando, muito bem engraxadas. Ao lado do corpo, cintilava a espada guardada na bainha. Era imponente, forte, firme, com um ar ameaçador. Tinha uma expressão implacável nas feições marcadas, acentuada pelas sobrancelhas e cabelos escuros. Era um rosto severo, com olhos duros, quase negros, um nariz grande e aquilino e lábios finos de aparência cruel.”
Esse homem honrado, sisudo e belamente narigudo (adoro!) encontra Eve Morris, uma mulher acostumada a tomar as rédeas de sua vida e de todos que a cercam.
Ela administra com competência a propriedade que “herdou” do pai e se dedica à cuidar de criaturas que a sociedade da época abandonou.
Eve acreditava que sua vida seguia um ritmo tranquilo, pelo menos até encontrar aquele homem enorme em sua sala de visitas. Ele era portador de notícias difíceis, que viriam a mudar não só a sua vida, mas também a de todos os que dela dependiam.
Por conta do testamento de seu pai, que fez de tudo para que ela se casasse com algum nobre da localidade, a propriedade ficaria aos seus cuidados durante um ano, passando para o irmão, ao fim do prazo e, a não ser que ela se casasse antes desse período terminar, se Percy viesse a falecer, tudo seria passado para o parente mais próximo, o primo de Eve.
Infelizmente era assim que as coisas funcionavam para as mulheres. Nem mesmo um segundo plano lhes era oferecido.
E bem diante dela toda sua vida está desmoronando, desde a trágica notícia da morte do amado irmão. Sua única esperança, para manter a propriedade e as pessoas que lá viviam e trabalhavam, era o casamento. Mas seu grande amor há tempos não mandava notícias. O que fazer?
“– As últimas palavras, os últimos pensamentos do capitão Morris foram
para a senhorita – disse ele, inclinando a cabeça. – Ele me implorou que lhe desse a notícia eu mesmo.
– Foi extremamente gentil de sua parte honrar um pedido desses – disse Eve, dando-se conta de como era estranho que o oficial superior de Percy fosse pessoalmente até a casa deles, saindo do sul da França, para informar a morte do subordinado.
– Devo a minha vida ao capitão Morris – explicou o coronel. – Ele me salvou em um ato de extraordinária coragem, colocando a si mesmo sob considerável risco, dois anos atrás, na Batalha de Salamanca.
– Percy disse mais alguma coisa?
– Ele pediu que a senhorita não usasse preto por ele – falou o coronel. – Acho que acrescentou ainda que a senhorita já passou muito tempo de luto.
Ele abaixou os olhos para o vestido cinza que Eve usava e que ela tão ansiosamente esperava trocar, ainda naquela semana, por algo mais colorido, mais de acordo com a estação. Mas isso já não importava.
O irmão se fora. Para sempre.
Eve sentia-se engolfada pela dor, cegada e ensurdecida por ela, derrotada pela insuportável agonia da perda.
– Madame? – O coronel deu outro pequeno passo para a frente e estendeu a mão como se fosse segurá-la pelo braço.
Ela se esquivou.
– Mais alguma coisa?
– Ele me pediu para protegê-la – disse Bedwyn.
– Para me proteger?
Eve ergueu os olhos para o rosto dele de novo. Parecia esculpido em granito, pensou. Sem calor, sem expressão, sem sentimento. Se havia uma pessoa por trás daquela fachada militar dura, Eve não percebera nenhum sinal dela. Embora talvez estivesse sendo injusta. O coronel se aproximara como se quisesse ajudá-la e lhe estendera a mão num gesto protetor. E ele fora até ali, vindo do sul da França, para pagar a dívida que tinha com Percy.”
Resumo da ópera: Aidan propõe casamento a Eve, que relutantemente aceita, pois se perder a propriedade, o que será dos filhos de seu coração, de sua tia e de todas as pessoas que ela abrigou em sua propriedade – verdadeiros párias que ninguém mais quer por perto – já que seu primo deixa bem claro que quer que todos desapareçam, inclusive ela, um dia antes de ele assumir tudo.
Aidan e Eve concordam em se casar para que ela mantenha tudo o que possui, e só. Cada um segue seu caminho. Ele consegue assim manter a promessa feita: protegê-la, custasse o que custasse.
Mas... quando se casam em Londres com uma licença especial, Aidan a convida para conhecer a cidade antes de voltar para Ringwood. No saguão do hotel onde está hospedada eles são abordados por um importante oficial superior de Aidan que, por reflexo, a apresenta como esposa.
O deveria ser segredo deles e das pessoas de Ringwood, acaba se tornando público, e é aqui que a história começa a pegar fogo.
As coisas saem do controle de ambos, tão acostumados à rotina, ao controle de tudo ao seu redor. Mas eles não contavam com o fator duque de Bewcastle, irmão mais velho de Aidan, que  exige que sua cunhada seja assumida e apresentada à sociedade londrina.
Bafão????
Não chega nem perto, meus amigos!
Aqui assistimos à inevitável relação de dois completos desconhecidos que se unem por motivos extremamente nobres, mas que acabam caindo na teia da sociedade londrina e forçados a conviver mais tempo do que haviam planejado.
E, mesmo tendo em mente que deverão separar-se em breve, algo maior começa a crescer entre eles. Algo que a princípio não percebem nem compreendem, mas que vai evoluindo e transformando-se em uma necessidade incontrolável de estarem juntos.
– Não sou sua esposa. Não de qualquer forma que realmente importe.
– Talvez, madame – disse o coronel –, esse tenha sido o nosso erro.

