31 de janeiro de 2014

Sexta Envenenada: Tentação ao Pôr do Sol



Eu sou apenas alguém
Ou até mesmo ninguém
Talvez alguém invisível
Que a admira a distância
Sem a menor esperança
De um dia tornar-me visível
E você?
Você é o motivo
Do meu amanhecer
E a minha angústia
Ao anoitecer
Você é o brinquedo caro
E eu a criança pobre
O menino solitário que quer ter o que não pode
Dono de um amor sublime
Mas culpado por querê-la
Como quem a olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-la
Eu sei de todas as suas tristezas
E alegrias
Mas você nada sabe
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo
E como um filme banal
Entre o figurante e a atriz principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar
No final
Amor Sublime - Renato Russo

Olá, Envenenados!

Estou de volta minha gente, mais rápido do que eu esperava.
Isso porque não conseguiria esperar mais uma semana para compartilhar com vocês minhas impressões sobre o lançamento fresquinho da editora Arqueiro.
Estou falando do terceiro livro da série Os Hathaways, Tentação ao Pôr do Sol da Lisa Kleypas.
“Poppy Hathaway está em Londres para sua terceira temporada de eventos sociais. Como nos dois anos anteriores, ela se hospedou com a família no hotel Rutledge. E, como nos dois anos anteriores, tudo indica que retornará a Hampshire sem ter encontrado um pretendente com quem se casar.
Apesar de ser extremamente bonita e gentil, Poppy tem duas grandes desvantagens em relação às outras moças: sua inteligência deixa muitos homens acuados e o fato de vir de uma família tão pouco convencional faz com que os melhores partidos nem sequer a abordem. Mas o destino a coloca no caminho de Harry Rutledge, um homem de passado triste, que venceu na vida por conta própria e aprendeu a encarar tudo como um negócio. O dono do hotel não ama ninguém, confia em poucos e manipula todos. Porém, mesmo sendo tudo o que Poppy nunca almejou, ela não pode negar o fascínio que sente por ele. Quando Harry conhece Poppy, é tomado pelo desejo. Ele imediatamente tem a certeza de que a jovem será sua – e, para o bem ou para o mal, não mede esforços para que isso aconteça. Mas fascínio e desejo não são suficientes para construir sua história, sobretudo quando uma traição põe em jogo as bases do relacionamento. Agora é entre quatro paredes que eles tentarão resolver problemas e anular diferenças, num romance sensual em que seu futuro juntos pode mudar a cada toque, cada encontro, cada descoberta.”
Vamos lá, preciso ser extremamente sincera com vocês (sempre fui), mas é a primeira vez que tenho vontade de dar uma surra no absinto da coluna de hoje, Harry Rutledge, com um gato morto até ele miar.
Ele é, de fato, um homem que venceu por seus próprios meios e, devido às circunstâncias de sua infância, que não conto nem sob tortura, tornou-se bastante reservado. Nem mesmo dos eventos de seu hotel ele participava, o apartamento em que vive no Rutledge tem entrada totalmente independente e ninguém, a não ser ele e os funcionários, tem acesso. Harry é tão recluso onde vive - recusa-se a chamar de lar - que muitos de seus hóspedes não o conhecem.
Tanto é assim que só foi conhecer Poppy Hathaway em sua terceira temporada. Ainda assim, porque ela andava pelo hotel, tentando resgatar uma carta de um possível pretendente que o furão de sua irmã caçula roubou.
Segundo seu braço direito no hotel e em outros assuntos, Jake Valentine: “[...] o cérebro de Rutledge não parava nunca, nem mesmo para algo tão necessário quanto dormir. Ele estava o tempo todo em atividade. Jake o vira dedicar-se mentalmente a um problema qualquer e ao mesmo tempo, redigir uma carta e manter uma conversa coerente. Tinha um apetite voraz por informação e uma memória singular. Quando Rutledge via, lia ou ouvia alguma coisa, aquilo ficava gravado para sempre em sua lembrança, as pessoas não conseguiam mentir para ele – e, quando eram tolas o bastante para tentar, ele as destruía.
Rutledge não era incapaz de gestos de bondade ou consideração e raramente perdia a calma.  Mas Jake nunca soube ao certo quanto, ou se, Rutledge se importava com seus semelhantes. No fundo, ele era frio como uma geleira. E, por mais que Jake soubesse tantas coisas sobre Harry Rutledge, os dois continuavam sendo essencialmente desconhecidos.
Mesmo assim, teria morrido pelo patrão. O hoteleiro conquistava a lealdade de todos os empregados, que tinham que trabalhar duro, mas recebiam tratamento justo e salário generoso. [...]
Rutledge era assediado pelas mulheres, é claro. Sua impressionante energia sempre encontrava vazão nos braços de alguma beldade. Porém, ao primeiro sinal de que a mulher nutria algum tipo de afeto por ele, Jake era enviado à residência dela para entregar uma carta que rompia toda e qualquer comunicação futura. [...]”
Simples assim! Mas ela recebia também uma joia bem cara como prêmio de consolação: que fofo! - ironia, tá gente!
Mas ao conhecer a linda Poppy, Harry fica fascinado a ponto de abrir mão de qualquer outra mulher e decide que fará de tudo, não medindo esforços, para conquistá-la.
A moça também não consegue negar a si mesma a reação que Harry lhe causou.
Charlie Wood
“Era difícil calcular sua idade. Ele parecia ter pouco mais de 30 anos, mas havia nele um ar de sofisticação endurecida, a sensação de que já vira tantas coisas que a vida não o surpreendia mais. Os cabelos eram pesados, bem cortados, negros como a meia-noite, e a pele clara contrastava com as sobrancelhas escuras. E ele era belo como Lúcifer, com sobrancelhas fortes, nariz reto e definido, boca larga. O ângulo do queixo era pronunciado, tenaz, ancorando os traços de um homem que talvez levasse tudo – inclusive ele mesmo – um pouco a sério demais.
Poppy se sentiu corar ao olhar para aquele par de olhos impressionantes... verdes e intensos, com bordas escuras, emolduradas por cílios negros e abundantes. O olhar pareceu invadi-la, absorver cada detalhe. Ela percebeu sombras escuras sob seus olhos, mas elas não prejudicavam a beleza de seus traços endurecidos.”
