24 de fevereiro de 2014

Resenha: 'A garota que você deixou para trás' da @Intrinseca

Bom dia envenenados,

Hoje a resenha é de um livro da queridíssima autora Jojo Moyes... a nossa autora preferida do momento!!! rs

Vamos lá...


Livro: A garota que você deixou para trás
Editora: Intrínseca
Autora: Jojo Moyes
ISBN: 9788580574715
Ano: 2014
Páginas: 384
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva



Sinopse

Na França, em 1916, Sophie Lafèvre precisa manter a família em segurança enquanto seu adorado marido, Édouard, luta no front na Primeira Guerra. 

Quando ela é obrigada a colaborar com os oficiais alemães, sua casa se torna foco de terríveis conflitos. E, no momento em que o comandante da ocupação descobre um retrato de Sophie pintado por Édouard, tem início um complicado jogo de interesses, que vai levar a jovem a tomar uma decisão arriscada.

Nos anos 2000, em Londres, o retrato de Sophie ocupa uma parede na casa de Liv Halston: um presente dado por seu marido pouco antes que ele morresse. 

Um encontro inesperado revela o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. 
Uma história que está prestes a vir à tona e vai virar a vida de Liv de cabeça para baixo.

Em A garota que você deixou para trás, duas jovens separadas por quase um século estão juntas em sua determinação de lutar por aquilo que amam – custe o que custar.




Jojo Moyes certamente já me ganhou como sua leitora!

Depois de ler Como eu era antes de você, meu favorito de 2013, tinha grandes expectativas sobre A garota que você deixou para trás e preciso confessar que foram ultrapassadas!

O livro é incrível. Apresenta uma história dinâmica, bem escrita e elaborada, com personagens cativantes e cheios de vida! É um pacote de emoções para o leitor e é impossível se manter distante.

O início do livro apresenta a história de Sophie e sua família durante a Primeira Guerra Mundial.

Depois que seu marido vai para os campos de batalha, Sophie deixa Paris e volta para sua cidade natal, a vila de St. Pèronne, para ficar com sua irmã e ajudá-la a cuidar do hotel de sua família que se deteriora a cada dia por causa dos saques feitos pelos Alemães.

Tudo falta! Comida, roupas, lenha para mantê-los aquecidos, todos definham a olhos vistos e só a solidariedade permite que permaneçam vivos.

Quando tudo parece que só vai piorar um novo Comandante assume o controle na cidade e fica fascinado por Sophie e, igualmente, pelo lindo quadro-retrato pintado por Èdouard e, por conta dessa fascinação, ele exige que Sophie não só ceda o espaço de seu hotel (Le Coq Rouge), como cozinhe para parte da tropa alemã, deixando ao alcance delas alimentos que há muito não viam.

Um improvável relacionamento surge. Em alguns momentos, Sophie consegue ver no comandante um ser humano e não só um Boche e, em seu momento de maior angústia resolve confiar ser possível chegar a um acordo com o comandante.

Quase um século depois, Liv, ainda presa ao luto pelo falecimento de seu marido, se vê envolvida numa luta pelo direito de manter a posse de seu presente de casamento, o retrato de Sophie, justamente quando começa a se permitir um recomeço.

Por ter que lutar para ficar com o quadro que lhe foi dado por David, Liv vê sua vida se misturar com a de Sophie e passa a perceber muito mais que um quadro pendurado em sua parede.

No desenrolar de história, determinada a continuar com o quadro, Liv se vê diante de uma história que jamais imaginou 

“O mundo de maridos ausentes, de desejo, de quase inanição e de medos dos alemães subitamente lhe parece mais real do que este. Ela sente o cheiro de fumaça da lenha do Le Coq Rouge, ouve os passos no chão. Cada vez que fecha os olhos, seu quadro se transforma na expressão apavorada de Sophie Lefèvre, arrastada pelos soldados para um caminhão à sua espera, renegada pela família que ela amava.” (pg. 264)

A cada página o leitor encontra uma nova faceta dessas personagens que lutam por aquilo que acreditam.

O livro retrata amor, ódio, bondade, crueldade, as maravilhas do amor e os terrores da guerra e os resultados da vida de quem se recusa a perder a esperança.

“Você tem que continuar tendo fé. As coisas podem voltar as ser boas. Eu sei” (Sophie – pag. 314)

Sophie luta para reencontrar seu grande amor, se agarrando a declaração de Èdouard: 

“Nunca conheci a verdadeira felicidade até encontrar você”. Era isso que a fazia prosseguir, fazendo com que lutasse com todas as suas forças, mesmo com plena consciência de que “Uma vez feito, não pode ser desfeito”.

Liv encontra forças na garota do quadro, aquela que foi deixada para trás, mas conseguiu prosseguir.
A garota que você deixou para trás é um daqueles livros que não pode deixar de ser lido. Encanta, cultiva, ensina, faz chorar, sorrir anima, renova as esperanças... É maravilhoso!

Apesar de estarmos apenas no início do ano acho que já encontrei meu preferido de 2014, mas, quem sabe, outras surpresas maravilhosas virão por aí.

Beijos e boa leitura.


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