30 de janeiro de 2015

Sexta Envenenada: Outlander - A Libélula no Âmbar

 “Me cante uma canção sobre  uma moça que se foi
Diga, ela poderia ser moça eu?
Feliz da alma, que  partiu em um dia
Entre o mar e o céu
Ondeando a brisa, ilhas e mares
Montanhas, da chuva e do sol
Tudo o que era bom, tudo o que era justo
Tudo o que foi meu se foi”
Skye Boat Song - Karilene

Olá, Envenenados!

Como falar de um livro dois sem  uma tempestade de dicas sobre o primeiro???
Este sim, seria um excelente tópico para um Papo Envenenado.
Pois bem, encontro-me hoje, às vésperas de retornar à labuta, com este dilema.
A vítima desta semana é o meu mais recente favorito, de todos os tempos, Outlander – A Libélula no Âmbar, o segundo livro da série de Diana Gabaldon, lançado recentemente pela Saída de Emergência.
Nos vemos de volta com a impressionante história de Claire Randall (Fraser), viajando no tempo e na história.
Começamos o segundo livro também no século XX, o que vai surpreender os leitores que acompanham a história pela primeira vez, como aconteceu comigo.
No livro anterior, quando faz uma estranha viagem no tempo Claire se junta a Jamie, numa Escócia “selvagem” e sob o domínio inglês, lutando para sobreviver aos terrores impostos por Jack Randall, antepassado de seu marido Frank (no século XX).

A Libélula no Âmbar começa com Claire, 20 anos depois, já de volta ao século XX, mas não se sabe como nem porquê. Este fato dá uma certa angústia, pois temos a impressão de que não teremos nosso escocês apaixonante novamente.
Agora ela trava uma nova batalha, desta vez para tentar revelar um segredo que guardou durante esses 20 anos a sua amada filha Brianna.
 “Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século  XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?”
Retornando à Escócia com sua filha, ela procura Roger Wekefield, filho (sobrinho-neto...) do reverendo Reginald Wekefield para ajudá-la na busca sobre o destino de um grupo de guerreiros que lutaram na Revolução Jabobita de 1745.
A porta da casa costumava emperrar com o tempo úmido, o que significava que ficava emperrada durante a maior parte do ano. Roger libertoua com um rangido lancinante e deparouse com uma mulher à soleira.
— Pois não, o que deseja?
Era de altura mediana e muito bonita, dando a impressão de uma boa constituição física sob o linho branco, tudo encimado por cabelos castanhos cacheados abundantes, presos numa espécie de coque rebelde. E no meio de tudo, o mais extraordinário par de olhos claros, da cor do xerez envelhecido.
Os olhos ergueramse rapidamente dos tênis tamanho quarenta e dois para o rosto dele, uns trinta centímetros acima do seu. O sorriso enviesado ampliouse.
— Detesto começar logo com um clichê — disse ela —, mas, Santo Deus, como você cresceu, Roger!
Roger sentiuse enrubescer. A mulher riu e estendeu a mão.
— Você é o Roger, não é? Meu nome é Claire Randall, uma velha amiga do reverendo. Mas não vejo você desde que tinha cinco anos de idade.
