29 de setembro de 2014

Apple News: Outubro da @HarlequinBrasil

Bom Dia Envenenados,

tudo bem com vocês?! Setembro já está chegando ao fim, e nada melhor que dar as boas vindas à outubro com os SUPER lançamentos da nossa querida parceira Harlequin...


Dez anos se passaram desde a trágica noite que mudou as vidas de Austin, Hunter e Alex.
Agora, cada um deles deve cumprir com sua parte da vingança contra o homem que arruinou tudo...


Para saber mais basta clicar no banner... leia também nossa resenha de Quero que você me possua. Lembrando que ele está disponível grauitamente até 20/10 no site da editora.


PECADORA - As atitudes irreverentes de Keely Brascom redenram a ela a fama de rebelde. Com apenas 19 anos, chocou parentes e vizinhos ao aparecer nas páginas centrais de uma revista masculina. A verdadeira intenção era ter atraído o olhar de Noah Garfield... Embora naquela época ele ainda não soubesse o que deveria fazer com Keely. Anos depois, o acaso reúne Noah e Keely de modo inusitado. Durante uma viagem a Las Vegas, ele a vê entrando em bar de striptease, e conclui precipitadamente que é seu dever salva-lá dos vícios da Cidade do Pecado. Keely não estava em busca de redenção, mas nada a faria desperdiçar a chance de receber de Noah o tipo de ajuda que ela sempre quis dele... 

NOTAS DE ESCÂNDALO - O que acontece quando duas irmãs gêmeas trocam de identidade?!
IDENTIDADES TROCADAS
O nome da socialite Olivia Stanton é sinônimo de escândalo. Cada escolha
errada estampava as capas de jornais e revistas. Mas ela estava conseguindo
dar a volta por cima. Até sua irmã gêmea desaparecer bem no dia do seu
casamento e Olivia ter que tomar o lugar dela.
TOQUE DE TENTAÇÃO
A CEO Kimberly Stanton costumava ser uma mulher calma e recatada, mas
agora está seguindo os passos escandalosos de sua irmã Olivia. Não só
tornou público seu casamento com o magnata brasileiro Diego Pereira, como
também revelou sua gravidez. Mas esse romance é ameaçado por rumores
de brigas, prob




DIAMANTE PURO - Leila Skavanga estava disposta a mudar a sua fama
de “pura”, e quem melhor para ajudá-la do que o
sensual Raffa Leon? Essa paixão arrebatadora trará
enormes consequências…

CONTO PRESENTE: 
“Pronto para Arriscar”, de Sarah Mayberry



As leitoras de Diana Palmer não precisam mais buscar em sebos a
história de Evan, o terceiro irmão Tremayne. A Harlequin lança em
outubro Caminhos da sedução, completando a trilogia dentro da série
Homens do Texas. Originalmente publicado na década de 1990 e desde
então fora de catálogo, o clássico da Rainha dos Cowboys é antecedido
por Casamento acidental e Desafio de uma vida, todos relançados pelo
selo Primeiros Sucessos.

 
 Vem aí a Série NOTURNA da Diva Nora Roberts.
Histórias de mistério, perigo e paixão acontecem todas as noites entre o crepúsculo e a aurora…
RONDA NOTURNA irá contar a história da locutora Cylla O’Roarke. Ameaçada por um fã misterioso, ela recorreao detetive Boyd Fletcher. Mas logo descobre que Boyd não apenas a protegerá de um psicopata, como também tem planos para torná-la sua mulher. Afinal, mais do que seu timbre, ele adora a forma como Cylla esconde sua vulnerabilidade por trás de uma fachada de
autossuficiência. E ainda que ela se sentisse invadida pelas investidas de Boyd, uma inegável atração cresce entre os dois, aumentando cada vez mais o risco de algo acontecer durante a Ronda Noturna…

Para ler mais detalhes dos outros lançamentos basta clicar AQUI.
Lembrando que outubro é o mês da luta contra o câncer de mama. nós do Envenenadas e a Harlquin apoiamos essa iniciativa







27 de setembro de 2014

Resenha: Encontrada da @CarinaRisse pela @Verus_Editora


Encontrada

Autor
: Carina Rissi

Editora: Verus Editora
Série: Perdida vol. 02
Categoria: Literatura Nacional
Páginas: 476
Lançamento: 2014

saraivasubmarinotravessa







Sinopse:

Sofia está de volta ao século dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio à loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra. Clarke não vai ser tão simples quanto imaginava. 
As confusões encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento é apenas uma delas. 
Além disso, coisas estranhas estão acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere não dividir com a noiva. 
Decidida, Sofia fará o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela não está disposta a permitir que nada nem ninguém atrapalhe seu futuro. 
Porém suas ações podem pôr tudo a perder, e Sofia descobre que a única pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre é ela própria.



Sofia conseguiu o que queria: voltou para os braços de seu amado no século XIX. 
De casamento marcado e assunto na boca da cidade inteira, ela terá que aprender todos os costumes da época para não fazer Ian e Elisa passarem vergonha ao seu lado. Ela sabia que não seria fácil, afinal não dá para esquecer tão facilmente as comodidades que o século XXI proporcionam.

"Eu tinha dado um grande passo, o maior de todos na verdade, ao aceitar abandonar o meu moderno, tecnológico, cheio de facilidades século vinte e um, para viver com ele no arcaico e sem recursos século dezenove."

