15 de abril de 2014

Papo Envenenado: 'Cliffhanger'



Hoje a Borboleta que Lê pousa na maçã do Envenenadas para mais um Papo Envenenado!


Venho falar de um assunto que não sei até que ponto incomoda a vocês, leitores, mas a mim incomoda sobremaneira. 

Na verdade, incomoda tanto que já cheguei ao ponto de ameaçar alguns autores.

O maldito CLIFFHANGER!!!!

Para quem não está acostumado com o termo literário, o wikipédia explica:

Cliffhanger, na tradução literal para a língua portuguesa “à beira do precipício”, ou “à beira do abismo”, é um recurso de roteiro utilizado em ficção, que se caracteriza pela exposição do personagem a uma situação limite, precária, tal como um dilema ou o confronto com uma revelação surpreendente. Geralmente, o cliffhanger é utilizado para prender a atenção da audiência e, em casos de séries ou seriados, fazê-la retornar ao filme, na expectativa de testemunhar a conclusão dos acontecimentos.

Ou seja, cliffhanger é aquele livro que não tem fim.

COMO ASSIM???? 

Você começa a ler um livro, se apaixona por tudo (pelo personagem, pela história, pelo drama, pelo suspense) e na melhor parte, quando você pensa que terá a resolução de todos os seus problemas – meio que Organizações Tabajara -, vem aquele  “to be continued”. 

Ahn???


Eu sei que esse é um recurso cada vez mais usado porque faz com que o leitor queira saber o fim da história.
Em alguns casos o tiro pode sair pela culatra porque ao deixar toda a solução de uma história para o livro seguinte, o autor precisa preencher outras tantas páginas e isso, às vezes, faz a história de se perder.

Não me levem a mal. Não estou dizendo que sou contra as séries (apesar de preferir que nelas, cada livro seja de um personagem diferente. Um único casal/personagem por 2 ou 3 livros cansa), mas acho que cada livro pode ter a sua conclusão e, no livro seguinte, o autor que crie uma nova trama para eles.

Estou exigindo muito? Acreditem, muita gente pensa assim, mas nem todos têm a oportunidade de reclamar diretamente com o autor.

Então, o meu grito – não tão silencioso assim – é: por favor, srs. Autores, sem cliffhangers!! Nós compraremos os livros seguintes (desde que os personagens sejam carismáticos, é claro).

Enquanto não atendem nosso pedido, vamos sofrendo com o virar das páginas, roendo todas as unhas e acendendo vela para que o próximo livro não leve uma eternidade para ser lançado.

Bjin na alma de cada um.


10 comentários:

  1. Eu também detesto cliffhangers, prefiro muito mais quando o livro encerra sua trama e, no caso de séries, o autor comece algo novo dentro da história.
    Adorei o post.

    B-jusssss! ♥

    http://www.quemlesabeporque.com/

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  2. Oi meninas adoro o blog de vcs e acompanho e aconselho pra varias pessoas!
    Sempre penso em comentar mas deixo pra depois ai ja viu esqueço...
    Mas sobre esse tema não resisti pq to traumatizada rsrsrs
    Esse ano só vou iniciar séries que ja tenham todos os livros publicados, chega de ficar sofrendo neh
    Por exemplo a série Crossfire da Silvia Day nem sinal da continuação!!!
    Adorei o post como sempre
    E agora prometo comentar sempre ;)
    Bjus

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  3. Oi, também odeio quando isso acontece, principalmente quando a continuação demora dois anos para ser publicada -'' As Chaves do Reino, Sábado Supremo'' .Eu realmente prefiro séries de livros, mas as vezes o autor, como você disse, tem que preencher mais páginas e a história acaba se perdendo.
    Beijos .

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  4. Eu também já li alguns livros com esta pegada e um terminava os capítulos assim... a leitura ficava até cansativa... mas não dava para largar não!! rs

    Também prefiro livros séries onde cada livro conta sobre um personagem... uma história só sobre um casal... cansa! A escrita da autora tem que ser muuuuuiitoooo boa para sustentar vários livros!

    Bem... adorei o papo e espero que este seja o primeiro de muitos Vânia!!! Obrigada por pousar por aqui!! <3

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  5. Concordo soberanamente em caso de livros... Em caso de seriados nem tanto... Em livros isso ao invés de estimular o leitor acaba com o encanto... Foi o meu caso com Gabriel... O terceiro livro me pareceu forçado, e ainda não consegui terminar de ler... Sylvia Day está fazendo isso com Crossfire e espero realmente que ela não assassine a série... Excelente pauta para o Papo Envenenado!

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  6. Gente eu adoro continuações, mas confesso que ando meio sem vontade. Por conta é óbvio do que a Vânia falou. Eu bem sei que clímax até chegar ao desenlace é importantíssimo em uma obra, mas os autores estão abusando de mais. O apelo do mercado editorial pelo que vende faz isso ocorre aos monte agora. Veja pense em Orgulho e Preconceito, é óbvio que gostaríamos de saber da vida de Mrs Darcy e Elizabeth depois do casamento, mas foi ótimo o desfecho, e não coube necessidade de continuar, enfim...

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  7. A Ward faz isso... Às vezes acho que ela se perde. Tipo, personagens que se perdem no meio do caminho. Tem horas que é um saco mesmo. Mas não deixo de gostar dela!

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  8. Também ando meio saturada disso, aliás ando meio sem paciência para séries. Pois, como a Vânia falou, alguns autores estão se perdendo nas histórias. Tem horas que nem parece mais a mesma história do começo. Eu adoro pegar um livro que tenha final, mesmo que seja série, trilogia...
    Adorei o papo Vânia. Arrasou como sempre! Beijos
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  9. O que está saturando as séries é que, no fim das contas, elas são idênticas. Eles pegam um homem podre de rico, com passado misterioso (traumático), com um corpo abusurdamente incrível, um pênis projetado pela NASA, que conhece uma mulher frágil e/ou vulnerável, eles se apaixonam perdidamente, fazem sexo como se não houvesse amanhã, mas alguma questão referente ao passado de um deles, faz com que briguem no fim do primeiro volume. No segundo eles começas separados, mas logo descobrem que não podem viver separados. Ao longo dos capítulos os traumas são revelados e no final do volume eles finalmente se casam! Oba! Só que não!!! Ele fazem um terceiro volume criando alguma situação qualquer que põe a prova o amor do casal que já sofreu dois volumes! A Sylvia Day, não satisfeita, vai fazer isso em 5 volumes...

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