— Hã... a senhora disse que era uma amiga do meu pai? Então já sabe...”
Diana Gabaldon, magistralmente, une ficção com realidade, pois a Revolução Jacobita de fato aconteceu. Os dados históricos que ela usa para contar uma história de amor tão inspiradora são tão envolventes, que fazem qualquer apaixonado por História, enredar-se pelas 935 páginas desse segundo volume. Mas também é um convite irrecusável a todo leitor adepto de ficção, romance e duelos de kilts e espadas a conhecer uma parte muito importante da história escocesa.
No ano passado houve um plebiscito que decidiria se a Escócia continuaria ou não no Reino Unido. Para alguns, infelizmente o “Não” venceu.
Para nós que acompanhamos a história de Outlander, tanto nos livros como na série da Starz, que ainda não chegou aqui, é fascinante observar a ligação que é feita entre a realidade e a ficção.
E, para os fãs que estão acompanhando a série de TV, fui informada pelo pessoal do Outlander Brasil, no Facebook, que não há notícias sobre o cancelamento da série, pelo contrário. Então, alegrem-se, pois ela continuará. A segunda temporada será baseada em A Libélula no Âmbar.
Acho meio difícil encerrarem esta série, principalmente depois que ela venceu Game of Thrones e The Walking Dead (adoro as três), na categoria Favorite Cable Sci-Fi/Fantasy na edição de 2015 do People’s Choice Awards. Os protagonistas da série Sam Heughan e Caitriona Balfe compareceram à cerimônia de premiação e receberam o troféu.
Enfim, voltando ao livro, Claire está em busca de informações sobre a Revolução de 1745, onde muitos clãs escoceses encontraram seu fim, bem como o sonho (dos senhores feudais) de ver o retorno dos Stuarts ao trono ir por água abaixo e uma maneira de contar toda a verdade para a filha.
Mas, felizmente, para as fãs do absinto ruivo do dia, voltamos no tempo através das memórias de Claire, para encontrá-la na França ao lado de Jamie com a missão de evitar que a Revolução aconteça, ou pelo menos amenizar suas consequências.
Jamie, mais uma vez mostra porque é um espetáculo de personagem.
A convite de seu tio comerciante, ele assume seus negócios com a venda de bebidas e, através dos contatos que ele lhe apresenta, começa a por em prática algumas estratégias para minar os planos de Charles Stuart para reaver o trono da Escócia e da Inglaterra.
Claro que com o conhecimento prévio dos fatos que Claire tem, eles terão muito o que fazer durante estas numerosas páginas.
Diana continua extremamente detalhista, ao passo de nos proporcionar a impressão de presenciar, de fato, muitas das cenas da história.
Mas é a construção de Jamie e de sua relação com Claire e o futuro que mais impressiona.
Para um homem que ela conheceu com um grande ferimento, consequente de uma batalha, típico escocês bruto, que foi capaz de deixar seu traseiro doído depois das cintadas – como forma de castigo – que lhe deu, Jamie é um cavalheiro apaixonado e apaixonante. Fiel, sincero e quente, muito quente.

