30 de novembro de 2012

Resenha: 'A Ascensão dos Nove' da @Intrinseca


Terceiro volume da série que inspirou o filme 'Eu sou o número quatro', 
produzido por Steven Spielberg e Michael Bay.



A ASCENSÃO DOS NOVE
Pittacus Lore

Série Os Legados de Lorien (Livro 3)

Editora: Intrínseca
Tradução: Débora Isidoro   
ISBN: 978-85-8057-262-9
Páginas: 288 


Sinopse

          Antes de encontrar John Smith, o Número Quatro, Número Seis estava sozinha, lutando e se escondendo para continuar viva. Juntos, eles eram bastante poderosos. Mas precisaram se separar para localizar os demais lorienos sobreviventes.
          Seis foi até a Espanha em busca da Número Sete e encontrou mais do que esperava: um décimo membro da Garde, que conseguiu escapar de Lorien. Ella é mais jovem que os outros, mas igualmente corajosa. Juntas, elas partem em uma jornada pela Índia, movidas por boatos que talvez as levem a outro Garde.
         Ao mesmo tempo, Quatro e Nove ainda se recuperam da fuga da caverna dos mogadorianos, em West Virginia, e travam uma briga particular: John se culpa por ter abandonado seu melhor amigo, o humano Sam Goode, e Nove menospreza a lealdade de John e o acusa de não se dedicar ao que deveria ser o principal propósito deles: destruir Setrákus Ra e vencer a guerra contra os mogs.

Eu sou o Número Quatro, o primeiro livro da série, inspirou o filme homônimo lançado em 2011 pela DreamWorks.


• Três personagem se alternam na narrativa dos capítulos. Além de John Smith (Quatro) e Marina (Sete), agora somos apresentados à perspectiva de Seis.


“Incrivelmente instigante.”
Booklist
“Com muita ação.”
Publishers Weekly

Clique para ler as resenhas dos outros livros da série:




Meu Deus... o que foi esta leitura desenfreada e cheia de ação???


Não deu para largar o livro gente...

Eu já estava com uma expectativa enorme depois de "O poder dos seis' e não via a hora de colocar as 'garras' neste livros. Assim que ele chegou por aqui, me dediquei a leitura e não me decepcionei! 

Aliás... gostei mais dele do que do segundo livro da série.

O livro é narrado por três queridos personagens e a cada capítulo iniciado a fonte muda e com ela a narrativa deliciosa de cada um membro da Garde: o Quatro, a Seis e a Sete (Marina).

O livro retoma a aventura do livro 2 com Quatro e Nove nos EUA. Quatro sofre por ter abandonado Sam no tal esconderijo Mogadoriano e espera o retorno de Seis para juntos irem atrás do amigo. Mas agora, John não está mais sozinho, ele tem Nove como companheiro de aventura e luta desesperadamente para sobreviver depois de enfrentar o malvado Setrákus Ra, o líder dos Mogadorianos. Ele também precisa sobreviver ao modo arrogante a afetado de ser de Nove que rouba a cena várias vezes durante a narrativa de John, mas que as vezes é um mala sem alça!! rs

Seis, que também narra a história, obteve sucesso na Espanha e encontrou não só a número Sete como também a número Dez que ninguém sabia que existia. Aos invés de voltar para os EUA e encontrar John como tinha planejado, acaba embarcado em uma nova aventura (E que aventura!!!!!) em busca de mais um membro da Garde. Agora Seis, Sete (Marina), Dez (Ella) e seu cêpan Crayton vão para Índia seguindo  pistas que os levem à mais um membro da Garde, o número Oito.

Devo confessar que o número Oito me surpreendeu e que adorei o encontro dele com as meninas. 

Durante todo o livro, percebemos como cada um vai amadurecendo nessa luta insana contra seus inimigos mortais e como os Legados vão evoluindo a medida que cada um necessita, para enfrentar e sobreviver em todas as lutas de ação que lemos.

Você pode morrer me dizendo que John, o numero Quatro, é o personagem principal  desta história toda criada por Pittacus Lore, mas vou discordar de você afirmando que a Seis é quem rouba a cena e que leva a aventura a um alto nível de qualidade e suspense!! 

