31 de março de 2014

Apple News: Abril da Harlequin!


Abril chega cheio de romance e MUITA FESTA! O motivo da comemoração? 
A Harlequin Brasil completa 9 ANOS de muitas histórias de Paixão, Desejo, Jessica, Históricos e muito mais! 

E não poderíamos esquecer das grandes autoras, como Nora Roberts, a querida Diana Palmer, Linda Lael Miller, Sherryl Woods, Lori Foster e outras representantes de romances maravilhosos e envolventes!
E nada melhor que comemorar essa data especial com SUPER lançamentos:

Caso não consiga visualizar a animação basta clicar AQUI


Beijinhos


30 de março de 2014

Resenha: A Rendeção de Gabriel pela @EditoraArqueiro


A Redenção de Gabriel

Autor
: Sylvain Reynard

Editora: Arqueiro
Série: Gabriel's Inferno - Livro 3
Categoria: Literatura estrangeira
Páginas: 432
Lançamento: 2014

saraivasubmarinotravessa







Sinopse

Parecia que eles seriam felizes para sempre. 
Mas toda relação tem seus conflitos.

Depois do escândalo em que se viram envolvidos em Toronto, Gabriel e Julia se casaram e mudaram para Massachusetts, onde ele dá aula na Universidade de Boston e Julia faz seu doutorado em Harvard. Agora ela precisa provar que não vive à sombra do marido famoso.

Mas parece que Gabriel não está pronto para ver a esposa caminhar com as próprias pernas. 
Além disso, as coisas entre eles não vão muito bem. Isso porque Gabriel está ansioso para ter um filho, mas Julia que concluir o doutorado primeiro.

Para ver realizado seu sonho de formar uma família, Gabriel terá que enfrentar fantasmas do passado. 

Será ele capaz de fazer isso? 

E será que a generosidade de Julia resistirá à ameaça de ver arruinada a carreira que ela tanto se esforçou para construir?

A Redenção de Gabriel é o desfecho brilhante dessa trilogia que arrebatou leitores no mundo inteiro.



Quem acompanha o blog está cansado de saber que nós AMAMOS o Professor Emerson, e que o lançamento do desfecho dessa história estava sendo contado no calendário. 

O tempo nunca passa tão rápido quando você espera com ansiedade pela continuação daquele livro que você tanto ama!! #Fato
Principalmente se é o último livro de uma trilogia tão amada por nós!

A princípio O inferno de Gabriel era meu preferido, não que a boa dose de drama de O julgamento de Gabriel não tenha me prendido... Mas é que em A Redenção de Gabriel temos o desfecho mais que PERFEITO para a história de amor de Gabriel e Julianne. 

Então, dos três... na nossa opinião... este é o melhor!!

Gabriel e Julianne estão casados, o amor dos dois a cada dia está mais forte. Só que muitas coisas ainda não foram reveladas e eles percebem que precisam abrir mão de certas manias e medos para viverem em harmonia.

Isso acontece quando Julia tem a chance de provar que conseguiu entrar no doutorado por seu próprio mérito e não com ajuda de seu renomado marido, em uma palestra em Oxford. O ponto de vista dos dois divergem e Gabriel tem que deixar sua esposa lidar com suas pesquisas sozinha defendendo o que acredita sem a intervenção dele.

O lado protetor de Gabriel é tão fofo e a compreensão de Julia em relação a esse sentimento tentando encontrar um meio terno para os dois dão aquela dose cavalar de romance que nós amamos e desejamos viver em alguns momentos.

O querido, sexy, desejado, delicioso e amado professor está mais "leve", mais bem humorado...

#MECHAMADELOISLANE

Ele também está mais seguro. Receber o perdão sobre seu passado lhe dá uma nova percepção para o futuro, querendo com sua amada ter um filho. Mas Julia está focada em seu doutorado e não quer ter que parar os estudos agora por causa de um bebê, mesmo desejando compartilhar com Gabriel esse sonho.

Mas, meninas cadê as mocreias da história!? Morreram de inveja?! 
Infelizmente não...

Natalie e Christa estão mais afiadas do que nunca prontas para atacar e acabar com a vida da nossa linda mocinha. Só que há sempre um anjo da guarda de plantão para ajudar e deixar que Julia mostre seu lado Franciscano; dando o troco com seu perdão e amor.

Não gosto desse tipo de final em livros desse gênero, acho que por gostar da química que rola com o casal e sempre esperar que não acabe de fato nesse livro, mas Sylvain consegue de uma maneira tão linda e sublime inserir isso na história que seria impossível ficar incomodada. 