Por se passar em Paris, boa parte da história garante muitas risadas por conta das descobertas que ambos vão fazendo. Um exemplo disso é quando Claire volta de uma visita à Louise de Rohan, mulher casada, mas amante do príncipe Charles Stuart.
Ao retornar da visita ela encontra Jamie relaxando em seu quarto, mas quando ele se aproxima para abraça-la afasta-se espirrando e questionando o cheiro que emana da esposa.
“– Jasmim, rosas, jacintos e lírio-do-vale... ambrosia-americana também, ao que parece – acrescentei, enquanto ele bufava e resfolegava nas profundezas avantajadas do lenço. – Você está bem? – Olhei ao redor em busca de algum cesto de lixo e me decidi a jogar o sachê numa caixa de papéis de carta sobre a minha escrivaninha do outro lado do aposento.”
Ainda assim, nosso herói continua com a crise de espirros, o que faz Claire decidir-se por retirar o óleo que cobria seu corpo, caso contrário ele explodiria de tanto espirrar, já que era óleo de jacinto.
“Ergui os braços para trás, a fim de juntar os cabelos e fazer um coque. De repente, Jamie inclinou-se para a frente e agarrou meu pulso, esticando meu braço para cima.
– O que está fazendo? – perguntei, levando um susto.
– O que você andou fazendo, Sassenach? – perguntou ele. Olhava fixamente para minha axila.
– Depilei – disse com orgulho – Ou melhor, tirei com cera. Louise estava com sua servente aux petits soins, você sabe, sua ajudante de embelezamento. Ela estava lá hoje de manhã e me depilou também.
– Com cera? – Jamie olhou espantado para a vela no castiçal, junto ao jarro d´água, depois de novo para mim. – Você colocou cera nas axilas?
– Não esse tipo de cera – assegurei-lhe. – Cera de abelhas perfumada. A mulher aqueceu a cera, depois espalhou a cera morna na pele. Quando esfria é só puxar – encolhi-me involuntariamente diante da lembrança – e, isso não é nenhum bicho de sete cabeças.
– Não conheço nenhum bicho de sete cabeças. – disse Jamie com ar severo. – Por que diabos haveria você de fazer isso? – Olhou atentamente o local da operação, ainda segurando meu braço levantado no ar. – Isso não... doeu? Credo – Deixou meu braço cair e recuou rápido. – Não doeu? – perguntou ele, o lenço no nariz de novo.
– Bem, um pouco. – admiti – Mas valeu a pena, não acha?
...
Virei-me e levantei as saias até os joelhos, apontando o dedão do pé para a frente a fim de exibir as curvas delicadas da minha perna.
– Mas ficaram tão mais bonitas – ressaltei. – Lisas e macias; não com as de um macaco peludo.
Ele abaixou os olhos para os próprios joelhos peludos, ofendido.
– E eu sou um macaco?
– Você não. Eu! – exclamei, ficando exasperada.
– Minhas pernas são muito mais cabeludas do que as suas jamais serão.
...
– Poderia ter sido pior, sabe – disse, passando a esponja na parte interna da minha coxa. – Louise mandou remover todos os pelos do corpo dela.
...
– O quê? Ela removeu os pelos da perereca? – disse ele, horrorizado a ponto de adotar uma vulgaridade que não lhe era própria.
– Aham – respondi, satisfeita por tal visão afastar suas atenções de minha própria condição inquietantemente pelada. – Cada pelo. Madame Laserre arrancou até mesmo os extraviados.
– Nosso Senhor Jesus  Cristo!
...”
Se ainda hoje a reação dos homens a alguns costumes femininos é hilária, fico imaginando como seria para um homem das Terras Altas, se pudesse fazer uma viajem no tempo até agora. Tive necessidade de reler este trecho, que não termina por aqui, para pegar o ritmo novamente, pois desatei a rir.
E por aí veremos muitos outros momentos, tanto hilários quanto quentes também. Nunca pensei que leria em um livro de romance de época sobre anel peniano (curiosa), e aqui temos este objeto interessante, em pleno século XVIII. Oh, povinho “safadinho”!
Mas também há muita tensão nesta história: nossos heróis não estão livres dos problemas – novos e antigos. Jack Randall não deixará de assombrá-los.
Gente, é sério: adoraria poder conversar com a autora, perguntar-lhe tantas coisas, de onde tira tanta história, tanto detalhe, como consegue dar vida a uma trama tão elaborada e incrível.
Se tenho algo a dizer que seria contra... deixa ver.... ah, sim! O peso. Jesus-Maria-José! Não há uma posição muito confortável, que dure muito tempo, para ler A Libélula no Âmbar. Pela qualidade, excelente, do papel e por conta da quantidade de páginas, ele é, de fato, um peso pesado. Se eu ficasse deitada e o lesse, segurando-o acima da cabeça, por exemplo, corria sério risco de traumatismo craniano. Rs
Brincadeira!
O livro é maravilhoso e, claro, não vejo a hora de ver o próximo nas livrarias, não importa seu peso.
Até lá, fica a saudade desses personagens incríveis, desses locais maravilhosos. E fico eu, por aqui, desejando mais um mês de férias e a todos vocês uma sexta maravilhosa.
Fiquem bem e Carpe Diem!

