28 de janeiro de 2015

Resenha: Doutor Sono da @Suma_br

Doutor Sono

Autor
Stephen King
Editora: Suma de letras
Série: -
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 480
Lançamento: 2014

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Sinopse: 

Assombrado pelos habitantes do Overlook Hotel, onde passou um ano terrível de sua infância, Dan ficou à deriva por décadas, desesperado para se livrar do legado de alcoolismo e violência do pai. 

Finalmente, ele se instala em uma cidade de New Hampshire, onde encontra abrigo em uma comunidade do Alcoólicos Anônimos que o apoia e um emprego em uma casa de repouso, onde seu poder remanescente da iluminação fornece o conforto final para aqueles que estão morrendo. 

Ajudado por um gato que prevê a morte dos pacientes, ele se torna o “Doutor Sono”. 

Então Dan conhece Abra Stone, uma menina com um dom espetacular, a iluminação mais forte que já se viu. 

Ela desperta os demônios de seu passado e Dan se vê envolvido em uma batalha pela alma e sobrevivência dela.


Doutor Sono é, na verdade, um spin off de O Iluminado, portanto, eu diria que é indispensável lê-lo. Stephen King começou a construir sua alcunha de “Mestre do Terror”, depois do sucesso obtido com a história do atormentado Jack Torrance no Hotel Overlook. Quase quatro décadas depois, King trás o desfecho dos personagens dessa história. Como fã absoluta do autor, existia apenas duas possibilidades para mim a respeito desse livro: eu iria amar ou odiar.

Danny Torrance foi um dos três sobreviventes do terror que aconteceu no Hotel Overlook. Muitos anos depois, o garotinho é agora um homem que tenta levar sua vida o mais distante daqueles fantasmas. Assim, com o poder que ele ainda tem, trabalha em um asilo onde ajuda os idosos em seus últimos momentos. A vida de Dan volta a ganhar tons de caos quando Abra, uma menina iluminada de 12 anos, cruza seu caminho. Juntos, eles começam uma missão contra a tribo Verdadeiro Nó, cujos membros Dan conhece bem. Eles são “vampiros” sugadores de almas de crianças iluminadas.

Uma das coisas mais importantes nas obras de King é que ele esmiúça muito bem a personalidade de seus personagens. Danny Torrance não poderia passar intocável pelas suas experiências da infância. O garotinho fofo e meigo não poderia crescer sem marcas. Quando ele recorre ao álcool e às drogas para apagar as lembranças daquela época, logo ele percebe que isso o deixa muito próximo do monstro Jack Torrance. E é por isso que ele parte em sua jornada pessoal, tentando manter-se sóbrio e ajudar as pessoas com o que ainda resta de seu dom. Tarefa nada fácil, principalmente quando o passado retorna de forma tão real.

Abra Stone é uma menina no inicio da adolescência. Isso por si só já seria complicado para ela e para os pais, porém, mais do que isso, Abra é uma iluminada. E ela é uma das mais potentes. Seus poderes são tão fortes que, de acordo com o próprio Danny, ela seria facilmente um farol. Quando Abra descobre a ligação entre as crianças desaparecidas e a Verdadeiro Nó, sua vida imediatamente corre risco. Para a tribo, Abra pode representar o fim de seus problemas por um longo tempo. Ela é apenas uma garota, mas sua personalidade é forte e a personagem vai crescendo de acordo com o avanço do livro.

Assim como em todos os seus livros, em Doutor Sono, King cria a mesma ânsia que nos torna viciados em seus livros. Existe um ponto – que é claramente marcado pelo início da segunda parte – onde o leitor se torna obcecado e não consegue parar a leitura. É a parte mais eletrizante e mais interessante da história. Na parte final, o livro fica uma balada mais lenta e isso pode acabar desagradando muitos leitores. Não me desagradou, mesmo porque, os últimos livros do autor tem tido esse mesmo desenrolar.

É fato conhecido que Stephen King adora “easter egg” (termo para designar surpresas escondidas), e em Doutor Sono elas são muitas. A começar pelo que talvez seja mais interessante, existe uma referencia claro ao livro Nosferatu, de seu filho, Joe Hill. Há ainda referências à sua conhecida e badalada série A Torre Negra. 

E não para por aí. 

Tem referências à Crepúsculo, Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Jogos Vorazes... E se você acha que acabou, está enganado. Ainda tem referências a seriados de TV como Game of Thrones e Sons of Anarchy (1 – sorte minha que adoro os dois e 2 – Jax Teller <3) e ao fabuloso Edgar Allan Poe.

Eu comecei essa resenha dizendo que ou eu amaria ou odiaria o livro. Ao final do livro, e da resenha, tenho ainda mais certeza que King é o autor maravilhoso que é porque ele possibilita que o leitor sinta tantas emoções diferentes lendo suas obras e porque ele obriga que a gente conviva com seus personagens em nossa mente por mais tempo do que dura a leitura. Ainda repassamos algumas coisas em nossa mente, ainda pensamos nos personagens, ainda vamos e voltamos no arquivo da história em nossa cabeça. E isso é genial e assustador ao mesmo tempo. Portanto, caso ainda não tenha ficado claro, mais uma vez eu amei. Mais uma vez King me cativou. 


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