29 de agosto de 2014

Sexta Envenenada: Outlander - A Viajante do Tempo

Poeira a poeira 
Não é de seus olhos
Não é o que você diz
Não é o seu riso que dá-lo afastado
Você é apenas solitário
Você tem sido solitário, por muito tempo
...
Deixe-me segurar sua mão
e dançar em volta das chamas
Em frente de nós
Pó ao pó
Você manteve a cabeça erguida
Você participou da luta
Você carrega as cicatrizes
Você já fez o seu tempo
Ouça-me
...
Você tem sido solitário
Você tem sido solitário, por muito tempo
Nós estivemos sós
Nós estivemos sós, por muito tempo
The Civil Wars
.


 Olá, Envenenados!

Muitas saudades de todos! Espero que estejam, apesar do frio que alguns não suportam. Eu amo.
Enfim, o que me traz hoje aqui, além do compromisso de escrever para esta coluna que tanto amo, para este blog que só me trouxe alegrias, entre pessoas e livros é o novo tsunami literário e televisivo do momento.
Como é de conhecimento dos fãs literários, a Saída de Emergência acaba de nos presentear com o (re) lançamento de Outlander – A Viajante do Tempo, da Diana Gabaldon.
Meus queridos, não se trata apenas de mais um livro, mas sim O livro e, que livro!
Imaginem o desafio que foi encarar esse material de, pasmem, 800 páginas em um curto espaço de tempo para poder escrever sobre ele.
Mas lá estava eu, cutucada (né, Patrícia?) e desafiada (valeu, Mathilde!) e verdadeiramente apaixonada pelo universo que Gabaldon criou.
Tem tudo o que eu amo de verdade, além da minha família e amigos.
Em Outlander encontrei História, pois a autora reuniu ficção e fatos reais de maneira sublime; encontrei a Escócia, terra que sempre adorei desde Highlander e Coração Valente (sou escocesa desde a adolescência); uma protagonista maravilhosa, com a qual adoraria bater papo; escoceses grosseirões e adoráveis ao mesmo tempo; um mocinho que é tudo o que adoraria para minha vida amorosa, boas brigas e diálogos maravilhosos; kilts; paisagens exuberantes e míticas; kilts... e, sim, muitos kilts.
O mais estimulante para mim, claro que os kilts me torturam, é que os personagens têm uma força inenarrável, não apenas por serem realmente pessoas de corações valentes, mas de uma veracidade febril.
“Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Claire (Caitriona Balfe) e Jamie (Sam Heughan)
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?”
A história já começa num período de pós-guerra, em 1945, quando Claire e Frank voltam a ficar juntos depois de oito anos de casados, mas afastados por seus trabalhos diferenciados durante o conflito.
Saindo em uma nova lua de mel, eles partem para as Terras Altas (lugar maravilhoso, que um dia hei de visitar).
“Escolhemos as Terras Altas como roteiro de férias antes de Frank assumir o cargo de professor de história em Oxford, considerando que a Escócia de certa forma fora menos atingida pelos horrores físicos da guerra (graças a Deus!) do que o resto da Grã-Bretanha e estava menos suscetível à frenética alegria do pós-guerra que contagiava pontos turísticos mais populares.”
O objetivo de Claire agora é cuidar de seu casamento, estabelecer uma residência, o que não conseguiram fazer desde que se casaram e tentar engravidar.
Longe dos seus afazeres como enfermeira, ela agora começa a se interessar por plantas, por sugestão de Frank e, em uma de suas buscas por espécimes diferentes, ela acaba voltando ao círculo de pedras – Craigh na Dun – que visitara anteriormente com o marido. É aqui que tudo começa, de fato.
Depois de ouvir sons, que não faz ideia de onde poderiam estar vindo, desnorteada, Claire segue na direção da pedra central do círculo e...
Parecia inconcebível, mas todas as evidências indicavam que eu estava em algum lugar onde os costumes e a política do final do século XVIII ainda vigoravam. Eu teria imaginado que tudo não passava de algum tipo de espetáculo à fantasia, se não fosse pelos ferimentos do jovem a quem chamavam de Jamie. Aquele ferimento fora realmente provocado por algo muito semelhante a um tiro de mosquete, a julgar pelos estragos que deixara.”
Não sei se é lenda ou se é fato, mas acho que todo aficionado por história deve ter um desejo enorme de poder viajar no tempo. Eu sou e tenho.
Lendo a narrativa de Claire (benza Deus, um livro narrado em primeira pessoa de maneira espetacular), não teve como não me questionar: o que eu teria feito se algo semelhante me ocorresse? Viajar para o mesmo lugar, através do tempo, duzentos anos antes????
É assustador e incrivelmente atraente.
Seus desafios são muitos: manter sua real situação totalmente omitida; adequar-se aos costumes locais, controlar seus modos e linguajar, pois mesmo sendo de 1945, há um hiato imenso entre a mulher do século XX e a do século XVII...
Tudo acontece muito rápido, então, mesmo com o peso de 800 páginas, o livro é muito dinâmico. Diana Gaboldon é muito detalhista e fiel aos fatos, mas consegue injetar um senso de humor único aos personagens, concede uma pureza impressionante a Jamie, ao mesmo tempo em que o apresenta como um homem de coragem e lealdade irretocáveis.
Este, definitivamente, não é um livro para fracos, tanto fisicamente, pois é bem pesadinho, quanto emocionalmente, pois as emoções são testadas a cada página.
Uma leitura tão envolvente que, mesmo depois de tê-lo lido e, precisando voltar para buscar os trechos que escolhi para colocar aqui, me vi perdida novamente em suas páginas. Assim é Outlander – A Viajante do Tempo, o primeiro volume de uma série estonteante, excitante, inesquecível.
Se há tempo para sedução, para erotismo?
Não dá para pensar em Jamie e Claire e não se reportar às suas tórridas relações. Não há como dizer para vocês que só não responde à descrição das cenas sensuais do casal quem não está vivo. Falarei mais sobre esse quesito na próxima semana. Mas deixo com vocês um dos diálogos bem sugestivos desses dois.
“– O fato de eu não ser mais virgem não o incomoda? – Ele hesitou por um instante antes de responder.
– Bem, não – disse ele devagar -, desde que não a incomode o fato de eu ser. Riu da minha expressão de queixo caído e recuou em direção à porta. – Imagino que um de nós dois deva saber o que está fazendo – concluiu ele.”
Como eu disse, o livro é o primeiro volume de uma série extraordinária que também estreou na tv americana no início deste mês. Assim, há muito ainda sobre o que quero falar: personagens para apresentar, situações para fofocar, e muita excitação para despertar. Então, volto na próxima semana, com a segunda parte dessa postagem, pois uma só não fará jus ao peso de Outlander – A Viajante do Tempo. E, mesmo que eu me forçasse a apenas uma postagem, esta seria “gigantenorme”.
Assim, até a próxima sexta-feira, com mais dessa obra viciante.
Fiquem bem e Carpe Diem.

