31 de dezembro de 2014

Feliz Ano Novo!

"Esperança
Mário Quintana
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."
Mário Quintana
Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética",
Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.
Disponível em: http://www.releituras.com/mquintana_esperanca.asp

Mais um ano se inicia...

Olá, meus queridos!
Estamos prestes a iniciar um novo ano.
Este é o momento em que, tradicionalmente, mentalizamos coisas boas para que o ano vindouro seja melhor que o anterior.
Lamentamos o que não conseguimos ou o que não deu certo.
É o momento das orações, das simpatias, das roupas brancas, das calcinhas de cores diferentes (qual escolher, pois cada uma simboliza um desejo em especial), ir à praia, pular não sei quantas ondas, comer romã, não sei quantas uvas, lentilha, e por aí vai.
Mas também deve ser um momento de agradecimentos, não importa o quão difícil possa ter sido o presente ano. Pare e pense, tem sempre alguém em situação ainda pior.
Vamos agradecer por chegarmos até aqui, pela família que temos, de sangue ou não, pelos amigos que são família, pelos parceiros de trabalho, de estudo. Vamos agradecer até mesmo pelos momentos difíceis, principalmente se deles tiramos alguma lição. Vamos agradecer por nunca, por mais complicada que fosse a situação, termos perdido a cabeça, por não permitirmos que uma frustração nos levasse o que temos de melhor.
Agradeça, sempre, não importa a quem ou como, mas agradeça pelos milagres que aconteceram durante esses 365 dias de 2014.
Temos um hábito recorrente de só pedir, de querer e querer e querer...
Que tal se fizermos o contrário: para cada pedido, um agradecimento?
Que eu consiga um novo emprego... obrigado pelo emprego que tenho, pois com ele pude honrar meus compromissos financeiros; que eu encontre um grande amor... obrigado pelo carinho e amor de amigos e familiares, que estiveram ao meu lado o tempo todo...
Se não conseguir fazer isso, tudo bem, mas nunca desista de lutar pelo que deseja. Não ponha a responsabilidade da sua felicidade nas mãos de outra pessoa – namorado, namorada, marido, esposa, patrão, amigos – ou num simples dia do ano.
2015 terá 365 dias e 6 horas, e não será apenas no despertar do seu primeiro dia que as coisas, por um passe de mágica, se realizarão. Você terá bastante tempo para concluir seus projetos.
Fuja da depressão, procure seus amigos, abrace mais, beije mais, leia mais, faça mais sexo, ria mais, dos outros e de si mesmo, zoe mais, deixe-se zoar. Pare de reclamar da falta de tempo, crie oportunidades. Sobretudo, tenha fé e ânimo para enfrentar as batalhas, os desafios que virão. Pois sim, eles virão, então seja também realista e entenda que nem tudo será alcançado e, por isso mesmo seja perseverante e nunca desanime.
Não se leve tão a sério, respeite-se, viva, faça, conquiste, ame, a si mesmo e aos outros.
Adote uma criança, ou apadrinhe, seja caridoso, pelo simples prazer de fazer o bem, quem sabe até adote um bichinho.
Busque a felicidade em cada gesto, em cada palavra dita e sentida. Não se importe com o que vão pensar.
Encontre os amigos para por o papo em dia, largue um pouco as redes sociais e “whatsApp” da vida. Veja-os ao vivo, em carne e osso, sinta o calor de seu abraço, o som não metalizado de suas vozes... vai por mim, você se sentirá renovado a cada encontro, como se fosse um Ano Novo toda vez que encontra aquele amigo(a) que não via há tempos, sempre por culpa da sacana falta de tempo. Lembre-se daquela máxima de que a vida é curta. É demais, não só a nossa, mas a dos outros também.
Reinvente-se, tente agir diferente do usual. Quem sabe o resultado o surpreenderá positivamente.
Não espere nem o melhor, nem o pior dos outros. Apenas viva, consciente de que somos humanos e imperfeitos, mas que temos algo que nenhum outro animal possui, além dos polegares opositores: temos a capacidade de errar, perceber o erro e tentar de novo.
Então, não invente desculpas, pare de reclamar, de falar mal... ignore certas pequenezas que não vão fazer diferença em sua vida.
O futuro é agora.
Certamente, não podemos evitar muitas coisas que acontecem em nossas vidas, mas nossas reações a elas dependem unicamente de nós. Ninguém pode dizer como lidar com nossos problemas, até tentam, mas a decisão final é nossa.
Então, vai lá, aproveite a passagem de ano do seu jeito, vista branco, ou verde, fique em casa ou na praia... não importa. Mas que as realizações que você tanto deseja comecem dentro de você.
Não estou dizendo nada novo, nada que muitos já não tenham dito. “Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Carlos Drummond de Andrade.
Que a música Epitáfio dos Titãs não seja motivo de tristeza, por refletir o que sentimos. Mas uma maneira poética de dizer que devemos viver agora, e não depois, com o mínimo possível de arrependimentos.
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegria e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.
Feliz Ano Novo, meus amores. O que desejo pra vocês é tudo isso que disse antes, com muita saúde e tempo, para por em prática tudo isso e muito mais.
Fiquem bem, Carpe Diem, Vivens vita ad plenum!


26 de dezembro de 2014

Sexta Envenenada: Fallen Angels - Fascínio

“Quando se tratou de você,
e de estar com você,
eu sempre disse a verdade.
 Isso foi real,
a única coisa real que já tive.”
Fascínio, 417






Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma Sexta Envenenada!
Finalmente, hoje quero compartilhar com vocês uma história que me prendeu além do fim. Isto mesmo, pois ao final do livro, comecei uma caçada desenfreada pela sequência de Fallen Angels.
Numa das últimas postagens desta coluna, eu falei sobre o meu desapontamento com a história de O Rei da J.R. Ward, mas, felizmente, a autora não deixou a desejar em Fascínio, quarto livro da série Fallen Angels, também editado pela editora Universo dos Livros. O livro demorou para ter sua edição por aqui, mas conseguiu ser fiel e ter a mesma qualidade dos livros anteriores.
Apesar do título não ter o mesmo peso do original, que é Rapture (Arrebatamento), e, para variar, de alguns vacilos na edição (concordância, gêneros, etc.), a história sobre a disputa pela humanidade entre o Bem e o Mal ainda estremece nossas emoções.
Por ser o anjo responsável pelo resgate das almas nesta peleja e, claro, por seu desempenho, Jim Heron continua sendo o absinto desta série.
Jim tem duas conquistas nesta disputa, mas a suposta vitória de seu adversário acabou sendo anulada pelo Poder Supremo, devido ao embuste do demônio Devina.
Com a trapaça, ela teria arrebatado a alma de Mathias, ex-chefe de Jim nas Operações Especiais. Mas com a anulação do resultado, ele é libertado e retorna ao mundo dos vivos, não como um zumbi, mas como ser vivente, sem memórias, em busca da própria história.
Aliás, por sua trajetória no caminho do mal e por seu desempenho e transformação, ainda que sem lembranças, Mathias também ocupa o posto de absinto revelação.
Nos primeiros contatos com Mathias, ainda nos primeiros livros, tive a impressão de que ele era um homem na casa dos 60 anos, que não tinha escrúpulo algum. Até porque não teve espaço algum para descrições, apenas para sua diabólica obsessão por eliminar seus alvos a qualquer preço.
Agora em Fascínio, Ward nos apresenta um cara, com a mesma idade de Jim, na faixa dos 40 anos, com o porte dos militares americanos: alto, atlético, poderoso, embora marcado pelas inúmeras cicatrizes, pela perda da visão de um dos olhos e por claudicar.
Anos antes, durante uma missão no deserto, Mathias tentou suicídio pisando numa bomba que ele mesmo produziu. Isso porque ele já não suportava mais sua própria vida se um rumo.
Como líder das OE, ele mesmo criou as regras, assim sabe que a única maneira de aposentadoria possível é a morte.
Como nos demais livros, Jim está com a desvantagem de não saber quem será a próxima alma a ser resgatada. Mas Nigel, um dos líderes dos anjos, deixa uma pista:
“Você o reconhecerá como um amigo ou inimigo.”
Obviamente, Jim não poderia imaginar que seu falecido ex-chefe estaria nesta nova rodada e que a hora da decisão seria em meio a uma encruzilhada (Não! Nada de despachos por aqui, viu pessoal!).
Como resgatar uma alma sombria tão cheia de pecados e que, por isso mesmo, foi dada como perdida?
É aqui que entra Mels Carmichael: uma jornalista do Jornal de Caldwel, que está investigando os inúmeros desaparecimentos que estão ocorrendo constantemente na cidade.
Filha de policial, morto em serviço, ela trabalha no mesmo jornal quem que Beth Randal (da Irmandade da Adaga Negra) já trabalhou, inclusive com o mesmo patife como o chefe.
Ela deixa Nova Iorque para trás e volta a viver com a mãe em Caldwel, após a morte do pai. Desde então, ela não tem vida social, nem relacionamentos – nem amigos, nem amantes.
Mels leva uma vida monótona, sem perspectivas no trabalho, até que atropela um homem no exato momento em que passava em frente ao cemitério local.
Daí pra frente sua vida muda radicalmente e, de forma inconsciente, ela não consegue manter-se afastada daquele homem misterioso a quem atropelou.
Em Fascínio, J.R. Ward é a autora que conhecemos. Talvez porque Fallen Angels não seja tão glamorosa quanto A Irmandade da Adaga Negra, ela fica à vontade para ser fiel aos personagens, à trama original e para construir um enredo fantástico e tenso do início ao fim. Ainda assim, mantém a linha tênue que une as duas séries, seja por alguma referência a algum personagem, seja por alguma situação que permita que ambas se relacionem.
Uma prova disso é o fato de Mels e a polícia de Caldwel continuarem intrigados com o crescente número de desaparecimentos na cidade – fato que ocorre abertamente na Irmandade da Adaga Negra e não parece ter muita importância, pois lá muitos jovens são recrutados pelo inimigo dos vampiros guerreiros e fica por isso mesmo. Só que não. Em Fallen Angels podemos ver que essa situação incomoda a muitos que buscam uma explicação e uma solução para tudo isso.
Jim continua sua árdua tarefa, com a ajuda de Adrian, que se torna um aliado surpreendente e definitivo nesse quarto volume.
Ele continua encarando a sensual Devina, um demônio que sofre de TOC e continua sua terapia com uma psiquiatra. O que torna a história um tanto hilária, pois se até um demônio tem os seus “demônios”, nós não deveríamos reclamar tanto dos nossos problemas, né!?
Só que isso não a impede seguir com suas diabruras para atingir seus objetivos. Afinal, ela está em desvantagem e, para piorar, o único ponto que fez na partida fora anulado. Assim, ela vem com tudo, atirando para todos os lados. Desta vez, ela não pode vacilar, não pode perder. Para complicar ainda mais sua situação, ela cultiva uma paixão avassaladora pelo anjo que a vem deixando louca nesta disputa.
Quanto a Mathias, ele vai ter que lidar com a falta de lembranças e com os flashes que vão surgindo, aos poucos, sobre quem ele era e, ainda mais difícil de aceitar, sobre o que fazia para viver.
Desesperado com toda sua situação, ele encontra em Mels a promessa de uma vida extraordinária, onde tudo que jamais pensou desejar seria possível, mas que nunca poderia possuir..
"Endireitando-se, ele subiu no colchão e se apoiou nos joelhos. Então pegou a mão de Mels e a puxou para perto. Ele não confiava na própria voz e, afinal, não era preciso usar palavras para descrever aquilo. Ela entenderia no instante em que o tocasse. (...)
Mathias perdeu-se completamente nos movimentos de Mels e, naquela incrível desorientação, ele lambia entre os lábios dela, indo até o fundo, enterrando as mãos nos cabelos sedosos atrás de seu pescoço. Mais... ele precisava de mais...”
Este sim é um livro de pura adrenalina, onde o final feliz é sempre improvável, onde lemos cada página com o coração na mão e onde a incerteza é uma constante durante suas 467 páginas.
O amor nunca foi tão literalmente redentor, tão arrebatador, no melhor e mais divino sentido da palavra.
Não vejo a hora para ler o próximo volume, ainda mais agora que fiz as pazes com a autora, e ver que rumo esta tórrida disputa tomará.
Até a próxima!

Fiquem bem, e Carpe Diem!

24 de dezembro de 2014

Feliz Natal!

Mais um ano se passou...
Neste momento, em que muitos comemoram o Natal, gostaria de agradecer a todos vocês por estarem sempre presentes, sempre acompanhando esse blog e suas postagens.
2014 não foi um ano muito generoso em muitos sentidos e, fazendo uma retrospectiva, podemos relembrar os vários motivos pelos quais as maiores felicitações são dadas por estarmos terminando este período como sobreviventes.
Que o digam nossos amigos que perderam entes queridos, empregos, amores... enfim, que podem achar que devem fazer um balanço negativo.
No mundo artístico também houve perdas lamentáveis, no cinema, na literatura, na dublagem... Para os aficionados por futebol, a goleada da Alemanha trouxe um sabor amargo à tão sonhada Copa do Mundo, finalmente realizada em solo brasileiro. Isso, sem falar minuciosamente sobre o fiasco que foram as eleições para presidente.
Por outro lado, será que só devemos nos queixar?
Não importa o credo, a orientação religiosa ou a falta dela, não importa se a data de 25 de dezembro representa realmente a data de nascimento de Jesus Cristo, ou se foi apenas uma data escolhida pela Igreja Católica para que todos pudessem celebrar este momento.
Nada disso importa, se não nos deixamos levar pela energia, pela reflexão, pelos sentimentos de perdão e de renovação que sempre permeiam este momento do ano.
Por mais duro que esteja o coração, quando recebemos uma felicitação, um desejo de Boas Festas, de saúde e paz, raramente pensamos que é da boca para fora.
Quando crianças, acreditamos mesmo na magia do Natal, nos filmes de fim de ano, nas histórias de Papai Noel, e que se fomos bonzinhos durante o ano, teremos direito a um presente bem legal.
Conforme vamos crescendo, vamos esquecendo essa pureza que é característica das crianças e nos tornamos mais calculistas e práticos.
O Natal deixou de ter um clima mágico para mim, não depois que cresci, mas depois que meus avós se foram. Fiquei mais amarga, confesso.
Mas as experiências da vida, boas ou ruins, começaram a me fazer questionar os valores que nos ensinam e os que vamos adquirindo, conforme o tempo passa.
Uma vez, dentro de sala de aula, uma aluninha me perguntou se Papai Noel existia, mas não consegui responder antes que todos da turma se manifestassem. Alguns poucos disseram que não, que não existia Papai Noel. Não é preciso ser sábio para responder a esse tipo de pergunta, basta um pouco de sensibilidade e, de verdade, consegui responder com todo o meu coração, que sim; ele existe para quem tem fé nele, para quem acredita nele.
É como aquela história do carinha que entra na barbearia e, como sempre começa a conversar com o barbeiro sobre vários assuntos. Quando chegam ao assunto sobre Deus, o barbeiro diz que não acredita que exista um Deus, pois se ele existisse não haveria tanta dor e injustiça. Como Deus permitiria tudo isso?
Quando o cliente sai, sem dar resposta ao barbeiro, encontra na rua um rapaz maltrapilho, com barba e cabelos enormes, sem cuidado algum. Então ele retorna à barbearia e diz que não acredita que os barbeiros existam, pois se existissem não haveria homens como o que ele acabou de encontrar na rua.
Indignado, o barbeiro diz que ele é um barbeiro e que o problema é que as pessoas com os cabelos e/ou barbas malcuidados não procuram os barbeiros.
É justamente isso que acontece com Deus, afirmou o cliente. Ele existe, o que acontece é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas e, por isso há tanto sofrimento no mundo.
A mensagem que quero passar para todos é que existe sim magia, sempre existiu. A gentileza, a paz, o amor existem... não são invenções humanas, mas sim estados de espírito que podem surgir a qualquer momento... basta acreditar neles, basta procurá-los.
Não são estes os sentimentos dos quais tanto falamos durante o Natal?
Então, que eles deixem de ser conceitos abstratos e se tornem atitudes concretas. Que nos tornemos pessoas melhores, não apenas hoje, não apenas durante o Natal, mas durante todos os 365 dias e 6 horas do ano todo, e durante os bissextos também.
Que possamos armar árvores como a da mensagem que recebi hoje de uma amiga muito querida:
“Árvore do coração
Quisera Senhor, neste Natal armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes os nomes de todos os meus amigos.
Os antigos e os mais recentes;
Aqueles a quem vejo todo dia e os que raramente encontro;
Os sempre lembrados e os que, às vezes, ficam esquecidos;
Os constantes e os intermitentes;
Os das horas difíceis e os das horas alegres;
Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me magoaram;
Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de quem conheço apenas as aparências;
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo;
Meus amigos humildes e meus amigos importantes;
Os nomes de todos que já passaram por minha vida;
Uma árvore de raiz muito profunda para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes.
De sombras muito agradáveis, para que nossa amizade seja um momento de repouso nas lutas da vida.
Que o Natal esteja vivo em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor.
Não aquece o coração, meus amigos?
Pois que assim seja, que cada um de vocês possa armar essa árvore, com seus amigos e entes queridos, que todos tenham a proteção das boas intenções, do amor e da felicidade que podemos materializar em um abraço, em uma palavra generosa.
Feliz Natal a todos vocês, que os momentos difíceis sejam superados e usados como força para nunca desistirem de seus sonhos e seguirem sempre em frente.
Fiquem bem, Carpe Diem e que Papai Noel seja muito generoso com todos e suas famílias.