É o final que todos merecem; é a redenção de Gabriel com certeza, mas principalmente a esperança de um futuro feliz e completo para ele e aqueles que o cercam.

Vai deixar saudade... #ESCREVEMAISSYLVAIN

Antes de finalizar gostaríamos de deixar o nosso mais sincero agradecimento à Editora Arqueiro por ter proporcionado essa leitura incrível, por ter apostado em Gabriel e sua história dando um caminhão de romance e sensualidade a nossas estante ;)

Beijinhos,
 

28 de março de 2014

Sexta Envenenada: Jogos do Prazer


Eu serei o único...
Acho que você estava perdida quando te encontrei
Ainda havia lágrimas em seus olhos
Tão desconfiada e eu sabia
Nada mais de segredos e mentiras
Lá estava você, selvagem e livre
Chamando-me como quem pede ajuda
Uma mão para ajudar a ficar tudo bem
Abraçarei você a noite toda
Eu serei o único
Que acabará com os seus lamentos
Eu serei a luz
Quando você sentir que não existe lugar para onde ir
Eu serei o único...
Para abraçá-la e ter a certeza de que você ficará bem
Porque o meu medo se foi
...
Você precisa de mim como eu preciso de você
Nós podemos compartilhar nossos sonhos realizados
Eu posso te mostrar o que é o amor verdadeiro
Apenas segure minha mão, por favor
Eu serei o único
Eu serei a luz
Para onde você poderá correr
Para deixar tudo bem
Para deixar tudo bem
Eu serei o único
Para te abraçar
E ter certeza de que você estará bem
Eu serei o único
Backstreet Boys
Olá, Envenenados!

Aqui e de volta, outra vez!
Até onde estamos dispostos a ir, movidos pelo orgulho?
Quantas vezes nossa “cabeça dura” nos coloca em determinadas situações muito complicadas. Tão difíceis que nem percebemos que há alguém que deseja mesmo nos ajudar.
“A bela Roselyn Longworth já aceitou seu destino. Depois que o irmão fraudou o banco em que era sócio e fugiu do país levando o dinheiro dos clientes, suas finanças ficaram arruinadas, assim como suas chances de conseguir um bom casamento. Por isso foi fácil acreditar nas falsas promessas de amor de um visconde. Mas a desilusão não demorou a chegar: quando Rose não se sujeitou a seus caprichos na cama, o nobre se vingou leiloando-a durante uma festa em sua mansão. Ela acredita que o destino lhe reserva um fim trágico. Ainda mais ao ser arrematada por Kyle Bradwell, um homem que venceu na vida pelo próprio esforço, mas não é bem-vindo nos círculos mais exclusivos. Mas a jovem é surpreendida pela atitude dele, que a trata com um respeito e uma gentileza que ela não recebia desde antes do escândalo envolvendo o irmão. Quando Rose finalmente descobre o que está por trás do comportamento de Kyle, é tarde demais: já foi fisgada pelo homem que conhece seus segredos mais íntimos.”
Quando conheci Rose – que pretensão a minha, parece mesmo que eu conheci a moça pessoalmente – em Regras da Sedução, não fazia a mínima ideia do destino bizarro que lhe estava reservado.
Inicialmente, ela fica indignada com o fato da prima casar-se com o homem que supostamente arruinou sua família, rejeitando todo e qualquer auxílio que pudesse vir do casal. Posteriormente, ciente de toda (ou pelo menos de boa parte) da situação, envergonhada pela atitude do irmão e pela sua postura, ela acaba aceitando o apoio de Alexia e seu marido Lorde Hayden Rothwell, mas apenas para que consigam salvar o futuro de sua irmã caçula.
Desde então, Rose passa a viver na mansão de sua família, sozinha, amargando a solidão e a desolação da ruína financeira, emocional e social na qual o irmão a abandonou.

