31 de maio de 2013

Sexta Envenenada: O Prazer mais Sombrio

“Crying in the rain
I'll never let you see
The way my broken heart is hurting me
I've got my pride and I know how to hide
All my sorrow and pain
I'll do my crying in the rain
Nunca deixarei você ver
O quanto meu coração partido está me machucando
Tenho meu orgulho e seu como esconder
Toda minha tristeza e sofrimento.
Chorarei na chuva.
If I wait for stormy skies
You won't know the rain from the tears in my eyes
You'll never know that I still love you so
Only heartaches remain
I'll do my crying in the rain
Se eu esperar céus tempestuosos
Você jamais vai diferenciar se é chuva ou se são lágrimas em meus olhos
Você jamais saberá o quanto ainda te amo
E apenas as mágoas permanecerão
Estarei chorando na chuva
Raindrops falling from heaven
Could never take away my misery
Since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears I hope you'll never see
Pingos de chuva caindo do céu
Não poderia apagar minha dor
Uma vez que não estamos mais juntos
Eu rezo por tempestades para esconder estas lágrimas
Que espero que você nunca veja...
A-Ha
Olá, Envenenados!

Estamos de volta com mais uma Sexta Envenenada, neste dia 31 de maio, último dia para participar da Promoção Fallen Angels – Inveja.
Mas dia também de trazer mais um absinto e poder revelar um pouco de suas características, um pouco de sua história.
Muitos não fazem ideia de como isso não é uma tarefa fácil. Depois que o texto está pronto, dá a impressão de que o que escrevo flui rapidamente. Mas não, não é bem assim.
Cada personagem que é apresentado aqui tem um papel especial, não apenas no texto do qual tem origem, mas também porque ganha minha admiração, meu respeito. Sendo homem ou mulher, os absintos apresentados aqui tornam-se inesquecíveis de alguma maneira.
São homens e mulheres com personalidades marcantes, que dão um toque especial, que me chama a atenção por atitudes, por me cativarem.
Depois que comecei a acompanhar a série da Irmandade da Adaga Negra, ficava ansiosa para que saíssem os próximos volumes, louca para conferir a história dos demais guerreiros. Enquanto aguardava, comecei a procurar outros textos como compensação. Tentando fugir das séries.
Mas caí nas graças de outra série, esta editada pela Harlequin Books. É uma série de livros sobrenaturais também, com guerreiros poderosos também, que combatem inimigos mortais também... mas que me atraiu por uma característica diferente: havia um toque de mitologia grega, então caí dentro.
Estou falando dos Senhores do Mundo Subterrâneo. Não vou falar o que penso sobre a série, até porque não é a primeira vez que falo sobre ela aqui. Mas, antes que me questionem futuramente, não falarei de todos os guerreiros, pois nem todos me apeteceram e, vamos combinar, alguns pares românticos são tão chatos e insuportáveis que ofuscam a força de alguns desses machos.
Já apresentei aqui Maddox - A Noite mais Sombria (http://asenvenenadaspelamaca.blogspot.com.br/2013/01/sexta-envenenada-noite-mais-sombria.html! e Lucien - O Beijo mais Sombrio (http://asenvenenadaspelamaca.blogspot.com.br/2013/04/sexta-envenenada-o-beijo-mais-sombrio.html), respectivamente protagonistas dos dois primeiros romances dessa série, escrita por Gena Showalter. E hoje falarei sobre Reyes que, como seus companheiros, carrega a maldição dos deuses por ter violado a Caixa de Pandora, libertando os demônios que ela abrigava.
Reyes, um dos meus guerreiros prediletos, é guardião do Demônio da Dor, sendo privado de qualquer outro tipo de prazer há milhares de anos. Condenado a uma eternidade de sofrimentos físicos por ter, juntos com seus companheiros, violado a dimOuniak, caixa criada pelos deuses para abrigar todos os males do mundo, enfrentando Pandora, a guerreira escolhida para protegê-la. Ofendidos por terem sido preteridos em favor de uma mulher, 12 guerreiros decidem provar sua capacidade, mas acabam assassinando Pandora e, pior, libertam todos esses espíritos malignos pelo mundo.