Poppy está com sua família em Londres para sua terceira temporada, e, como vimos na sinopse, tem atributos que não encorajam os rapazes a cortejá-la. Apesar de linda e doce, ela possui uma inteligência e audácia que os assustam e afastam. Apenas Micheal Beyning demonstra interesse e troca com ela algumas correspondências, nas quais faz planos para que possam ficar juntos, basta que ela tenha paciência até que ele consiga conversar com seu pai, um homem extremamente conservador e inflexível no que diz respeito a pessoas como Poppy e sua família.
Ao ver seus sonhos românticos desmoronarem diante de seus olhos, Poppy sofre tanto que podemos sentir sua tristeza. Por pertencer à família, nada convencional, Hathaway e não ter origem nobre, ela não vê alternativa, a não ser retornar à sua casa em Hampshire.
Mas Leo, seu irmão mais velho, não permite que ela se esconda e seja humilhada pela sociedade londrina pela rejeição. Em Tentação ao Pôr do Sol Leo terá uma participação maior, tanto por tentar proteger a irmã quanto pela sua nova diversão: atormentar Catherine Marks, a dama de companhia de Poppy e Beatrix.
Em uma história paralela à trama principal, esses dois vão trocar muitas farpas, o que promete muita diversão e emoção.
Enfim, Leo consegue convencer Poppy a ir ao último baile daquela temporada. Apesar de todo seu esforço, ela enfrenta uma angústia tremenda, principalmente ao saber que Michael Bayning também estava ali. Para seu alívio, Harry resolve aparecer no baile também, o que deixa todos no recinto boquiabertos, uma vez que o hoteleiro era avesso a esse tipo de evento.
Mas nosso homem não dá ponto sem nó. Na primeira oportunidade, arma uma situação que comprometerá Poppy e porá seu couro na lista de esfolamento dos machos do clã Hathaway: Cam Rohan, Merrypen e Leo.
Bom, o que gosto em Tentação ao Pôr do Sol? A maneira como Lisa Keyplas faz com que fiquemos próximos dos personagens, como não permite que os protagonistas dos primeiros livros sejam esquecidos, como nos obriga a franzir o cenho sempre que os personagens o fazem, como nos surpreende com a transformação e as revelações de cada um deles. E, claro, a maneira como nos seduz à medida que as mocinhas também são seduzidas.
Eu disse, no início, que tive vontades de estrangular Harry, assim como Poppy também teve.
A vida deles começa com algo que ele quer para si e ela não desejava de jeito nenhum, um casamento sem amor. Harry nunca foi amado e nunca amou ninguém, e acredita que jamais viverá essa experiência, e não se incomoda com isso. Poppy idealiza uma vida feliz e tranquila ao lado do homem que ama, num ambiente bucólico.
Com o passar das páginas vamos percebendo que Poppy não é uma menina frágil e incapaz de guiar a própria vida. Vemos também que Harry vai deixando suas camadas endurecidas caírem e descobre que tudo o que mais deseja é ser amado por Poppy.
Uma das passagens mais fofas, se assim posso dizer sem ser piegas, é quando Poppy se recupera de um tombo e Harry faz de tudo para agradar a esposa:
“Pouco depois, uma criada entrou no quarto com uma bandeja cheia de caixas amarradas com fitas. Ao abri-las, Poppy descobriu que uma delas continha caramelos, outra estava cheia de confeitos coloridos e a terceira trazia balas de goma. Melhor que tudo,  uma das caixas tinha uma novidade chamada de ‘chocolates comestíveis’, que havia sido um sucesso estrondoso na exposição em Londres.
− De onde veio isso? – perguntou Poppy a Harry quando ele voltou ao quarto depois de uma breve visita ao escritório central.
− Da loja de doces.
− Não, isso – explicou Poppy, apontando para os chocolates comestíveis. – Ninguém os encontra para comprar. Os fabricantes fecharam a loja para mudança de endereço. As damas no almoço beneficente falavam sobre isso.
− Mandei Valentine à casa dos donos da fábrica e pedi uma remessa especial para você – disse Harry, sorrindo ao ver os papéis espalhados sobre a colcha. – Vejo que já experimentou.
− Prove um – sugeriu Poppy, generosa.
Harry balançou a cabeça.
− Não gosto de doces.
Mas se abaixou obediente quando ela o chamou para mais perto com um gesto. Ela se aproximou e o segurou pelo nó da gravata.
O sorriso de Harry se apagou quando Poppy o puxou para perto. Estava inclinado sobre a esposa, na iminência de largar sobre ela seu peso e sua potência masculina. Quando o hálito açucarado tocou seus lábios, ela sentiu o tremor que o sacudiu. E tomou consciência de um novo equilíbrio entre eles, uma equação de vontade e curiosidade. Harry não se moveu, apenas deixou que ela agisse como queria.
Poppy o puxou para mais perto até sua boca tocar a dele. O contato foi breve, mas vital, e provocou uma onda de calor.
Quando ela o soltou com cuidado, Harry recuou.
− Recusou-se a me beijar por diamantes, mas me beija por chocolates? – provocou ele, com voz rouca.
Poppy assentiu.
Harry virou o rosto, mas não antes de Poppy perceber o sorriso que ele não conseguia conter.
− Vou encomendar entregas diárias, então.”
Posso estar enganada, mas acho que poucas mulheres não entenderão essa situação. Gente, eles estavam se conhecendo ainda, ele sabia que ela o via como um patife por suas atitudes que levaram a um casamento forçado... mas a tensão está entre eles, por mais que ela o evite e ele respeite seu espaço.
Apesar de no começo da história eu fazer coro com Rohan, Merrypen e Leo e querer dar uma sova em Harry, esse cabeça dura me conquistou. Sua história de vida justifica seu estilo de vida. E mais uma vez, temos uma mocinha resgatando o homem em perigo.
Aqui está a blogueira mais volúvel do mundo mais uma vez caindo de quatro, literalmente por um personagem, por um livro, por uma autora.
Parabéns à autora pela história deliciosa e à Editora Arqueiro, por nos proporcionar a oportunidade de ter essa linda obra em mãos, bem escolhida e editada.
Fico por aqui, desejando a todos uma sexta maravilhosa.
Fiquem bem e Carpe Diem!


