30 de agosto de 2013

Sexta Envenenada: Mr. Perfect



“Homem perfeito
Não existe homem fiel. Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com propriedade.
Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitos homens. Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel ou porque está apaixonado - algo que não dura muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda - ou porque está cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo - nisso vai se voltar contra você).
A única exceção é o crente extremamente convicto.
Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados,
mas aguente as outras consequências. Não desanime.
O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo.
A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia.
Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento.
O homem só precisa de uma bunda.
 A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.[...]

Arnaldo Jabor


Olá, Envenenados!

É tempo de mudanças!
Com três anos de idade e com tantas coisas para trazer, um blog precisa passar por mudanças. Vimos, no decorrer desses anos, várias alterações, acréscimos e exclusões.
Esta coluna é um exemplo dos acréscimos e também sofrerá alterações. Inicialmente idealizada para ser semanal, agora a Sexta Envenenada passará a ser mensal. Claro, que nada é definitivo, mas, por ora, chegamos a um consenso e optamos por trazer os nossos absintos apenas uma vez por mês. Eventualmente poderemos publicar mais de uma, mas, a princípio, saborearemos esses personagens com suas histórias fantásticas a cada primeira sexta-feira.
Em ano de Bienal aqui no Rio de Janeiro, todos os amantes de livros estão em polvorosa por conta das atrações aguardadas para o evento. Principalmente os lançamentos mais esperados. Então, queridos envenenados, contem com muito mais mudanças nesse recanto literário.
Mas, para encerrar o mês de agosto, com chave de ouro, trouxe para vocês dois dos meus personagens mais queridos, criados pela minha autora favorita. Infelizmente, nenhuma editora se dignou a publicar sua história por aqui, mas Mr. Perfect da Linda Howard é um romance que certamente todos vão querer conhecer mais.
Quem nunca teve problemas com vizinhos?
Ou pelo menos uma puta irritação, daquelas de dar gana de estrangular o infeliz?
Eu já, e ainda tenho. Mas, se meus problemas tivessem origem em um vizinho como Sam Donovan, certamente eu não os rotularia como problemas.
Mas para Jaine Bright, seu vizinho era o maior de todos os seus problemas.
Ela comprou sua casa há pouco tempo, numa rua tranquila, com moradores solícitos e, ao que parecia, se conheciam há anos. Mas ela tinha justamente que comprar sua tão sonhada casa ao lado do “espírito de porco” da vizinhança.
“Jaine Bright despertou de mau-humor.
Seu vizinho, a ‘praga’ do bairro, entrou em sua casa às três da manhã, fazendo um barulho insuportável.
Se seu automóvel possuía um silenciador, há tempos deixou de funcionar. Para piorar a situação, seu quarto ficava exatamente do mesmo lado da entrada de seu vizinho; mesmo cobrindo a cabeça com o travesseiro não conseguiu diminuir o som daquele Pontiac de oito cilindros.
Ele fechou a porta de repente, acendeu a luz da cozinha – que ficava cruelmente e estrategicamente localizada de modo que iluminasse diretamente os olhos de Jaine, se ela estivesse de frente para a janela, como era o caso – deixou que a porta batesse três vezes, saiu de novo alguns minutos depois, voltou a entrar novamente e, evidentemente se esqueceu de apagar a luz da entrada, já que logo em seguida apagou a da cozinha.
Se soubesse que teria alguém assim como vizinho antes de comprar a casa, jamais teria feito a compra. Nas duas semanas em que estava morando ali, aquele sujeito conseguiu destruir toda a felicidade que sentia ao adquirir sua casa.
Era um bêbado. Mas por que não podia ser um bêbado feliz? – perguntou-se amargamente. Não, tinha que ser um bêbado áspero e desagradável, dos que fazem com que as pessoas temam deixar o gato sair quando estava por perto.
Bubu não era grande coisa como gato – sequer era dela – mas sua mãe o adorava, assim, Jaine não queria que nada lhe acontecesse enquanto estivesse cuidando dele até que seus pais voltassem de viagem.
Mas seu vizinho já havia jurado o pobre gato, porque encontrou suas pegadas em seu para-brisa e capô e, a julga pela sua reação, todo mundo pensaria que ele tinha um Rolls Roice novo ao invés de um Pontiac de dez anos com o para-choque cujas manchas de sujeira transbordava por todos os lados.
[...]
Ainda assim, ela tentou ser simpática no dia em que ele descobriu os rastros do gato, até lhe sorriu, mesmo depois da bronca que ele lhe dera porque sua festa de inauguração o acordara – às duas da tarde! – assim, sorrir-lhe era um esforço enorme. Mas o cara não deu a menor importância ao seu sorridente pedido de paz, pelo contrário, saiu furioso do carro, quase no mesmo instante em que entrara.
− Que tal se cuidasse do seu gato para que ele não suba no meu carro, senhora?
Jaine ficou com o sorriso congelado no rosto. Detestava desperdiçar um sorriso, sobretudo com um indivíduo com a barba por fazer, mal-humorado e que tinha os olhos injetados de sangue. Vários comentários furiosos vieram-lhe, mas os reprimiu. Afinal, era nova no bairro e já tinha começado com o pé esquerdo o aquele cara. A última coisa que queria era uma declaração de guerra. Então, decidiu tentar a diplomacia uma vez mais, mesmo que essa atitude não funcionara na festa de abertura de sua casa.