Ela tem consciência que todos estão de olho e que um passo em falso sua verdadeira história pode vir a tona, só que o apoio e carinho que recebe de Ian faz com que tudo se torne menos difícil

Ele não está tão preocupado com os mínimos detalhes que a sociedade tanto cobra, ele já perdeu sua amada uma vez e não quer sentir essa dor novamente por causa de pequenos erros.

"- Meu amor não existe certo ou errado aqui. - Ele tomou meu rosto entre as mãos e me beijou de leve. - Somos apenas nós dois, você e eu, começando uma vida juntos. Vamos errar algumas vezes, acertar outras, mas, se estivermos juntos, tudo acabará bem. É assim que tem que ser. É assim que será. Confie em mim."

Desde Perdida sabemos que Sofia é independente e não vê o porque deixar que Ian pague por tudo que ela precisa ou deseja. Decidida a comprar, com seu próprio dinheiro, um relógio novo ao seu futuro marido ela acaba começando meio que sem querer um negócio próprio, e muitas mentiras para esconder isso de Ian.

Tudo piora quando Cassandra, uma tia mandona e prá lá de chata, chega para o casamento. Logo de cara ela já mostra seu descontentamento com a escolha de Ian, já que para ela Sofia não está a altura de seu sobrinho e da fortuna que ele tem.

"Não me surpreende que pense assim. É o que nos difere, senhora Clarke. Sempre busquei a perfeição! (...) Não há desculpa para uma dama aparecer em público com os cabelos em desalinho. - E obviamente era para o meu rabo de cavalo malfeito que a mulher olhava."

Dividida entre manter sua personalidade forte de mulher independente do século XXI e a reputação da sua nova família, Sofia vai tentar da melhor maneira encontrar o seu "felizes para sempre".

Encontrada é mais que uma continuação, é um misto de todos os sentimentos possíveis. Durante a leitura você vai rir, chorar, suspirar e se apaixonar ainda mais por esse casal que ultrapassou todas as barreiras para poderem ficar juntos.

"Meu marido compreendera tudo aquilo que eu andava sentudo e que não conseguia explicar nem a mim mesma. Naquele momento, senti que nosso "felizes para sempre" havia começado, afinal, e nada - nem tia intrometida, nem matronas, tampouco os quase duzentos anos de diferença entre nosso mundos- poderia nos separar."

Beijinhos,


26 de setembro de 2014

Resenha: Man Repeller pela @Novo_conceito


Man Repeller

Autor
: Leandra Medine

Editora: Novo Conceito/ Novas Ideias
Categoria: Moda/Biografia
Páginas: 256
Lançamento: 2013

saraivasubmarinotravessa





Sinopse

Em seu primeiro livro, a badalada blogueira e queridinha do mundo fashion conta suas divertidas memórias. 
Com jeito insolente, uma franqueza desconcertante e fotos de seu arquivo pessoal, Leandra compartilha detalhes da noite em que perdeu a virgindade, quando esqueceu de tirar as meias soquetes brancas, e descreve o momento em que percebeu que a clutch Hermès vintage da sua avó, feita de pele de avestruz, poderia guardar muito mais do que a chave e o celular.
Leandra é a prova de que não precisamos trair nosso estilo repelente nem mesmo ao procurar o vestido de noiva (que pode ser muito bem ser combinado com uma jaquetinha perfecto de organza).
Exibindo as opiniões originalíssimas de uma blogueira que ganhou milhões de fãs, este livro reúne experiências divertidas e meio bizarras, uma história amor superdoce e, acima de tudo, um lembrete para celebrarmos um mundo que é feito pelas mulheres e para as mulheres.



Leandra Medine me surpreendeu!

Primeiro não imaginei que alguém considerada queridinha do mundo fashion pudesse falar tão abertamente sobre o quanto a moda por si só pode ser inimiga do que o pensamento coletivo pensa ser atraente.

Vamos lá, confesse, a maioria das roupas que você vê nas passarelas te dá vontade de sair correndo! 

Um exemplo do pensamento é a imagem, que está disponível no blog da autora, de um modelo na última NYFW.



Pois é, Leandra fala sem medo e de forma muito divertida do quanto ser uma aficionada na moda pode ser difícil para sua imagem.

No entanto, como aconteceu com a própria escritora, seu visual não foi suficiente para afastar os homens ou, pelo menos, o que interessava. Muito pelo contrário, cada vez que se sentia deslocada e sem qualquer possibilidade de sucesso com o sexo oposto algo inusitado acontecia, do jardim de infância a idade adulta as memórias.

O vestido em A do jardim de infância e repetido na adolescência, apesar de não ser muito útil para mostrar as curvas de uma mulher lhe rendeu seus dois primeiros beijos com o sexo oposto.

Quando ficou noiva, a blogueira se viu numa verdadeira saia justa e sofreu com os maldosos comentários de quem, seja porque razão fosse, efetivamente era uma repelente de homens...

“Refleti um pouco sobre a situação. Quando o Man Repeller nasceu, não tive nenhum homem por um bom tempo. Se as pessoas gostavam do conteúdo que liam havia um ano, não existia motivo para mudar só porque Abie fez o que Beyoncé mandou e pôs um anel no meu dedo. Meu tom não mudaria, e, o mais importante, minha filosofia também não. As crianças não param de comemorar o Natal quando seus pais lhe dizem que Papai Noel não existe, certo?” 