26 de agosto de 2014

Resultado promoção: Escolha da @HarlequinBrasil

Bom dia  Envenenados,

demorou mais chegou o resultado da promoção valendo 5 exemplares do livro Escolha.


Antes de postar quais foram os sorteados, gostaria de pedir desculpa pela demora em postar o resultado. Como todos sabem está rolando a Bienal do livro em São Paulo então a minha vida está de ponta cabeça por causa do evento... ;)

Bom sem mais enrolações, foram 5 leitoras sorteadas... 





PARABÉNS meninas! Vocês tem 3 dias para responder o email com dados completos para envio do exemplar de vocês!

Agradecemos a participação de todos e fiquem ligados que logo logo terá novas promoções no blog.

Beijinhos,


21 de agosto de 2014

Apple News: Lançamentos da @editoraarqueiro


Setembro promeeeeeeete!!!

A Editora Arqueiro lançará vários livros maravilhosos e dentre eles escolhi dois para apresentar a vocês hoje...

São eles:


Primavera eterna

É o primeiro amor que nos move por toda a vida?


 Maia é uma jovem publicitária bem-sucedida. Tem um emprego estável, um namoro estável, uma vidinha estável. Até demais.

Certo dia, tentando imaginar como seria sua vida no futuro, o casamento, os filhos, visualiza duas crianças loirinhas correndo... Loirinhas?

Então ela se dá conta de onde vem aquela cor de cabelos: Diogo, o menino por quem se apaixonou à primeira vista aos 12 anos, numa cidadezinha do interior, onde costumava passar os fins de semana com a família.

Acontece que ele se mudou para os Estados Unidos há mais de dez anos e, a essa altura da vida, já nem deve se lembrar mais dela.

