16 de janeiro de 2015

Sexta Envenenada: Romance Inesquecível

“Não sei como é que isso vai funcionar, mas eu não vou te deixar.
Fugir de você hoje à tarde me fez sentir muito mal,
como se eu estivesse deixando  para trás uma parte de mim.
Não quero ficar sem você. Não sei se consigo... viver sem você.”


Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma sexta hiper quente, em vários sentidos.
Enquanto o maçarico ainda está ligado e o “segundo sol” mostra sua força, não para realinhar as órbitas dos planetas, mas para fritar nossos miolos, vamos curtindo cada vez mais os livros que nossos amados autores vão nos presenteando.
Hoje quero falar sobre Romance Inesquecível, da J.R. Ward, lançado no ano passado pela editora Universo dos Livros.
Ward, como Jessica Bird, traz uma história típica de cinema, contando como uma linda condessa da alta sociedade americana acaba se relacionando com um dos caras mais durões que já foram criados.
Grace Hall é uma das mulheres mais influentes de Manhattan. Muito bonita, vinda de uma família muito tradicional, ela assume a fundação que leva o nome de sua família após a morte do pai, semanas antes.
Assumir o trabalho da vida de seu pai não será uma tarefa fácil, ainda que tenha trabalhado muito ao seu lado e aprendido tudo com ele. Ninguém espera que assuma, nem que desempenhe bem a função. E este é apenas um dos aspectos em que sua vida não vai nada bem.
Ao ver uma de suas grandes amigas ser brutalmente assassinada, Grace é alertada pelos investigadores a tomar cuidados com a própria segurança, uma vez que encontraram uma reportagem que listava as socialites mais influentes do país, com uma foto em que ela e as demais mulheres citadas encontravam-se juntas numa festa.
Sem querer acreditar que está na lista de um assassino, ela continua com sua vida, embora sua tranquilidade tenha sido abalada, não apenas pela tragédia com sua amiga, mas pelo encontro que teve durante um baile no Plaza Hotel.
Lá ela conhece John Smith, o absinto da vez.
Especialista em segurança pessoal, John é o cara. Personagem do naipe dos demais machos criados por Ward: atraente, forte, treinado, exala testosterona, durão e acostumado a que cumpram o que determina. Conhecem mais alguém assim?
Mesmo com essas características, que costumamos ver em vários outros personagens, não conseguimos ficar imunes a John Smith. Claro, há momentos em que desejamos que fosse real por diversas razões, uma delas é estrangulá-lo. Normal.
”Ser um especialista em segurança pessoal era um trabalho perigoso, mas era a única coisa que ele se imaginava fazendo. Com seu conhecimento militar e inteligência, e como não aceitava muito bem receber ordens, aquela função lhe caía bem. Observador, protetor, e até assassino, se necessário. Smith estava no topo entre os profissionais da área, e sua pequena empresa, a Black Wacth Ltda., lidava com todos os tipos de público, de homens do Estado a investidores e figuras internacionais.
Para alguns, aquela teria sido uma vida difícil. Por conta da profissão, Smith viajava ao redor do mundo, dormia em quartos de hotéis, hospedava-se na casa de outras pessoas e se deslocava de um trabalho para outro sem intervalo. Para ele, a falta de continuidade era um atrativo. Uma necessidade.
...
Ao passar os olhos pela multidão, não avistou nenhum problema. O lugar estava coberto pelos seus homens. Smith conhecia e confiava em todos eles, e os escolhera a dedo diretamente da corporação militar de elite. A Black Watch era o único lugar que ele conhecia onde ex-soldados, ex-fuzileiros navais e ex-militares da US Navy Seals, a Força de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, poderiam trabalhar juntos sem distribuir porradas. Se algo de errado acontecesse naquela noite, eles trabalhariam juntos e fariam o possível e o impossível para proteger o embaixador.
...
Ele fitou a multidão e avistou uma mulher loira que tinha acabado de chegar. Usando um vestido longo, prateado e cintilante, ela estava de pé na adornada entrada do salão de baile e parecia radiante demais para ser real.
Ele a reconheceu imediatamente. E quem não a reconheceria?
Condessa Von Sharone.
...
Nossa, como ela é linda!, pensou Smith, como se a mulher fosse para o bico dele. Mas não era.”
O que John não sabia era que a condessa também o notou.
Não, ele não imaginaria que uma mulher como aquela perceberia sua presença, não porque não tivesse autoestima elevada o suficiente, mas porque não estava em busca de relacionamentos, o máximo que se permitia era um encontro ou outro com alguém que entendesse bem o tipo de vida que levava.
Jamais poderia oferecer uma vida estável, com dia a dia tranquilo que a maioria das mulheres sonha. Ele não mantinha uma residência, não tinha guarda-roupa além do necessário, estava sempre com as malas com seu equipamento e uma mochila do exército prontas. E, sinceramente, ele preferia assim.