− Sinto muito – disse, mantendo a voz tranquila – tentarei vigiá-lo. Estou cuidando dele até que meus pais regressem, então não ficará por aqui muito tempo. Só mais cinco semanas.
O vizinho respondeu com um grunhido impossível de decifrar, entrou no carro novamente e se afastou fazendo rugir o potente motor, com um som demoníaco. Jaine inclinou a cabeça, ouvindo. A carroceria do Pontiac tinha um aspecto deplorável, mas o motor soava como seda. Havia muitos cavalos sob aquele capô.
Claro que a diplomacia não funcionava com ele.
Mas ali estava, despertando toda a vizinhança às três da manhã com aquele maldito automóvel. Que injustiça! Ele a exortou porque o despertou às duas da tarde! Isso lhe deu vontades de ir até a casa dele e tocar a campainha até que estivesse tão acordado quanto os outros.”
Não, este não é um texto como os outros em que os protagonistas se bicam no início e, logo depois estão sem enroscando. Não.
Todas as sextas (tinha que ser, né?) ela e três amigas do Hammerstead Technology, onde trabalhavam, reuniam-se depois do trabalho em um bar da localidade, para tomas uma taça de vinho, jantar e jogar conversa fora. Era uma necessidade, porque tralhavam em uma área dominada pelos homens, então precisavam por os papos “mulherzinha” em dia.
Entre os assuntos, claro, predominava o sexo oposto.
— Que dia! — disse no instante em que se jogava na quarta cadeira, que estava vazia. Enquanto dava graças a Deus, por ser sexta-feira. Tinha sido um asco de dia, mas era o último, pelo menos até asegunda-feira seguinte.
— Nem me fale! — murmurou Marci, enquanto apagava um cigarro e se apressava em acender outro. — Ultimamente Brick está insuportável. É possível que os homens sofram de síndrome pré-menstrual?
— Eles não precisam — disse Jaine, pensando no tipo que tinha por vizinho... um tipo policial. — Nascem envenenados pela testosterona.
— OH, é isso o que lhes ocorre? —Marci pôs os olhos em branco. — Eu acreditava que era pela lua cheia ou algo assim. Nunca se sabe. Hoje Kellman tocou minha bunda.
— Kellman? —repetiram as outras três ao uníssono, atônitas, atraindo a atenção de todos os que as rodeavam. Romperam a rir, pois de todos os possíveis perseguidores, aquele era o menos provável.”
Isso é comum, não importa a cidade, o continente, acho que até mesmo o planeta, uma hora todas falamos dos homens ou mal deles.
Essas amigas até criaram uma lista das qualidades que um homem precisa para ser considerado perfeito... sonhem... rs
“— Esta manhã, tive outro incidente com meu vizinho — disse Jaine suspirando enquanto apoiava os cotovelos sobre a mesa e o queixo entre os dedos entrelaçados.
— O que foi desta vez?
— Estava com pressa, e ao dar marcha ré bati no cesto de lixo. Já sabem o que ocorre quando as pessoas estão apressadas. Esta manhã tudo deu errado. Primeiro, meu cesto do lixo se chocou contra o do vizinho, e a tampa saltou e rolou rua abaixo. Já podem imaginar o barulho que armou. Ele saiu pela porta principal como se fosse um urso, chiando que eu era a pessoa mais ruidosa que tinha conhecido em sua vida.
— Você deveria ter derrubado o cesto de lixo — disse Marci.
— Ele teria me detido por perturbar a ordem pública — replicou Jaine em tom doído. — É policial.
— O que? —Todas pareciam incrédulas, pois a descrição que Jaine fez do homem: olhos avermelhados, barba desalinhada e roupa suja, não soava muito como a de um policial.
— Suponho que os policiais podem ser tão bêbados como outro qualquer — disse T. J., ainda sem acreditar.
— Mais que qualquer um, diria eu. Jaine franziu o cenho recordando o encontro daquela manhã.
— Pensando melhor agora, não cheirava a nada. Tinha o aspecto de estar há três dias bêbado, mas não cheirava a álcool. Merda, não quero pensar que possa ter esse mau-humor quando nem sequer está com ressaca.
— Pague —disse Marci.
— Filha da puta! —exclamou Jaine exasperada consigo mesma. Fizera um trato com elas de que pagaria a cada uma um quarto de dólar a cada vez que soltasse um palavrão, com o propósito de que isso a incentivasse a deixar de pronunciá-los.
— Pague outra vez — riu T.J.,  estendendo a mão.
Grunhindo, mas tomando cuidado de não amaldiçoar, Jaine tirou vinte e cinco centavos para cada uma de suas amigas. Ultimamente se assegurava de levar bastante moedas na bolsa.
— Pelo menos não é mais que um vizinho — disse Luna em tom consolador. — Pode evitá-lo.
...
— Eu sei que ele não é perfeito, mas...
— Mas você quer que seja — terminou T. J.
Jaine sacudiu a cabeça em um gesto negativo.
— Isso não vai acontecer — anunciou. — O homem perfeito é pura ficção científica. Claro que nós, tampouco, somos perfeitas —acrescentou — mas a maioria das mulheres, pelo menos, tenta. Para mim as relações simplesmente não funcionaram. — ficou em silêncio durante uns instantes e logo disse em tom desconsolado: — Embora não me importaria de ter um escravo sexual.
As outras três estouraram em risadas, inclusive Luna.
— Tampouco eu me importaria —disse Marci. — Onde poderia conseguir um?
— Tente em Escravos Sexuais, S.A — sugeriu T. J., e todas voltaram a rir.
— Estou certa que existe uma página na Web — disse Luna.
— Mas é claro que existe. —Jaine com um semblante totalmente inexpressivo. —Tenho em minha lista de favoritos: www.escravossexuais.com.
— Basta indicar seus requisitos e poderá alugar homem perfeito por horas ou por dias. —T. J. agitou seu copo de cerveja deixando-se levar pelo entusiasmo.