E é quando começa a história de Jogos do Prazer da minha querida Madeline Hunter, publicado pela Editora Arqueiro há algumas semanas.
Aqui Roselyn Longworth se redime para mim e, ao lado do batalhador Kyle Bradwell, entra para a calçada envenenada da fama como absinto da vez.
Digo que ela se redime, pois sua postura orgulhosa chega a passar certa antipatia no primeiro livro dessa série, mas agora ela tem a oportunidade de nos mostrar que não é tão indefesa como até mesmo ela se considera.
Claro que para cair na lábia do Visconde de Norbury, com a promessa de um futuro de redenção, ela era de fato bastante inexperiente e inocente, como deveriam ser as moças de boa família do século XIX.
Roselyn Longworth refletiu sobre sua desgraça.
O inferno não era feito de fogo e enxofre, concluiu. Era feito de um cruel autoconhecimento. No inferno, você aprende a verdade sobre si mesmo. Enfrenta as mentiras que disse à própria alma para justificar um erro.
O inferno era também a humilhação infinita, exatamente o que ela sentia naquela festa numa casa de campo.
Ao redor, os outros convidados de lorde Norbury riam e brincavam enquanto aguardavam o chamado para o jantar. No dia anterior, ao chegar na carruagem de lorde Norbury, descobrira que a lista de convidados não era o que ela esperava. Os homens faziam parte da sociedade culta, mas as mulheres...
Um grito interrompeu seus pensamentos. Uma mulher que usava um espalhafatoso vestido de noite azul-safira fingia afastar o homem que a agarrava. Os outros incentivavam o companheiro. Até Norbury fazia isso. Após a falsa resistência, a cativa se rendeu a um abraço e um beijo que não deveriam ser dados em público.
Roselyn avaliou os rostos maquiados e as roupas exageradas das mulheres. Os homens não tinham trazido suas esposas. Não tinham sequer levado suas amantes refinadas. Aquelas mulheres eram prostitutas dos bordéis de Londres. Ela desconfiava que algumas nem ao menos teriam esse status.
E ela estava no meio.
Não podia negar a dura conclusão a que isso levava. Os homens trouxeram suas prostitutas e lorde Norbury trouxera a dele.”
Da noite para o dia, ela é lançada num mundo vil, onde a vingança é a palavra de ordem, pois tanto Norbury quanto a maioria dos homens presentes em sua festa têm contas a acertar com o irmão de Rose.
Durante toda sua exposição e humilhação, ela é arrematada por um total desconhecido, e para aumentar seu desespero, ele desafia os demais a superar sua oferta. É quando Rose passa a prestar mais atenção ao homem que irá levá-la como prêmio afinal.
Jérôme Adamoli 