– Erro?
– Concordar com um casamento apenas no nome – retrucou ele. – Deveríamos ao menos ter feito do nosso um casamento de verdade, mesmo que seguíssemos separados o resto de nossas vidas. Então não haveria esse tipo de discussão absurda. No dia do nosso casamento, talvez devêssemos ter chegado à sua conclusão natural.
Eve o encarava com o rosto em chamas. Mas durante os preciosos segundos que deveria ter usado para encontrar palavras para expressar sua indignação, acabou se permitindo apenas sentir os efeitos físicos das palavras dele... certa perda de ar, um enrijecimento dos seios, um latejar entre as coxas e mais para dentro de seu corpo, além de uma fraqueza nas pernas.
– Teria sido errado – falou ela por fim.
– Errado? Somos um homem e uma mulher – disse ele com severidade – e nos casamos há algumas semanas. Homens e mulheres, principalmente quando casados, costumam ir para a cama juntos.
Eve passou a língua pelos lábios. O quarto parecia abafado.
O coronel deixou escapar um som de impaciência e atravessou o quarto na direção da esposa. Ele pousou as mãos grandes no rosto de Eve. Ela fechou os olhos e a boca do marido encontrou a dela.”
Mas, para aumentar o drama, nenhum dos dois faz ideia do que o outro sente... e isso, galerinha, rende um dos romances mais intensos que eu já li na minha vida.
Quero mais de Mary Balogh, quero mais dos Bedwyns, pois intensidade, descoberta do amor, desabrochar de uma grande paixão, ações politicamente corretas, retidão e justiça nunca fizeram um casamento tão perfeito quanto nessa estreia de uma série.
Eve é plena, perfeita, uma amiga que eu adoraria ter por perto. Aidan é complicado, mas sincero, dedicado e capaz de sacrifícios até mesmo por quem mal conhece, sensual e exala testosterona na medida certa, é o cara que eu queria para mim (mais um personagem para o meu harém literário).
Apaixonante, estonteante, Ligeiramente maravilhoso!
Deixo vocês, esperando que curtam a postagem de hoje e que sua curiosidade tenha sido atiçada para conhecer mais sobre essa história fascinante!
Fiquem bem e Carpe Diem!