— Um dia? Sejamos realistas. —Jaine assobiou. — Uma hora é pedir um milagre.
— Além disso, o homem perfeito não existe, não lembram? —disse Marci.
— Um de verdade, não; mas um escravo sexual teria que fingir ser exatamente o que alguém deseja, não é?
Marci não ia a nenhuma parte sem sua maleta de couro. Abriu-a e extraiu dela um caderno e uma caneta que deixou sobre a mesa.
— Com toda segurança, sim. Vejamos, como seria o homem perfeito?
— Teria que lavar os pratos sem que ninguém lhe pedisse — disse T. J. pondo uma mão em cima da mesa e atraindo olhares de curiosidade.
Quando todas conseguiram deixar de rir o tempo suficiente para falar com coerência, Marci escreveu no caderno.
— Muito bem, número um: lavar os pratos.
— Não! Ouça, lavar os pratos não pode ser a primeira condição — protestou Jaine. — Antes disso temos outras coisas mais importantes.
— Tá! — disse Luna. — Falando sério, como acreditam que deveria ser um homem perfeito? Eu nunca pensei sobre isso. Talvez fosse mais fácil se tivesse claro o que eu gosto em um homem.
Todas fizeram uma pausa.
— O homem perfeito? Sério? —Jaine enrugou o nariz.
— Sério.
— Isto vai requerer pensar um pouco — declarou Marci.
— Para mim, não — disse T. J. ao mesmo tempo que a risada desapareceu de seu rosto. — O mais importante é que queira na vida o mesmo que você quer.
Todas ficaram em silêncio. A atenção que tinham tomado dos clientes das outras mesas foi direcionada para outros lados.
— Que queira na vida o mesmo que você — repetiu Marci ao mesmo tempo em que o escrevia. — Esta é a primeira condição? Estamos todas de acordo?
— Essa condição é importante — disse Jaine. — Mas não estou certa de que seja a primeira.
— Então, qual é primeira para ti?
— A fidelidade. — Pensou em seu segundo noivo. — A vida é muito curta para esbanjá-la com uma pessoa da que não se pode confiar. Alguém deveria poder confiar que o homem que ama não vai mentir, nem enganá-la. Se tiver isso como base, pode-se trabalhar no resto.
— Para mim, isso é o primeiro — disse Luna em voz baixa.
T. J. refletiu um momento.
— De acordo — disse por fim. — Se Galan não fosse fiel, eu não quereria ter um filho com ele.
— Eu assino embaixo — disse Marci. — Não suporto um tipo que joga com dois baralhos. Número um: que seja fiel. Que não minta nem engane.
Todas assentiram.
— Que mais? —Permaneceu com a caneta apoiada no caderno.
— Tem que ser agradável — sugeriu T. J.
— Agradável? —disse Marci incrédula.
— Sim, agradável. Quem deseja passar toda a vida com um tipo antipático?
— Ou ser vizinha dele? [...]
Luna afirmou com a cabeça.
— Muito bem — disse Marci. — Até que me convenceu. Eu acredito que não conheci nunca um tipo agradável. Número dois: agradável. —anotou — Número três? Tenho uma sugestão: quero um homem que seja confiável. Se disser que vai fazer algo, que o faça. Se tiver que encontrar-se comigo às sete em um determinado lugar, tem que estar ali às sete, não chegar tranquilamente às nove e meia ou nem ir. Estamos todas de acordo nisto?
As quatro levantaram a mão em um voto afirmativo, e a condição «de confiana» passou a ocupar a casinha número três.
— Número quatro?
— O evidente — disse Jaine. — Um trabalho estável.
Marci fez uma careta de desgosto.
— Ai. Essa tocou num ponto sensível. — Naquele momento Brick estava sentado sem fazer nada.
— Um trabalho estável está incluído no item de confiança — assinalou T. J. — E estou de acordo, é importante. Manter um emprego estável é sinal de maturidade e de sentido de responsabilidade.
— Um trabalho estável — disse Marci, ao mesmo tempo em que escrevia.
— Deve ter senso de humor — disse Luna.
— Algo mais que rir com o Cantinflas? — perguntou Jaine.
Todas estouraram em risadas.
— O que têm que ver os homens com isso? —perguntou T. J. — E brincadeiras a respeito de funções corporais?! Ponha isso em primeiro lugar, Marci, nada de brincadeiras no banheiro!
— Número cinco: senso de humor — riu Marci, escrevendo. — Para ser sincera, não acredito que possamos dizer que tipo de humor deve ter.
— Claro que podemos — corrigiu Jaine. — Vai ser nosso escravo sexual, não te lembra?
— Número seis. — Marci chamou a atenção dando uns golpinhos com a caneta contra a borda de seu copo. — Voltemos para o trabalho, senhoras. Qual é a condição número seis?
Todas se olharam entre si e se elevaram de ombros.
— O dinheiro não seria mal — sugeriu por fim T. J. — Não é uma condição imprescindível na vida real, mas isto é uma fantasia, não é assim? O homem perfeito deve ter dinheiro.
— Tem que ser asquerosamente rico ou simplesmente gozar de folga econômica?
Aquilo as fez pensar um pouco mais.
— A mim, particularmente, eu gostaria que fosse asquerosamente rico —disse Marci.
— Mas se fosse tão rico, ele iria querer mandar tudo. Estaria acostumado a isso.
— Isso não vai acontecer de maneira nenhuma. De acordo, que tenha dinheiro está bem, mas não muito dinheiro. Folgado. O homem perfeito deve ter folga econômica.
Quatro mãos se elevaram no ar, e a palavra «dinheiro» ficou escrita na casinha número seis.
— Como isto é uma fantasia —disse Jaine, — deve ser bonito. Não um Adonis de cair morta, porque isso poderia ser um problema. Luna é a única de nós que é bastante bonita para manter o tipo ao lado de um homem atrativo.
— Não está me servindo tão bem, acredito eu —repôs Luna com um pingo de amargura. — Mas sim, para que o homem perfeito seja perfeito de verdade, tem que dar gosto de olhá-lo.