Quando o silêncio ficou demasiado, ele se levantou e caminhou pela sala. Rose reparou em seu porte e suas maneiras. Seu instinto a alertou de que estaria melhor com o corpulento e alegre George, ou até com o perigoso Sir Maurice. E melhor ainda com lorde Norbury, que, como a jovem acabara de descobrir, havia levado a sério sua ameaça de se tornar violenta.
Não encontrou nada visivelmente ruim no Sr. Bradwell. Os trajes eram apresentáveis e elegantes, os cabelos negros e ondulados eram ainda mais eficientes que o lance que ele dera em indicar que se tratava de um homem rico. O rosto parecia grosseiro à luz das velas. Se alguém dissesse que era bonito, como de fato era, acabaria acrescentando “a seu modo”.
A pele tinha mais cor que a dos outros homens presentes, como se ele passasse muito tempo ao ar livre; o desenho da roupa mostrava que ele gostava de esportes. Tanto seu corpo alto como seus movimentos suaves e seguros demonstravam força.
Não havia nada especialmente ameaçador nele; mesmo assim, ela se assustou. Parecia que o ar se movimentava para abrir espaço para ele. As ondas formadas por esse movimento a atingiram e ela teve vontade de se esgueirar por elas. Sua preocupação era similar à que se sente ao encontrar cães desconhecidos na estrada. O instinto lhe dizia que seria sensato evitar aquele animal.
Ele ficou ao lado de Norbury e seu rosto foi iluminado pelos castiçais. Ela notou os olhos mais azuis que já vira. Aquelas duas piscinas profundas não olharam para Rose. Fixaram-se no homem que continuava a segurar o braço dela como por vício.
– Terminamos? – perguntou em voz baixa o Sr. Bradwell. – Ou ainda quer buscar um martelo?
Ainda que Bradwell pudesse estar se referindo a encerrar o leilão batendo o martelo, lorde Norbury achou que o homem aludisse à forma agressiva como ele mantinha Roselyn. Ruborizou.
– Você perdeu a cabeça ao oferecer tanto dinheiro.
– Sem dúvida, mas se um homem não pode perder a cabeça por uma linda mulher, para que serve o dinheiro?
– Você só fez isso para... – Norbury se conteve antes de terminar a acusação petulante e raios gélidos iluminaram seus olhos. – Veja aonde seu orgulho a levou, Rosie. Passou de um visconde para um homem vindo das minas de Durham. Sua decadência pode ser a mais rápida da história da prostituição.
O Sr. Bradwell não reagiu à agressão.
– Pode soltá-la agora. Ela vem comigo. O dinheiro será entregue em sua residência de Londres em dois dias.
Lorde Norbury a soltou. Rose viu as marcas dos dedos dele no braço. O Sr. Bradwell também as percebeu. Uma leve irritação se fez notar em sua expressão calma, uma energia animal até então contida deixando-se transparecer. Não era um homem que apreciasse danos à sua propriedade.
– Está ansioso, não? – perguntou Norbury, em tom alto, para que os demais apreciassem o desfecho.
– De maneira alguma – respondeu o Sr. Bradwell. – Venha comigo, Srta. Longworth.
Ela não queria ir. Achava que, uma vez que estivessem a sós, ele não continuaria a se comportar como um cavalheiro. Sentiu o estômago revirar quando imaginou o que a aguardava.
Ele se inclinou sobre ela. Céus, ia beijá-la! Bem ali, na frente de todos.
O beijo não passou de um hálito quente, mas a sala de jantar explodiu em aplausos e assobios. Enquanto os rostos estavam próximos, ele lhe recomendou, falando em seu ouvido:
– Não resista. Eles já se divertiram demais à sua custa. Tenho certeza de que não quer que continuem.”
Realmente, ela não queria. Assim, partiu com Bradwell.
Mesmo com toda a resistência que Rose demonstra, Kyle consegue convencê-la a seguir com ele para longe da mansão de Norbury.
Durante o período em que ficaram juntos na carruagem dele, tiveram a oportunidade de conversarem e acalmarem os ânimos. Só então foi que Rose pode perceber que o alto lance que seu salvador deu lhe causaria um sério rombo nas finanças. Surpresa pela forma gentil como ele a tratava, ela começa a sentir-se culpada por seu comportamento.
Mais surpresa ainda ela fica quando Kyle revela que não se aproveitará dela e, ainda por cima, a levará para a casa de sua prima Alexia.
Não, ele não iria se aproveitar de uma jovem indefesa. Não Kyle. E não seria a primeira vez que ele vivera este tipo de situação.
Jogos do Prazer é uma história muito forte sob muitos pontos de vista, sobretudo sobre a violência contra a mulher e a impunidade de poderosos. Ela nos envolve pela força e poesia dos personagens, pelo heroísmo e amizade, pela sedução e paixão.
Como todos os Romances de Época que a Arqueiro tem publicado, este não é uma historinha água com açúcar, que visa apenas o encontro romântico de um casal.
Só há uma coisa que me incomoda na obra, que é a escolha do título. Não procurei saber as razões, mas acho que o original Segredos da Rendição, na minha humilde opinião, é mais o perfil do livro.
Não se trata de uma rendição pela força física, mas uma rendição de alma, daquele tipo em que deixamos nossas defesas caírem e permitimo-nos a oportunidade de sermos felizes.
São duas personagens totalmente opostas.
Kyle vem de uma família de mineiros e pela sua personalidade, raciocínio e hombridade, e por razões que somente com a leitura vocês conhecerão, teve a oportunidade de estudar em bons colégios e inclusive fazer faculdade, apadrinhado pelo Conde de Cottington, pai de Norbury.
Fez engenharia, é admirador das artes e da arquitetura e vem trabalhando duro e honestamente para fazer jus ao investimento do Conde. Mas, por sua origem humilde, só é aceito nas altas rodas da sociedade por conta de seu ofício.