30 de janeiro de 2014

Resenha: 'Encanto Mortal' de Sarah Cross

Bom dia Envenenados,

Hoje a resenha traz uma certa nostalgia... principalmente para quem curte Contos de Fadas!!



Edição: 1
Autora: Sarah Cross

Editora: Verus Editora
ISBN: 9788576862130
Ano: 2013
Páginas: 324
Tradutor: Ana Death Duarte

Sinopse
O passado de Mirabelle está envolto em segredos, da morte trágica de seus pais às meias verdades de suas madrinhas sobre por que ela não pode voltar à sua cidade natal, Beau Rivage. Desesperada para conhecer melhor o local, Mira foge uma semana antes de completar dezesseis anos - e descobre um mundo que nunca poderia ter imaginado. Em Beau Rivage, nada é o que parece - nem mesmo a garota estranhamente pálida com um interesse mórbido em maçãs, o detestável playboy que age como uma fera com todos ao seu redor e o garoto gentil que tem um fraco por donzelas em perigo. Ali, histórias antigas são reencenadas, maldições são despertadas e contos de fadas se tornam reais. Mas todo mundo sabe que fábulas nem sempre terminam com 'felizes para sempre'. Mira tem um papel a desempenhar, um destino a aceitar ou ao qual resistir. Enquanto se esforça para assumir o controle de sua vida, ela se sente atraída por dois garotos com suas próprias maldições... irmãos que compartilham um terrível segredo. E ela vai descobrir que o amor - assim como os contos de fadas - nem sempre acaba bem.


INCRÌVEL!!!!! Essa é minha ideia sobre Encanto Mortal.

Não sou do tipo que se impressiona muito com capas de livros, mesmo quando são lindas; mas essa me chamou atenção, uma atração extra que acabou criando na minha mente uma ideia de história que, é claro, não era em nada parecida com o que encontrei.

Pensei, sinceramente, que acharia uma versão escrita das séries Once Upon a Time e Grimm, já que o comentário anterior a sinopse é “Uma releitura contemporânea e instigante dos clássicos contos de fadas, perfeita para fãs das séries...”. Suposição errada!

O livro é, certamente, uma releitura dos contos de fadas, mas é completamente diferente de tudo que já vi. 
Mira (Mirabelle) é uma adolescente com um propósito, voltar à cidade onde nasceu para encontrar o túmulo dos pais. Para isso, ela se planeja. Junta dinheiro e cria uma história elaborada, tudo para despistar as madrinhas superprotetoras que a criaram e sempre a proibiram de voltar a sua terra natal.

Como fã dos contos de fadas, seja nas versões infantis ou das releituras, pensei em várias possibilidades de continuação do livro, o que me fez não parar de ler para saber qual delas aconteceria... SURPRESA! Nenhuma! (rs).

Ao chegar a Beau Rivage Mira encontra um grupo de adolescentes/jovens estranhos e, de cara, se encanta por Felix que é um perfeito cavalheiro e lhe acolhe quando mais precisa e sente que mais ninguém a quer por perto. Felix é o irmão mais velho de Blue, o rapaz irritante que fez de tudo para afastá-la desde o primeiro momento em que a viu.