Não considerando as lições de moda de Leandra Medine, que, sinceramente, não conseguiria acompanhar nem em um milhão de anos e isso, definitivamente, não se refere à questão de ser ou não repelente de homem, mas sim de estilo, o livro tem pontos bem interessantes, além das passagens engraçadas, mas, de tudo, o imprescindível é:
 “... fosse ou não uma escritora “de verdade”, seria a autora da minha história de vida. Minha vida é meu livro, minha narrativa, meu enredo.”

Assim, seja você parte da moda “espanta os homens” ou “atraia os homens” ou nenhuma das duas, lembre-se que é responsável pela narrativa da sua vida!

Beijos e boa leitura!

25 de setembro de 2014

Resenha: Quero que você me possua pela @HarlquinBrasil


Quero que você me possua

Autora
: Maisey Yates

Editora: Harlequin
Série: Segredos da quinta avenida
Categoria: Literatura Estrangeira
Páginas: 64
Lançamento: 2014

Atenção: Disponível gratuitamente até dia 20/10.


Sinopse:


O começo…
Como filho de um poderoso advogado, Travis Beringer jamais precisou lutar por nada… a não ser pela evasiva Sydney Davis. 

Mas a situação muda em um piscar de olhos com a morte trágica de Sarah Michaels, companheira de quarto dela.

De repente, no auge do choque, Sydney se vê nos braços de Travis em busca de consolo para sua dor. 

Presos a uma teia de desejo, Travis e Sydney se deleitam a cada toque erótico que por tanto tempo renegaram.

Entretanto, o que poderá acontecer quando a situação se acalmar e os primeiros raios de sol iluminarem a realidade para a qual não estão preparados? 



Sydney Davis e Travis Beringer são melhores amigos desde pequenos, a mãe dela serviu por muitos anos os pais dele, mas isso nunca os impedira de estarem sempre juntos como uma família.

Juntos, eles vão a deslumbrante festa de final de ano dos Treffen, uma família de renomados advogados, uma chance e tanto para Sydney fazer contatos profissionais. Mas, tudo acaba indo por água abaixo quando uma terrível fatalidade acaba com a festa...

Sarah Michaelis, amiga em comum deles, pula da sacada do salão. Desnorteada Sydney procura em Travis todo apoio e consolo necessário.

"- Prometa que ficará comigo, Travis.
- Por quanto tempo?
- O tempo que for necessário."

Logo após esse pedido ela percebe que não quer apenas ter Travis por perto para tentar entender o porque de sua amiga ter pulado, ela o quer em todos os sentidos, deseja que ele a complete na cama também. 

Com medo de perder a chance de ter algo mais com seu melhor amigo, e saciar esse desejo repentino, ela se entrega com a resolução de que a vida é curta demais para não ser aproveitada e que o amanhã pode nem existir para eles.

"(...) o que vi essa noite fes com que me lembrasse de que... que não temos necessariamente o amanhã."

A partir daí cenas mais que picantes preenchem várias páginas, e a amizade dos dois é coloca a prova, pois Travis sempre quis algo a mais, ele ama Sydney e não se vê mais longe de seu corpo e seus carinhos. 

Com medo de estragar suas carreiras, ela acaba negando que também o ama e precisa dele ao seu lado. E nós conseguimos enteder o porque, afinal ela é de uma família menos favorecida e sempre teve que batalhar muito para alcançar seus objetivos e sabe que Travis também teve que batalhar bastante para conseguir o que queria. E se a relação deles não der certo!? Perder seu único amigo seria o fim para ela...

"- Acontece que... que você significa muito para mim. É a minha rocha, meu melhor amigo, minha felicidade, meu apoio. (...) Eu sempre soube que... que se me permitisse amar você e o perdesse, ficaria totalmente destruída."

Quero que você me possua é narrado em terceira pessoa, dando ao leitor uma visão ampla dos personagens, descobrindo no mesmo capítulo o que ambos pensam e sentem em relação aos acontecimentos.

Com apenas 64 páginas, ele é uma apresentação da série, Segredos da quinta avenida, que dará um desfecho para a morte de Sarah. 

Serão três livros... para mais informações basta clicar na imagem abaixo



Como já divulguei no começo do post, esse primeiro livro está disponível gratuitamente no site
lá você encontra também outros 3 títulos para baixar. 

beijinhos,

23 de setembro de 2014

Resenha: 'A última chance' da @Veruseditora


A última chance

Título original: The chance
Gênero: Romance estrangeiro
Autora: Karen Kingsbury
Editora: Verus
Páginas: 336


Sinopse

UMA HISTÓRIA SOBRE PERDAS DOLOROSAS, O PODER DA FÉ E AS FERIDAS QUE SÓ UM AMOR PODE CURAR


Ellie tem quinze anos e um melhor amigo — e amor — chamado Nolan. Um dia antes de Ellie se mudar para o outro lado do país com o pai, ela e Nolan escrevem cartas um para o outro e as enterram debaixo de um velho carvalho. O plano é se reencontrar no mesmo lugar dali a onze anos para ler o que cada um escreveu.

Agora, conforme a data se aproxima, muita coisa mudou. Ellie abandonou sua fé e luta para criar a filha sozinha. Na correria do dia a dia, ela sempre encontra tempo para ver na TV seu antigo amigo Nolan, hoje um famoso jogador profissional de basquete, cuja fé em Deus é conhecida pela nação inteira. O que poucos sabem é que as perdas que ele sofreu na vida pesam em sua alma. Mesmo com toda fama e sucesso, Nolan se sente sozinho, assombrado pelo vazio que domina seu coração desde que sua melhor amiga foi embora.