18 de março de 2015

Resenha: 'Um mais um' da @Intrinseca


Boa tarde envenenados,

Eis aqui mais uma resenha de um livro delicioso de Jojo Moyes!!


Um Mais Um

Autora: Jojo Moyes
Literatura Estrangeira
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
ISBN: 9788580576542
Páginas: 320
1ª Edição

Sinopse

Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. 
Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. 
Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um ‘pub’ à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. 
Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. 
Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema – ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. 
Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. 
Mas como eles farão para chegar lá? 
Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. 
Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. 
Mas quando Ed fica bêbado no ‘pub’ em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã – que insiste em que ele vá visitar o pai doente -, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.

Começa então uma viagem divertida, repleta de enjoos, comida ruim, engarrafamentos. A situação perfeita para o início de um engraçado romance entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.


Mais uma vez Jojo Moyes surpreende!

Já tive a oportunidade de dizer antes que Jojo Moyes era minha nova autora preferida e a cada lançamento essa ideia se mantém. 

No meu parco conhecimento literário não encontrei muitos autores com a habilidade de escrever sobre a vida com tanta leveza e profundidade ao mesmo tempo. Não importa o quão terrível que seja a situação do personagem ou quão fofo que seja o romance nada fica simplesmente no raso.

Em Um Mais Um o leitor se depara com um dos novos modelos de família, pelo menos é o que sempre repete a protagonista “Nem tudo está dentro das estatísticas agora”.

Jess ficou grávida adolescente. Deixou a escola para cuidar da filha e, pouco depois incluiu em sua família o outro filho do pai de sua filha que acabou por deixar os dois com ela quando se mudou.

Mesmo com todas as chances contra ela, Jess se mantém firme a crença que tudo vai dar certo e que encontrará um jeito para resolver as coisas fazendo o possível para não deixar que a vida, já ruim, pareça ainda pior. Assim, vai levando a vida cuidando de um adolescente problemático (Nicky) e uma menina prodígio em matemática (Tanzie), até que uma oportunidade surge e ela toma uma decisão que nunca lhe pareceu uma opção.

No outro lado da história, Ed, ou Sr. Nicholls, deixou de ser apenas um geek desajeitado e conseguiu milhões desenvolvendo produtos de tecnologia e vivia uma vida bem confortável, mas sem muita sorte na área pessoal, nada que realmente fizesse diferença para ele. Até que, no intuito de manter sua vida descomplicada, fez uma péssima escolha e complicou, de verdade, sua vida.

É exatamente nesse momento de decisões que suas vidas se misturam. Essas quatro pessoas, com vidas tão diferentes, experimentem juntos momentos simplesmente inesquecíveis e constroem relacionamentos capazes de mudar suas vidas.

A beleza da escrita de Jojo Moyes não está no romance em si, mas no equilíbrio entre o muito ruim e o incrível, entre o inevitável e o improvável... na humanidade dos personagens e até do cachorro!(rs)

Narrada pelos quatro personagens principais, a história é transmitida sob todos os ângulos importantes e desperta no leitor aquela vibração que só é possível de encontrar em livros realmente bons.

Um Mais Um mostra que, por mais difícil que seja, ter esperança é bom; que grandes erros podem ser praticados por qualquer pessoa e que segundas chances existem.

Matematicamente falando...

“A lei da probabilidade combinada com a lei dos grandes números estabelece que, para vencer as dificuldades, de vez em quando temos que repetir algumas vezes um acontecimento para conseguir o resultado almejado. Quanto mais se faz, mais perto se chega. Ou, como explico para minha mãe, às vezes, basicamente, só precisamos insistir.”

Então, vamos insistir...

Beijos e boa leitura!


13 de março de 2015

Sexta Envenenada: Para Sir Phillip, com Amor

“Não Digas Nada!
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.”