— Muito bem, pois a condição número sete é: que dê gosto olhá-lo. — Quando terminou de escrever, Marci levantou a vista sorridente. — Serei eu a que dirá no que todas estamos pensando. Tem que ser estupendo na cama. Não basta que seja bom; tem que ser estupendo. Tem que ser capaz de me arrepiar e deixar louca. Deve ter a resistência de um puro-sangue de corridas e o entusiasmo de um moço de dezesseis anos.
Todas riam muito quando o garçom deixou os pratos sobre a mesa.
— O que é o que tem tanta graça? —quis saber.
— Você não entenderia — conseguiu dizer T. J.
— Já sei — disse com um gesto significativo. — Estão falando de homens.
— Pois não, estamos falando de ficção científica — replicou Jaine, com o qual provocou novas gargalhadas. As pessoas das demais mesas voltaram a olhá-las com curiosidade, tentando entender o que podia ser tão engraçado.
O garçom se foi. Marci se inclinou sobre a mesa.
— E antes de que me esqueça, quero que meu homem perfeito tenha umas medidas de vinte e cinco centímetros!
— Deus Santo! —T. J. fingiu desmaiar e se abanou com a mão. — O que eu não faria com vinte e cinco centímetros! Ou melhor, o que poderia fazer eu com vinte e cinco centímetros!
Jaine estava rindo tão forte que tinha que apertar a barriga. Custou-lhe muito manter baixo o tom de voz, e disse entre risadas:
— Vamos! Qualquer coisa que esteja acima dos vinte centímetros é puramente de exibição. Existe, mas não se pode usar. É possível que seja bom para vê-lo em um vestiário, mas encaremos os fatos: esses cinco centímetros a mais são sobras.
— Sobras! —exclamou Luna apertando o estômago e partindo-se de risada. — Diz que são sobras!
— OH, meu Deus! —Marci secou os olhos enquanto escrevia rapidamente. — Isto vai longe. Que mais deve ter nosso homem perfeito?
T. J. agitou a mão fracamente.
— A mim — sugeriu entre risadas. — Pode ter a mim.
— Se não der uma rasteira em nós para que não o alcancemos — disse Jaine, e levantou seu copo. As outras três levantaram o seu, e brindaram os cristais com um alegre som. — Pelo homem perfeito, em qualquer lugar que se encontre!
Enfim, devaneios a parte, Jaine tem o trabalho que ama, as amigas que adora e com quem se diverte. Apesar de seu infortúnio com o vizinho, não tem mais do que reclamar, até que uma série de assassinatos se inicia, infelizmente por conta dessa lista “inocente”, e estando cada vez mais próximo de sua vida, seu caminho, impreterivelmente terá que cruzar com Sam, muito mais do que ela desejava.
Sobre Sam, obviamente eles continuam a trocar muitas farpas, mas quando ela encontra-se acordada, quando deveria estar dormindo tranquilamente, resolve caminhar pela casa e tem uma surpresa.
“Tomou um café e contemplou como o céu ia clareando. Era evidente que Bubu a tinha perdoado por despertá-lo de novo, porque se sentou a seu lado lambendo as patas e ronronando, cada vez que ela o arranhava detrás das orelhas com gesto distraído.
O que aconteceu a seguir não foi culpa dela. Jaine estava de pé junto à pia, lavando a xícara que tinha usado, quando a luz da cozinha da casa de em frente foi acesa e Sam entrou em seu campo visual.
Jaine parou de respirar. Os pulmões se encolheram...
— Santo céu bendito — murmurou, e então conseguiu inalar ar.
Estava vendo uma porção maior de Sam do que alguma vez esperou ver; na realidade, estava vendo tudo. Sam estava de pé na frente da geladeira, completamente nu. Assim teve tempo de admirar sua nádegas antes de que ele tirasse uma garrafa de suco de laranja, desenroscasse a tampa e o levasse a boca ao mesmo tempo que dava meia volta.
Jaine esqueceu as nádegas. Era mais impressionante vindo que indo, e isso já era dizer algo, porque tinha um bumbum mais que bonito. Aquele homem era soberbamente bem dotado.
— Meu Deus, Bubu! — disse com uma exclamação afogada.
O certo era que Sam estava muito bom por toda parte. Era alto, de cintura magra e musculatura forte. Jaine cravou o olhar um pouco mais acima e viu que possuía um peito atrativo e peludo. Já sabia que era bonito de rosto, embora fosse um tanto machucado. Olhos escuros e sexy, dentes brancos e uma risada agradável. E soberbamente bem dotado.
Levou-se uma mão ao peito. O coração estava fazendo algo mais que pulsar com força; estava tentando abrir passagem com golpes através do esterno. Àquela excitação se uniram também outras partes de seu corpo. Em um instante de loucura, pensou em correr para sua casa e lhe servir de colchão.
...
Jaine se agarrou a pia para não desmoronar-se e terminar no chão. Ainda bem que tinha renunciado aos homens, porque do contrário talvez tivesse saído correndo e ido direto à porta de seu vizinho. Mas com homens ou sem eles, ainda apreciava a arte, e seu vizinho era uma obra de arte, uma mescla entre a clássica estátua grega e uma estrela do pornô.”
Sam e Jaine ainda vão passar por muitas situações, boas e ruins, muito ruins. Mas sua história está longe se ser um romance adocicado, na verdade vivemos com eles um mistério extremamente perigoso, a adrenalina aqui corre solta.
Mr. Perfect é bem o estilo de livro que amo ler, tem de tudo: humor, calorosas discussões, mistério, policial, homens maravilhosos e críveis, mulheres fortes e possíveis. Claro, este é um livro da minha autora que encabeça a lista das minhas favoritas.
Eu fico por aqui, encerrando um ciclo de Sexta Envenenada semanal, mas com a promessa de que muitas emoções ainda estão por vir.
Obrigada a todos pela paciência e pelo carinho que têm demonstrado durante este primeiro ano.
Fiquem bem e carpe diem.
 