Já Roselyn vem de uma família abastada e vai assistindo a sua ruína desde antes do falecimento de seu pai.
Ela foi vendo seus sonhos e esperanças seres derrubados um a um e o golpe final foi a perda de sua inocência e a degradação a que foi exposta tão cruelmente por Norbury. Obviamente toda Londres ficaria sabendo que Roselyn Longworth fora leiloada numa das famosas festas do visconde libertino.
Depois que a deixa aos cuidados da prima e de lorde (salve-salve) Hayden, Kyle segue para sua casa, onde terá que lidar com a cratera que abrira em suas finanças. Dias depois ele recebe um convite do marquês de Easterbrook – para quem não sabe, ele é o irmão mais velho de lorde Hayden.
Grato pelo tratamento que Kyle deu à prima de sua amada cunhada, Christian Rothwell lhe faz uma proposta “indecente” e louca, porém tentadora.
“Case-se com ela.
Kyle olhou bem para Easterbrook. Diabos, o sujeito estava falando sério.
− Você está maluco.
− É a solução perfeita.
− Então, case-se você com ela.
− O cavaleiro não era eu. Nem ela é esposa para mim. É tão bela que cheguei a pensar em tê-la como amante, mas, como é prima da minha cunhada, bem...
Maldição, ele não era melhor do que Norbury.
− Tem razão. Às vezes desprezo homens como você.
− Eu disse que a ideia passou pela minha cabeça. Não disse que a realizei.
O marquês não parecia nem um pouco ofendido.
− Mas entendo porque isso pode ofender a sua noção de honestidade. Coitada da Srta. Longworth, ficou tão vulnerável com a falência da família, o empobrecimento, que agora atrai abutres aristocratas...
− Sim, me ofende, dane-se.
O xingamento permaneceu no ar. Kyle trincou os dentes e conteve o inesperado surto de raiva que causara a explosão.
− Assim sendo, o futuro dela talvez seja a cama desses abutres, mas se ela se casar, terá a chance de uma vida decente – previu Easterbrook. – Esta manhã, pensei quanto me custaria conseguir que você fizesse isso. Considerando-se como ficou irritado, poderia não custar tanto.
− Compre um homem da sua espécie. Um homem mais à altura da posição social dela. Certamente, há um filho desgarrado de algum barão à venda por aí.
− Não cabe no meu enredo. Se você se casar com ela, aquele leilão se transformará num começo romântico, não num final sórdido.
Easterbrook continuava olhando daquele maldito jeito arrogante. Kyle queria dar um soco naquela cara convencida. Em vez disso, levantou-se e foi em direção à porta.
A voz de Easterbrook o acompanhou.
− Vai ascender socialmente, se casar com ela. Você tem dinheiro e educação. Aprendeu a se vestir e a conversar, mas sozinho jamais conseguirá entrar na sociedade. Por outro lado, eu e toda a família o receberemos, se for casado com Roselyn Longworth. E se nós o recebermos, outros farão o mesmo.
Já irado, Kyle seguiu seu caminho.
− Não faço questão de passar por essas malditas portas.
− Acredito, agora que o vi. Mas os seus filhos...”
Isso chamou sua atenção: ele poderia viver uma vida inteira sem se envolver, a não ser profissionalmente, com gente como Norbury ou como Easterbrook. Isso não mudaria nada em sua vida. Mas, e se algum dia viesse a ter filhos? Não quereria que fossem recebidos de maneira mais honrada do que ele jamais fora?
Enfim, muita coisa ainda para acontecer, muita emoção a vivenciar.
Só digo que a relação de Kyle e Rose é muito clara para ambos, apesar de ele ser um mistério para ela. Sei mesmo é que sua relação vai crescendo aos poucos, ao mesmo tempo em que vamos conhecendo-os de verdade.
Kyle e Rose me alertaram para algo que já vinha acontecendo há alguns anos, algo que eu mesma não via em mim: havia uma fera romântica adormecida em mim, não daquelas que acreditam em contos de fadas, mas daquelas que acreditam que uma relação feliz se faz a cada dia, a cada gesto, e que podemos nos apaixonar todos os dias pela mesma pessoa, mas não existe receita, fórmula. É por isso que amo esses livros, essas autoras.
Gosto daquilo que posso realizar, conquistar. Essas histórias são possíveis, não são inalcançáveis. Gosto da maneira como os personagens vão aprendendo a se amarem. A honestidade de cada um. Nossa! Como a honestidade é importante.
É muito difícil ter que lidar com pessoas que não passam esse valor em suas atitudes e palavras.
Quando Kyle diz algo sobre sua beleza, sobre sua relação, podemos ter certeza de que é real.
− Você é muito bonita, Roselyn.
A beleza não tinha sido de muita utilidade sem eu erro. Ainda assim, o elogio a agradava. Ele a olhava com tanta intensidade que Rose teve medo de que ele se desapontasse com o que visse.
− Você já ouviu isso muitas vezes. Desde criança, imagino.
− Se você me achar linda esta noite, estarei feliz.
− Sempre achei. Eu a vi uma vez, há anos. Num teatro. Não sabia quem era, só que nunca tinha visto uma mulher tão encantadora [...]
− Entregue-se. Vai entender o que quero dizer. Deixe acontecer. Solte-se.”
Em outras palavras: renda-se aos seus anseios e aproveite os momentos de prazer e felicidade.
Mais uma vez, apaixonada por um personagem e ainda mais pelos irmãos Rothwell que, felizmente, não ficaram de fora dessa história. Só espero que a Arqueiro não tarde a publicar o último livro dessa série, onde quero me deliciar com a história do Marquês de Easterbrook.
Fico por aqui, desejando a todos uma sexta divina, cheia de rendições e prazeres.
Fiquem bem e Carpe Diem!