Tanto para a desiludida Ellie quanto para o intenso Nolan, o reencontro é mais do que uma promessa de adolescência — é a última chance de descobrir se é tarde demais para se entregar ao amor.

* * *

·     Best-seller que figurou durante semanas na lista no New York Times
·     Mais de 325 mil exemplares vendidos nos Estados Unidos (livro impresso e e-book).
·     Direitos vendidos para Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, África, Suécia e Turquia.
·     A autora escreveu mais de 50 romances, dez dos quais atingiram #1 em listas dos EUA. Ela foi best-seller nas listas de jornais importantes como o New York Times e o USA Today, e foi apelidada de "Rainha da Ficção Cristã" pela revista Time.
·     A autora recebeu boas críticas literárias pelos famosos sites Kirkus Reviews e Booklist.
·     O site da Karen Kingsbury recebe mais de 6 milhões de acessos por mês e tem presença forte nas principais redes sociais, como Facebook, Twitter e Youtube.




A última chance é um banquete para o leitor.

A Autora, Karen Kingsbury, apresenta uma história de amor, amizade, traição e ódio, mas, principalmente de fé e perdão.

Ellie e Nolan tiveram uma infância feliz. Conheceram-se na escola e sua amizade é forte e tem raízes profundas assim como seu local preferido, o carvalho sob o qual resolvem enterrar suas cartas não lidas quando o impensável acontece. 

Eles jamais poderiam prever passar suas vidas em separado, mas, do dia para noite, tudo muda.

 Os dois passam por situações extremas de perdas, mas a autora consegue mostrar, com maestria, como a reação de cada um aos revezes da vida aproximam ou afastam a felicidade.

Pessoalmente, tenho o privilégio de conhecer o Deus apresentado no livro, Aquele que tudo pode e cujo amor é capaz de restaurar vidas e fiquei maravilhada com a capacidade da autora de diferenciar os diversos tipos de relacionamento do homem com Deus e sua fé, e o alerta que uma vida de regras praticadas de forma hipócrita não é o que Deus quer para ninguém.

A história destaca que cada um tem que lidar com as consequências de suas escolhas, e que a escolha de um afeta a vida de todos ao redor, mas que seja qual for a decisão tomada o amor de Deus por nós não muda. 

Depois de uma longa jornada Ellie tem um epifania em relação a Deus: “Ele não precisava se provar para mim. – Ela parecia entender isso em um nível profundo – Mas fez isso mesmo assim, porque Ele me ama.”

Além de uma linda capa e diagramação perfeita, a história é inspiradora.

Repetindo as palavras publicadas no Booklist sobre A última chance “O belo equilíbrio entre a fragilidade humana e o poder da graça divina faz desta uma leitura obrigatória.”

Tá esperando o quê? 
É certamente um livro que pode ajudar a quem quiser achar o seu próprio final feliz!

Beijos e boa leitura!



20 de setembro de 2014

Resenha: Perdida da @carinarissi pela @verus_editora


Perdida
Autor
: Carina Rissi

Editora: Verus Editora
Série: Perdida vol. 01
Categoria: Literatura Nacional
Páginas: 364
Lançamento: 2013

saraivasubmarinotravessa







Sinopse: 

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. 

Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamentoOs únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. 

Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. 

Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke.

Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. 

O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...





Se tem um coisa que eu amo no século XXI é a praticidade que a alta tecnologia nos proporciona! A quantidade de informações que podemos acessar com um simples toque, os GB de músicas, livros e fotos que podemos carregar em um aparelho que cabe na palma da nossa mão, é incrível.

Eu admito que não sei viver sem meu tablet e muito menos sem meu celular. Eu não recebo tantas ligações para não poder desgrudar dele, mas o simples fato de tê-lo na bolsa ao meu alcance para a qualquer momento acessar meu mundinho particular (fotos, redes sociais, músicas) me mantém "mais calma"...loucura, né?! 

É esse mesmo sentimento que Sofia, protagonista de Perdida, tem em relação ao seu celular. Ela respira tecnologia, não existe nada melhor que um bom computador para digitar os contratos do trabalho e um bom celular para se comunicar com o resto do mundo. A única coisa "antiga" que ela não abre mão são os livros impressos, porque nada substitui a sensação, o cheirinho, do papel durante a leitura de um bom romance de época.

Seu mundo tecnológico começa a desmoronar quando em menos de três dias seu computador no serviço pifa e seu celular cai na privada, tudo por causa de umas cervejas tomadas a mais. De ressaca, mas desesperada, Sofia entra na primeira loja que encontra afim de substituir o mais rápido possível seu aparelho.

Ela é atendida por uma vendedora um pouco misteriosa e intrometida que jura que Sofia não precisa de um celular com muita tecnologia, afinal celulares são usados para certas situações...

"- Em todas as situações - eu a corrigi. Tudo dependia do celular. O trabalho, os amigos, minha vida toda gravada na agenda. - Eu não saberia viver sem meu celular(...)" - Página 24

Meio contrariada a vendedora acaba oferecendo à Sofia o melhor aparelho que eles tem na loja, e que para sua felicidade está em promoção, sem pensar duas vezes ela compra. 