Como castigo, cada um deles carregaria um desses espíritos, e Reyes recebeu Dor.
No princípio, Reyes, totalmente incapaz de controlar seu demônio, inflige danos inenarráveis aos mortais. Mas, com o passar dos milênios, assim como seus companheiros, aprende a dominar o mal que carrega. Na tentativa de evitar causar mais danos do que já vinha causando à humanidade, Reyes inflige a si mesmo a dor – este é o preço a se pagar, já que o homem que ainda existe nele não aceita mais praticar tantas atrocidades.
Na atualidade, ele vive em uma fortaleza em Budapeste com alguns dos guerreiros do grupo inicial, procurando manter-se o mais distante possível dos mortais, sempre atento às ações de seus inimigos, os Caçadores.
Mas seu tormento físico não será páreo para os sentimentos que despertam quando ele conhece Danika Ford. Paralelamente, ele terá de enfrentar seu melhor amigo, Aeron – Guardião da Ira – que recebe a estranha incumbência de assassinar Danika e sua família.
Nenhum dos guerreiros entende essa ordem, vinda diretamente de Cronos, que recentemente tomara o poder para si.
Mas Reyes fará de tudo para proteger Danika, que havia sido sequestrada junto com sua irmã, mãe e avó, pelos Senhores do Mundo Subterrâneo no primeiro livro.
Até então ele jamais havia conhecido esse desejo, até então somente dor física era o que lhe trazia prazer: não era raro estar se mutilando enquanto se alimentava, enquanto conversava com seus amigos. Mas agora, ele começava a querer algo diferente, só que este algo era impossível.
Como estar com Danika sem lhe causar dor? Ele precisava estar alerta, no controle de suas ações.
“Esta era uma das razões pelas quais Reyes mandara Danika embora e uma das poucas razões pelas quais não deveria estar lá para resgatá-la. Ela o provocava, a ele e ao demônio, como quem atiça um animal faminto e enjaulado batendo na grade com um graveto.
Se ele deixasse o demônio à vontade, perderia o controle de suas ações. E se ele ferisse Danika? E se sentisse prazer em machucá-la? Será que ele iria triturar todos os ossos dela com um sorriso no rosto? E se ele a matasse, fazendo exatamente aquilo que queria impedir o amigo de fazer ao aprisioná-lo?”
Esse temor – de causar dano, de fazer algo terrível à única mulher que realmente desejara – deveria mantê-lo distante. Certo?
Infelizmente não.
Por sua vez, Danika agora está em constante fuga para manter-se viva. Toda sua vida se transforma depois de uma viagem a Budapeste com sua família para homenagear seu falecido avô. Lá ela conhece os Senhores do Mundo Subterrâneos, pesadelos em forma de homens. E passa a temê-los e a odiá-los, a todos, menos Reyes, que estranhamente a protege, mesmo em seus pesadelos mais terríveis.
“Ele, com quem ela sempre sonhava. Acordada, dormindo, não importava. Ele estava sempre em sua mente, como se lá morasse. Às vezes até espantava as criaturas que habitavam seus pesadelos. Ele as atacava, eles lutavam violentamente e corriam rios de sangue. E depois ele sempre procurava Danika, ferido e cheio de dor. Sem pensar duas vezes, ela tomava-o nos braços. Ele a beijava por inteiro, lentamente, bem lentamente, passando a língua nas partes planas e nas concavidades de seu corpo, lambendo cada vez de um jeito único.”
O que me encanta em Reyes é justamente essa capacidade de forçar-se a manter-se distante da mulher que ama para mantê-la a salvo de si mesmo. Adoro histórias de amores impossíveis. Ele é um bruto, um imortal possuído por um mal inominável, mas que tem sua natureza humana despertada pelo amor por uma mortal. Luta contra seus instintos mais primitivos, pinçando uma pequena fração de algo bom dentro de si.
“Eu ajudei a destruir sua inocência, e nem precisei tocá-la para isso. Que vergonha!
Reyes apoiou o ombro contra o armário.
─ Não fique tão chateada consigo mesma.Talvez você não tenha tido coragem de atacar um homem inconsciente. É uma atitude honrada.
─ Sim, mas você não é um homem.
Não era mesmo. Ele era um demônio, e achava doloroso Lembrar-se disso. Era o bastante para fazê-lo dizer as palavras seguintes.