29 de janeiro de 2015

Resenha: 'O jeito que me Olha' da @Novo_Conceito


O jeito que me olha

Autor
Bella Andre
Editora: Novo Conceito
Série: Os Sullivans
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 272
Lançamento: 2014

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Sinopse: 


Depois de construir uma sólida carreira como detetive particular - especializado em casos de infidelidade -, Rafe Sullivan perdeu a fé nas relações humanas. 

As únicas histórias de amor verdadeiro que conhece são a dos seus pais e as dos seus primos, que vivem na Califórnia.

Quando Rafe precisa sair de Seattle para descansar e esfriar a cabeça, sua irmã, Mia, sugere uma temporada na cidadezinha onde a família costumava passar as férias de verão. 

No cenário de sua infância, Rafe reencontra Brooke Jansen, que, de garotinha doce e inocente, transformou-se em uma mulher de beleza incomum.

Nenhum dos dois consegue ignorar o clima de sedução, e é Brooke quem toma a iniciativa: ela propõe a Rafe um caso de verão, sem amarras nem cobranças.

 Rafe luta para convencê-la de que eles devem continuar sendo apenas amigos... embora ele mesmo não esteja 100% convencido disso.





Como concluído na resenha do Em meus pensamentos, Bella Andre não conseguiu deixar que as histórias dos Sullivan chegassem ao fim.

Isso mesmo, após nos contar as histórias de amor dos 8 irmãos Sullivan que vivem na Califórnia, surgiram os primos, os Sullivan de Seattle.


Os genes, é claro, são os mesmos! Homens lindos, inteligentes e mulheres decididas. Sim! Um dos 5 Sullivan é uma mulher, mas existem pequenas diferenças, já que aparentemente enquanto os Sullivan de São Francisco não podiam esperar para encontrar seu grande amor e estavam mais que dispostos a isso, nosso novo conhecido Rafe não estava tão disposto a acreditar no amor.

Rafe, um lindo investigador particular, está cansado e desiludido. Sua empresa não se tornou o que ele esperava, muito embora seja muito lucrativa, mas é emocionalmente desestimulante e cansativa e é num momento de estafa total que sua irmã o convence a tirar férias e, ainda mais, a recomprar a casa no lago que um dia havia pertencido a sua família.

Tudo que Rafe lembrava do lugar era maravilhoso. Suas melhores lembranças estavam lá e não pensou duas vezes antes de adquirir o imóvel. O que ele não sabia é que nada tinha se mantido como antes, começando pelos moradores da casa ao lado...

A menina gordinha de olhar doce que aproveitava as férias junto com as crianças levadas da casa ao lado tinha mudado... e isso era algo que Rafe não esperava. O mais legal dessa história é que não é um Sullivan que assume as rédeas, mas sim a vizinha. Brooke é quem se lembra de Rafe, seu amor da infância que jamais pensou em reencontrar, é ela quem consegue quebrar as barreiras impostas por Rafe e cativa seu antigo novo vizinho antes que ele pudesse ter chance de escapar.

No fim, a fórmula de Bella Andre continua a mesma, mas o livro é fofo, desde a capa, que retrata bem o título, até o final. Tem tudo que se pode esperar de mais um livro da Bella Andre...

Agora faltam só mais quatro livros para o fim da série... Será?!

Boa leitura!

Beijos,

28 de janeiro de 2015

Resenha: Doutor Sono da @Suma_br

Doutor Sono

Autor
Stephen King
Editora: Suma de letras
Série: -
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 480
Lançamento: 2014

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Sinopse: 

Assombrado pelos habitantes do Overlook Hotel, onde passou um ano terrível de sua infância, Dan ficou à deriva por décadas, desesperado para se livrar do legado de alcoolismo e violência do pai. 

Finalmente, ele se instala em uma cidade de New Hampshire, onde encontra abrigo em uma comunidade do Alcoólicos Anônimos que o apoia e um emprego em uma casa de repouso, onde seu poder remanescente da iluminação fornece o conforto final para aqueles que estão morrendo. 

Ajudado por um gato que prevê a morte dos pacientes, ele se torna o “Doutor Sono”. 

Então Dan conhece Abra Stone, uma menina com um dom espetacular, a iluminação mais forte que já se viu. 

Ela desperta os demônios de seu passado e Dan se vê envolvido em uma batalha pela alma e sobrevivência dela.