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 

Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma Sexta Envenenada.
Quem disse que a prática leva a perfeição nunca teve a oportunidade de ler tantas histórias incríveis para, depois, ter que escrever sobre elas.
Pois é, a tarefa de vir aqui e passar nossas impressões sobre as obras que lemos sempre é desafiadora.
Como falar sobre determinado livro, principalmente se este faz parte de uma série, sem ser repetitivo, sem ser redundante?
Facilita o fato de possuírem diferentes personagens.
Desta vez estou falando de Para Sir Phillip, com Amor, quinto livro da série Os Bridgertons, da nossa querida Julia Quinn, lançado recentemente pela Editora Arqueiro.
A obra traz a história de Eloise Bridgerton e Phillip Crane. 
“Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante.
Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder.
Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina.
Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.”
Até aqui, um romance comum. Mais ainda em se tratando de século XIX, quando o destino das mulheres estava nas mãos de suas famílias para depois passarem para o poder dos maridos. Mas nada na família Bridgerton pode ser comum.
Como nos demais livros, Julia Quinn valoriza o par romântico dos irmãos Bridgerton, assim, a história começa contando o drama vivido por Phillip que, por sua honestidade desejo e história de vida, leva o troféu absinto de hoje.
Ele é o segundo filho na linha de sucessão que vê seus planos completamente alterados devido à morte de seu querido irmão mais velho na batalha de Waterloo.
Ele herda as propriedades, o título de baronete e a noiva do irmão, Marina.
Mesmo depois de casado, Phillip continua a praticar seu ofício de botânico, tanto pelo amor a esta ciência, quanto como refúgio da vida que não escolheu.
Sua esposa é depressiva, tanto que nem mesmo seus filhos gêmeos conseguem trazer-lhe alegria por muito tempo. E, apesar dos esforços iniciais de Phillip, Marina isola-se cada vez mais e, infelizmente tem o fim que a maioria das pessoas que sofrem de depressão têm.
Viúvo, ele se vê ainda mais desamparado, pois não se sente à vontade para cumprir o papel de pai de duas crianças muito travessas – no melhor estilo das crianças de Nanny Mcphee. Até que, recebe a carta de uma moça de Londres: Eloise Bridgerton, prima de sua esposa.
“Bruton Street, 5
Londres
Sir Phillip Crane,
Escrevo para lhe oferecer os pêsames pela perda de sua esposa, minha querida prima Marina. Embora tenham se passado muitos anos desde que a vi pela última vez, lembro-me dela com carinho, e fiquei muito triste ao saber de seu falecimento.
Por favor, não deixe de me escrever se houver qualquer coisa que eu possa fazer para aliviar sua dor neste momento difícil.
Atenciosamente,
Srta. Eloise Bridgerton
Phillip esfregou os olhos. Bridgerton... Bridgerton. Marina tinha primos da família Bridgerton? Devia ter, já que uma deles havia lhe mandado uma carta.
Suspirou, então se surpreendeu ao estender a mão para pegar os papéis e a pena. Tinha recebido muito poucas cartas de condolências desde a morte de Marina. Parecia que a maioria de seus amigos e parentes a havia esquecido depois do casamento. E ele não achava que devesse ficar chateado, ou até mesmo surpreso. Ela mal saía do quarto. Era fácil esquecer alguém que nunca era visto.
A Srta. Bridgerton merecia uma resposta. Era uma questão de educação, e mesmo que não fosse (e Phillip tinha certeza de que não conhecia todas as regras de etiqueta ligadas à morte da esposa de alguém), ainda assim parecia o certo a fazer.
Então, com um suspiro cansado, levou a pena ao papel.
Cara Srta. Bridgerton,
Obrigado por sua gentil mensagem a respeito da perda de minha esposa.