27 de março de 2014

Papo Envenenado: Bullying - Ilegal, Imoral ou Engorda

“Vivo condenado a fazer o que não quero
Então, bem comportado, às vezes, eu me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ou aquilo não se deve fazer
Restam meus botões...
Já não sei mais o que é certo
E como vou saber
O que eu devo fazer
Que culpa tenho eu
Me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda?
Há muito me perdi entre mil filosofias
Virei homem calado e até desconfiado
Procuro andar direito e ter os pés no chão
Mas certas coisas sempre me chamam atenção
Cá com meus botões...
Bolas eu não sou de ferro
Paro pra pensar
Mas não posso mudar
Que culpa tenho eu
Me diga amigo meu
Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda?[...]”
Roberto Carlos

Olá, Envenenados! 

Já repararam como tudo hoje em dia dá processo ou causa trauma?

Roberto Carlos tinha lá seus motivos quando compôs Ilegal, Imoral ou Engorda; que deveriam ser muitos, devido ao contexto histórico em que vivia e às suas necessidades numa sociedade reprimida, mas ao mesmo tempo hipócrita.

Lamento informar, RC, mas as coisas só pioraram de lá pra cá.

Sou de um tempo em que ser criança era saber que, aos domingos, o almoço era na casa da vovó. E, assim que chegávamos lá, a D. Maria nos dava a bênção e nos mandava brincar no quintal. Criança não participava das conversas ou discussões dos adultos. Nem sabíamos que tinham problemas a serem discutidos. A gente não se metia, não dava opinião e tinha muito tempo para ser criança.

Curioso é que, por lei, a criança não pode trabalhar, mas não me lembro de ver crianças vendendo balas ou fazendo malabarismo em sinais no meu tempo de criança. E gente, eu tenho 44 anos.

Nós brincávamos com os amigos na rua, sem medo de sermos molestados. Tudo bem, isso já existia, não vou ser tola e fechar os olhos para isso, pois criminosos sempre existiram. Mas brincávamos, conversávamos, pintávamos o sete, e muitas vezes brigávamos também, mas nossos pais nem sabiam, pois o que se ouvia em casa era: “Não quero saber de brigas, de desrespeito, pois se aparecer em casa machucado, vai apanhar aqui também.” Quem era besta de chegar dizendo que arrumou confusão na rua e ainda correr o risco de, depois dos puxões de orelha, ficar de molho, sem sair novamente?
Na escola era a mesma coisa. Nossos professores só davam aula, não tinham que nos ensinar a nos comportarmos dentro de sala. Ninguém queria passar vergonha na frente da turma inteira, levando um “sabão”. E isso seguia até o Segundo Grau (Ensino Médio).

Deus nos livrasse de alcaguetar (que na época ainda era com o saudoso trema) algum colega. Nossos problemas jamais chegavam aos professores. Lembro-me de um dia em que um colega de turma escreveu BUCETA no quadro (negro), umas três vezes, porque alguns de nós apagávamos. Isso poucos minutos antes da professora de português entrar. O atazanado, que era o meu amor da adolescência – que nunca se concretizou, pois eu morria de vergonha até de olhar para ele – continuou a escrever, com letras tipo outdoor, até que a professora, por fim entrou, sem que desse tempo de apagarmos.

Enfim, foi tenso! A professora quis saber quem era o autor da obra, mas ninguém sequer respirava. Como ela ameaçou a turma toda, ele assumiu. Quando questionado do que se tratava, ele disse que era apenas uma sigla – miserável – e ela quis que ele explicasse o significado da tal sigla. O povo que estudou OSPB nos anos de 1980 deve se lembrar de uma estrada faraônica, que retrata bem a idiotice do regime militar, a Estrada Transamazônica. Então, o espertinho disse que era a sigla de Brasileiros Unidos Constroem Estrada Transamazônica. Resultado, ninguém conseguiu rir, por “cagaço” da professora, mas nunca mais esquecemos isso. A professora? Simplesmente disse-lhe que ele havia esquecido de pontuar a sigla – B.U.C.E.T.A. E acabou-se a história.

Se fosse hoje, não faltaria que entregasse o cabra, que jamais assumiria o ato.

Convivíamos com apelidos, zoações, estigmas por conta de uma característica marcante ou apenas por estudarmos mais que os outros. Mas nem por isso ninguém precisou fazer tratamento psicológico. Ninguém interrompia a aula para fazer queixa com o professor.