29 de agosto de 2013

Resenha: 'Simplesmente Ana' da Marina Carvalho


Autora: Marina Carvalho

Titulo: Simplesmente Ana
Selo: NOVO CONCEITO / JOVEM
Ano: 2013
Edição: 1
Número de páginas: 304

Sinopse
Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha...

Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.

Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.

A não ser... A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.
Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.



Como a própria autora reconhece em alguns momentos do livro, a história é um conto de fadas próprio da Disney! 

Mas preciso convir, Ana não precisou passar pelos tratamentos de beleza da princesa Mia e a genética paterna foi muito mais legal com ela... nasceu de cabelos lisos, loiros e, apesar de comer como um dragão, é MAGRA!!!! 
Sem dúvida esse último detalhe é o que mais me encanta nesse conto de fadas... J

O livro da autora estreante Marina Carvalho, apresenta uma recém-descoberta princesa não afetada, inteligente e capaz de se relacionar com o próximo, mas conseguiu afastar o tipo perfeitinha, já que fica com raiva, ironiza e age por impulso, o que faz com que, como todo o ser “normal”, quebre a cara algumas vezes.

Apesar de ter ouvido mentiras sobre seu pai durante toda sua vida, Ana não dramatiza o fato mais do que deveria. O que passou passou; no presente o ideal é recuperar o tempo perdido e o relacionamento com sua mãe sobreviveu intacto ao impacto da apresentação do pai.

Ana tem uma avó moderninha, uma melhor amiga muito divertida e descobre que ganhou mais que um pai e um título, ganhou toda uma nova família com direito a tios e primos, tornando sua ideia de estar apenas de passagem por Krósvia um pouco mais difícil.

