3 de maio de 2014

Resenha: Shada - Doctor Who

SHADA - Doctor Who 
Autor: Gareth Roberts
Editora: Objetiva - Suma das Letras
Páginas: 345
Lançamento: 2014


Sinopse

“Vista e cultuada em mais de 200 países, a série de TV Doctor Who é um ícone cultural britânico que conquistou mais de 70 milhões de fãs em 50 anos de aventura.
O seriado acompanha o Doutor: um viajante misterioso, vindo do planeta Gallifrey, movido pelo desejo de explorar todos os cantos do tempo e do espaço. Um dos Senhores do Tempo, o Doutor é capaz de se regenerar para escapar da morte, mudando de corpo, rosto e personalidade. Com seus companheiros, humanos e alienígenas, ele protege a Terra e o cosmos contra perigos de todos os tipos.

Doctor Who: Shada reconta um episódio que nunca foi transposto para as telas de televisão, uma aventura “perdida” de 1979. Escrito pelo então editor de roteiros da série, Douglas Adams, o autor de O guia do mochileiro das galáxias, o episódio traz a quarta encarnação do Doutor e sua companheira Romana II.”
  
Shada é uma das aventuras do Doutor idealizada e escrita, porém não terminada, por Douglas Adams em 1979, que era o roteirista da série na época, e também escritor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias.
Então o Doutor estava na sua 4ª regeneração e era vivido pelo ator Tom Baker, mas este episódio, apesar de ter algumas cenas filmadas, nunca foi ao ar realmente.
As 12 regenerações do Doutor até o momento.
Mas um aviso importantíssimo deve ser dado, antes de começarmos a falar sobre a história do livro: não é necessário saber nada, ter acompanhado ou, sequer, ter visto um episódio da série cinquentona da BBC.
Esta história nos mostra o Doutor e sua então companheira de viagens Romanadvoratrelundar – cujo apelido, graças aos céus, era Romana – de volta ao planeta Terra, visitando o professor Chronotis, a pedido deste.
Acontece que o próprio professor, um velhinho muito simpático, não se lembra de ter enviado uma mensagem ao Doutor, muito menos o motivo da mensagem. Os lapsos de memória do professor, a princípio normais para um senhor de idade bastante avançada, começam a chamar atenção, não dos demais personagens, uma vez que são quase um personagem da história, mas do leitor.
Enfim, durante sua visita, o Doutor conhece Chris Parsons – a quem se refere apenas como Bristol – e Clare Keightley, residentes da Universidade de Cambridge. E, graças a Chris, que pouco tempo antes de sua chegada, pega emprestados alguns livros com o professor Chronotis, o Doutor inicia uma das suas aventuras mais intensas, já que o Venerável e Ancestral Livro das Leis de Gallifrey estava entre eles.
Nunca falamos sobre esse livro aqui? Claro que não.
Mas ele é o alvo de Skagra, o vilão desta história.
Aos cinco anos, Skagra concluiu sem sombra de dúvidas que Deus não existia. A maioria das pessoas que chegam a tal constatação reage de uma das seguintes formas – com alívio ou com desespero. Somente Skagra reagiu pensando: ‘Peraí. Isso significa que existe uma vaga disponível.’”
De tempos em tempos, seja vida real ou ficção, aparece um “espírito de porco” que, a seu modo, cisma de dominar o universo. Skagra é o lunático da vez.
Após aliciar algumas das mentes mais geniais no mundo científico, ele desenvolve uma poderosa esfera cuja função é absorver a mente de quem seu amo ordenar. É assim que Skagra surge no campus onde estão o professor Chronotis e seus visitantes, em busca do Venerável e Ancestral Livro das Leis de Gallifrey, que é a chave para Shada.
Shada é uma prisão criada pelos Senhores do Tempo, ondem confinam os piores criminosos do universo. Daí o interesse de Skagra, pois em Shada encontra-se Salyavin, cujo poder pode ser arrasador.
Esta história é cercada por curiosidades, desde a sua criação, ainda na década de 1970, passando pela crise de construção e conclusão pela qual Douglas Adams passou, até sua “reconstrução” e finalização por Gareth Roberts.
Quando comecei a leitura dessa aventura do meu querido Doctor Who, tive a impressão de embarcar com ele em sua TARDIS (Time and Relative Dimension(s) in Space = Tempo e Dimensão Relativas no Espaço, a nave espacial e máquina do tempo, com o exterior de uma cabine policial inglesa dos anos 1960, na qual ele e seus companheiros viajam em suas aventuras).
Gareth Roberts teve uma missão tão grandiosa quanto qualquer uma do Doutor, pois precisava alinhavar, dar sentido e concluir o original de Douglas Adams, e temos uma noção dessa sua aventura no Posfácio.
“’Vai ser moleza”, foi o que disse ao meu agente sobre este livro. ‘Uns dois meses de trabalho, no máximo. Trabalhando por amor. Como dizemos, tão fácil quanto cair de um tronco.’
Ah, sim, claro, um tronco. Um tronquinho de nada, do tipo que você salta com elegância numa caminhada tranquila pelo bosque.
Oito meses, depois caro leitor, estava me arrastando de baixo daquele tronco gigantesco, cuja queda poderia facilmente ter derrubado uma cidade de médio porte – e provavelmente o fez – tendo como sequela a perda de células cerebrais, cabelo, até amigos (mas nem um pouquinho de peso, infelizmente), e cambaleei em direção à luz do dia, praticamente incapaz de imaginar um mundo sem Shada, ou anterior a ele, ou posterior a ele. Como sempre, queria fazer o melhor possível. Mas dessa vez, queria fazer o melhor possível por Douglas. [...]”
E fez, amigos! Shada é surpreendente, eletrizante e divertido, impressionantemente complicado e simples ao mesmo tempo. Não é assim o nosso Doutor?
Para quem não conhece a série, o personagem do Doutor é aparentemente patético, mas extremamente cativante. E não nos enganemos, é um personagem incrível.
Independente da série de TV, quem nunca sequer ouviu falar sobre o Doctor Who, não terá problema algum em acompanhar suas aventuras, suas artimanhas e seu humor em Shada, como eu disse anteriormente. A dificuldade que terá, certamente, será a de parar de ler o livro.
Uma história inteligente, que nos prende, nos diverte, ironiza praticamente tudo e nos faz vibrar em muitos momentos. E, por fim, poucos serão aqueles que não terminarão o livro e não correrão para a TV ou Internet à caça das temporadas da série.
Maravilhoso!
Agora é ficar com uma doce esperança de que resolvam publicar mais e mais aventuras do meu querido Doutor.
Enquanto isso, fico por aqui, desejando um excelente sábado a todos vocês!
Beijos