Mesmo assim, num impulso, Maia pede férias na agência, inventa uma viagem de trabalho como desculpa para o namorado e vai para Nova York, atrás do seu primeiro amor.

Primavera eterna é a história de uma jovem cheia de sonhos esquecidos, que ousa arriscar tudo o que tem e acaba encontrando a si mesma.



A autora Paula Abreu estudou Direito na Uerj e na Universidade Colúmbia, em Nova York, onde fez mestrado. Durante 15 anos trabalhou em grandes empresas, mas, em 2012, mudou completamente de vida. Abandonou a carreira de advogada para se dedicar a escrever. Hoje atua como Coach de Alta Performance, estrategista digital e consultora empresarial. É autora do livro Escolha sua vida (Sextante) e fundadora do Programa Escolha Sua Vida.






O segundo livro é a tão aguardada parte final da série Sem Limites!!




Rush prometeu o para sempre… mas as promessas podem se romper.

Dividido entre seu amor por sua família e seu amor por Blaire, Rush deve encontrar um jeito de salvar um sem perder o outro. No final um tem que ser mais importante que o outro. Mas deixar ir não é fácil.

Blaire acreditava em contos de fadas… mas não se pode viver uma fantasia.

Seu amor por Rush e seu desejo de ter uma família a fazem acreditar que há um jeito de isso funcionar. Até que ela precisa tomar a decisão adequada para ela e seu bebê. Mesmo se isso quebrar seu coração.

Eles vão encontrar o para sempre que ambos precisam ou tudo já foi… longe demais?

O terceiro livro tem previsão para chegar logo logo às prateleiras e promete um desfecho intenso!!

Leia as resenha de "Paixão Sem Limites" e "Tentação Sem Limites", dois primeiros volumes da série.


Por hoje é só pessoal...

Volto na semana que vem com mais novidades!!

Beijocas,

15 de agosto de 2014

Sexta Envenenada: Manhã de Núpcias

 

“Estou apaixonado...
Quero beber
O mel de sua boca
Como se fosse
Uma abelha rainha
Quero escrever na areia
A sua história
Junto com a minha...
E no acorde
Doce da guitarra
Tocar as notas
Do meu pensamento
Em cada verso traduzir
As fibras do meu sentimento...
Que estou apaixonado
Que este amor é tão grande
Que estou apaixonado
E só penso em você
A todo instante...”
João Paulo e Daniel

 


Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma Sexta Envenenada nesse mês de agosto, em que o clima está mesmo para romance, sobretudo de Época. Amo esse friozinho que tem feito aqui nessa cidade que, normalmente, é escaldante.
Depois do último romance que li, onde havia um protagonista pelo qual me perdi apaixonadamente, estou às voltas com um novo amor. Aliás, eu já havia me apaixonado por ele, desde a primeira vez que nos conhecemos – delírio de leitora.
Quem não gosta de ser presenteado, ainda mais com o que mais se ama?
Pois é, há duas semanas, minha chefinha me presenteou com dois romances muito esperados da Editora Arqueiro. Diga-se de passagem, o presente foi dela mesmo e não da editora.
Em meio aos preparativos para a comemoração do Dia dos Pais na escola em que trabalho, li, em tempo recorde – em tais circunstâncias – Manhã de Núpcias, quarto livro da série Os Hathaways da lindona da Lisa Kleypas.
“Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará. Mas então a família recebe uma carta que pode por tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e um herdeiro dentro de um ano ele perderá a propriedade em que vivem.
Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolhei com tanto carinho. O problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça. Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira mulher –e única – com quem ele considera se casar.
Catherine, por sua vez tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si.
Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão de superar as turras e as diferenças, num romance intenso e sensual que só Lisa Kleypas poderia ter escrito.”
Preciso dizer mais, para explicar porque Leo Hathaway é o absinto de hoje?
Lorde Ramsay simplesmente despertou a mulherzinha que estava escondida aqui dentro e me deu vontade de dizer várias vezes, apesar de odiar a expressão, "Me possua, milorde!". Com todos os seus defeitos, pois adoro um mocinho próximo da realidade, Leo é tudo o que quero para mim.
Lindo fisicamente porque, claro, sendo fictício ele pode gozar da perfeição física, inteligente e viril e, como cereja desse suculento chantilly, tem um humor ácido muito bem colocado. Ah! Não posso deixar de citar: uma relação de aversão a qualquer pensamento de casamento ou amor em sua vida, em consequência de uma história de amor interrompida por uma tragédia.
E Cat, que também é linda, mas contida, sofrida feito sovado de aleijado, encontra um porto seguro com a excêntrica família Hathaway.
Desde sua participação no primeiro livro da série, Leo mostrou ser um personagem muito forte e rico, no que diz respeito a ter seu próprio livro.
De autodestrutivo a irmão zeloso e cunhado complacente, isso claro, depois de muitas discussões, Leo apresenta-se aqui como um homem sedutor, questionador e muito perseverante.
Catherine consegue despertar todos os sentimentos em Lorde Ramsay, e por isso sou muito grata.
“[...] No que dizia respeito ao restante dos Hathaways, Catherine era praticamente membro da família.
Leo, por sua vez, não conseguia suportar a mulher. Ela expressava suas opiniões à vontade e ousava lhe dar ordens. Nas raras ocasiões em que Leo tentava ser amigável, ela lhe atacava com respostas insolentes ou lhe dava as costas desdenhosamente. Mesmo quando ele emitia uma opinião bastante razoável, mal conseguia completar uma frase antes de Catherine começar a enumerar os motivos pelos quais estava errado.
Diante do fato imutável da aversão dela, Leo não conseguia evitar reagir à altura. Durante todo o ano anterior ele tinha tentado se convencer de que o desprezo dela lhe era indiferente. Havia muitas mulheres em Londres infinitamente mais bonitas, sedutoras e cativantes do que Catherine Marks.
Se ao menos ela não o fascinasse tanto!”
Não há provocação sem resposta, seja lá qual for.
Fascinado e determinado a descobrir do que Catherine tão determinadamente tenta se esconder, Leo se depara com uma intrigante cena e vê todos os seus sentidos despertados e, num misto de emoções, ele é levado a questioná-la sobre o assunto que levou Cat e seu cunhado Harry tão distante da casa e de todos.
Em uma tarde ensolarada em Hampshire, após certificar-se de que a maior parte da família estava ocupada com outras coisas, Leo foi procurar Catherine, achando que se a confrontasse em particular conseguiria algumas respostas. Encontrou-a lá fora, no jardim protegido por cercas-vivas e repleto de flores. Ela estava sentada em um banco ao lado de um caminho de cascalho.
Não estava sozinha.
Leo parou a uns vinte metros de distância, oculto à sombra de um teixo com folhagem densa. Catherine estava sentada ao lado do marido de Poppy, Harry Rutledge. Eles estavam absortos no que parecia ser uma conversa animada.
Embora a situação não fosse exatamente incriminadora, tampouco parecia apropriada. Sobre o que, em nome de Deus, poderiam estar conversando? Mesmo de seu ponto de observação distante, estava claro que era algum assunto importante. A cabeça morena de Harry Rutledge se inclinava sobre a de Catherine de maneira protetora. Como se ele fosse um amigo íntimo. Um amante.
Leo ficou boquiaberto ao ver Catherine passar os dedos delicadamente sob as lentes dos próprios óculos, como se enxugasse uma lágrima. Catherine estava chorando, na companhia de Harry Rutledge.
E então Rutledge lhe deu um beijo na testa.
Leo ficou sem fôlego. Em silêncio, pôs-se a avaliar uma mistura de emoções e as separou em camadas... espanto, preocupação, desconfiança, fúria.
Eles estavam escondendo alguma coisa. Tramando alguma coisa.”
Na verdade, apenas Leo não sabia, mas como ficou claro no livro anterior, Catherine e Harry (delícia-de-homem) são irmãos por parte de mãe. Então, meus queridos críticos de plantão, isso não é spoiler, basta porem a leitura em dia.
Por estar mais voltado para a família, Leo acredita estar buscando a verdade apenas para o bem de todos os seus. Mas ainda não conseguiu discernir outra necessidade mais primária, mais primitiva, que o impulsiona para Cat.