Doutor Sono é, na verdade, um spin off de O Iluminado, portanto, eu diria que é indispensável lê-lo. Stephen King começou a construir sua alcunha de “Mestre do Terror”, depois do sucesso obtido com a história do atormentado Jack Torrance no Hotel Overlook. Quase quatro décadas depois, King trás o desfecho dos personagens dessa história. Como fã absoluta do autor, existia apenas duas possibilidades para mim a respeito desse livro: eu iria amar ou odiar.

Danny Torrance foi um dos três sobreviventes do terror que aconteceu no Hotel Overlook. Muitos anos depois, o garotinho é agora um homem que tenta levar sua vida o mais distante daqueles fantasmas. Assim, com o poder que ele ainda tem, trabalha em um asilo onde ajuda os idosos em seus últimos momentos. A vida de Dan volta a ganhar tons de caos quando Abra, uma menina iluminada de 12 anos, cruza seu caminho. Juntos, eles começam uma missão contra a tribo Verdadeiro Nó, cujos membros Dan conhece bem. Eles são “vampiros” sugadores de almas de crianças iluminadas.

Uma das coisas mais importantes nas obras de King é que ele esmiúça muito bem a personalidade de seus personagens. Danny Torrance não poderia passar intocável pelas suas experiências da infância. O garotinho fofo e meigo não poderia crescer sem marcas. Quando ele recorre ao álcool e às drogas para apagar as lembranças daquela época, logo ele percebe que isso o deixa muito próximo do monstro Jack Torrance. E é por isso que ele parte em sua jornada pessoal, tentando manter-se sóbrio e ajudar as pessoas com o que ainda resta de seu dom. Tarefa nada fácil, principalmente quando o passado retorna de forma tão real.

Abra Stone é uma menina no inicio da adolescência. Isso por si só já seria complicado para ela e para os pais, porém, mais do que isso, Abra é uma iluminada. E ela é uma das mais potentes. Seus poderes são tão fortes que, de acordo com o próprio Danny, ela seria facilmente um farol. Quando Abra descobre a ligação entre as crianças desaparecidas e a Verdadeiro Nó, sua vida imediatamente corre risco. Para a tribo, Abra pode representar o fim de seus problemas por um longo tempo. Ela é apenas uma garota, mas sua personalidade é forte e a personagem vai crescendo de acordo com o avanço do livro.

Assim como em todos os seus livros, em Doutor Sono, King cria a mesma ânsia que nos torna viciados em seus livros. Existe um ponto – que é claramente marcado pelo início da segunda parte – onde o leitor se torna obcecado e não consegue parar a leitura. É a parte mais eletrizante e mais interessante da história. Na parte final, o livro fica uma balada mais lenta e isso pode acabar desagradando muitos leitores. Não me desagradou, mesmo porque, os últimos livros do autor tem tido esse mesmo desenrolar.

É fato conhecido que Stephen King adora “easter egg” (termo para designar surpresas escondidas), e em Doutor Sono elas são muitas. A começar pelo que talvez seja mais interessante, existe uma referencia claro ao livro Nosferatu, de seu filho, Joe Hill. Há ainda referências à sua conhecida e badalada série A Torre Negra. 

E não para por aí. 

Tem referências à Crepúsculo, Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Jogos Vorazes... E se você acha que acabou, está enganado. Ainda tem referências a seriados de TV como Game of Thrones e Sons of Anarchy (1 – sorte minha que adoro os dois e 2 – Jax Teller <3) e ao fabuloso Edgar Allan Poe.

Eu comecei essa resenha dizendo que ou eu amaria ou odiaria o livro. Ao final do livro, e da resenha, tenho ainda mais certeza que King é o autor maravilhoso que é porque ele possibilita que o leitor sinta tantas emoções diferentes lendo suas obras e porque ele obriga que a gente conviva com seus personagens em nossa mente por mais tempo do que dura a leitura. Ainda repassamos algumas coisas em nossa mente, ainda pensamos nos personagens, ainda vamos e voltamos no arquivo da história em nossa cabeça. E isso é genial e assustador ao mesmo tempo. Portanto, caso ainda não tenha ficado claro, mais uma vez eu amei. Mais uma vez King me cativou. 