Hoje somos reféns de leis que deveriam melhorar a vida das pessoas, mas que são utilizadas apenas como instrumento de ameaça. Você não pode fazer nada, tem que medir o que fala, caso contrário, pode ser processado.

Sempre gostei de assistir a desenhos animados, adorava o Pernalonga, Patolino, Pica-Pau, os Flintstones, entre tantos outros, em que os personagens pintavam e bordavam, mas nem por isso eu saia por aí fazendo o mesmo que eles. Aprendi desde cedo que “meu direito começa, quando termina o do outro”. Hoje as crianças repetem o que seus personagens favoritos fazem, mas não podemos lhes chamar a atenção, para não traumatizá-las. Não me levem a mal, não, mas aqui em casa os passos da dança são ditados por mim.

Até inventaram uma palavra para assombrar nossas vidas. Tudo agora é bullying.

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.” http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm

Assustador, né? Mas real.

Como diz Maurício de Sousa numa campanha nacional: “Bullying é inadmissível.”

Concordo plenamente, mas antes é preciso identificar o que realmente é bullying e se realmente está sendo praticado.

Eu tento entender como uma sociedade que cultua essa prática, agora começa a fazer campanha contra ela. Sério, é só ligar a TV e passar 3 minutos assistindo à programação de alguns canais. Programas como Malhação (que já deu o que tinha que dar – se é que tinha mesmo), Glee, essas novelas latinas, seriados da Nickelodeon, que valorizam o errado e tornam medíocre o correto.
A Mônica, por exemplo, sofre “bullying” direto do Cebolinha e Cia. Tudo bem que ela resolve na base da coelhada e, mesmo assim, eles continuam. Essa personagem tem mais de 50 anos, e nunca influenciou ninguém negativamente. Por quê?

Por mais que tenhamos lido suas histórias, o que prevalecia era a orientação, a educação que recebíamos da família. Lógico, há exceções, mas a maioria de nós não partia para a briga, quando um ou mais colegas implicavam conosco.

O que eu ouvia, se tivesse coragem de contar, era: “Não dê importância, não revide, ignore, uma hora acaba, mas se continuar, vamos tomar providências.” E isso quando já éramos adolescentes. Hoje os pequenos se enfrentam, enfrentam os adultos e ninguém sabe o que fazer. Seria bom criarem uma cartilha para ensinar como lidar com isso. Assim como criaram o Estatuto da Criança e do Adolescente, que lhes dá carta branca, deveriam criar um Estatuto do Adulto Desnorteado em Relação aos Menores de Idade.
Ilegal, Imoral ou Engorda?

Tudo ao mesmo tempo.

Vou nessa, tentando me encontrar e dar sentido na prática de tudo que aprendi quando criança, tentando não ofender nem prejudicar ninguém. Só gostaria que a recíproca fosse verdadeira.

Fiquem bem, queridos.

26 de março de 2014

Resenha: Lento da @HarlequinBrasil



Lento

Autor
: Leslie Kelly

Editora: Harlequin Books
Coleção: Flor da Pele
Páginas: 220
Lançamento: 2013







Sinopse:

Chegou o dia de sorte de Maddy Turner. 
Em um lance ousado, a comportada garota da alta sociedade arrematou Jack Wallace, e o terá inteirinho à sua disposição... 
Entretanto, ela conhece bem a (má) fama de sua mais nova aquisição, e seu verdadeiro intento é mantê-lo a distância. Isto é, se ela conseguir resistir à tentação que já dominou todos os seus sentidos. 
Maddy finalmente se entrega a uma noite de sexo selvagem, deixando Jake encantado... e desorientado. Como uma mulher irresistível, que se derrete ao seu toque mais sutil de forma tão intensa, subitamente se transforma na rainha da arrogância? 
Jake precisa desvendar os segredos de Maddy, o que ele fará acariciando lentamente cada centímetro da pele dela…




Quando a Harlequin divulgou essa nova coleção, Flor da Pele, eu me encantei e tento acompanhar os lançamentos. São leituras rápidas com um bom romance e é claro que aquela pitada hot que nós amamos... 

Em Lento vamos conhecer Maddy Tunner, também chamada pela alta sociedade que convive de "a rainha da arrogância".

Filha de um famoso milionário, ela gerencia o banco da família com pulso firme. Sua vida pessoal também é assim; desde que descobriu que seu ex estava tendo um caso com a professora de esqui seu coração "congelou" para aventuras amorosas... até ela ter que arrematar em um leilão de caridade o charmoso Jack Wallace.