Desesperada para começar a usar seu novo "brinquedinho", Sofia sai da loja já tentando ligá-lo, depois de andar algumas quadras percebe que o bendito celular está com defeito. Irritadíssima, ela resolve voltar a loja e assim que dá meia volta o celular liga dando origem a uma luz tão forte que ela acaba caindo no chão. Quando a luz apaga Sofia percebe que algo está muito errado; está tudo muito quieto e diferente, as pessoas, os prédios, as ruas... tudo havia sumido!

Sem entender nada Sofia, totalmente perdida em seus pensamentos, acaba sendo encontrada por um moço a cavalo com roupas bem diferentes e um modo de falar tão antiquado que ela tem a sensação de estar falando com seu avô... mas algo em sua fisionomia fazia ela se sentir segura ao seu lado.

"Tinha alguma coisa diferente nele: o brilho em seus olhos negros me parecia familiar, seus traços bonitos e bem delineados o deixavam parecido com um deus da Grécia Antiga. E seu tamanho - tão grande e forte, mas não bombado - me transmitia segurança." - Página 34

Conversando um pouco mais com seu salvador, Ian Clarke, ela descobre que fez uma viagem no tempo e foi parar em 1830. Por um milagre o celular que comprou funciona, apesar de estar dois séculos atrás, e ela descobre que para voltar ao "futuro" terá que encontrar o que foi perdido...

Enquanto tenta encontrar um modo de concluir essa jornada e voltar o mais rápido para o conforto do século XXI, Sofia vai se envolvendo cada vez mais com a família Clarke, principalmente com Ian e percebe que se perder em outro século pode ter sido a melhor coisa que lhe aconteceu.

"Eu não pensava em amor, Ian, não queria me envolver. Mas então eu te conheci e me conheci melhor. Descobri que eu queria sim, queria muito estar loucamente apaixonada." - Página 348

Cheio de bom humor e detalhes históricos, Perdida é uma viagem no tempo que todos os fãs de Jane Austen, e de uma boa história de amor, gostariam de fazer. 

O segundo volume da série, Encontrada, acaba de ser lançado e contará como as escolhas de Sofia pode pôr toda sua felicidade e de Ian a perder. Como uma garota do século XXI conseguirá lidar com os problemas do século XIX?!

Fiquem de olho que logo terá resenha aqui no blog.

Beijinhos,

15 de setembro de 2014

Resenha: 'Pó de Lua' da @Intrinseca

Bom dia envenenados,

Vamos começar esta semana de um jeito encantador e lindooooooo...


A Intrínseca lançou este mês uma coletânea da arte inspiradora de Clarice Freire.

No site da editora é possível conhecer um pouquinho mais sobre esta artista...

A autoraA publicitária Clarice Freire nasceu no Recife, em 1988, e desde muito cedo aprendeu a usar as palavras para acalmar suas inquietações. Cresceu admirando os desenhos em lápis de cor da mãe, Lúcia, e os versos do pai, Wilson (parceiro do compositor Antônio Nóbrega). Uma noite, ouviu falar que a lua era bela porque, mesmo sendo só areia, deixava refletir a luz de outro, e por isso as noites não são escuras. Daí veio a inspiração para o nome de sua página no Facebook, Pó de Lua (www.facebook.com/podelua), criada em 2011.



Com 192 páginas de pura poesia, Clarice compartilha conosco mensagens lindas, profundas, cheias de emoção que penetram em nossos corações...


Algumas mensagens nos fazem refletir sobre a vida corrida, sobre as amizades e sobre a importância de seguir nossos sonhos.

Outras nos fazem sorrir e enchem nosso dia de sentido e alegria...


Impossível ler e não querer compartilhar com todos que você ama... Por isso, se você ficar com vontade de ir correndo até a livraria mais próxima para comprar alguns exemplares de Pó de Lua para presentar suas amigas... não fique surpresa!!



Em formato de caderno moleskine e com as beiradas das páginas pintadas de azul, o livro se mostra delicado e prazeirosamente perfeito de ser manuseado.

  Certamente este livro vai ganhar status na sua mesinha de cabeceira e ficará lá por muito tempo! Ele não se esgota... não é o tipo de livro que você termina a leitura e depois fecha e coloca na estante. É o tipo de livro que alimenta a alma e que você vai querer ler e reler várias vezes e em momentos diferentes do dia e da vida.


  Pó de Lua realmente consegue diminuir a gravidade das coisas e nos faz transbordar sentimentos... me emocionei algumas vezes relembrando do meu pai que já faleceu! Ele ia adorar este livro!

Bem, não fique acanhado e corra para comprar o seu exemplar...

Quer conhecer a página oficial da Clarice Freire? Clique aqui!

E se quiser conhecer o site do livro Pó de Lua, clique aqui!

Beijocas, 

12 de setembro de 2014

Sexta Envenenada: Os Segredos de Colin Bridgerton da @EditoraArqueiro

“Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema,
Numa esquina
Ou numa mesa de bar. 
Procuro um amor que seja bom pra mim

Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor, uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá.”
Segredos - Frejat


Olá, Envenenados!