“– A senhorita tem muitos segredos. Tem sido um incômodo para mim há mais de um ano, com sua língua afiada e seu passado misterioso. Agora quero algumas respostas. O que estava discutindo com Harry Rutledge?
Expressando irritação, Catherine ergueu as sobrancelhas finas, vários tons mais escuras do que seus cabelos.
– Por que não pergunta a ele?
– Perguntei à senhorita. – Diante do silêncio teimoso dela, Leo resolveu provocá-la. – Se fosse um tipo diferente de mulher, eu suspeitaria que a senhorita estivesse jogando seus encantos para ele. Mas nós dois sabemos que a senhorita não tem nenhum encanto, não é?
– Caso tivesse, certamente não usaria com o senhor!
– Ora, Srta. Marks, vamos tentar ter uma conversa civilizada. Só desta vez.
– Não enquanto o senhor não tirar as mãos de mim.
– Não, a senhorita iria correr. E está quente demais para persegui-la.
Catherine se enfureceu e o empurrou, as mãos espalmadas contra o peito dele. Seu corpo estava envolto em espartilho, rendas e inúmeras camadas de musselina. Só de pensar no que havia embaixo... pele branca e rosada, curvas suaves, pelos íntimos... ele ficou logo excitado. Um arrepio a percorreu, como se Catherine pudesse ler os pensamentos de Leo. Ele a olhou atentamente, então sua voz se abrandou.
– Está com medo de mim, Srta. Marks? Logo a senhorita, que me enfrenta e me espezinha em todas as oportunidades?
– É claro que não, seu idiota arrogante! Só gostaria que se comportasse como um homem de sua posição social.
– Você se refere a um nobre? – Ele ergueu as sobrancelhas de forma zombeteira. – É assim que os nobres se comportam. Estou surpreso por ainda não ter notado.”
Como é característico dos livros dessa série, os personagens dos livros anteriores têm participação garantida em Manhã de Núpcias. Cam e Amélia, Merripen e Win, Harry e Poppy continuam unidos pela família, apoiando ou alfinetando como de costume.
Mas, surpresa mesmo é a maneira como Leo vai se transformando de ouriço kamikaze para príncipe encantado. E olha que eu não curto o tipo de história com protagonistas perfeitinhos. Curto mais os ouriços mesmo. Leo mostra que essa sua característica é mesmo uma defesa, que vai se transformando em estilo de vida. E Catherine aciona algo muito maior que uma simples atração física, sem transformá-lo num amante meloso e chato.
“Você não poderia me seduzir – disse Catherine, irritada.
...
– Nega a atração entre nós? [...]
– Nego que a vontade racional possa ser minada pela sensação física – disse ela – O cérebro está sempre no comando.
...
– Meu Deus, Catherine. Obviamente você nunca experimentou o ato, ou saberia que o maior órgão no comando não é o cérebro. Na verdade, o cérebro para de funcionar por completo.”
Este é um dos meus trechos favoritos, pois Leo tenta convencê-la de sua teoria. Assim, ele a desafia: um beijo contra uma pergunta. Ainda descrente Cat topa.
“Leo pousou a boca levemente sobre a dela, beijando-a com uma pressão cautelosa e complacente. Os lábios de Cat estavam frios e doces. [...]
Erguendo a cabeça, ele encarou o rosto corado dela. Ficou tão hipnotizado pelo verde acinzentado dos olhos semicerrados que teve dificuldade de se lembrar da pergunta que pretendia fazer.
– A pergunta é: - lembrou a si mesmo em voz alta, balançando a cabeça para desanuviá-la – um fazendeiro tem 12 carneiros. Todos exceto sete morreram. Quantos restam?
– Cinco – respondeu ela prontamente.
– Sete. – Um sorriso se abriu no rosto dele ao observar Catherine refletindo sobre a pergunta.
...
– Isso foi um truque. Faça-me outra pergunta.
– Não foi o que combinamos.
– Mais uma – insistiu ela.
Uma risada rouca escapou dele.
– Meu Deus, você é teimosa. Está bem. – Ele se aproximou e abaixou a cabeça, e Catherine enrijeceu.
– O que está fazendo?
– Um beijo, uma pergunta – lembrou-lhe.”
Apesar de toda a atração e a facilidade com que um desafia o outro, não há futuro para sua história. Pelo menos, não de acordo com os objetivos que cada um traçou para si mesmo. E a situação só fica mais complicada, pois os Hathaways recebem uma carta que lhes informa que o antecessor de Leo estabeleceu regras para que a família mantenha a mansão que restauraram com tanto afinco: o novo Lorde Ramsay tem um prazo para se casar e produzir um herdeiro.
Imaginem!
Foi uma lenha, pois evidentemente tudo ia contra seus princípios, e ainda tinha suas questões com Catherine.
E é assim que a trama, muito bem elaborada e deliciosamente picante, se constrói. Entre as decisões que precisa tomar em prol de seus objetivos e pelo bem da família, os segredos do passado de Catherine que a assombram, e a irresistível necessidade que ele vem desenvolvendo de tê-la em seus braços, Leo Hathaway – cujo nome homenageia a constelação – cresce como personagem, como ideal de masculinidade e redescobre o amor – agora maduro e ainda mais intenso.
Quando um homem se vê capaz de desnudar sua alma para uma mulher, e expor toda sua vulnerabilidade, ele consegue enxergar não apenas a si mesmo, mas vê com mais clareza aquilo de que realmente é capaz para conquistar o amor de sua vida, mesmo que esse amor seja algo que ele nega com todas as suas forças.
Mais uma vez nocauteada pelos Hathaways, mais uma vez apaixonada por um protagonista espetacular, sou forçada a repensar o nome desta coluna. Algo como Harém de Lady Lima (não dá para adotar todos os sobrenomes dos meus absintos, então mantenho o meu), talvez fosse mais apropriado.
Mais uma vez arrebatada pela capacidade de criação de Lisa Kleypas e pela edição da Arqueiro, garanto a vocês que só o desejo que existe entre os personagens é previsível aqui, e, ainda assim, este surpreende. Manhã de Núpcias guarda a cada página, a cada final de capítulo, uma surpresa, um susto, uma revelação, um arfar e, mesmo no último momento, Leo e Cat  deixam o leitor pasmo com o que são capazes de realizar.
Fico por aqui, desejando a todos uma sexta maravilhosa.
Fiquem bem e Carpe Diem! 