27 de janeiro de 2015

Papo envenenado: 4 anos cuidando de um jardim 'envenenado'!!


Um Jardim Envenenado

Quando iniciamos os trabalhos aqui no Envenenadas, há 4 anos atrás, não podíamos imaginar o quanto de felicidade ele nos traria...

Nesta semana, lendo um texto de Mario Quintana me lembrei demais das minhas amigas queridas que mantêm este canto cheio de resenhas, dicas, papos, vídeos e tantas outras coisas... e compartilham comigo essa responsabilidade e se dedicam com carinho e amor.

Então, eu gostaria de dedicar esse texto para vocês...

BORBOLETAS


"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. 

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. 

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

Vocês me encontraram? Ou fui eu que achei vocês? Hummmm... 


Não sei... Só sei que ter vocês na minha vida é maravilhoso!!

Expresso aqui toda a minha gratidão a Tânia, Nathy, Vânia, Caíque, Hellen, Renata, Ingryd, Clarisse... por cuidarem deste jardim comigo mesmo quando a vida nos coloca tantos percalços no caminho.

Ao invés de caminhar... proponho outra coisa: 

'Vamos voar?' Seremos borboletas!!

26 de janeiro de 2015

Resenha: Felizes para sempre da @editoraarqueiro

Felizes para sempre

Autor
: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série: Quarteto de Noivas vol.04
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 304
Lançamento: 2014

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Sinopse

Em "Felizes para sempre", último livro da série Quarteto de Noivas, você vai descobrir que o amor não avisa que está a caminho e, quando chega, vira seu mundo de cabeça para baixo.

Parker Brown sabe que subir ao altar é um dos momentos mais extraordinários na vida de um casal.

Por isso ela administra a Votos – a bem-sucedida empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas – com pulso firme e muita dedicação.

Seu dia de trabalho começa cedo – às vezes de madrugada, quando alguma noiva ansiosa lhe telefona aos prantos. Mas ela não se importa. Cada vez que ajuda uma mulher a escolher o vestido perfeito para o grande dia ou vê o sorriso nervoso e feliz de um noivo no altar, ela sente que está dando sua contribuição para uma história igual à de seus pais.

Porém a rica, linda e inteligente Parker também quer ser feliz no amor. Só que, em vez do intelectual sensível que sempre esteve em seus planos, parece que o destino lhe reservou uma surpresa. 

Malcolm Kavanaugh é um mecânico de automóveis e ex-dublê de filmes de ação. Amigo do irmão de Parker, ele não tem vergonha de elogiar as belas pernas da moça e, com suas mãos ásperas, faz com que a empresária certinha e controladora simplesmente perca o chão.

Agora eles vão descobrir que, mesmo com suas diferenças, podem completar um ao outro. E quem disse que o príncipe encantado não pode chegar numa Harley-Davidson?



O último livro da coleção Quarteto de Noivas é simplesmente imperdível.

Além de voltar na história de amizade de Parker, Laurel, Emma e Mac, dá o encerramento certo a essa linda história de amor, afinal é sobre isso que é a amizade, certo?

Toda a série é muito mais que uma sucessão de “histórias de amor” no sentido mais banal de expressão. É uma celebração ao amor que une, resgata, apoia e transforma.

Cada uma das amigas de infância tem seus medos, traumas e desejos e é apenas através dessa amizade que conseguem viver plenamente e é isso que Nora Roberts apresenta com maestria ao leitor.

Em Felizes para sempre Parker se vê diante de tudo o que nunca quis, ou pelo menos, nunca imaginou querer. Malcolm é cheio de barreiras emocionais, vindo de uma família nada parecida com a de Parker e ele ainda não se deixa dominar pela chefona e isso a desnorteia e, simplesmente, cai apaixonada por ele. 
O problema é que ela não tinha certeza quanto ao que ele sentia e assim, a controladora obsessiva por definições tinha algo em mãos que não podia resolver.