─ Estou acordado. Tente agora.
─ Vá se ferrar – rebateu ela.
─ Tente.
­ ─ Vá para o inferno.
─ Tente, Danika. Prove a si mesma que pode me derrotar.
Ela o fuzilou com os olhos, raios idênticos que atravessavam a pele e os ossos.
Samuel Trepanier
─ Para você ter a oportunidade de me ferir? Não, obrigada.
─ Não vou me mexer. Juro.
Ela estalou a língua no céu da boca.
─ Você quer que eu o ataque?
Ela parecia não estar acreditando, mas ele percebeu que era exatamente isso que o estimulava. Ele queria que ela pulasse da cama e o atacasse. Ele queria as unhas dela cravadas em sua pele, os dentes afundados em seu pescoço de novo. Ele queria sentir dor. Causada por ela. Só por ela. Ele queria prazer, do único jeito que poderia conseguir. Apesar de saber bem o que isso significava. Ela já havia mesmo perdido a inocência. Que mal poderia haver em levar as coisas um pouco mais adiante?
─ Se não vai me atacar, então me beije – disse ele, já tremendo de tanto desejo. Se não conseguisse sentir a dor que tanto desejava, teria que dar outro jeito. Sentir o gosto dela. Ele duvidava que aquilo fosse satisfazê-lo, mas não se importava.
Ela arfou, mas ele não sabia se era de horror... ou de ansiedade. Então Reyes viu que ela estava com os mamilos intumescidos e entendeu. Era de ansiedade.
Ele sentiu um aperto no peito como se estivessem pressionando barras de ferro sobre ele.
─ Beije-me – disse, falando tão baixo, com tanto desejo, que ele mal ouviu as próprias palavras.
...
Tranquilo, ele percebeu que caminhava na direção dela.
Ela se levantou de um pulo, com pânico nos olhos.
─ Por que está fazendo isso?
Ele parou no meio do quarto para se orientar. Seu peito começara a doer de novo, Dor estava absorvendo tudo, saboreando cada pontada.
─ Preciso saber.
─ O quê? O que você precisa saber?
─ Como é o seu gosto. – Outro passo.
E o que acontece quando você souber? – perguntou ela, irritada.
Samuel Trepanier
Eu paro de ficar imaginando. Paro de sonhar com você todas as noites, paro de pensar em você o dia inteiro. – Outro passo mais para perto. – Acho que você também fica pensando em mim. Acho que você sonha comigo. E você fica com raiva de si mesma por isso. Você me odeia por isso, mas não consegue parar.
Ela balançou a cabeça, seus cabelos iluminados flertando com os ombros, acariciando o pescoço esguio. Ele queria que fosse ele a tocá-la, a excitá-la. Ele queria lhe dar prazer, mesmo que ele próprio não sentisse prazer algum. [...]”
O que sente é um amor dolorido, talvez mais que as dores que lhe causam tanto prazer. Mas fiquem certos de uma coisa, não se trata de uma história que envolve sadomasoquismo, fetiches sexuais bizarros. Não. Trata-se de uma situação que o coloca no limite entre a lealdade com seus pares e o amor pela única mulher capaz de salvá-lo.
Por outro lado, Danika também terá um paradoxo a encarar, pois está entre a forte paixão que sente por um homem que pode ser a sua ruína e o desejo de vingar sua família.
“Danika emaranhou os dedos nos cabelos sedosos de Reyes e apertou forte, arranhando seu couro cabeludo. A língua dele estava quente, com gosto de homem apaixonado. O corpo duro sobre o dela. [...]”
Sabe o que é isso? Uma paixão que tem gosto? Que tem cheiro e temperatura? Tesão puro sangue! Estou apaixonada por essa paixão de Reyes e Danika.
Reyes me conquistou, por sua história, por sua vida atormentada, pela forma com que luta para manter seus amigos a salvo e como a dor de sua alma ameniza a necessidade da dor física.
Ele me cativou também por se apaixonar por uma mulher forte, guerreira a seu modo, sem “não-me-toques”. Danika também mostrará uma força surpreendente nessa história. Apesar de correr sério risco de morte, não será a mocinha indefesa em O Prazer mais Sombrio. Prazer sombriamente quente, intenso, palpitante e incerto!
Fico por aqui, aproveitando um recesso danado de bom, nesta Sexta chuvosa e que pede uma leitura bastante apropriada, cheia de vontades sombrias – agora quero um Reyes para chamar de meu!
Fiquem bem e Carpe Diem!