8 comentários:

  1. Acredita que nunca tinha ouvido falar dessa serie, até saber sobre a publicação nos livros uns dias atras? Gostei muito do que você falou sobre ele e quero ler e tomara que aconteça comigo, assim que terminar a leitura eu corra atras dos episódios da serie para assisti-los.

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  2. Fico mais feliz em saber que não é preciso ter conhecimento da série da tv!! xD

    xoxo
    http://amigadaleitora.blogspot.com.br

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  3. Essa série pelo que vejo deve ser muito boa. só vejo elogios e comentários positivos sobre esse doutor Who. Isso me deixou bastante curiosa e ansiosa pra ler. E sua resenha a respeito do livro me fez desejar buscar algo mais a respeito dele. Espero conseguir ler logo. Beijos.

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  4. Tania,
    Apesar de antiga, só tive conhecimento dessa série recentemente, mas achei a história super legal (gosto muito dessa loucura de viagens, tempo e espaço). Aguardando a oportunidade de lê-lo.
    Beijocas ^^

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  5. Doctor Who é uma série que eu morro de vontade de assistir, pois vejo muita gente comentando que é a melhor série e tals...

    Para os fãs da série esse livro deve ser show, por retomar a um episódio...

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  6. Já ouvi falar muito sobre a série de TV Doctor Who, mas ainda não tive coragem suficiente para começar a assistir. Para uma série estar a tanto tempo sendo transmitida e com tantos fãs, tenho certeza que deve ser muito boa. Ou seja, preciso começar a assistir logo (o que me assusta é a quantidade de episódios hahaha)!
    Pelos trechos que você colocou na resenha dá para perceber que a narrativa é engraçada, o que já é esperado levando-se em conta que o autor é o Douglas Adams. Só li o primeiro volume de "O guia do mochileiro das galáxias" até agora, mas adorei a narrativa dele!
    Essas loucuras todas de viagem no tempo, um professor desmemoriado e um vilão maluco que quer dominar o mundo me deixaram com muita vontade de ler o livro. Parece uma boa forma de começar a entender o universo de Doctor Who e criar coragem para começar a ver a série de TV desde o início, o que eu acho que vai valer muito a pena.

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  7. Ainda não tive a oportunidade de ver a série, nem nunca li nada do Dr. Mas sei que a história é super envolvente e diferente.
    Gostei da resenha, principalmente pelos personagens, que são engraçados.
    E a temática de viagens no tempo é uma das queridinhas para mim, logo, não quero perder a chance de ler esse livro.
    bjs

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  8. Apesar de ser cinquentona, não tinha ouvido falar dessa série até o lançamento de um livro da série escrita há uns meses atrás. Adoro tudo que aborda viagens no tempo, então nem preciso falar que comecei a dar uma pesquisada maior na série. Acho a personagem Doctor Who interessantíssima. Gosto também de suas aventuras. Ainda não cheguei a ler os livros, mas vontade não me falta.

    @_Dom_Dom

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