14 de agosto de 2014

Resenha: 'Cidade do Fogo Celestial' da @GaleraRecord

Cidade do Fogo Celestial
Autor
: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Série: Os intrumentos mortais vol.06
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 532
Lançamento: 2014

saraivasubmarinotravessa




Sinopse:


ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. 

Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. 

Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. 

Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? 

Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.



Dizer que eu estava ansiosa por esse livro, é o mínimo que posso comentar com vocês. 

Adoro essa série e estava contando os segundos para ter o temido desfecho em minhas mãos.

Digo temido, porque a querida Tia Cassie fez o favor de espalhar pelos 4 cantos do mundo que seria um livro cheio de mortes e escolhas.

Sebastian está vivo e tocando o terror pelos institutos de todo mundo! Com a ajuda do Calice Infernal, ele vem criando um exército para acabar com os caçadores de sombras. Os únicos que conseguem prever os próximos passos dele é Jace e Clare, mas a Clave não tem dado muita atenção a seus avisos, fazendo com que a situação piore cada vez mais. 

Teimosa e firme de que suas ideias são as melhores para derrotar o irmão, Clare, juntamente com Jace, Simon, Alec e Isabella vai para um mundo demoníaco, onde quanto mais perto da vitória eles chegam mais a morte os cerca.

Desde o livro anterior, podemos perceber que Sebastian é mau, muitas vezes por falta de opção. Criado para lutar, ele não consegue separar a guerra do amor e nesse livro suas atitudes deixam isso ainda mais evidente. Impossível não querer pegar esse "menino-monstro" no colo e dizer: "Calma, estamos aqui e, apesar de tudo, nós te amamos." rs ...

As mortes acontecem, em sua maioria, de forma suave. Tenho que confessar que esperava algo com mais sangue e drama e tive dificuldade até para perceber uma morte em especial . Se não fosse o próprio Sebastian avisar, acho que teria demorado mais para entender.

Todo o meu choro e desespero pelo final da série foi colocado para fora nos último capítulos, e ainda não consigo entender como a Cassandra Clare teve coragem e criatividade para fazer algo tão cruel, a meu ver, com um personagem que virou meu queridinho durante os outros volumes.

Cidade do Fogo Celestial atingiu todas as minhas expectativas de um modo diferente e deixou aquele gostinho de quero mais, pois nesse livro novos personagens são apresentados. Eles serão os protagonistas da trilogia "Os Artifícios das Trevas" com previsão de lançamento em 2015 nos EUA.

Lembramos que nos dias 23 e 24 de agosto a Cassandra Clare marcará presença na 23ª Bienal Internacional do Livro, para autografar. Para maiores informações, acessem o Facebook da Galera Record.

Beijinhos,

13 de agosto de 2014

Promoção: Escolha da @HarlequinBrasil

Bom dia Envenenados,

que tal começar a quarta feira com promoção!?
Em parceria com a Harlequin vamos sortear 5 leitores do blog para receber em casa um exemplar do livro "Escolha"...