Em tempo: achei interessante por o vídeo da música que citei aqui. É simplesmente linda!

30 de maio de 2013

Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista


 A resenha de hoje é de um livro que se tornou o 'queridinho' das Envenenadas neste mês...

Aclamado pelo The New York Times, que declarou:

"Um belo romance sobre o poder do destino, de estar apaixonado... Inspirador."

Estamos falando do...



A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 222

Sinopse
Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? 
Mas é exatamente o que acontece com Hadley.
Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. 
Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo.
Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.



O livro é tão delicioso e encantador que a leitura flui fácil e antes que você perceba... acaba tão rápido que é como um bom filme! 

Nem dá para sentir o tempo passar; mas não se engane; não se trata de um livro vazio.

 Apesar da forma leve, engraçada e romântica, a autora conseguiu abordar temas conflituosos que podem acontecer a qualquer um em qualquer idade, mas que ficam muito mais fáceis de lidar em boa companhia, ainda mais quando se tem um amor de verdade por perto, mesmo que esse amor tenha acabado de chegar.

Depois de pegar um trânsito infernal, discutir com a mãe e dizer para ela todos os desaforos não tão raros de serem ditos por uma adolescente de 17 anos, Hadley fica aborrecida e, ao mesmo tempo, aliviada, ao perder, por míseros 4 minutos, o voo que a levaria ao casamento de seu pai. Tudo bem que ela nem queria ir, mas obrigação familiar é obrigação familiar, então...

Oliver, o rapaz inglês que estuda em Yale, por outro lado, parece tranquilo e disposto a passar seu tempo da forma mais agradável possível. Vendo alguém quase de sua idade igualmente sozinha esperando o mesmo voo que ele, usa de seu polido charme britânico para chamar atenção de Hadley de forma que bem antes do meio do caminho ela começa a achar que não conseguiria resistir à viagem sem seu novo companheiro, não se dando conta do quanto sua companhia também é vital.

No desenrolar das conversas mais simples me vi presa ao livro e preciso confessar, apesar de já ter passado da época disso acontecer comigo, aquele friozinho na barriga que aparece junto com um novo amor, as tais borboletas da adolescência, deram as caras em vários trechos do livro...rsrsrs... por favor, não saiam contando isso por aí...

 Uma das frases que me chamou atenção do livro diz: “Uma pessoa contou certa vez que há uma fórmula para o tempo que se leva para esquecer alguém: é metade do tempo que ficaram juntos”... mas quase toda a fórmula que eu conheço acaba por não funcionar, seja por erro de premissa ou aplicação. 

Mas o livro é bem intencionado, é lindo e emocionante!

No final, a gente torce para que eles vivam felizes para sempre... mesmo que o “para sempre” sempre acabe...

Beijos,

Hellen Fiaux

29 de maio de 2013

Papo Envenenado: Os símbolos do casamento - Um ritual para durar

“Quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo,
e quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho.”