Um problema com o computador das organizadoras do evento leva Jack ao palco do leilão com a biografia errada. Ele acaba tornando-se um homem de negócios que adora viajar, acompanhar, e divertir moças ricas e solitárias... (se é que vocês me entendem kkkkkk).

 Ela só quer acabar logo com aquilo e continuar sua vida... até ir para cama com Jack é claro. Desde o primeiro contato já percebemos que as coisas entre os protagonistas vão ser quentes.

As conversas pela metade e as suposições de ambos os lados causadas pelo engano cometido no leilão dá a estória uma pitada de comédia romântica...

O final é bem colocado dando os devidos "pontos finais" à cada personagens, mas ainda sim nos deixando com gostinho de quero mais.

Beijinhos,

25 de março de 2014

Apple News: Lançamentos de abril da Arqueiro

Bom dia Envenenados!!!!

Não sei se vocês estão com a mesma sensação que eu: o ano está passando MUIIIITO rápido!
Já estamos na última semana de março =O
Mas vamos pensar pelo lado positivo, abril vem recheado de super lançamentos, olha os livros que a Editora Arqueiro está trazendo para nós:





Uma viagem a Roma Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, está muito longe de casa. Em sua longa viagem, já conheceu as mais belas cidades da Europa. No entanto, não é a paisagem que o atrai. Para ele, cada café, catedral ou museu é uma pista dos assassinos de sua filha. Um rastro de sangue A filha de Jacob, Kimmy, é apenas uma peça de um doentio e intricado quebra-cabeças. Amsterdã, Copenhague, Madri, Paris... Em toda a Europa, jovens casais são encontrados mortos com a garganta cortada. Os assassinatos não parecem ter qualquer conexão, além de cartões-postais enviados para os jornais locais dias antes da descoberta de cada crime. Mais pessoas correm perigo...Numa tentativa de salvar as próximas vítimas, Jacob vai se unir à jornalista Dessie Larsson, que acaba de receber um cartão-postal em Estocolmo. O que eles não imaginam é que os crimes têm um propósito bem diferente do que pensavam.




Dona de uma beleza estonteante e de um jeito doce e sempre agradável, Emma atrai muitos homens e tem uma incrível habilidade com eles – principalmente na hora de dispensá-los. Mesmo com tantos pretendentes, ela ainda não encontrou o príncipe encantado com quem sonha desde menina. 

Talvez porque ainda não tenha procurado no lugar certo: bem debaixo do seu nariz. 

Jack Cooke é um arquiteto atraente, bem-sucedido e melhor amigo do irmão de Parker, uma das sócias e amigas de infância de Emma. Muito próximo das fundadoras da Votos, ele é praticamente da família. Quando percebe que seus sentimentos por Emma vão além de uma simples amizade, Jack fica muito confuso. Agora, para essa história dar certo, eles terão que encontrar o ponto de equilíbrio entre o solteiro avesso a compromissos e a mocinha romântica que sonha em se casar e ser feliz para sempre.

Em Mar de rosas, segundo livro da série Quarteto de Noivas, o amor floresce junto com os primeiros botões da primavera. Este romance vai fazer você ter vontade de dançar num jardim, sob a luz do luar.




Março de 1912: Elspeth Dunn, uma poetisa de 24 anos, nunca viu o mundo além de sua casa na remota Ilha de Skye, na Escócia. Por isso fica empolgada ao receber a primeira carta de um fã, David Graham, um estudante universitário da distante América. Os dois começam a trocar correspondências – compartilhando os segredos mais íntimos, os maiores desejos e os livros favoritos – e fazem florescer uma amizade que, com o passar do tempo, se torna amor. Porém a Primeira Guerra Mundial toma a Europa e David se oferece como voluntário, deixando Elspeth em Skye com nada além de esperanças de que ele sobreviva. Junho de 1940: É o início da Segunda Guerra Mundial e Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Real. A mãe a adverte sobre os perigos de se entregar ao amor em tempos de guerra, mas a jovem não entende por quê. Então, durante um bombardeio, uma parede de sua casa é destruída e, de dentro dela, surgem cartas amareladas pelo tempo. No dia seguinte, Elspeth parte, deixando para trás apenas uma carta datada de 1915. Com essa única pista em mãos, a jovem decide ir em busca da mãe e, nessa trajetória, também precisará descobrir o que aconteceu à família muitos anos antes. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário. 

E aí qual vocês estão aguardando com mais ansiedade?! Não deixem de comentar!

Beijinhos




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