Dizer que os clichês dos romances não está presente seria mentira, mas nada faz diminuir o brilho da narrativa, que além de entregar ao leitor o “felizes para sempre”, mostra que o caminho, por mais difícil que seja, pode ser maravilhoso na companhia certa.

No final, nada melhor que uma sucessão de brindes...

“-A um ano monumental - ... Aos nossos homens – prosseguiu Laurel -, que são uns sortudos por terem mulheres como nós. - À nossa mãe (em favor da Sra. Grady) À amizade... Às minhas meninas, pensou a Sra. Grady. Todas felizes, apaixonadas e espetaculares.”
“Às noivas da Votos e seus finais felizes.”Então, um brinde: Aos finais felizes!

Beijos,

22 de janeiro de 2015

Resenha: It - A coisa da @Suma_br

It - A coisa

Autor
Stephen King
Editora: Suma de letras
Série: -
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 1104
Lançamento: 2014

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Sinopse: 

Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo.
O mais profundo e tenebroso medo. 

Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry.

Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. 

Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. 

A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. 

Só eles têm a chave do enigma. 

Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. 

O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. 

Em It - A Coisa, clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.



Você tem medo de palhaço? Se tem, é altamente recomendável que não leia It- A Coisa. Quando falamos em autores de terror na atualidade, inegavelmente, o nome de Stephen King nos vem a cabeça. E não é em vão. É absolutamente natural, dado os livros maravilhosos com que ele nos presenteia. It não é lançamento; na verdade, foi lançado em 1986 e ganhou esse ano, uma nova tradução, aos cuidados da ótima Regiane Winarski. 
A história virou série de TV e foi adaptada para uma versão em filme. E, a história é tão boa que em 2015 começará as gravações da versão cinematográfica.

Na pequena cidade de Derry existe algo muito ruim que de tempos em tempos aparece para aterrorizar a cidade. Em 1958, a vida de sete jovens acaba sendo marcada pela Coisa. Quando acaba, eles fazem um pacto de que, se um dia aquilo voltasse, eles voltariam a se unir para acabar com aquilo. E quando os indícios indicam que a A Coisa voltou, eles cumprem a promessa que fizeram ainda adolescentes.

Antes de mais nada, não se deixe assustar pela quantidade de páginas. Sim, o livro é imenso. Mas isso não torna a leitura cansativa ou enfadonha. King tem uma narrativa peculiar. 
Para ele, é extremamente importante fazer longas descrições de algumas coisas. E se ele faz isso, é porque tem relevância dentro da história. Assim, na primeira parte, o autor apresenta o terror de Pennywise em Derry e introduz os sete amigos no tempo presente. A partir daí, ele intercala tempo passado e tempo presente, contanto a história de cada um, os rumos que ela tomou, como aquela história em si marcou a vida deles ao mesmo tempo em que conta a luta dos amigos para acabar de vez com o mal que assombra a cidade há anos.

O palhaço dançarino é cruel e impiedoso. Não se sabe como surgiu ou por quê ele existe. É preciso que alguém note os estranhos acontecimentos similares de tempos em tempos para que comece uma pesquisa sobre ele. Por isso a alcunha de “Coisa”. E, se alguém pode botar fim ao ciclo terror que se abate em Derry, são os amigos. Não importa o que isso cobre deles, eles estão dispostos a pagar o preço e arcar com as consequências.

É interessante notar como cada um levou sua vida. Bill, por exemplo, cujo irmão George foi vítima de Pennywise, precisou deixar de lado qualquer pensamento que o levasse a Derry e a seu irmão para seguir em frente. 
Eddie casou-se com uma mulher obesa e dependente emocionalmente.
Beverly casou-se com um homem rico e que a trata como lixo. E por aí vai. Mas a ligação de Mike chamando todos para casa faz com que todos saiam de suas zonas de conforto e tomem atitudes. 