“O amor só é amor, se não se dobra a obstáculos e não se curva às vicissitudes… é uma marca eterna… que sofre tempestades sem nunca se abalar.”
William Shakespeare
 

Olá, pessoas!

Vocês conhecem a origem do buquê de noivas? E o uso do vestido branco?
Durante estes últimos dias eu estive procurando um tema para falar no Papo Envenenado de hoje. Mesmo já tendo uma lista elaborada de assuntos, nenhum deles me trouxe inspiração. Daí, ontem me lembrei de um casamento para o qual fui convidada.
Eis que me veio a tão esperada inspiração. Explico a razão.
Não sou o tipo de mulher com fixação por casamentos: quanto menos me convidarem, melhor. Mas compareço a todos para os quais me convidam, a não ser que me encontre impedida mesmo.
O último para o qual cheguei a sair de casa, mas não consegui encontrar o endereço – pasmem, não tínhamos GPS, nem mesmo o deus Google Maps foi capaz de nos orientar, muito menos as criaturas a quem indagávamos – foi o da minha querida afilhada, mas, infelizmente, graças a esse infortúnio e os sintomas de uma dengue arretada não consegui assistir.
Mas um casamento está conseguindo me impressionar, finalmente.
Como já devo ter mencionado, sou professora, e um dos meus alunos veio com um papo, há alguns meses, sobre o casamento de seus pais: “Tia, o meu pai e a minha mãe vão se casar. Eu achava que os meus pais eram casados, mas não. Eles vão se casar e a minha mãe ganhou um anel muito lindo, foi o meu pai que deu!”
Achei muito legal o fato de uma criança de 8 anos estar tão envolvida neste evento, a ponto de compartilhar comigo. Tanto que durante uma reunião contei o fato para sua mãe – mulher fantástica, a quem muito admiro. E ela confirmou, disse que depois de 10 anos de união e dois filhos muito amados, ambos resolveram celebrar com os familiares e amigos.
Fiquei tão feliz por eles, que até me surpreendi comigo mesma. Mais feliz ainda quando recebi o convite para esta celebração. Muito fofo: no lugar onde tradicionalmente se colocam os nomes dos pais dos noivos estão os nomes do casal de filhos.
Uma coisa é você participar de um sonho de dois jovens, muitas vezes inexperientes que estão apostando num futuro, num amor. Outra é poder presenciar a confirmação desse “futuro”, desse amor. Estou muito honrada.
Mas, voltando às questões iniciais, há alguns anos recebi um PPS que falava da origem do buquê de noivas (http://www.slideshare.net/luciano.ob/origem-do-bouquet-da-noiva-no-dia-do-casamento), mas como não tinha referências, não sabia se era embasado em algo real ou não, como a maioria das coisas que as pessoas nos enviam por e-mail ou compartilham em redes sociais.
Então, dei uma vasculhada por aí e vi que não estava longe da verdade. Só que o uso do buquê pelas noivas é muito anterior ao que aparecia no PPS, que afirmava que este item era usado pelas noivas francesas para disfarçar o mal cheiro decorrente da falta de banhos diários.
Vestido da Rainha Victória
Segundo um artigo da revista Mundo Estranho, escrito pela Marina Motomura, as noivas romanas já usavam buquês com ervas aromáticas com o intuito de espantar maus espíritos – a meu ver uma razão muito mais nobre. Mais tarde, no século XIV, as noivas passaram a lançar o buquê para as convidadas (para ajudá-las a tirar o pé da solteirice), ao invés de dar-lhes pedaços de seu vestido, como vinha sendo feito até então. Mas as ervas foram substituídas pelas flores que são símbolos da fertilidade.
Rainha Victória e o Príncipe Albert
O branco dos vestidos também era um hábito que vinha da antiguidade e, obviamente, simbolizava a pureza. Mas houve um tempo em que as noivas começaram a utilizar cores mais intensas, incluindo o vermelho, em seus vestidos, isso mais por modismo que por alguma simbologia. 