Neste livro muitos fatos são revelados! Acabamos descobrindo muitas informações da história de Lorien e percebemos como cada um é importante na luta contra Setrákus Ra. Falando nisso, o líder dos Mogadorianos é mau de verdade e assustador!

 As cenas onde ele aparece com toda sua pompa e arrogância é irritante e angustiante... muito sangue rola, gente!

A notícia boa é que o livro, para mim, é o melhor dos três até agora e termina de um jeito maravilhoso deixando nossa curiosidade à mil!

Leia e se delicie com esta série!! Vale à pena!!

Beijos,


Sexta Envenenada: Amante Revelado

Assim que o amor entrou no meio, o meio virou amor
O fogo se derreteu, o gelo se incendiou
E a brisa que era um tufão
Depois que o mar derramou, depois que a casa caiu
O vento da paz soprou.
Romeu e Julieta - Los Hermanos

"E" e "Se": duas palavras simples e inofensivas como qualquer palavra.
Mas quando juntas "e se..." podem causar estragos inimagináveis."
Cartas para Julieta

“Ah, ela ensina as tochas a brilhar! Parece estar suspensa na face da noite, tal qual jóia rara na orelha de uma etílope; beleza incalculável, cara demais para ser usada, por demais preciosa para uso terreno!” – Romeu definindo Julieta a primeira vez que a viu.
“Meu coração amou antes de agora? Essa visão rejeita tal pensamento, pois nunca tinha eu visto a verdadeira beleza antes dessa noite.” – Romeu
"Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio."
William Shakespeare
Romeu e Julieta de Franco Zefirelli - 1968
“O Reverendo sorriu de maneira que apenas as pontas das presas ficaram à mostra.
─ Diga-me uma coisa, como é que um humano conseguiu se tornar tão íntimo da Irmandade?
Butch inclinou o copo em deferência.
─ Às vezes, o destino nos leva por caminhos realmente inacreditáveis. (...)”
Olá Envenenados! 

Assim, começamos mais uma sexta, mais um dia muito esperado - esta é ainda mais especial, por ser 30 de novembro! Uhu! Fim de ano chegando e a primeira parcela do não imaginário, porém fantástico, 13º salário!
Uau! Quantos livros eu compraria, se não tivesse tantas coisas para fazer com esse milagre natalino?
Mas, como compensação, aqui estou novamente para entrar no “testosterônico” mundo da Irmandade da Adaga Negra, dando continuidade aos livros da série de J.R. Ward, no intuito de abrandar a angústia que é aguardar o próximo volume.
Desta vez não falarei de um dos Irmãos, mas de “apenas um humano”, que revelou-se tão importante quanto todos os outros protagonistas, outro “cabra-macho-pra-daná”. 
O absinto da vez é o “Tira” mais delicioso que poderíamos encontrar em Caldwell: Brian “Butch” Bonzão Doutor O´Neal.