E independente do que aconteça, eles sabem que suas vidas nunca mais retornarão àquele ponto onde deixaram. Para mim, além do óbvio plot do terror, esse é um dos pontos mais fortes da história.

Eu não tenho e nunca tive grades problemas com palhaço, mas cada vez que leio It - A Coisa, passo um bom tempo apreensiva com a figura de olhos amarelos e dentes afiados. E sempre digo para mim mesma que nunca devo aceitar um balão de um estranho. Se isso não significa nada para você, você deveria ler esse livro para ontem. É um livro para quem sente, e gosta de ter, medo. E também para aquele mais corajoso e menos impressionável. 


Até a próxima,

21 de janeiro de 2015

Resenha: Livro dos Vilões da @galerarecord

O livro dos vilões

Autor
Carina Rissi, Cecily Von Ziegesar, Diana Peterfreund, Fábio Yabu
Editora: Galera Record
Série: Novos contos de fadas
Categoria: Infanto Juvenil
Páginas: 320
Lançamento: 2014

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Sinopse:

Organizado da mesma forma que "O livro das princesas"– também com o esquema de dois populares autores nacionais, e dois nomes famosos do exterior – O livro dos vilões reúne estes autores para uma coletânea de contos sobre vilões icônicos dos contos de fadas. 

As irmãs de Cinderela? Malévola? Madrastas e lobos? 

Carina RissiCecily Von Ziegesar, Diana Peterfreund e Fábio Yabu estão aqui com a mensagem: este não é um livro tão bonzinho quanto o seu antecessor. 
  • Cecily Von Ziegesar é a popular autora das séries It Girl e Gossip Girl, esta última que inspirou o seriado na televisão.
  • Diana Peterfreund é autora das séries Sociedade Secreta e Caçadora de Unicórnios.
  • Carina Rissi é autora dos populares Procura-se um marido e Perdida, publicados pela editora Verus, que já venderam mais de 40 mil exemplares no Brasil.
  • Fábio Yabu já publicou, pela Galera, seu livro A última princesa. 

Apesar de concebido no contexto da física; o princípio da relatividadeé altamente aplicável à obra literária em questão. 

Isso mesmo.  


O Livro dos Vilões oferece a visão completamente diferente da tradicional, e ainda assim perfeitamente plausível, variando apenas o ponto de partida da análise.

A segunda coletânea de contos remodelados, lançados pela editora Galera Record, tem seu foco exatamente no ponto de vista dos vilões; As irmãs malvadas, a Madrasta, a Bruxa e o Lobo Mau. 

De uma maneira geral as três primeiras histórias são a versão atualizada dos contos da Cinderela, Branca de Neve e A Bela Adormecida, que ganharam uma repaginada com direto a nova tecnologia, aplicativos e carros de luxo e uma versão da história que dá ao leitor a sensação de que talvez os antigos vilões não fossem tão ruins assim...  

Já a história do Lobo Mau tem um it diferenteNão é apenas uma versão atualizada do conto, mas uma apresentação do mundo dos contos como uma realidade paralela e independente, só que a cada vez que alguém abre um livro, os personagens assumem seus devidos papeis e, quando ninguém está olhando, a “vida” segue... 

De verdade acredito que os vilões não teriam tanta sorte se os mocinhos não fossem tão bananas e ao mesmo tempo, deixam de ser muito bonzinhos passam a ser quase vilões e aí a gente volta ao princípio da relatividade. 

Por serem contos muito conhecidos e revisitados, é muito complicado comentar sobre a coletânea sem correr o risco de contar demais, então vou deixar vocês, queridos envenenados, decidirem se preferem as princesas ou os vilões, mas, cá pra nós, com base na versão do O Livro dos Vilões, preciso concordar com a “mázinha” Blair Waldorlf de Gossip Girls: “Pessoas boazinhas são tão chatas!”. 

Xoxo, 

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