É claro que o livro não seria um conto de fadas se faltasse o príncipe encantado, certo? Pois é, nesse caso, Alex, enteado do Rei (já viúvo), não fica devendo em nada ao melhor príncipe encantado do qual você possa se lembrar. 
Lindo, rico, gentil, charmoso e todos os outros “osos” que a gente possa imaginar, ele fisgou o coração de Ana logo de cara. O único problema era a chata da namorada, mas ele deu um jeito nisso bem a tempo.

Independentemente de eu não ser o público alvo do livro reconheço que fiquei com certa inveja da princesa no dia das compras!!!! Ah eu com um cartão sem limite... e, eu já falei que ela come igual a um dragão e é magra, né?...

Bem, no final, contos de fadas são sempre bem vindos! 

Então, aproveite!

Beijos,

28 de agosto de 2013

Doce Veneno #23: Bienal, como não amar?

Olá, envenenados!

Como estão? Tudo bem? Espero que estejam todos bem. Caramba, agosto já está no finalzinho. 2013 está correndo e eu tenho a sensação de que cada dia eu tenho menos horas no meu dia. Mas, setembro é um mês lindo, florido e amado e tem a data mais especial do ano: 26. Para quem não entendeu, é meu aniversário, rsrs. Mas esse ano o Rio recebe mais uma edição da Bienal e mais uma edição do Rock in Rio, o que significa que setembro será o melhor mês do ano ;) Ah sim, antes que a gente comece o assunto desse post e eu me esqueça, o resultado da promoção da coluna que vai revelar quem foi o sortudo que levou para casa o livro “Sob a Redoma”, do Stephen King, sai a noite, ok?!



Doce Veneno: Bienal, como não amar?

Para qualquer leitor que se preze, Bienal é sagrada. Sempre foi para mim, mesmo quando eu ainda não morava no Rio. Lembro que vinha com o colégio e achava tudo fantástico. Quando você entra no Rio Centro e dá de cara com aquele mar de stands, você entrar em todos, olhar todos os livros, falar com todos os autores e editores, comprar tudo. Aliás, essa é a parte mais dolorosa. Se eu comprasse tudo que eu quero quando estou lá, minha casa estaria abarrotada de livros. O lado ruim é que nem sempre os preços valem a pena. Entretanto, a bienal tem algo que também cativa os leitores: brindes. Algumas editoras capricham bastante nos brindes e as vezes eles fazem mais sucesso que os livros. Outra coisa maravilhosa na Bienal – e que é justamente o que a torna tão charmosa – é o bate-papo com autores, não apenas nos promovidos pela organização do evento como no encontro pelos corredores.

Essa Bienal é minha terceira como blogueira, e cada uma teve um gosto diferente. A primeira foi a das descobertas. Atribui rostos a város nomes que eu só conhecia da blosfera, conheci novas pessoas, comprei horrores e passei um sufoco para levar tudo para casa, encarei filas de autógrafos imensas e apesar do cansaço, não houve um único dia que eu tenha saído menos feliz. Pelo contrário. Eu faltei ao último fim de semana porque tinha uma viagem do trabalho e fiquei me sentido órfã.

Já no ano passado a Bienal foi em São Paulo. Algumas bogueiras amigas até chegaram a viajar para lá, e eu confesso que também estava na pilha. Depois de muito vou e não vou, tinha decidido ir, com uma amiga de outro estado. Infelizmente ela teve um contratempo e acabamos cancelando. Assim, eu acompanhei a Bienal pela internet. Definitivamente não é a mesma coisa, rs. Uma coisa que me deixou de boca aberta foi a presença de um ator representando “Travis Maddox”. Achei a ideia ótima e espero que se repita, rs.

Por fim, voltamos ao Rio. Em termos de autores, essa Bienal está abaixo da expectativa. Talvez porque as edições de 2009 e 2011 tenham trazido grandes nomes que abalaram o Rio Centro, essa edição não tem nenhum nome arraza quarteirão. Quer dizer, tem o Nicholas Sparks, para quem ama o dramalhão do autor. Particularmente eu passo. E fico feliz que não vou precisar me matar para conseguir uma senha. Entretanto, esse ano está LOTADO de eventos das editoras voltados para blogueiros. Nunca antes as editoras tinham dado tanta atenção ao grupo. Espero que funcione ;)

Algumas dicas para você que vai pela primeira vez:
  • Vá com roupas e sapatos confortáveis;
  • Leve uma mochila para carregar suas compas – ou se você for muito consumista, leve uma mala –;
  • Celular/maquina fotográfica para registrar tudo;
  • Faça uma lista dos stands que você mais quer passar porque pode não dar tempo de passar em todos;
  • Comida é sempre cara por lá, então já vá preparado;
  • Filas de banheiros e filas de comida estão sempre cheias, portanto, se encontrar uma vazia, aproveite;
  • O último dia costuma ser o dia das promoções, então, se você puder, vá no último domingo.
  • Divirta-se!