(Justice Joslin)
Butch é um desses personagens que surpreendentemente vão ganhando tanto espaço, talvez pela sua história de vida e personalidade extremamente marcante que acabou, por acaso ou propositalmente, ganhando, não um capítulo, mas um volume inteiro para si.
Em Amante Revelado (Lover Revelead), uma das melhores capas brasileiras (na minha humilde e chata opinião), editado também pela Universo dos Livros em 2010, Butch tem sua história contada.
Mas sua primeira aparição foi em Amante Sombrio, primeiro livro da série, onde entra em cena tomando totalmente a atenção (pelo menos a minha).
“Butch O’Neal parou diante dela, silenciando o outro policial com um olhar duro.
─ Ora, se não é uma surpresa...
Beth deu um passo para trás. Bonzão era um homem e tanto. Alto, forte, voz grave, cheio de atitude. Supunha que muitas mulheres se sentiriam atraídas por ele, porque não podia negar que, embora rude, tinha um grande charme. Mas com Beth isso não funcionava.”
O que parecia ser apenas uma participação, foi crescendo e tomando conta de grande parte, não apenas de Amante Sombrio, mas também dos outros dois livros que se seguiram até tornar-se o quarto livro da Irmandade. Claro, a autora tinha seus planos, como vamos descobrindo com o passar do tempo, mas para quem lê a Irmandade sem sair por aí catando maiores informações como qualquer pessoa que se torna fã, Butch seria apenas o tira que se aborrece facilmente, que acaba sendo afastado por uso inadequado da força e ficaria por isso mesmo.
Mas esse detetive da divisão de homicídios e fã roxo dos Red Sox assumirá um papel fundamental nessa série. Mas até descobrir seu lugar no mundo, Butch viverá seu inferno pessoal.
Lançado num mundo totalmente desconhecido e paralelo ao seu, ele se vê cercado por vampiros, quem diria, e por isso mesmo não poderá regressar ao seu mundo “original”; não sem lesões.
Já em Amante Sombrio, na tentativa de salvar a vida de Beth, ele acaba sendo obrigado a entregá-la nas mãos do “traficante de drogas” a quem havia tentado prender.
“Wrath olhou o monitor de vídeo instalado na parede. Quando viu Beth nos braços do policial, ficou sem fôlego. Abriu, de repente, a porta e segurou seu corpo quando o homem entrou apressadamente.
Aconteceu, pensou. Sua transição havia começado. Notou como o policial tremia de ira quando o corpo de Beth mudou de braços.
─ Maldito filho da mãe. Como pôde lhe fazer isso?
Wrath não se deu ao trabalho de responder. [...]
─ Ninguém mata o humano a não ser eu – ladrou. – E ele não sairá desta casa até que eu volte. [...]
Butch observou o traficante de drogas desaparecer com Beth. Viu-lhe a cabeça pendente chacoalhar enquanto o homem se afastava com ela a toda pressa, seu cabelo sedoso agitando-se como uma bandeira atrás deles.
Durante um momento, ficou completamente sem ação, apanhado entre a necessidade de gritar ou chorar.
Que desperdício. Que horrível desperdício.
Depois, escutou que a porta se fechava atrás dele. E se deu conta de que estava rodeado pelos cinco dos filhos-da-mãe mais perversos e enormes que já vira na vida.
Uma mão aterrissou em seu ombro com o peso de uma bigorna.
─ Gostaria de ficar para jantar?
Butch ergueu a vista. O sujeito usava um gorro de beisebol e tinha uma espécie de marca... o que era aquilo, uma tatuagem no rosto?
─ Você gostaria de ser o jantar? – disse outro, que mais parecia um modelo.
A ira invadiu de novo o detetive, retesando seus músculos, dilatando seus ossos.
Então, os meninos querem brincar?, pensou. Bem. Vamos dançar.
Para mostrar que não estava com medo, olhou para cada um deles diretamente nos olhos. Primeiro, os dois que tinha lhe falado; depois, um relativamente normal, parado atrás deles e a outro com uma exuberante juba, o tipo de coisa pela qual as mulheres pagariam centenas de dólares em qualquer salão de beleza chique.
E, depois, o último cara.
Butch observou atentamente seu rosto cheio de cicatrizes. Uns olhos negros o encaravam de volta.
Era melhor tomar muito cuidado com aquele cara ali, pensou.
Com um movimento brusco, livrou-se da mão no ombro.
─ Digam-me uma coisa, rapazes – pronunciou lentamente as palavras – usam todo esse couro para se excitar mutuamente? Quero dizer, vocês todos curtem um macho?
Butch foi atirado com tanta força contra a parede que seus ossos rangeram.
O modelo aproximou seu rosto perfeito do detetive.
─ Se você, vigiava essa sua boca grande.
─ Para que me incomodar, se você já está de olho nela? E agora, vai me beijar? [...]”

Daí pra frente, só ação, provocação e muita testosterona. Mas com essa estréia fenomenal, e essa entrada radiante, nosso homem de hoje, ganha definitivamente seu espaço no coração da Irmandade.
Com um senso de humor ácido, um passado que está sempre presente em sua vida, Butch é um lutador nato. Mas o que ele menos esperava nesta noite, seria conhecer a mulher que iria mexer com tudo de mais profundo, que talvez mesmo ele desconhecesse a existência.