Estamos de volta!
Ufa! Estas semanas foram muito produtivas para mim.
Fui agraciada e incumbida de ler o último lançamento dos Romances de Época da Editora Arqueiro: Os Segredos e Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons da Julia Quinn, para poder compartilhar minhas impressões sobre a obra com vocês.
Um dois mais esperados dos Bridgertons, Colin é o terceiro irmão de uma ninhada de oito e, como os três primeiros que já tiveram suas histórias contadas, Daphne, Anthony e Benedict, ele é muito especial. Mas em seu caso, especial de diversas maneiras. 
Ele teve presença marcante nos três primeiros livros, pois a autora fez questão de mostrar sua personalidade irreverente e carinhosa, fazendo com que seu livro gerasse grande expectativa entre os leitores, ainda mais com um título tão instigante.
Em sua primeira aparição durante um dos bailes de temporada (à caça de pretendentes), já em O Duque e Eu, que conta a história de sua irmã Daphne, ele mostra ser um popstar entre os irmãos e a sociedade londrina, além de seu humor fresco.
“Daphne já podia ver cabeças se virando na direção deles. Mães ambiciosas cutucavam as filhas e apontavam para os dois irmãos Bridgertons, sozinhos e sem companhia além da irmã.
– Eu sabia que deveria ter ido ao toalete – sussurrou Daphne.
– O que é esse pedaço de papel na sua mão, Daff? – perguntou Benedict.
Sem pensar direito, ela lhe entregou a lista das aspirantes a noives de Anthony.
Depois dos risos altos de Benedict, Anthony cruzou os braços e falou:
– Tente não se divertir muito às minhas custas. Imagino que você receberá uma na semana que vem.
– Sem dúvida – concordou Benedict. – É de espantar que Colin... – Arregalou os olhos. – Colin!
Mais um irmão Bridgerton se juntou ao grupo.
– Ah, Colin! – exclamou Daphne, jogando os braços ao redor do irmão. – Quem bom ver você!
– Perceba que nós não recebemos uma saudação tão entusiasmada – disse Anthony a Benedict.
– Vocês eu vejo o tempo todo – retrucou Daphne. – Colin esteve fora por um ano. – Depois de dar um último apertão, ela recuou e ralhou com ele. – Não estávamos esperando você até a semana que vem.
Colin encolheu apenas um dos ombros, o que combinou perfeitamente com seu sorriso enviesado.
– Paris estava chata.
– Ah – lamentou Daphne com um olhar sagas. – Então você ficou sem dinheiro.
Colin riu e ergueu os braços em sinal de rendição.
– Adivinhou.”
Julia Quinn injeta uma grande parcela de bom humor e ironia aos irmãos Bridgertons, bem como os elaborou de maneira a torná-los intensos, complexos, sedutores e honrados. Fala sério, todos, homens e mulheres, são adoráveis, apaixonantes, pois possuem qualidades desejáveis em parceiros ideais, mesmo que eles não se deem conta disso.
Finalmente, seu próprio livro, podemos ver um pouco mais das facetas de Colin.
Sobre o título, sem querer revelar demais, Os Segredos de Colin Bridgerton, na verdade não me pareceu muito adequado, mas pode ter sido uma escolha estratégica, eu acho.