Foi atencioso de sua parte dedicar um tempo para escrever a um cavalheiro que nem mesmo conhece. Eu lhe ofereço esta flor prensada como agradecimento. É apenas um beijo-de-freira (Silene coronaria), mas eles alegram os campos aqui em Gloucestershire e parecem ter chegado mais cedo este ano.
Era a flor preferida de Marina.
Cordialmente,
Sir Phillip Crane”
A partir de então, eles iniciam uma sequência de correspondências durante os próximos 12 meses, até que Phillip faz a tal proposta de se conhecerem melhor e talvez resolverem se casar.
O interessante desta história também é que ela acontece em paralelo à história do irmão mais polêmico de Eloise, Colin.
Eloise não era o tipo de moça tão comum como as demais. Por ser uma Bridgerton, pode se dar ao luxo de dispensar seus pretendentes, de recusar vários pedidos de casamento. Mas quando o improvável acontece, ela se vê numa situação bastante desconfortável, o que favorece sua decisão em ir ao encontro de Sir Phillip e ver no que vai dar essa situação.
Ela simplesmente viaja até à casa de Phillip, sem que sua família saiba, assim como seu anfitrião, pois ela sequer respondeu sua carta.
Daí em diante, muitas emoções estarão por vir, desde a surpresa que será sua chegada inesperada, às armações dos gêmeos contra ela, até a chegada do batalhão de choque da família Bridgerton.
Claro que adorei o livro, muito embora ele destoe um pouco da série. Ele mostra, tanto ou mais que os demais, uma realidade mais próxima da vida das pessoas no século XIX. Phillip e Eloise não começam a história já apaixonados, mas vão lidando com isso, com a possibilidade de não servirem aos propósitos um do outro, mas apostam na fé e honra que enxergam além das aparências e vão descobrindo muito mais do que poderiam se dar ao luxo de esperar.
“–Posso beijá-la? – perguntou Phillip.
Ele teria parado se ela respondesse que não, mas não lhe deu muita chance disso, porque antes que ela
pudesse falar qualquer coisa, diminuiu a distância entre os dois.
– Posso? – repetiu, tão perto que suas palavras entraram como um sussurro pelos lábios dela.
Eloise fez que sim, um movimento discreto, mas firme, e ele roçou sua boca na dela de maneira suave, delicada, como se deve beijar uma mulher com quem se pretende casar.
Mas então ela levou as mãos ao pescoço dele e... que Deus lhe ajudasse, mas ele queria mais.
Muito mais.
Ele intensificou o beijo, ignorando o ar surpreso de Eloise quando abriu os lábios dela com sua língua. Mas isso ainda não era o que ele queria. O que desejava mesmo era o calor e a vitalidade dela por todo seu corpo, em volta e através dele, infundindo-o.
Ele a queria.
Queria-a por inteiro, mas mesmo com a mente enevoada pela paixão, sabia que isso seria impossível naquela noite, então estava determinado a aproveitar o que podia...”
Eloise é faladeira como todos os irmãos e irmãs, nada discreta e bastante direta, uma amiga que gostaríamos de manter sempre por perto. Phillip é fechado, rude, mas adorável, confuso e certo de suas necessidades, mas também capaz de renúncias para ver o bem daqueles a quem ama. Simplesmente apaixonante.
Em Para Sir Phillip, com Amor teremos a presença dos quatro irmãos de Eloise, o que é diversão garantida. Assim, podemos matar a saudade de Anthony, Benedict e Colin e termos uma prévia da personalidade de Gregory.
Não sei por que, mas os personagens masculinos de Julia Quinn possuem uma veia cômica irresistível. Suas tiradas, alfinetadas, suas brigas... tudo é muito intenso, avassalador.
Enfim, mais uma vez, aguardar ansiosamente pelo próximo livro será o que me resta, bem como esperar que o livro de Francesca traga de volta o melhor dos Bridgertons.
Vou ficando por aqui, desejando a todos uma sexta incrível e um final de semana maravilhoso!
Fiquem bem e Carpe Diem!

Ou receba as atualizações no seu email:

Delivered by FeedBurner

Posts Recentes

Últimos Comentários

As envenenadas pela maçã Ѽ by TwilightGirls RJ Ѽ - Copyright © 2012 - Todos os Direitos Reservados