Marque com seus amigos e se ninguém quiser, vá sozinho e faça amizades lá. Ninguém fica de bobeira ;) Eu estarei lá no primeiro final de semana, assim como a Math, a Ingryd e a Raffa. Se vocês nos verem, venham falar conosco. É sempre muito bom encontrar todo mundo e conhecer pessoas que a gente só conhece pela internet. Estamos esperando vocês por lá!

Beijocas e até a próxima!





27 de agosto de 2013

Resenha: Paperboy da @Novo_Conceito




Autor: Pete Dexter
Editora: Novo Conceito
Páginas: 334
Ano: 2013


Sinopse:
Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. 

Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.

As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. 

Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. 

Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.


Paperboy foi o livro que me interessou pelo enredo. Surpreendentemente não sabia que tinha virado filme, mas honestamente, quando vi que Matthwe McConaughey estava no elenco achei que era a cara dele essa história (ele fez Amistad e Tempo de Matar, dois filmes excelentes e polêmicos que giram em torno do racismo).

A história se passa nos EUA, na década de 60. Num dos piores momentos da história contemporânea no que se refere às questões sociais, os negros lutavam para ter seus direitos garantidos. A marginalização dos menos favorecidos era feita de forma grotesca pela sociedade e assim, o país mais desenvolvido tentava se ajustar e mostrar para o mundo que aquele era o melhor país para se viver. Esse é o pano de fundo da história.

O narrador da história é Jack, um jovem que voltou para a casa dos país após perder a bolsa na faculdade e agora trabalha de motorista para o irmão, um jornalista investigativo. Ward e seu companheiro Yadley entram na história por causa de Charlotte, que tem uma atração por Hillary Van Wetter e após trocar cartas com ele, decide ficar noiva do homem acusado de matar o xerife local. Hillary é um homem perigoso e definitivamente longe de ser santo. O xerife que ele é acusado de ter assassinado havia matado alguns nengros sem nunca ter sofrido qualquer repreensão sobre o fato. Porém, seus dias são contados quando ele mata um branco.

Charlotte só pode ser definida como alguém com sérios transtornos. Sim, ela tem uma atração por homens condenados à morte e portanto faz tudo que estiver ao alcance para libertar seu noivo. Mas sua parcial insanidade é de certa forma, um sopro de divertimento.

Jack, o garoto-narrador, é um jovem com olhar apurado. Suas percepções e análises dos acontecimentos, são, muitas vezes, apuradas demais para um jovem como ele, o que demonstra o valor do garoto. Apensar de seu recém fracasso na faculdade e de sua relação complicada com o pai, Jack é um garoto florescendo.

Ward, irmão mais velho de Jack, é o cara que tem o faro jornalístico. É ele quem observa tudo com atenção, que sabe o que procurar, onde procurar, como questionar. Apesar de ingênuo, seu trabalho é excelente e seu caráter inquestionável. O que contrasta com o seu ambicioso parceiro, Yardley, um cara que facilmente ganha o ódio do leitor e que apesar de achar que realmente é o profissional excelente que acha, todo mundo sabe que ele é um nada.

Hillary, o acusado, é um homem perigoso. Ele não é bom, não é fácil e não é um coitado. Mas certamente é aquele cara que as mulheres espertas devem se manter longe, e se você for um homem que preze sua vida, não arruma confusão com ele. Contudo, apesar de ter alguns indícios que apontem a sua culpabilidade no assassinato, é tudo muito circunstancial.

O interessante de Paperboy é certamente o pano de fundo de toda a história. Além das questões sociais envolvidas, ainda podemos perceber as falhas do judiciário que ocorriam naquela época e ainda hoje continuam a existir. É sem sombra de dúvidas um livro ótimo e que eu recomendo a leitura.

26 de agosto de 2013

Sessão Pipoca: Os intrumentos mortais - Cidade dos Ossos



Corri para ler o livro antes de ver o filme, e apesar de ter achado o livro perfeito, confesso que percebi que não fez muita diferença, porque muita coisa foi mudada.


Título original: City of bones - The Mortal Instruments
Título Nacional: Os instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos
Direção: 
Harald Zwart
Elenco: Lilly Collins, Jaime Campbell Bower, Jonathan Rhys Meyers, Aidan Turner, Robert Sheehan
País: EUA
Idioma: Inglês
Ano de produção:
2012
Ano de Lançamento:
2013
Duração: 2h 06min







Se você é mega fã, pode ser que se decepcione, mas se for alguém como eu, que entende numa boa que o filme nem sempre é como o livro (aliás, nunca!) e que temos que ficar felizes quando nossos livros queridos viram filmes, então bora para o cinema!

Clary (Lilly Collins, a filha de Phil Collins que dispensa apresentações agora e se você é muito novo nem sabe quem é o pai dela! rs) é uma menina comum, que tem um melhor amigo completamente apaixonado por ela: Simon (Robert Sheehan). Ao irem em uma boate ela presencia um crime e vê pessoas que somente ela consegue ver, deixando Simon confuso se a amiga não está enlouquecendo.

