30 de junho de 2014

Resenha: Amor nas Entrelinhas


Amor nas Entrelinhas

Autor
: Katie Fford

Editora: Record
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 399
Lançamento: 2014

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Sinopse:


“Prestes a ficar desempregada, Laura Horsley acha que o convite para ajudar na organização de um festival literário veio bem a calhar. Mas quando recebe a missão de convencer o famoso escritor Dermot Flynn a comparecer ao evento, ela é dominada pelo pânico. Dermot é temperamental, nunca sai de casa e enfrenta um bloqueio criativo. É também o escritor favorito de Laura, além de extremamente atraente e dono de uma longa lista de conquistas amorosas. Por isso, não é de surpreender quando ele diz que só vai participar do festival se ela concordar com uma única condição, que pode colocar em risco não só o sucesso do evento, mas também o coração de Laura.


“ Eu declaro solenemente que nunca amei alguém como amo você. E que a amarei até que as Montanhas de Mourne parem de descer para o mar ou que outros eventos geológicos bem improváveis ocorram. E quero levá-la para casa, e tê-la ao meu lado em segurança para sempre. E os pequenos, quando vierem, também estarão seguros comigo.”
Montanhas de  Mourne
Laura é uma mulher comum, sem muitas oportunidades, sem muitos amigos... digo, amigos humanos. Sua maior paixão são os livros – algo em comum? – com os quais lida diariamente, mesmo antes de ir trabalhar em uma livraria logo após sair da faculdade.
Sem nunca ter contado com os aplausos dos pais, Laura vai vivendo seu dia a dia com o apoio de Grant, seu gerente e amigo e Henry, proprietário da livraria que está prestes a se aposentar e, com isso, decide fechar a loja.
Em um dos eventos que organiza na livraria, pouco antes do seu fechamento definitivo, ela conhece Eleonora Huckleby, agente de vários nomes do universo literário no Reino Unido.
Ambas passam boa parte do evento conversando sobre vários autores, o que, pelo teor, não foi uma tarefa difícil para Laura, já que passara grande parte de sua vida lendo. Por outro lado, ela não era uma pessoa muito articulada para conversar com quem não tivesse intimidade. Na verdade, Grant era a única pessoa  com que conseguia relaxar.
Para sua surpresa e desespero, Eleonora a convida para o jantar com a equipe da editora e o autor – estrela do momento. Não tendo como escapar – pois tanto Henry quanto Grant, praticamente a expulsam da loja para o jantar – ela segue com o grupo e fica sabendo que a sobrinha de Eleonora e seu marido estão planejando um festival literário e precisam de alguém para organizá-lo.
Usando de toda sua persuasão, e pressão, Eleonora acaba convencendo-a a comparecer à reunião do pessoal para falar sobre o evento. Lá ela conhece todos os envolvidos e suas funções, inclusive Monica, que tem uma banda feminina a qual Laura já conhece, assim como um patrocinador potencial para o evento.
Todos estão envolvidos nas discussões sobre o projeto, exceto Laura, que prefere não se envolver, já que não pretende fazer parte disso tudo.
Até que Jacob Stone a questiona:
“–  Você conhece  Dermot Flynn?
– Ah, conheço – respondeu Laura, genuinamente entusiasmada. – Ele é brilhante. Ele foi...
– Traga-o para o festival e eu o patrocino, com qualquer soma que for necessária – declarou Jacob Stone, cortando seu ímpeto de entusiasmo.”
Danou-se! Depois disso, não tinha como explicar que ela conhecia mesmo era a obra e não autor em pessoa, pois todos se voltaram para ela eufóricos.
De uma maneira ou de outra, Laura viu-se a caminho da Irlanda, no fusca de Monica para tentar o milagre de fazer com que o autor, conhecido por sua reclusão e aversão a qualquer ideia de tirá-lo de seu país, aceitasse participar desse festival como atração principal.
Vou me poupar dos detalhes, evitando mais spoolers que a sinopse já dá.
O livro é uma gracinha, a começar pela capa, que para todo apaixonado por leitura é, por si só, uma declaração de amor.
Muito bem escrito e editado, narra fatos e impressões, sentimentos e frustrações da personagem principal.
Diferentemente de muitos romances que tenho lido, Amor nas Entrelinhas está muito mais focado nas mudanças pelas quais Laura passa, do que no relacionamento amoroso em si. Aqui não temos a ótica da vida e sentimentos de Dermot. Felizmente, não é uma história contada em primeira pessoa.
Muito do que vamos lendo é sobre as descobertas que Laura faz sobre si mesma. Sobre sua relação morna com seus pais, sobre a valorização que vai recebendo de pessoas que, de repente, vão entrando em sua vida. Isso realmente aproxima a personagem da realidade, pois, quem nunca teve problema com os pais? Muitos de nós encontramos um afago em nossa autoestima em amigos, colegas de trabalho.
Mas o que eu gostaria muito de ver mais nesse texto é a participação de Dermot, tanto como escritor em crise de criação, como homem inteligente e com um humor bem irlandês. Ele certamente trouxe leveza e humor à história, mas esteve mais presente nos pensamentos de Laura que fisicamente, de fato.
Mas esta é, sem dúvida, uma história com a qual podemos visitar as paisagens lindas da Irlanda, nos embriagar nos pub britânicos junto com os personagens, conseguir nos apaixonar ainda mais pelo universo da literatura e acreditar que os desafios estão aí para serem encarados e ultrapassados.
Aproveitem a leitura!

2 comentários:

  1. O livro parece bom ,mas não chega a chamar minha atenção..é confesso que gosto de romances mais escrachados rs. E este como você fala é mais as descobertas da protagonista que o romance em si.
    Amo livros que são narrados na Irlanda, é um lugar que eu queria muiiiito conhecer..aiai suspira rs.
    beijos.

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  2. Gostei dos comentários sobre o livro, mas no momento quero algo cheio de aventuras pra ler. Este me parece mais melancólico e quero algo mais emocionante. Beijos.

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