São 5 chances de levar para casa esse SUPER romance. Para participar é fácil, basta ler com ATENÇÃO as regras e preencher corretamente as entradas do rafflecopter...





ATENÇÃO:


*Os participantes deverão ter endereço de entrega no Brasil;
*O concurso é recreativo, não estando vinculado a marcas, compras e vendas de serviços.

*O sorteio é válido até 19/08
*O resultado será divulgado no blog no dia 20/08
*Para validar a participação é necessário preencher e cumprir, de maneira correta, o primeiro item do rafflecopter. 
*As demais entradas são pontos extras, ao preencher corretamente você terá mais chances de ganhar.
*O preenchimento de entradas extras não é obrigatório.
*O contato será feito via e-mail
*Se o sorteado não tiver seguido todas as regras ou o vencedor não entrar em contato dentro de 3 dias após o contato, novo sorteio será realizado.
*As despesas de envio são por conta e responsabilidade do blog, que tem o prazo de um mês (30 dias) para enviá-los após o resultado do sorteio.
*Regras sujeitas a alterações sem aviso prévio!

Boa sorte,

Papo Envenenado: Eu te Vejo

“O amor não é senão o desejo;
e assim, o desejo é o princípio original de que todas as nossas paixões decorrem,
como os riachos da sua origem; por isso, sempre que o desejo de um objeto se acende nos nossos corações, pomo-nos a persegui-lo e a procurá-lo e somos levados a mil desordens.
Miguel de Cervantes
Olá, Envenenados!
  
Hoje trago para vocês a indicação de uma trilogia que fará a alegria de muitos leitores.
Para aqueles que são fãs de romances eróticos chegou a trilogia italiana Eu te Vejo, Eu te Sinto e Eu te Quero, de Irene Cao, lançados pela Suma das Letras.

“Chega um ciclone erótico.” – Grazia
“Arte, sensualidade, gastronomia e paixão iluminam a história ambientada em Veneza” – Corriere della Sera 
“Uma trilogia erótica feita de arte, amor, sexo, amizade e cozinha.” – Vanity Fair Italia 
“Apesar de apaixonada pela arte e pelas cores de Veneza, cidade onde vive, a jovem restauradora Elena Volpe tem seu coração como uma tela em branco, pois nunca viveu uma grande paixão. Com 29 anos, a protagonista de Eu te vejo, tem a sua vida transformada com a chegada de Leonardo Ferrante, um famoso chef de cozinha e o mais novo inquilino do palácio onde trabalha na restauração de um afresco.
O encontro com Leonardo abala suas certezas, abrindo as portas de um paraíso inexplorado. O chef sabe que o prazer é uma conquista para todos os sentidos – tem uma forma, um odor, um sabor – e guiará Elena até os limites mais doces e extremos do sexo, mas sob uma condição: nunca deverá se apaixonar por ele. A jovem aceita a proposta e deixa-se seduzir por este homem de passado misterioso, que parece fugir de seu desejo de prendê-lo a ela para sempre.
Em Eu te vejo, Irene Cao revela uma trama de escrita suave, como o pincelar cuidadoso de uma restauração, e saborosa, como a gastronomia italiana. Tendo como cenário a exuberante cidade de Veneza, o primeiro volume da primeira trilogia erótica italiana traz todos os sentidos envolvidos na paixão entre Elena, uma mulher que não conhece o amor, e Leonardo, um homem que só conheceu o lado mais obscuro desse sentimento. “
Segundo as boas línguas, a leitura é muito agradável, e, apesar de seus clichês, a história já cativa por ser ambientada na romântica Veneza, fazendo um alinhavo entre gastronomia, artes, sexo e crescimento dos personagens.
Leonardo é o cara – chega, abala as estruturas, promete aventuras inenarráveis nesse “casto” espaço, desde que Elena não se apaixone por ele.
Mas como acontece com as crianças, quando dizemos para não correr: o que elas fazem?
Eu, como sou curiosa, já estou com meus dois volumes aqui para apreciar sem moderação, já de olho no terceiro da série. Depois eu volto pra fazer as fofocas usuais.
Enquanto isso, aproveitem a dica, pois acho que, como eu, vocês também ficarão tentados a Ver, Sentir e Querer.
Até a próxima, queridos!
Fiquem bem e Carpe Diem!

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