Hoje, felizmente, em muitos lugares, as noivas escolhem as cores e modelos de seus vestidos, sem se preocupar com o que a sociedade vai dizer. A virgindade não precisa ser estampada na cor do vestido. E viva a liberdade!
Mas no século XIX o casamento da Rainha Victória influenciou os demais até a atualidade.
Para começo de conversa, a soberana não foi pedida em casamento, mas pediu a mão de Alberto  em outubro de 1839.
Até mesmo a marcha nupcial é herança de Victória, pois foi uma composição que a rainha encomendara ao autor em 1842 e se popularizou ao ser executada no casamento de uma de suas filhas.
As alianças remontam aos antigos egípcios, que consideravam seu uso no dedo anelar esquerdo uma forma de estar diretamente vinculados aos deuses. (http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-a-noiva-usa-branco-e-joga-o-buque-nos-casamentos) 
Rainha Victória
Mas não importa o valor que se dê ao ritual do casamento ocidental, com altos valores, com tanta ostentação, que para muitos é a realização de um sonho, para outros um vínculo eterno, uma maneira de satisfazer alguma necessidade para outros tantos...
Para mim, o que se gasta nisso tudo poderia ser utilizado de outra maneira, mas quem sou eu para administrar a grana alheia? De toda maneira, esse ritual e seus símbolos podem durar mais até mesmo que o amor que os provoca.
O caso aqui é o que se celebra de fato. Eu acredito neste amor que enobrece a união de suas pessoas, não importando como elas pretendam realizar isso, seja numa igreja, num cartório, ou até mesmo sem nada de vínculo civil, mas de corpo e alma. Acredito que algumas pessoas têm a sorte, por falta de tempo e preguiça para procurar uma palavra mais nobre, de viver um momento assim.
Não, eu não desejo isso para mim. Nunca quis festa de 15 anos, tampouco um ritual de casamento, mas aplaudo e desejo que todos que optam por esse caminho encontrem o que procuram, que tenham consciência de que não será nada fácil, mas que juntos possam superar as dificuldades, que tenham fé um no outro, que andem lado a lado,  nunca diante um do outro, que se respeitem acima de tudo. Pois não há relação que dure se o respeito não for a base.
Sobre casamentos... gosto de assistir, não de atuar, mas amo entender os rituais que tanto se repetem, mas que a maioria ignora. Tudo tem uma razão de ser.
Seja lá como for, saúde aos noivos!
Fico por aqui, matando a saudade de poder escrever um bom Papo Envenenado.
 Fiquem bem e Carpe Diem.

28 de maio de 2013

Resenha: Esperando por você da @Novo_Conceito




Esperando por você

Autora:
 Susane Colasanti

Editora:
 Novo Conceito

Páginas:
 336

Ano: 2013

Compre:

 


Sinopse:

É hora de iniciar o segundo ano do Ensino Médio, e Marisa está pronta para um novo começo e para seu primeiro namorado de verdade. 
No entanto, depois do popular Derek convidá-la para sair, as coisas ficam complicadas. 
Além de seus pais se separarem e de Marisa ter uma briga com seu melhor amigo, Derek ? 
O amor da sua vida ? a deixa desapontada. 
As únicas coisas que mantêm Marisa são os podcasts de um DJ anônimo, o qual parece entendê-la totalmente. 
Mas ela não sabe quem ele é... Ou sabe?





'Esperando por Você' é o mais novo livro da autora Susane Colasanti que a Editora Novo Conceito trás para o público brasileiro. 
É mais um romance juvenil onde a menina fica dividida entre dois garotos e logo de início já toma a decisão errada.

Marisa está no segundo ano do Ensino Médio e está ansiosa para arranjar um namorado. É aí que o garoto mais popular da escola, Derek, a chama para sair. Para ela é um sonho se realizando, pois além da possibilidade de ter um namorado, ele pode ser o carinha mais badalado. 
Por outro lado, seu melhor amigo, Nash, é um super nerd que está apaixonado por ela. E em casa, as coisas andam mal. Seus pais acabaram de se separar e ela precisa desesperadamente de Nash para ajudá-la a passar por isso. Pena que eles estejam brigados. 