Mas isso não mudava o que a condessa despertou nele; um desejo incontrolável de possuí-la, de tê-la só para si.
Pois bem, como os caminhos desses dois se cruzam?
Como eu disse anteriormente, eles se encontram pela primeira vez durante um baile no Plaza Hotel.
Intrigada com aquele desconhecido que a encarava insistentemente, Grace lhe devolveu o olhar.
“Smith disfarçou sua reação enquanto ela o examinava. Ficou surpreso com o brilho astuto em seu olhar e com o tempo que ela ficou observando a orelha esquerda, exatamente onde estava o fone de ouvido. Ele não esperava que ela fosse tão observadora. Era um cabide de roupa de primeira linha, da mais alta costura, com certeza. O acessório de luxo favorito de um homem rico, sim. Mas será que ela escondia pelo menos metade de um cérebro por trás daquela fachada elegante? Sem chance.
A condessa continuava caminhando pelo salão quando a voz profunda de Tiny chegou ao fone de ouvido. O embaixador chegaria em quinze minutos. Smith olhou o relógio. Quando levantou a cabeça, ela estava em pé na frente dele, depois de ter se livrado de seus admiradores.
− Eu te conheço? – a voz dela era suave, um pouco baixa demais para uma mulher. Incrivelmente sexy.
O sorriso que ela oferecia a ele foi gentil e acolhedor, nada parecido com a expressão fria e aristocrática que ele havia imaginado.”
Assim começa uma conversa recheada de sarcasmo, por parte dele, e de interrogações, por parte dela e provocações de ambos os lados.
Estava claro que havia uma grande incompatibilidade ali, mas a atração estava tão presente no ar, que poderia ser fatiada e servida em uma das bandejas de prata do baile. Tanto que, ao ser provocado até seu limite, John agarrou-a puxando-a para seu corpo e beijou-a de maneira intensa e ardente (claro, eles já tinham se afastado do salão), apenas soltando-a imediatamente quando seu fone de ouvido disparou, avisando que o embaixador acabara de chegar.
Smith virou-se bruscamente e saiu correndo, completamente convencido de que era melhor que ele estivesse na entrada de serviço quando o embaixador saísse da limusine. Ele nunca havia perdido um cliente e não seria aquela noite que o faria.
‘Apenas esqueça que a conheceu’, disse para si mesmo enquanto corria pelo chão de concreto.
Não há a menor chance.”
Talvez eles realmente nunca mais voltassem a se encontrar, se Cuppie Alston não tivesse sido brutalmente assassinada. A amiga de Grace fora encontrada morta em sua residência com o artigo falando sobre as seis mulheres mais importantes da cidade. E, por Grace ser a sexta a ser citada no artigo, ela precisou prestar depoimento.
Ao visitar um casal de amigos, pouco depois de conversar com os investigadores, Grace desabafa com eles a respeito. Fala sobre seus compromissos e a necessidade de manter-se longe dos boatos que possam surgir em torno desse crime.
Por insistência do casal ela acaba aceitando conversar com um especialista em segurança pessoal.
E, para nossa surpresa, digo para surpresa de Grace, este especialista é ninguém menos que John Smith, o homem que ela conhecera e que a beijara de maneira tão escandalosamente sensual.
Babado.
Nem ela quer um segurança particular, para não chamar a atenção, nem ele quer trabalhar com ela, quer manter-se longe da mulher que o desestabilizou.
Vida que segue.
Depois de perceber que Grace não está levando a sério sua própria segurança e, mesmo que estivesse, não estaria disposta a aceitar seus termos para trabalhar com ela, John vai embora, deixando-a para trás.
Mas, após encontrarem um segundo corpo, nas mesmas circunstâncias do primeiro assassinato, Grace decide que já era hora de aceitar as condições de John. Uma delas é ele se mudar para sua residência e seguir à risca todos os procedimentos que ele impõe.
Se vocês acham que já dei informações demais sobre essa história, meus queridos, isso tudo aconteceu nas primeiras páginas do livro. E tem é história para ser contada.
Grace terá que lidar com muitas situações inesperadas: lidar com sua mãe, que nem desconfia de que sua vida está em perigo, com o braço direito de seu pai e com o conselho da fundação que estão tentando afastá-la, com o passado desconhecido de seu pai, com seu ex-marido que fará muitas exigências para assinar o divórcio e com seu novo hóspede.
Este último será o maior de todos os desafios.
Eis aqui um livro cheio de intrigas, surpresas, sensualidade e muito suspense, no melhor estilo Ward... digo Bird de escrever.
Sem contar que aqui conhecemos o charmosíssimo Jack Walker, amigo de Grace e razão para um ciúme desmedido de John. De tão maravilhoso e intrigante, Jack mereceu seu próprio romance, que diga-se de passagem, também é inesquecível.
Uma sexta “quente”, no melhor sentido da palavra, e maravilhosa para todos vocês!
Fiquem bem, e Carpe Diem!

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