Com a aproximação de Mira e Felix, Blue e seus amigos começam a interferir, deixando-a verdadeiramente irritada, pois, não entende porque querem tanto que ela se afaste de Felix e praticamente a obrigam a ficar por perto deles a maior parte do tempo e é aí que ela descobre que tem muito mais haver com eles do que poderia imaginar e, assim como os outros, Mira começa sua própria luta para mudar seu destino.

O mais legal do livro é que a autora conseguiu fugir de praticamente todas as sequências óbvias, e, por isso, o leitor é sempre estimulado a seguir mais um pouco.

Como uma leitora ansiosa, fiquei extremamente feliz com o fato do livro efetivamente terminar! É uma história com final! Não é ótimo?!     

Encanto Mortal é uma leitura deliciosa e, definitivamente, vai encantar você.  Não se esqueça de incluí-lo na sua lista para esse ano.


Beijos,


28 de janeiro de 2014

Resenha: 'Cretina Irresistível' da @UnivdosLivros

Olá envenenados,


Hoje trago para vocês uma resenha deliciosa!!


Autora: Christina Lauren
Série: Beautiful Bastard
Livro: 1,5
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579306686 
Ano: 2013 
Páginas: 128 
Tradutor: Felipe C. F. Vieira 

Sinopse:

Uma forte atração. Nenhum tempo para ficarem sozinhos. E uma misteriosa disputa entre quatro paredes... O intenso relacionamento entre Chloe Mills e Bennett Ryan de Cretino Irresistível continua ainda mais ardente e sensual. Agora que a carreira de Chloe está decolando, ela não tem tempo para mais nada e insiste em recusar as investidas de Bennett para passarem um tempo a sós. Ele nunca foi do tipo que aceita um não como resposta e essa disputa resulta em uma ardente relação de amor e obsessão.



Sabe aquela vontade louca de saber o que acontece com o seu casal preferido logo depois que o livro acaba??

Claro que você já deve ter sentido o desejo de escrever para uma autora ou um autor só para pedir 'um pouquinho mais' da história que acabou e que te deixou com aquela depressão depois da leitura...

Em Cretina Irresistível... nossos desejos são atendidos!! :-)

Isso mesmo... a autora nos presenteia com um pouquinho mais de Bennett e Chloe. Agora, eles não vivem ainda o tão esperado 'Felizes para Sempre' como a gente imagina... muito pelo contrário... as coisas estão desandando...

Apesar de super apaixonados um pelo outro, o casal se vê mergulhado nos afazeres louco do dia a dia e pouco se encontram para travar aquela 'pegada sensual' tão deliciosa de se ler no primeiro livro.

A história se passa a quase um ano depois do término do primeiro livro: Cretino Irresistível. Os capítulos continuam com uma narrativa alternada entre o casal e escrita ágil da autora nos prende até o final de cada capítulo nos deixando com uma tensão gostosa para os outros.

Quando iniciamos a leitura e vamos nos entretendo com o tom sarcástico e bem humorado da história... ficamos pensando do por que que a autora não se aventurou mais... já que o livro conta apenas com míseras 128 páginas. Um sacrilégio... eu queria mais!!!

Mais de Bennett... ô homem tudibão!! he he he he

Quem gostou do primeiro livro... vai AMAR este e quem ainda não leu o segundo... só leia depois de ler o Cretina!! É uma dica...

Eu li na ordem que foi lançado pela editora e não foi ruim, mas a sequencia de leitura seria bem melhor se este livro tivesse sido lançado entre o Cretino e o Estranho Irresistível.

Liguem seus ventiladores... e mergulhem na leitura!!! O negócio pega fogo, então abuse do ar-condicionado também!! rs

Já leu as nossas resenhas dos primeiros livros??
Ainda não??

Então, clique nos links abaixo e divirta-se...



Fiquem ligados no blog!!! O próximo volume será lançado em fevereiro e teremos novidades por aqui!!

Beijocas,

27 de janeiro de 2014

Apple News: Suma de letras!


Olá Envenenados,

como passaram o final de semana? Muito calor?
No final de 2013 fiz uma única promessa de ano novo: não comprar livros enquanto não eliminasse pelo menos 45% dos não lidos que já tenho em casa... tenho que confessar que não deu certo, passaram apenas 27 dias e todo meu esforço foi por água abaixo. 
Mas como assim Nathy!? Depois de mais esse post de novidades vocês vão entender...


Comecei a ler essa trilogia depois de um treinamento que recebi da editora Suma, o jeito como foi apresentado e aquele gostinho de quero mais que o pessoal sempre deixa me prenderam e em menos de um dia eu já tinha devorado o primeiro livro e me apaixonado pela estória muy caliente de Judith e Eric... Esse mês chegou as livrarias o desfecho dessa estória que encantou milhares de mulheres, e arrisco dizer que até homens.



Sozinha em Madri e mais uma vez desempregada, Judith precisa descobrir como se recuperar da separação de Eric e esquecer o tempo que passaram juntos na Alemanha. No fundo ela sabe que ainda deseja o Iceman. Sente falta dele e dos jogos eróticos que lhe davam tanto prazer. Para o alemão, a vida sem a espanhola parece ter perdido a graça. Desesperado, começa a enviar e-mails em busca de seu perdão.
No último volume da trilogia, o casal se verá frente a frente outra vez e lutará para retomar sua relação. Mas os ciúmes e a superproteção do Iceman são motivos de constantes brigas, e Judith deverá encarar o fato de que talvez um futuro juntos não seja possível. 
Com Peça-me o que quiser ou deixe-me, Megan Maxwell conclui a saga erótica que já encantou milhares de leitores.



Não aguentei e assim que chegou no meu serviço comecei a ler, MUITO BOM, vale a pena ler! Como se não bastasse a estória ser boa, as capas lindas a editora, para fechar com chave de ouro, lançou também um box com os três volumes 




*euaceitodepresente*



Vista e cultuada em mais de 200 países, a série de TV Doctor Who é um ícone cultural britânico que conquistou mais de 70 milhões de fãs em 50 anos de aventura.
O seriado acompanha o Doutor: um viajante misterioso, vindo do planeta Gallifrey, movido pelo desejo de explorar todos os cantos do tempo e do espaço. Um dos Senhores do Tempo, o Doutor é capaz de se regenerar para escapar da morte, mudando de corpo, rosto e personalidade. Com seus companheiros, humanos e alienígenas, ele protege a Terra e o cosmos contra perigos de todos os tipos. 
Doctor Who: Shada reconta um episódio que nunca foi transposto para as telas de televisão, uma aventura “perdida” de 1979. Escrito pelo então editor de roteiros da série, Douglas Adams, o autor de O guia do mochileiro das galáxias, o episódio traz a quarta encarnação do Doutor e sua companheira Romana II.



O livro abaixo não é um lançamento do selo Suma de letras e sim a Objetiva que é a editora responsável pelo selo parceiro, mas o livro é tão lindo que vale a pena ser mencionado:



Das artimanhas masculinas para levar uma mulher à cama aos desgastes da rotina conjugal, os relacionamentos amorosos sempre forneceram um vasto material de inspiração para Luis Fernando Verissimo.

Nas cinquenta crônicas reunidas em Amor Verissimo, o amor aparece em todas as suas variantes: o primeiro amor, o amor à primeira vista, o amor platônico, o amor carnal, o “amor” por interesse, o amor pelos amigos, o amor dos pais pelos filhos, o amor por si mesmo, o amor antigo, o amor que ultrapassa as barreiras de língua e de nacionalidade.
Verissimo apresenta personagens irresistíveis como o Corno Lírico, Don Juan, o amante Rubival, a especialista em prospectar viúvos e a grávida que chora de pena do detergente que não lava tão branco e a bela mulher para quem homem só serve para abrir pote, segurar porta e carregar mala. 
Também estão reunidas no livro as crônicas que serviram de base para o roteiro da série Amor Verissimo, veiculada no canal GNT, em janeiro de 2014. Seja nas páginas do volume ou na adaptação de seus textos para a TV, o autor confirma que a vida não é uma comédia romântica, mas também não deixa dúvidas de que o humor é uma ótima maneira de encarar a vida a dois.



Quem AMOU o livro "Entre o agora e o nunca" grita ANDREW \o/

Essa última novidade é para os fã da escritoraculpadaporinfartosepaixonitesagudas J.A. Redmerski.
A autora gravou um vídeo super fofo avisando os brasileiros que Entre o agora e o sempre será lançado em abril:



Agora vocês entendem porque não consigo manter minha promessa!? São muitos livros bons sendo lançamentos em muito pouco tempo <o> #SOCORRO


Beijinhos,


24 de janeiro de 2014

Sexta Envenenada: Deslumbrante

Clarear paisagens
Mergulhar, ir bem fundo pra te encontrar
Sem miragens, poder então acreditar
Viajar sem fronteiras
Te mostrar tudo aquilo que eu gostar
Mil maneiras, sentir o mundo respirar
Poder viver com alegria
E sem ter medo de falar
No coração, a poesia
A verdade vai me abraçar
Num lugar bem tranquilo
Nesse mar, verde musgo do teu olhar
Para sempre, eu sei que vou me encontrar
Mil maneiras - Renato Russo


Olá, Envenenados!

Como estão? Apesar desse mês de calor intenso e tempestades assustadoras, “rolezinhos” e a contínua sacanagem política, espero que estejam todos bem.
Hoje gostaria de falar sobre expectativa.

Ex.pec.ta.ti.va s.f. – espera fundada em probabilidade ou promessa. (Houaiss – Dicionário da língua portuguesa...).

Não é isso que todo leitor sente em relação aos livros, sobretudo daqueles autores que tanto admiram?
É exatamente o que sentimos quando acompanhamos uma trilogia, ou uma série com vários livros, ou mesmo quando sabemos que aquele autor que nos conquistou vai lançar outro livro.
Acho que, pelo menos, os apaixonados por leitura concordarão comigo.
Em tempos de redes sociais então, a coisa se agrava!
Os mais informados vão postando as capas, as datas de lançamento e a aflição só vai aumentando.
Isso acontece direto comigo!
Um dos casos de aflição foi o livro Deslumbrante – Uma mulher sem limites, da Madeline Hunter. Este é o primeiro livro da série As Flores mais Raras, editado pela Quinta Essência (Leya).

Pois bem, Deslumbrante, que conta a história de Audrianna Kelmsleigh e Sebastian Summerhays, é um romance de época que mostra a busca pela verdade e confiança.

Sinopse:

“Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções.
Ela é uma jovem determinada, independente... e disposta a tudo para aniquilar seu adversário, o convencido Lord Sebastian Summerhays. Entre os dois está um homem: o pai de Audrianna, que morreu envolto em malhas de uma conspiração.
Para ela essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida.
Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la longe demais numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser fatal, Audrianna tem apenas uma opção inconcebível...”

Virei fã de Madeline Hunter através dos romances de época da Arqueiro e não poderia deixar de conferir essa história.
Depois de ser acusado como responsável pela morte de vários soldados, seu pai, que ocupava um cargo no Gabinete do Material de Guerra, que superintendia a produção de munições durante a guerra, comete suicídio devido ao desprezo que passou a sofrer, deixando a mulher e duas filhas sujeitas à mesma situação. Até mesmo seus familiares e amigos se afastaram das Kelmsleigh.
Mariana Ximenes
Audrianna viu-se obrigada, inclusive a romper o compromisso que tinha com Roger, liberando-o para que não sofresse as consequências da situação que vivia.
Ainda assim, e mesmo com todas as restrições que as mulheres sofriam na sociedade do século XIX, Audrianna decide afastar-se de sua mãe e irmã, vai morar com a prima e começa a buscar meios para provar a inocência do pai.
Em uma dessas tentativas ela dirige-se a uma estalagem para encontrar Dominó, que através de um anúncio de jornal solicita um encontro do Mr. Kelmsleigh, para discutir um assunto de interesse mútuo. Ela está certa de que Dominó tem respostas que podem salvar a reputação de seu pai.
Acontece que Sebastian, absinto do dia e encarregado de investigar o caso da pólvora adulterada e que fora aprovada pelo pai de Audrianna, também lê o anúncio e vai encontrar-se com Dominó, só que ele está buscando a confirmação da culpa de Kelmsleigh e possíveis cúmplices.
E aí começam seus problemas. Ambos se encontram antes da chegada de Dominó e o que poderia passar despercebido de todos, acaba tornando-se um prato cheio para especulações em torno das virtudes e honra de Audrianna.
Para Sebastian, claro, não seria nada absurdo estar em um quarto com uma mulher, pois, além de ser homem, sua reputação de libertino ainda pairava sobre sua cabeça, mesmo tendo assumido o posto de seu irmão no parlamento inglês.
A confusão começa quando Dominó entra e os encontra, neste momento Sebastian, que está com a arma que tirou de Audrianna, luta com o ele e a arma dispara acertando seu braço, o que facilita a fuga de seu oponente.
Obviamente uma multidão corre para o quarto e entendem o que querem da situação: "Dois amantes, o homem ferido com a mulher que obviamente o atingira".
Daí para frente os boatos a respeito de ambos se espalham como rastilho de pólvora, vão parar nos pasquins, nas festas e encontros da alta sociedade inglesa... até chegar ao conhecimento de sua mãe e irmã, que exigem uma explicação e reparação.
Ah! Não mencionei que, assim que se encontram na estalagem, há um clima de mistério e excitação de ambas as partes (claro).
Se gostei da história? É óbvio. Há uma trama muito bem elaborada que faz com que o leitor também tente solucionar o mistério. Há momentos em que duvidamos da integridade do pai de Audrianna, assim como há outros em que temos certeza de sua inocência.
O romance é fascinante, porque a solução para salvar a reputação de Audrianna vem de onde ela menos espera. Sua mãe deseja que ele repare financeiramente, mas a proposta que Sebastian faz é de casamento.

“− Estamos ambos comprometidos, Miss Kelmsleigh. Pagaremos ambos. A prestação de contas será muito menor, porém, se casarmos.
...
− Está me gozando, como é evidente.
− De jeito nenhum. É a única solução que vejo. É muito melhor do que pagar-lhe como a uma criada que eu engravidei. Sendo você filha de um cavalheiro, é o que lhe é devido. Não fosse a nossa desafortunada história, seria o que esperaria, assim como sua mãe e sua prima.
− A nossa desafortunada história... Tem o jeito de um político para as palavras, caro senhor. Essa história faria dessa união um caso de comédia. As tipografias passarão anos ocupadíssimas.
− O casamento tornará a nossa associação tão banal que o escândalo se acalmará antes do início da temporada. Dará continuidade à ficção iniciada com Sir Edwin no Duas Espadas. A nossa indiscrição será considerada amorosa, e não cínica e sórdida.
− Tudo muito bonito para você. Será absolvido por ter me seduzido, mas eu continuarei a ser uma mulher que concedeu seus favores a um homem antes do casamento. Pior, a um homem que perseguiu o pai dela até a sepultura. Não obrigada, prefiro ir para o Brasil. (eu ri muito)
A mão dele cortou o ar com impaciência.
− Por favor, seja razoável. Não vai nada para o Brasil. Acabará por ficar aqui vivendo o resto da sua vida, com medo de mostrar a cara na cidade, mal suportando o desdém da gente daqui. Não conseguirá dar aulas de música por causa da sua fama e ficará completamente dependente da sua prima. Esta propriedade se converterá numa prisão na qual envelhecerá e morrerá.
...
− Provavelmente está certo, Lord Sebastian, e eu não tenho coragem de deixar para trás tudo o que conheço para buscar uma vida nova numa terra distante. Tenho ainda outra escolha, porém.
− Claro que tem. – Ele não acreditava nisso. Ela conseguia ver que ele se convencera de que a história só poderia ter um desfecho.
− Por favor, não me trate como uma menina, senhor. Eu tenho escolha. Uma escolha mais importante do que aquelas que me apresenta. Posso viver a existência triste que descreve, mas assim consigo me assegurar de que você perca sua influência no governo e na sociedade. Ou posso viver luxuosamente com um homem que usou a posição dele para prejudicar enormemente o meu pai e a minha família. Eu diria que a decisão honrada é clara, não acha?”

         Esse é apenas um trecho dos vários em que eles se confrontam. Mas também há muitos momentos de sedução, beijos inesperados e mãos ousadas. Afinal, Sebastian sabe bem como agradar uma mulher.
Muitas coisas ainda estão para acontecer e entre eles, pois, tanto Audrianna quando Sebastian, continuam incansavelmente buscando pistas para o enigma que envolve o pai dela, a pólvora ruim e muitos soldados ingleses mortos por causa dela.
Há também diálogos divertidos que amenizam um pouco o drama que vivem. Outro fato gostoso na história é como Sebastian vai apresentando sutis mudanças em relação ao acordo que fizeram antes do casamento, quando prometera que não tomaria muito do tempo da esposa. Vamos observando seu desejo, a descoberta do ciúme e a necessidade que ela retribua o que sente.

“− Não tenho nenhuma carta dirigida a você. Não roubo as suas cartas dos criados. Que sugestão tão imprópria.
...
− Não estava dirigida exatamente a mim. Não como seria esperado. Só figuravam as minhas iniciais.
− Ah! – acenou a um amigo que o cumprimentou – Essa carta.
− Sabia a que carta me referia, acredito.
− Sabia. Tem certeza de que quer falar sobre isso aqui e agora?
...
− Está muito ruim? Muito indiscreta?
− Ruim o bastante para desafiá-lo e acertar contas, se...
− Um duelo! Não pense nisso!
− Ia terminar dizendo se pensasse que ele era um cavalheiro rival. Havia dito que não é. Escolhi acreditar em você.
− Obrigada. Estou grata pela sua confiança. Receei perguntar, mas é evidente que é um homem razoável que não se dá a reações precipitadas.
Ele recebeu o elogio dela com um sorriso pouco pronunciado.
− Audrianna, se tivesse concluído que era um rival, não teria sido tão razoável. Só para que saiba.
− Não é minha intenção nos desviar do assunto, mas lembro que você havia concordado que aceitaria rivais e seria razoável. Muito especificamente, quando nascesse uma criança. Foi parte do acordo, se assim pode-se dizer.
Ele parou de caminhar e virou-se para ela. Fez aquele sorriso deslumbrante.
− Disse realmente que podia ter amantes. Mas nunca prometi que não os mataria.”

Eu achei essa colocação dele muito divertida, apesar de ameaçadora.
Mas Sebastian também nos proporciona momentos muito quentes.
Aitor Ocio
“Fosse qual fosse o debate dele, terminou ali. Fitou-a por mais algum tempo, o bastante para deixá-la corada e palpitante. A seguir, foi até a cama. Não se deitou. Ficou de pé ao lado dela, a seda negra do robe em frente ao seu rosto. A mão dele esticou-se e afagou levemente o mamilo.
Foi o suficiente para reunir todas as sensações torturantes numa fome concentrada. Era impudica, realmente, a facilidade com que ela sucumbia agora.
− Olhe para mim.
Ela ergueu os olhos enquanto aquela leve carícia a provocava sem misericórdia. O seu corpo saboreava o prazer que alastrava.
− Me toque. (hummmmmmmmm)
Ela esticou as mãos para a seda negra. Deslizou nela as palmas, delineando o peito, dos ombros à cintura, sentindo os ângulos e as elevações do seu tronco. Ele continuava a enlouquecê-la. Tocava-a com ambas as mãos agora. Dedos maliciosos fizeram o seu pior até o próprio toque dela precisar de mais. Transferiu aos mãos para debaixo da seda e acariciou-o com mais firmeza, comprazendo-se com a sensação da pele nos seus dedos.
− Me beije.
Não eram pedidos nem instruções. Proferia ordens, que esperava serem obedecidas.
O rosto e a boca dele estavam altos demais. Ele não se inclinou. Ela compreendeu que não se referia à boca. [...]" – Ooii!

         Li e reli esse trecho e o que vem a seguir re-pe-ti-das vezes. Gente... muito ex-ci-tan-te.
Vamos lá, tenho que admitir, sou volúvel mesmo, me apaixono por esses mocinhos, e não só porque são bons de cama, quem dera eu pudesse comprovar, mas também por seu caráter, por seus gestos e inclinações, sempre querendo fazer o melhor por suas amadas e família. Isso é muito legal. E peço desculpas à companheira (se houver) de Aitor Ocio, jogador de futebol espanhol, mas foi ele quem habitou minha mente "perva" enquanto lia Deslumbrante.
Madeline Hunter, Sebastian e Audrianna, entram no rol dos meus queridinhos.

      Mas, infelizmente nem tudo são flores. E não estou me referindo à história.
Há uma grande quantidade de equívocos na edição do livro. Coisas do tipo trocar nomes de personagens ou escrevê-los de maneiras diferentes (uma hora é Mrs. Jones outra Mrs. Joyes), parágrafos repetidos, falta de concordância em alguns trechos e a sensação de que não está escrito no nosso português. Há muitas expressões que não usamos no Brasil, às vezes, frases inteiras, pelo menos para mim, deixaram de fazer sentido, ainda que as lesse várias vezes.
Enfim, fiquei frustrada quanto à edição de Deslumbrante, pois minha expectativa (como disse no início) era grande.
Obviamente não deixarei de ler os próximos livros, que desejo ardentemente, mas espero que atentem para uma edição mais cuidadosa, ainda que a publicação demore mais um pouco.
Fico por aqui, desejando a todos uma sexta maravilhosa.
Fiquem bem e Carpe Diem!



22 de janeiro de 2014

Resenha: 'Círculo' da @Intrinseca



Título: Círculo
Série: trilogia Engelsfors
Volume: 1
Autores: Mats Strandberg e Sara Bergmark Elfgren

Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 416
Tradutor: Érico Assis



Sinopse:


Minoo sempre foi a melhor da turma, mas não consegue fazer amigos. 
Vanessa é a garota mais sexy do colégio e namora um cara bem mais velho. 
Linnéa tem pai alcoólatra e é malfalada na escola. 
Rebecka parece ter uma vida de contos de fadas, mas esconde de todos que tem um distúrbio alimentar. 
Anna-Karin sofre bullying e deseja ser invisível. Ida, apesar de popular, é detestada tanto pelos professores quanto pelos alunos.

Elas não são amigas nem têm quase nada em comum, exceto o fato de frequentarem o mesmo colégio na cidadezinha sueca de Engelsfors. 
Quando uma lua vermelho-sangue surge no céu, as seis são atraídas por uma força misteriosa até um parque de diversões abandonado, onde descobrem que são as Escolhidas, um grupo de bruxas ligadas por uma antiga profecia, e que uma força terrível foi libertada. 
Diante de uma série de suicídios suspeitos, elas precisam se unir e aprender a usar suas habilidades mágicas recém-adquiridas se quiserem sobreviver.




Seis garotas vivendo suas pacatas vidas numa pequena cidade...

Elas não têm nada em comum, aparentemente, e suas diferenças são gritantes. Enquanto uma é linda e popular, a outra é insegura ou se acha feia ou se sente deslocada e gorda.

Nenhuma é o que aparenta ser e por mais que se achem diferentes, acabam por se tornar iguais em sentimentos verdadeiramente adolescentes. 

Ao iniciarmos a leitura de Círculo, somos transportados para a mente de cada garota e é fácil sentirmos empatia por todas elas. A cada capítulo conhecemos os sonhos e os ideais das meninas que mesmo sem perceber... possuem um lado negro e sombrio.

Círculo não é um livro florzinha! Ele é cheio de mistério e magia. O que mais me chamou a atenção e me prendeu neste enredo foi a capacidade dos autores em amarrar bem uma trama cheia de personagens femininos e mesclar nesta narrativa elementos deliciosos como: a escola opressora com seus alunos populares e nerds, professores bizarros-gatos-interesseiros-maneiros, rapazes lindos-tatuados-cheios de charme, pais bisbilhoteiros-fofos-preocupados-pé no saco... 

E mesmo contendo tantos elementos clichês... o livro é original e envolvente.

Ah! E tem também um horripilante parque de diversões abandonado que é o QG das meninas. É nele que se encontram pela primeira vez e que descobrem serem bruxas. Além de bruxas, fazem parte de uma profecia que provavelmente será melhor explicada e desenvolvida no próximo livro.

Apesar de ter uma narrativa um pouco lenta... você vai interagindo com os personagens e óbvio que acaba escolhendo uma das garotas para se afeiçoar mais... e quando menos se espera fatos malévolos acontecem e as mortes são inevitáveis ... Isso mesmo!! Mortes no plural!!! Amei isso!! Os autores não ficam cheio de dedos... eles botam a história para andar e matam os personagens sem cerimônia.
Uau...

Adorei as partes onde os poderes das meninas começam a se manifestar e elas percebem o quanto são poderosas... e é aí que passamos a conhecer o caráter real de cada uma! Nem sempre você é o que aparenta ser, ainda mais numa escola de Ensino Médio... 

Comecei a pensar o que EU faria com os poderes das garotas... kakakkakakakaka... Eu faria miséria com um monte de gente... Sou má!!!

Bem, Círculo me surpreendeu bastante e enquanto lia só ficava imaginando numa possibilidade de vê-lo nas telonas. Bem adaptado, ele se tornaria um filme perfeito. 

Espero que a adaptação produzida por Benny Andersson e o roteiro escrito por Sara Bergman Elfgren façam jus ao livro. A produção do filme já está em andamento e a previsão é que as gravações comecem em 2014.

Então, se você deseja sair da mesmice e ler um suspense interessante regado a magia e bruxaria... não perca tempo!!

Beijocas,


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