Enfim, Colin aparece na Sexta Envenenada de hoje como o absinto da vez. Mas mérito, preciso ser muito honesta com vocês, não foi apenas dele. Na verdade, o grande triunfo dessa obra é a invisível Penelope Featherington, melhor amiga de uma de suas irmãs.
Na verdade, haverá muito mais o que descobrir a respeito dessa moça do que sobre o próprio Colin. Não que ele não se revele um homem surpreendente, muito além do charme e graça que demonstra nos primeiros livros.
Como é característico dessa série, seremos levados à Londres do século XIX, em um período em que as famílias na alta sociedade inglesa investiam pesado no futuro (matrimonial) de seus filhos e filhas, mas o foco maior está na relação retomada de Colin e Penelope.
Digo retomada, porque Colin está sempre viajando para fora do país, guiado por sua curiosidade e inquietude. Por outro lado, Penelope deixa de ser alvo de casamento de sua mãe e assume o cargo de dama de companhia da irmã caçula, Felicity. Mas isso não impede a “solteirona” Penelope de ainda amar o Bridgerton mais encantador de todos.
No dia 6 de abril de 1812 – dois dias antes de seu aniversário de 16 anos –, Penelope Featherington se apaixonou.
Foi, em uma palavra, emocionante. O mundo estremeceu. Seu coração deu saltos. Ela ficou sem fôlego e foi capaz de dizer a si mesma, com alguma satisfação, que o homem em questão – um tal de Colin Bridgerton – se sentiu da mesma forma.
Ah, não com relação à parte amorosa. Com certeza ele não se apaixonou por ela em 1812 (nem em 1813, 1814, 1815, nem – ora, ora! – nos anos entre 1816 e 1822, e também não em 1823, quando, de qualquer forma, passou o ano todo fora do país). Mas o mundo dele estremeceu, seu coração deu saltos e Penelope soube, sem a menor sombra de dúvida, que ele perdeu o fôlego, assim como ela. Por uns bons dez segundos.
É o que geralmente acontece quando um homem cai do cavalo.
Rui Rodrigues
...
Ele riu.
Ele riu.
Penelope não tinha muita experiência com a risada masculina e nas poucas ocasiões em que a presenciara, ela não fora gentil. Mas os olhos daquele homem – de um tom muito intenso de verde – pareciam estar achando graça enquanto ele limpava uma mancha de lama localizada de forma bastante embaraçosa em seu rosto, para depois dizer:
– Bem, aquilo não foi muito habilidoso da minha parte, não é mesmo?
E, naquele momento, Penelope se apaixonou.
Quando encontrou a voz (o que, era-lhe doloroso admitir, ocorreu uns bons três segundos depois que qualquer pessoa com algum grau de inteligência teria respondido), ela falou:
– Ah, não, eu é que deveria me desculpar! Meu chapéu voou da minha cabeça e...
Parou de falar ao se dar conta de que ele não lhe pedira desculpas, de maneira que não fazia muito sentido contradizê-lo.
– Não foi incômodo algum – retrucou ele, dando um sorriso um tanto divertido. – Eu... Ah, bom dia, Daphne! Não sabia que estava aqui.
Penelope deu meia-volta e se viu frente a frente com Daphne Bridgerton, de pé ao lado da Sra. Featherington, que no mesmo instante sibilou:
– O que você aprontou, Penelope Featherington?”
Penelope é, ao contrário de Colin, de toda a família Bridgerton e de grande parte da alta sociedade londrina, uma sombra, praticamente invisível aos olhos de todos, inclusive de sua mãe.
Ela também tem algumas aparições nos primeiros livros, mas como o patinho feio dos bailes de temporada, tem até algumas menções da colunista misteriosa, Lady Whistledown, nenhuma delas no sentido de alavancar a autoestima da moça. Pelo contrário.
A primeira delas foi:
“O infeliz vestido da Srta. Penelope Featherington deixou a pobre menina parecida com nada menos que uma fruta cítrica madura demais.”
Aos 17 anos ela começou uma grande amizade com Eloise, uma das irmãs mais novas de Colin. Passou a frequentar regularmente a casa dos Bridgertons a convite de Violet, a matriarca e, consequentemente, pode conhecê-lo melhor.
 Se Penelope achava que tinha se apaixonado por ele antes, isso não era nada comparado ao que passou a sentir depois de realmente conhecê-lo. Colin era espirituoso, bem-humorado, tinha um jeito brincalhão e despreocupado que fazia as mulheres suspirarem, mas, acima de tudo...
Colin Bridgerton era simpático.
Simpático. Uma palavrinha tão boba... Deveria ser algo banal, mas de alguma forma combinava com ele à perfeição. Colin sempre tinha algo agradável para dizer a Penelope, e quando ela enfim reunia coragem suficiente para responder (além dos cumprimentos e despedidas mais básicos), ele a escutava. O que acabava por tornar as coisas mais fáceis para a vez seguinte.
Ao final da temporada, Penelope achava que Colin fora o único homem com o qual conseguira ter uma conversa inteira.
Aquilo era amor. Ah, era amor, amor, amor, amor, amor, amor. Uma tola repetição de palavras, talvez, mas foi exatamente o que Penelope rabiscou numa folha de papel de carta caríssimo, junto com os nomes “Sra. Colin Bridgerton”, “Penelope Bridgerton” e “Colin Colin Colin”. (O papel seguiu para o fogo no instante em que a menina ouviu passos no corredor.)
Que maravilha era amar – mesmo que o sentimento não fosse correspondido – uma pessoa simpática. Fazia com que ela se sentisse tão sensata...
Rui Rodrigues
É claro que não atrapalhava em nada o fato de Colin possuir, assim como todos os homens da família, a mais fabulosa aparência física. Ele tinha aquela famosa cabeleira castanha, a boca grande e sorridente, os ombros largos, 1,80 metro de altura e, no caso de Colin, os mais devastadores olhos verdes que já adornaram um rosto humano.
Eram olhos que dominavam os sonhos de uma moça.
E Penelope sonhava, sonhava e sonhava.”
Normal, né? Afinal, será que existe alguma adolescente que não tenha se apaixonado pelo carinha mais velho – irmão da melhor amiga, amigo do seu irmão? Se não todas, mas muitas, com certeza.