(Amber Heard)
Depois do encontro “amoroso” com os Irmãos, ele conhece Marissa. Mas em Amante Sombrio, é sua relação com Vishous que mais me chama a atenção.
(David Gandy)
“O Sr. Normal avançou e ofereceu-lhe uma garrafa de uísque escocês.
─ Está parecendo que um pouco disso lhe cairia bem.
Não diga?
Butch tomou um gole.
─ Obrigado.
─ Já podemos matá-lo? – disse o de cavanhaque e gorro de beisebol.
Wrath falou com voz severa.
─ Cai fora, V.
─ Por quê? É só um humano.
─ E minha companheira é meio humana. Esse homem não morrerá somente por não ser um de nós.
─ Quem te viu, quem te vê...
─ E você terá de se modernizar, Irmão.
Butch ficou de pé. Se fosse haver um debate sobre sua morte, queria participar também.
─ Aprecio sua defesa – disse a Wrath – mas não preciso dela.
Dirigiu-se até onde estava o cara do gorro, agarrando com força o gargalo da garrafa se por acaso tivesse de quebrá-la na cabeça de um deles. Aproximou-se tanto do sujeito que seus narizes quase se tocaram.
─ Eu adorarei me entender contigo, palhaço – disse Butch – É muito provável que acabe perdendo, mas brigo sujo, então, farei com que sofra enquanto me mata – então, ergueu a vista para o gorro – Embora deteste encher de porrada um outro fã do Red Sox.
Uma gargalhada soou atrás dele. Alguém disse:
─ Isso vai ser divertido. [...]”
De fato, mesmo com todos os seus problemas – que além de muitos, são gigantescos – Butch é o cara que consegue suavizar um pouco a história. Encanta a nós e aos Irmãos, pela lealdade e pela coragem e seu senso de humor. Um amigo, um Irmão, um companheiro como muitos de nós gostaríamos de ter em nossas vidas.
Ele também tem uma boa participação em Amante Eterno e Amante Desperto, onde começamos a compartilhar suas angústias.
Contudo, é em Amante Revelado que sua vida será redefinida.
Sua história com Marissa, uma aristocrata da glymera, uma espécie de mundo nobre da raça vampira, parece impossível, e o amor de ambos passará por altos e baixos, por entregas e separações.
No mundo criado por Warden, nada é certo, além do instinto de sobrevivência, o amor intenso, os sacrifícios. Mas mesmo os amores mais duradouros podem ter um final inesperado.
Confesso que admiro Marissa, embora não seja a minha shellan favorita. Ela teve sua cota de sofrimento por longos séculos. Sequer imaginava que poderia despertar o interesse de um macho, principalmente por ser a companheira oficial do Rei Cego. Mas em Butch ela vê a possibilidade de resgatar sua própria vida e descobrir que pode ser feliz.
Mas poderão um homem, “um simples humano”, e uma vampira da alta sociedade viver essa história pouco provável?
São quase 500 páginas de muita emoção, tesão, sexo quente e delicioso e muitas, muitas incertezas. Amante Revelado pelo próprio título já mostra o que é. Talvez, nem as profecias mais antigas poderiam prever uma história de renúncia e amor tão linda. 
Butch, eu te amo! E amo todos vocês, sempre presentes por aqui!
Há tanto para se falar desse cabra, de seus Irmãos e suas aventuras, mas não dá. Por isso, espero que aproveitem a oportunidade e façam uma visita a Caldwell, nas sombras da noite, onde essa e outras histórias se desenrolam.
Deixo um cheiro, meu desejos de que tenham uma sexta esplêndida e um ótimo final de semana.
Beijos e Carpe Diem!
Tania Lima

29 de novembro de 2012

Resenha: Viva para contar

Viva para contar
Autora: Lisa Gardner
ISBN: 9788581630168
Editora: NOVO CONCEITO 
Ano: 2012
Número de páginas: 479













Sinopse:

Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo. Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa. