10 de setembro de 2013

Resenha: 'Após a Tempestade' da Novo Conceito



Após a tempestade


Autora: Karen White
Editora: Novo Conceito
Páginas:
415
Tradução: Frank Oliveira e Helena Maria Nascimento



Sinopse:
Quando Julia tinha 12 anos, sua irmã mais nova desapareceu e nunca mais foi encontrada. Uma perda que corroeu os laços familiares e deixou sua mãe obcecada pela busca da irmã.
Já adulta e com um prestigiado trabalho, Julie conhece Mônica, que a fez lembrar muito de sua irmã desaparecida há 17 anos. Elas se tornam melhores amigas, uma relação que se inicia como um processo de cura para Julie.
No entanto uma fatalidade abate a amizade e Julie se vê responsável pelo filho de Mônica, um garotinho de 05 anos. Ela decide levar o menino para Biloxi, Mississipi, para encontrar a família que ele não conhecera.
A partir dessa viagem, Julie descobrirá segredos que estão ligados a sua família e ao seu passado, que mudarão seu futuro definitivamente.



Olá envenenados!!!

E lá vamos nós outra vez conversar sobre um livro que a primeira vista me veio aquele conhecido pensamento, de que seria um livro de leitura difícil e arrastada, porém para surpresa da “julgadora pela capa” que vos escreve... 
O livro é MA-RA-VI-LHO-SO.
Então, vamos à resenha...

Em Após a Tempestade, conhecemos Julie e o pequeno Beau, que acabam de ficar órfãos de Mônica, Beau perdeu sua mãe e Julie sua melhor amiga. Mônica em seu último desejo torna Julie tutora de Beau. Por falta de opção, os dois atravessam o país em busca da casa deixada por Mônica para o filho.

A casa em questão fica em Biloxi, próximo a Nova Orleans, porém ao chegar ao endereço descrito no testamento, Julie encontra um terreno vazio, pois esta foi uma das muitas moradias devastadas pelo furacão Katrina, não restando nada além dos degraus de entrada. Seguindo para o segundo endereço indicado por Mônica ela chega à casa da misteriosa Ray Von, que lhe entrega uma encomenda enviada por sua amiga meses antes do seu falecimento. Ao desembrulhá-lo, eis a surpresa de Julie ao descobrir que é um quadro de valor elevado pintado por seu bisavô, o qual Julie não sabia que Mônica possuía.

Como já estava ficando financeiramente sem recursos, Julie decide ir a uma galeria de artes da cidade para colocar o quadro a venda e apurar algum dinheiro, porém, o que ela não contava é que este seria o caminho para encontrar a família de Mônica. Este reencontro é o começo de várias descobertas. Julie sabia que Mônica havia fugido de casa, mas sua amiga nunca lhe contara o motivo, porém ao encontrar seu irmão Trey e a tia-avó Aimee, ambos lhe fazem a mesma pergunta, o que leva Aimee a começar a contar a história de sua família e da família Guidry para juntas tentar descobrir o motivo da fuga de Mônica.

Além de tentar saber o motivo da fuga de sua amiga, Julie carrega seu fardo pessoal com o desaparecimento de sua irmã, Chelsea, ela não consegue admitir que talvez nunca a encontre, continuando sua busca mesmo após 17 anos. Essa busca fez com que nossa protagonista abra mão dos seus desejos, focando apenas na busca pela irmã e acreditando que se desejasse algo, desviaria o foco de encontrá-la, diminuindo assim as possibilidades, com isso, ela apenas vive sem de fato planejar nada por um prazo muito longo.

Uma das esperanças de Trey e Aimee era que Mônica retornasse para reconstruir River Song (nome da casa destruída em Biloxi). Porém como Julie é a tutora de Beau e este é herdeiro da casa, Aimee acaba convencendo-a de reconstruí-la junto com Trey. O começo é um pouco desastrado, pois Julie não entende a necessidade de reconstruir algo que em um próximo furacão poderá ser novamente destruído, com este pensamento faz uma observação que deixa Trey realmente aborrecido:

“ – Se Você acha que mostrar os efeitos do furacão mais de uma vez vai me fazer mudar de ideia, está errado. Já concluí que a reconstrução em zona de furacões é míope e de certa forma egoísta, na melhor da hipóteses. Estou fazendo isso pela Mônica. Ela tinha sonhos de trazer os filhos dela aqui um dia e foi incapaz de realiza-los. Então, ela os confiou a mim, por algum motivo. Quando isso se concretizar, vou embora. Não creio que algum dia ela tenha desejado que a casa fosse minha, era para eu mantê-la para o Beau. Mas calculo que você possa fazer isso da mesma forma.Trey contraiu o queixo levemente e parou a caminhonete.- ‘Míopes e de certa forma egoístas?’ Não posso acreditar que eu tenha esperado todo esse tempo para reconstruir River Song com minha irmã e minha paciência seja recompensada tendo que lidar com alguém que não compreende o que é viver aqui. “ – Pág. 94.

Com a reconstrução de River Song em andamento, vamos acompanhando também a reconstrução emocional dos diversos personagens, que acabam compreendendo que continuar não significa esquecer.
Os mistérios vão se apresentando à medida que a história se desenrola e a busca pela verdade é um dos panos de fundo que nos prende até a última linha.

“As respostas que buscamos nem sempre são as que desejamos, mas saber a verdade é o que nos faz dormir a noite.”

Esta excelente história contém romance, perda, busca por quem se ama, mistério, traição, segredos e principalmente trata da reconstrução, além de trazer um tipo de narrativa que me agrada muito que é a alternância entre dois narradores, que contam a história intercalando o passado e o presente.
Um livro que nos leva a refletir. Onde grandes tragédias são oportunidades para grandes gestos de bondade e para provar que a reconstrução da vida cabe aos que sobrevivem, pois a estes fica a lembrança de que sua missão não está terminada.

Até a próxima.



11 comentários:

  1. Acho a história linda e comovente. A autora soube desenvolver uma história que nos cativa e emociona. Amei. Beijos.

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  2. Uma vez eu li um livro da NC que também pela capa e pelo título, a história era super nada a ver. O nome era Tudo o que ela sempre quis. Parecia história de romance, mas quando comecei a ler era bem nada a ver, era policial! Entendi perfeitamente o seu comentário de julgar pela capa. As vezes a gente acha que é uma coisa super chata e entediosa, geralmente as capas da novo conceito me passam esse pensamente quando se trata de capas de um autor que não conheço. Claro, nem todas. Mas uma boa parte sim. Pela tua resenha, eu fiquei um pouco animada pra ler, mas só um pouquinho. rsrs

    http://milleguas.blogspot.com

    Também to com um top comentarista.

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  3. Tenho esse livro aqui + ainda não li, eu não resisto ao sobrenaturais, e esses fora da fantasia acabam p/ trás. Mas eue spero lê-lo em breve pq ele parece bom mesmo, vamos ver qd rs!

    Miquilis: Bruna Costenaro

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  4. Comprei esse livro após uma indicação de uma pessoa que havia lido e gostado bastante....adoro livros com essa temática e espero lê-lo em breve ! Ótima resenha!

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  5. Nossa gosto muito de livros com mistério sobre o passado são sempre meus preferidos, fico tentando adivinhar qual será o segredo e quase sempre descubro, e tem outras coisas também então acho que vou comprar esse, a resenha me deixou bem curiosa com a trama.

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  6. Esse negocio de julgar pela capa acaba nos traindo né,rsrs! Já deixei de ler livros maravilhosos por ter achado a capa ruim, e já li livros péssimos por ter achado a capa linda, acho que o legal é ler a sinopse e/ou resenha pra saber do que se trata. Uma historia muito bonita e cheia de emoção é tudo que quero ler no momento, eu já tenho olivro, mas ainda não o li, vou passa-lo na frente, porque depois de ler a resenha, achei ele maravilhoso! Bjão! :)

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  7. Oi Clarice, também acabei de ler e adorei o livro. Cada página virada era uma ansiedade para descobrir todos os mistérios envolvidos.
    Bjs, Rose.

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  8. Nunca diria, pela capa, que este livro tem tamanha intensidade... Terminei de ler este livro doida para lê-lo... Mais um para a tal listinha infinita de desejados.

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  9. Concordo com seu comentário sobre julgar o livro pela capa. Às vezes a decepção é grande, mas vale comi aprendizado! Kkkk Curiosa para ler o livro! :)

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  10. Sempre via essa capa e julgava ser um livro chato e nunca me animei para ler, após ler essa resenha fiquei bem animada com a leitura.

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  11. Eu também sou desses de julgar pela capa, e confesso que tive o mesmo pensamento que você quando vi essa. O legal é que ele acabou te surpreendendo positivamente. Eu também gosto bastante quando os livros são narrados por mais de uma personagem, e que fazem esse jogo presente x passado. Enfim, fiquei bem curioso pra ler.

    @_Dom_Dom

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