Ainda bem que o novo programa da rádio tem um DJ que entende seus problemas e o de todos da escola, e afinal, o programa é um sucesso.

Marisa é uma adolescente cheia de expectativas. Como toda garota nessa idade, ela quer um namorado que seja, de preferência, bonito, descolado e popular. É uma boa menina, uma boa filha e uma boa amiga para Sterling e Nash. E ela parece que tirou a sorte grande quando Derek, “o cara” da escola, que tem uma namorada linda, parece estar interessado nela. 
Mas logo de cara é possível perceber que Derek é um cara superficial.

Nash é um fofo. Nerd até o último fio de cabelo é apaixonado por Marisa. Mas quando ele se declara, dá tudo errado. 
Gostei da tática do garoto de seguir em frente, mudar o visual, arrumar uma garota. Achei-o cheio de atitude e logo de cara me conquistou.

E ainda por cima tem o tal DJ, que é o grande mistério. O colégio inteiro ouve o programa e todos fazem especulações a cerca de sua identidade real. O mais incrível é como ele é descontraído e parece entender os problemas de todo mundo. E isso faz com que todos percebam que passam pelos mesmos problemas. Como ele costuma dizer no programa “Você não está sozinho.”. E vai precisar que o livro inteiro se passe para que Marisa descubra quem é o DJ, coisa que o leitor descobre rapidinho.

É isso mesmo, pessoal, Esperando por Você é um livro leve, juvenil e divertido. 
Mesmo os momentos de drama são tratados de forma tranquila por Susane, de maneira a tornar a leitura prazerosa. 
Quem já leu outra obra da autora, sabe o que esperar. 
Tenho certeza que quando você começar a ler não vai parar enquanto não terminar.


27 de maio de 2013

Sessão Pipoca: O Grande Gatsby


Tive o imenso prazer de assistir esse filme nos Estados Unidos antes da estreia no Brasil. Por mais que seja uma vontade boba para alguns, para mim que amo cinema foi um sonho realizado ir ao cinema em outro país, já havia tentado uma vez em em NY e outra em Buenos Aires mas acabei não indo. Por esse motivo quando vi ainda que o filme "Great Gatsby" do famoso livro de Scott Fitzgerald estava passando lá fiquei ainda mais feliz.




Título original: The Great Gatsby
Título no Brasil: O Grande Gatsby
Baseado no livro de Scott Fitzgerald
Direção: Baz Luhrmann
Elenco: Leonardo Di Caprio, Tobey Maguire, Calley Mulliganr
País:
 Austrália / EUA

Idioma: inglês
Ano de produção:
2012
Ano de Lançamento:
2013
Censura:
12 anos
Duração:
2 h 22 min
         






Com pipoca em mãos e aquele copo gigantesco me deixei levar pela primeira vez em uma sala americana sem legendas e foi maravilhoso. Como se não bastasse a alegria do momento o filme é maravilhoso. Uma pena que não tenha lido o livro, que já estou em mente comprar essa semana. Já que ao meu ver; filme que se ama tem que se ter a cópia dele em casa e do livro em que foi baseado (se foi baseado em algum).





Ambientado na NY dos anos 30, Gatsby é sobre a história do investidor da bolsa de valores Nick Carraway (Tobey Maguire com aquela eterna cara de bobo que tinha em Homem-aranha!) cuja fascinação por seu vizinho milionário Jay Gatsby (Leonardo di Caprio, lindo e bom ator como sempre) o faz ser convidado para uma festa na casa dele.


Antes disso veremos que ele é um rapaz sozinho, sem namorada e que gosta muito da prima Daisy (Carey Mulligan, ótima no papel principal) que se casou com seu melhor amigo dos tempos de faculdade Tom Buchanan (Joel Edgerton), ele um jogador de pólo endinheirado que pouco liga para a esposa e tem muitas amantes. Nick vive entre ver o que Tom apronta e guardar segredo para prima, e se sentir culpado por acompanhá-lo nas traições o que faz com que isso seja mais uma desculpa para as inúmeras bebedeiras que se mete.