 Quem nunca ficou com o coração acelerado quando ele aparecia sem que se esperasse, mas não era para te ver? Quem nunca sonhou acordada ou procurou estar por perto, pelo caminho, para, pelo menos, poder vê-lo?
Realmente, Penelope, como é bom amar, mas como dói também, quando ele só é gentil, o que aumenta a ansiedade, mas nem percebe que é o amor da sua vida.
Ela sabe que, apesar do amor dolorido que sente por Colin, ele jamais a notaria, como ninguém a notara, assim está destinada a ser uma solteirona e, como vem profetizando sua mãe, será a filha que cuidará dela na velhice.
Os anos se passaram e, de alguma forma, sem perceber, Penelope deixou de ser uma debutante e ocupava agora o grupo das damas de companhia e observava a irmã mais nova, Felicity – a única das irmãs Featheringtons abençoada com graça e beleza natural –, desfrutar da própria temporada londrina.
Colin desenvolveu uma inclinação especial pelas viagens e passava cada vez mais tempo fora de Londres. Parecia que a cada mês seguia para um destino diferente. Quando estava na cidade, sempre guardava uma dança e um sorriso para Penelope, e ela, de algum jeito, conseguia fingir que nada havia acontecido, que ele jamais tinha declarado sua aversão a ela numa via pública e que seus sonhos nunca tinham sido despedaçados.
E sempre que ele estava na cidade, o que não ocorria com frequência, os dois pareciam desfrutar de uma amizade fácil, mesmo que não muito profunda. O que era tudo o que uma solteirona de 28 anos poderia esperar, certo?
Um amor não correspondido não era nada fácil de administrar, mas ao menos Penelope Featherington já estava acostumada a isso.”
De fato, ambos acabam compartilhando uma amizade amena. Colin, assim como Anthony e Benedict, sempre resgataram Penelope de muitos momentos constrangedores nos bailes, sempre a tiravam para dançar, caso contrário ela teria ficado eternamente esquecida nos cantos dos salões. E, mesmo depois do dia mais constrangedor de suas vidas, eles conseguiram ser cordiais e criar laços quase fraternos (pelo menos da parte dele).
Foi em um momento em que ele e os dois irmãos mais velhos discutiam sobre os planos de sua mãe para casar os filhos, se não me engano, foi no livro 3, em que Colin repudiava a ideia de se casar tão cedo.
Penelope podia vê-los através do vidro da porta da frente, mas não pôde ouvir o que diziam até chegar ao vão. E como prova do péssimo timing que a assolara a vida toda, a primeira voz que escutou foi a de Colin, e as palavras que ouviu não foram nada generosas:
– ... eu não vou me casar tão cedo, e muito menos com Penelope Featherington!
– Ah!
A palavra simplesmente saiu de seus lábios em um lamento desafinado antes mesmo que ela pudesse pensar.
Os três Bridgertons voltaram-se para encará-la, horrorizados, e Penelope soube que acabara de dar início aos piores instantes de sua vida. Ficou em silêncio pelo que pareceu ser uma eternidade e então, por fim, com uma dignidade que jamais sonhara possuir, olhou direto para Colin e retrucou:
– Eu nunca pedi que se casasse comigo.
O rosto dele, já rosado, tornou-se rubro. Ele abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Talvez, pensou Penelope com estranha satisfação, aquela tivesse sido a única vez na vida que ele ficou sem palavras.
– E eu nunca... – acrescentou Penelope, engolindo em seco sem parar. – Eu nunca falei a ninguém que queria que você me pedisse em casamento.
– Penelope – conseguiu, enfim, falar Colin –, eu sinto muito.
– Não tem do que se desculpar.
– Não – insistiu ele. – Tenho, sim. Eu a magoei, e...
– Você não sabia que eu estava aqui.
– Mesmo assim...
– Você não vai se casar comigo – declarou ela, a voz soando estranha e falsa aos seus ouvidos.– Não há nada de errado com isso. Eu não vou me casar com o seu irmão Benedict.
Até então, Benedict estava olhando para o outro lado, tentando não encará-la, mas a partir desse momento passou a prestar atenção.
Penelope fechou as mãos ao lado do corpo.
– Ele não fica magoado quando eu digo que não vou me casar com ele. – Virou-se para Benedict e forçou-se a fitá-lo diretamente nos olhos. – Fica, Sr. Bridgerton?
– Claro que não – respondeu ele, com rapidez.
– Então está resolvido – disse ela decididamente, impressionada por, ao menos uma vez na vida, estar conseguindo pronunciar as palavras exatas que queria. – Ninguém ficou magoado. Agora, se me derem licença, cavalheiros, preciso ir para casa.”
Essa foi uma situação tão vexatória, que até eu fiquei com vergonha. Tadinha dela!
Mas, mesmo depois disse, eles continuaram amigos.
Agora, adultos, ele com 33 anos e ela com 28, sem ter muito que provar um para o outro, ambos passam mais tempo juntos e começam a se conhecer melhor.
Ela começa a perceber que ainda há muito que aprender sobre o único homem a quem amou e ele descobre que, de fato, nunca conheceu Penelope realmente. E isso o intriga, desperta sua curiosidade e outras sensações que o assustam e nos excitam.
Além das descobertas que vão fazendo sobre o outro, existem outras revelações em Os Segredos de Colin Bridgerton que vão abalar toda a história dessa série, bem como a nós leitores. Haverá um segredo que deixou toda sociedade londrina agitada que finalmente será revelado. Mas não vou dizer qual.
Sobre a sensualidade da história: existe, embora não tão constante e evidente quanto
nos demais, mas sedução é tão intensa e arrebatadora quanto. Por conta da expectativa que se criou em torno de Colin, eu achei que seria mais explorada, mas não me desapontou em nada.
“E ele estava aprendendo que tudo o que acreditava saber sobre o ato de beijar era bobagem.
...
Aquilo, sim, era um beijo.
...
Ele a puxou para mais perto, depois ainda mais, até seus corpos estarem colados. Podia sentir toda a extensão do corpo dela, e sentiu o seu próprio incendiar. Percebeu seu membro enrijecer. Deus, como a desejava.
...”
Ai! Ai!
Mais um exemplo de um livro bem escrito, detalhista e generoso. Uma história cativante sobre dois personagens tão queridos e cheios de méritos.
Se o herói salva a mocinha?
Claro!
Se a mocinha resgata o herói e o ajuda a encontrar seu próprio caminho?
É óbvio!
É isso que procuramos neste tipo de livro, não é? Entretenimento, diversão, e, de certa forma, uma fuga do nosso dia a dia estressante.
Quem termina essa história, e não deseja levar Colin Bridgerton para casa (no caso das moças) ou possuir Penelope (no casos dos moços) ou simplesmente poder tê-los como amigos, deve voltar ao início e reler o livro, pois deixou passar alguma coisa.
Julia Quinn, mais uma vez prova que sabe contar uma história, conquistando de vez o posto de autora predileta dessa colunista, que não tem nada de Lady Whistledown, mas que tem o maior prazer de falar da vida desses personagens fabulosos!
Vou ficando por aqui, desejando a todos uma sexta incrível e um final de semana no melhor estilo Bridgerton!
Fiquem bem e Carpe Diem!

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