23 de dezembro de 2014

Resenha: Indo Longe Demais@Record

Indo Longe Demais
One step too far

Autor: Tina Seskis Editora: Record
Categoria: Suspense
Páginas: 308
Lançamento: 2014






Sinopse 
“Uma família perfeita, uma vida feliz. Por que Emily resolveu fugir?

Emily Coleman tem uma vida aparentemente feliz, um filho adorável e um marido perfeito, mas, numa certa manhã, decide deixar tudo para trás... Para onde ir agora? O que fazer? Emily está perdida, sozinha no mundo e, por mais que ela tente, não consegue fugir de um passado perturbador.
Com uma narrativa ágil e instigante, Tina Seskis conduz o leitor por frustrações, medos e traumas da protagonista que, depois de uma reviravolta em sua vida perfeita, decidiu que o melhor a fazer seria fugir do próprio destino. Com um final surpreendente e uma trama de tirar o fôlego, Indo longo demais é um suspense fascinante, que prende o leitor do início até a última página.”

Uma promessa de suspense e de “thriller psicológico perturbador”, Indo Longe Demais conta a história de Emily Coleman que, aparentemente sem razão, muda completamente a sua vida.
A narrativa, para um leitor menos atento e amante do gênero, pode tornar-se confusa, pois está em primeira pessoa – quando conta os episódios atuais da vida da protagonista – e em terceira pessoa – quando conta situações passadas e/ou dos demais personagens.
O livro começa em julho de 2010, quando Emily está andando pela plataforma para embarcar num trem que a levará para longe de tudo e de todos que ama – pais, marido, filho... filho.
Enfim, ela resolve que abandonar tudo é a solução para seu problema, mas não fica claro para o leitor qual é o seu problema.
Durante a história a autora vai fazendo com que conheçamos alguns detalhes da vida anterior e da atual de Emily ou Catherine – nome que passa a usar para não ser encontrada. Também vamos tomando conhecimento dos demais personagens que fazem parte de sua vida.
Ficamos sabendo que sua mãe teve gêmeas, Emily e Caroline, o que foi uma terrível surpresa, já que não existiam tantos recursos médicos para prever partos assim. Terrível por vários motivos, para Frances que não conseguiu amar igualmente as duas crianças o que, fatalmente, trouxe consequências dramáticas para a vida de todos, sobretudo para as duas filhas.
Também são reveladas intimidades de seu pai, de seu marido Ben, de sua irmã e até mesmo de sua nova melhor amiga Angel.
Durante sua “fuga”, Emily passa uma enorme transformação, pessoal e profissional. O que foi bom e ruim ao mesmo tempo.
Em sua luta para tentar esquecer algo de seu passado, que fica incógnito até o final do livro, ela passa por muitas situações, incluindo o uso de drogas e consumo excessivo de bebida alcoólica.
Já li algumas críticas ao livro e algumas me deram a impressão de que o resenhista não leu o livro até o final. Enfim, entendo o porque, pois Indo Longe Demais não é um livro de fácil leitura, mas alguns julgamentos deixaram claro que a pessoa desistiu da história.
Não diria que o final da história foi surpreendente, mas a impressão que me deu foi a de que os meios acabam com os fins, dependendo do ponto de vista de cada um dos personagens.
Esta não é uma história de finais felizes óbvios, mas daqueles pelos quais os personagens lutam e talvez não alcancem, daqueles em que até mesmo a esperança precisa de uma força. Não é pessimista, mas realista.
Fique tão intrigada com algumas passagens – não no bom sentido, que busquei na Nota da Autora a explicação para tudo aquilo. E, realmente, consegui compreender melhor a razão de determinadas abordagens.
Confiram Indo Longe Demais, aproveitem a leitura e tenham fé, pois esta é a mensagem que tiro dessa história: não está tão ruim que não possa ter solução.
Fiquem bem e Carpe Diem!

11 de dezembro de 2014

Resenha: Para onde ela foi da @Novo_Conceito


Para onde ela foi

Autor
: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Série: -
Categoria: Romance 
Páginas: 224
Lançamento: 2014

saraivasubmarinotravessa




Sinopse:

Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos – não em milhas, não em continentes, não em anos –, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado. Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.


*ATENÇÃO RESENHA CONTEM SPOILERS DE SE EU FICAR*

Três anos se passaram desde o último telefonema de Mia, três anos que Adam sofre em silêncio por não saber o que deu errado no seu relacionamento com ela.

Ele sabe que tem que aceitar, que tem que cumprir sua promessa quando pediu que ela vivesse, que aceitaria tudo até mesmo se ela quisesse que ele fosse embora.

"Se você ficar, farei tudo o que você quiser. Abandono a banda, vou com você para Nova York. Mas, se precisar que eu vá embora, faço isso também. Talvez voltar para sua velha vida seja dolorosa demais, talvez seja mais fácil para você nos apagar. E isso seria uma droga, mas eu faria. Posso perder você assim se não te perder hoje. Vou te deixar ir. Se ficar."

Muita coisa aconteceu nesses anos, agora ele é um super astro do rock, tudo graças a ela, a dor de perdê-la fez com que ele escrevesse músicas lindas, profundas, que o fizeram chegar onde está hoje. Mas nada disso compensa a falta que Mia faz, a música já não tem a mesma importância de antes.

Liberado para ter uma noite folga antes de começar a turnê com a banda, Adam vaga por Nova York e acaba encontrando Mia se apresentando em um teatro famoso da cidade. Sem intenção de ser reconhecido, querendo apenas ouvi-la tocar mais uma vez ele compra o ingresso.

Quando a apresentação acaba Adam é chamado para ir ao camarim de Mia, ela o reconheceu e quer vê-lo, mas o que dizer? Como agir? Foram três anos imaginando esse encontro e quando ele está preste a acontecer Adam não sabe o que fazer. É sua última noite na cidade, talvez sua última oportunidade de esclarer com ela o porque de um fim tão doloroso, então ele aceita vê-la...

Com uma narrativa em primeira pessoa e pelo ponto de vista de Adam, Para onde ela foi é uma viagem por sentimentos tão melancolicos dos últimos três anos e do presente da vida dele.

Eu gostei muito de Se eu ficar, mas o segundo livro com certeza virou meu favorito. Nunca desejei tanto um final feliz, a cada página rezava para que as coisas melhorassem, não só pelo Adam (Sim! Ele merecia) mas pela minha sanidade literária.

Deixo mais que recomendada a leitura do dois livros!


Beijinhos,

Até a próxima.


10 de dezembro de 2014

Apple News: 2015 da @Suma_Br



Bom dia Envenenados!

Sei que ainda estamos em dezembro, o ano ainda não terminou, mas sei também que nessa época muitas pessoas fazer lista com resoluções para o ano que se aproxima.

E que tal fazer uma lista com os livros desejados?! Para ajudá-los trago hoje dois títulos já confirmados como lançamentos da editora Suma de letras. São eles:


Com previsão de lançamento para janeiro de 2015, Vai sonhando! conta da história de Rúben é um famoso jogador do Inter de Milão, cuja carreira está em ascensão até que se machuca gravemente durante uma partida. Seu tratamento e recuperação ficam nas mãos da fisioterapeuta Daniela, uma mulher batalhadora, que guarda um segredo importante e não tem qualquer intenção de começar um relacionamento sério. Mas a proximidade entre os dois e as investidas do jogador vão deixá-la completamente balançada.