Ao visitar a imensa casa de Gatsby na festa na qual foi convidado, Nick vai se deparar com um mundo que desconhece, cheio de luxo, interesses e de muita bebida, o que vai fazer com que ele beba sempre além da conta.

Para todos Gatsby é um mistério, alguns nunca viram seu rosto e inventam várias histórias para justificarem da onde vem o dinheiro dele. O que Nick vai descobrir logo é que o interesse de Gatsby em ter sua amizade é exclusivamente para se aproximar de sua prima Daisy, com quem viveu um lindo romance 5 anos antes de ela casar com Tom e no qual a guerra os separou.



Com um cenário lindíssimo, um luxo nas roupas e uma direção divina, Gatsby é um prato cheio para qualquer público, as atuações combinam e as apaixonadas vão suspirar pelo personagem de Di Caprio e vão querer um homem assim em suas vidas.

As falas, as atitudes... tudo beira o romance que qualquer um gostaria para suas vidas mas que as vezes o destino cisma em separar.

Gatsby é um cinco estrelas com louvor, não por acaso tive vontade de bater palmas quando o filme terminou...mas acho que americanos não fazem isso, então só vibrei por dentro e estava louca para contar a vocês o que achei.
Corram para o cinema pessoal ;) 



26 de maio de 2013

Promoção 1 livro por semana! Novos livros para você!!

Boa noite envenenados,

Preparados para mais uma semana de promoções aqui no blog?

Nossa promo fez tanto sucesso que agora resolvemos dar mais livros para vocês...

Para continuar com a comemoração pelos 3000 seguidores vamos dar inicio a mais 8 semanas recheadas de livros!!!

Ficou feliz aí??

Olhe os livros e babe...



Lembrando que...

Esta é uma promo para quem é seguidor e que está sempre por aqui comentando nossos posts.

Os livros que escolhemos como prêmios são todos especiais e muito lindos. São eles:

  • Qual seu número? - Novo Conceito
  • O que você quiser - Editora Planeta
  • A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Galera Record
  • Simplesmente Ana - Novo Conceito
  • Coração de Bilionário - Quinta Essência
  • Lua de Mel - Arqueiro
  • O livro da Loucura e das Curas - Novo Conceito
  • O Momento Mágico - Novo Conceito
Quanto livro maravilhosooooo...

Para participar é fácil...

Você precisa comentar em TODAS as postagens da semana (de domingo a sábado) e caprichar... compartilhe conosco sua opinião!

Todo sábado, sortearemos via Random.org um comentarista entre todos aqueles que deixarem aqui nesta postagem um comentário tipo "Estou participando!", seu nome e nome de seguidor do blog!! .

O resultado será divulgado depois das 18 horas!

 Então, os comentários que entrarem até as 17 horas serão considerados válidos!!

O ganhador poderá escolher seu livro!!

Para validar sua participação, você deve seguir o blog e ter endereço de entrega do prêmio no Brasil.

Aproveite e siga nossa página no Face clicando aqui!!

Contamos com sua participação e boa sorte!!

Beijocas,



25 de maio de 2013

Resultado Promoção 1 livro por semana - Semana #8


Boa noite envenenados,

Nossa SUPER promoção de um livro por semana chegou ao fim, preparados para saber quem foi o ultimo leitor sortudo que levará para casa um exemplar do livro Esperando por Você da autora Susane Colasanti...

Obrigada por participarem, foram 8 semana com comentários MARAVILHOSOS.
Esperamos que vocês continuem participando do blog que logo traremos mais promoções! 

E quem ganhou na semana #8 e comentou em todos os nossos posts foi...

Andrey Dozinete

Parabéns!!!

Aguardaremos seu e-mail de contato com o nome do livro que quer ganhar e com seu endereço completo!!!

blogdasenvenenadas@hotmail.com

Beijocas,

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