Ela também começa a desenhar um sinal que ela não entende o que é exatamente, sua mãe, Joyceline (Lena Headey, que caprichou no botox na boca!) parece que sabe porque ela está vendo os sinais e logo começa a conversar sobre o medo de que sua filha descubra a verdade com seu amigo- namorado Luke (Aidan Turner).


Com o sumiço de sua mãe, e toda hora vendo Jace (Jaime Campbell Bower- esqueçam a capa do livro, esqueçam tudo que pensaram sobre Jace Wayland, o menino no filme não tomou seu Biotônico Fontoura!) ela desconfia que uma coisa liga a outra e vê que tudo que acreditava ser verdade no fundo não passa de mentira. Complicado? Sim, minha mãe que não leu o livro, que se perdeu entre os Caçadores e entre quem era pai de quem achou o filme confuso.

Eu gostei muito, Lilly se sai bem como Clary, os demais também não deixam a desejar nas atuações mas o destaque para mim vai para o pai de Clary, aliás que pai! Para que Jace se temos Valentim ( Jonathan Rhys Meyers - aquilo TUDOrs)? O momento "I'm your father" a lá Darth Vader é perfeito, a atuação dos dois segura a cena e temos ação o tempo todo.

O que confunde o espectador talvez é o que não é explicado no filme. Os caçadores de sombra são contra quem? Demônios, bruxas, vampiros...e bom, zumbis para Cassandra não existem! Ela também tem um lobisomem charmoso como Luke e a alcateia animada motoqueira entra em ação nas cenas finais.



Se você não curte muito coisas surreais, fuja. Para gostar tem que vibrar com todos os seres que lemos em outros livros em um lugar só, com Caçadores de Sombras tatuados que lutam com uma espada melhor que um samurai, com marcas feitas na pele de não mundanos que tem poderes sobrenaturais! Eu acho tudo o máximo. Torço pelo amor de Clary e Jace, vibro com cada ser bizarro morto, sinto pena de Simon não ser correspondido ... tudo que queria vi na tela, mas claro que estranhei algumas mudanças que estragaram muito do suspense.
Mas não deixo de ter amado, e espero ansiosa pela continuação ;) 


Até a próxima segunda,

Raffa Fustagno
  

25 de agosto de 2013

Promoção 2 livros por semana #4

Preparados para mais uma semana de super promoção?!


Como todos já estão cansados de saber essa promoção é para quem acompanha o blog todos os dias e deixa sua opinião. São 16 livro no total, em 7 semanas de promoção. 
Isso mesmo não fiz conta errada é que fizemos uma campanha para publicação dos livros da Lisa Marie Rice no Brasil e disponibilizamos 2 títulos dessa promoção para quem nos ajudasse. Para saber mais sobre a campanha basta clicar aqui.

Olhem os títulos que estão valendo essa semana:

  • A garota do Penhasco;
  • A menina que semeava;
  • Aconteceu em Paris;
  • Beijada por um Anjo 6;
  • De volta para casa;
  • Bruxos e Bruxas (Resenha);
  • Indomável;
  • PaperBoy;
  • Refém da Obsessão;
  • Sangue na Neve;
  • A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra;
  • Jardim de Inverno;
  • Um gato de rua chamado Bob;
  • Na companhia das Estrelas;
  • Liberta-me;
  • Entre o Amor e a Paixão.
Para participar é fácil:

Seguir PUBLICAMENTE o blog, ter endereço de entrega no Brasil, deixar um comentário nesse post... Algo do tipo "Estou participando" junto com seu nome e nome de seguidor do blog.

Comentar em TODAS as postagens dessa semana (de domingo a sábado), mas tem que caprichar hein!? Queremos realmente saber sua opinião!

No sábado, dia 01/09, sortearemos via Random.org dois livro entre todos aqueles que comentaram.

O resultado será divulgado depois das 18 horas! Então, os comentários que entrarem até as 17 horas serão considerados válidos!!

O ganhador poderá escolher os livros!

Para ficarem ainda mais antenados nas postagens do Envenenadas não deixem que curtir nossa página no facebook.
Curtir

Boa sorte à todos!

Beijinhos,

24 de agosto de 2013

Resultado: Promoção 2 livros por semana #3

Boa noite Envenenadas, 

preparados para saber quem foi o sortudo dessa semana?!


Foram 13 participantes e o número sorteado foi ... 


PARABÉNS Beth

Você seguiu todas as regras e agora só falta mandar um email para:

blogdasenvenenadas@hotmail.com

com os dois títulos que quer receber em cada.

Lembrando que os títulos que ainda estão valendo são:

  • De volta para casa;
  • Bruxos e Bruxas (Resenha);
  • Indomável;
  • PaperBoy;
  • Refém da Obsessão;
  • Jardim de Inverno;
  • Um gato de rua chamado Bob;
  • Na companhia das Estrelas;
  • Liberta-me;
  • Entre o Amor e a Paixão.
Fiquem de olho que na próxima hora daremos início a mais uma semana de promoção...

Beijinhos,

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