Lembrando que a Megan Maxwell é autora da trilogia Peça-me o que quiser, um sucesso entre as mulheres e que tem resenha aqui no blog (Livro 01, livro 02, livro 03)

O outro lançamento é também de uma autora queridinha aqui no Envenenadas; J. A. Redmerski, autora de Entre o Agora e o nunca...


Sarai tinha apenas 14 anos quando foi levada pela mãe para morar no México com Javier, um narcotraficante. Agora com 23 anos, ela vê uma chance de fuga quando Victor, um assassino de aluguel americano, visita a casa em que ela está sendo mantida prisioneira.

A morte de Sarai é o primeiro livro da série "Na companhia de assassinos", e tem previsão de lançamento para Fevereiro de 2015.

E ai o que acharam!?
Quais outros livros vocês pretendem colocar na lista de desejados 2015!?


beijinhos,

9 de dezembro de 2014

Resenha: 'Conquista' da Editora Única

Conquista

Autor
: J.C. Reed
Editora: Única
Série: Devoção vol. 02
Categoria: Romance erótico
Páginas: 288
Lançamento: 2014

saraivasubmarinotravessa






Sinopse
O segundo livro da trilogia Devoção best-seller do The New York Times, Wall Street Journal e USA Today. Encontrar Jett foi um verdadeiro azar. Perigoso, imprevisível. Um cara que era melhor evitar. 
Nesse jogo, porém, as apostas são altas. Vale a pena correr o risco?
A continuação da história de Brooke e Jett mergulha de vez nas armadilhas do amor e da sensualidade.Brooke Stweart sempre achou que esquecer é algo muito difícil. Entretanto, perdoar é impossível. Quando o homem em que ela confiava a traiu, a única opção que ela tinha era seguir em frente. Brooke está determinada a começar uma nova vida, até que encontra Jett novamente: aqueles olhos verdes, sexy como o pecado. 
O homem que ela desejava. O homem que jogava sujo. O homem que a enganou. Lindo e arrogante, Jett Mayfield sabe que cometeu erros. 
Ele poderia ter qualquer outra mulher que desejasse, mas era Brooke que ele queria. Quando uma segunda chance colide com os segredos da alma e Brooke precisa confrontar seu passado, ele se vê determinado a protegê-la. 
Ela aceita sua ajuda não só porque precisa dele, mas também porque não resiste a seus encantos. Desta vez, porém, o jogo será do jeito que ela quiser.


Conquista é o sonho de toda a mulher, é basicamente a história de um homem absolutamente lindo, rico, arrependido, desesperado para proteger a mulher que ama e disposto a provar que merece a ser perdoado. 

Dá pra ficar melhor?

Diferente do que acontece na maior parte das trilogias, que normalmente começam incríveis e vão esfriando até terem um final morninho, a trilogia Devoção parece querer trilhar o caminho inverso. 

É claro que não sei qual vai ser o final dessa trilogia, mas o segundo livro é definitivamente mais interessante que o primeiro.

A história é mais dinâmica, o suspense é mais bem elaborado e até as partes quentes são mais intensas e mais explicativas para o leitor, por assim dizer...rs.

A persistência de Brooke em banir Jett de sua vida dura 2 segundos inteiros (!), E é legal que a Autora se fixe realmente no que importa e não faça o leitor passar por páginas de sofrimento. É muito chato quando lemos que os personagens decidem que vão sofrer para sempre e não dão o braço a torcer... Assim, acho bem mais crível quando eles reconhecem que todos erram e precisam de perdão e de uma nova chance. Palmas para a autora!!

Depois de muitas emoções fortes e de algumas aventuras e desventuras, Brooke reconhece: 


Sim, o amor acontece em um piscar de olhos. Ele pode mudar uma pessoa. Eu sei, porque ele me mudou. Mudou a ele. Ele nos ajudou a ascender para uma existência mais significativa. Eo o que é mais importante: eu lhe dei o meu coração, e Jett não o destruiu.”

Divertido, ágil e com algumas elevações de temperatura, Conquista definitivamente merece entrar para sua lista de próximas leituras.

Então é isso.


Boa leitura! 
Beijos!


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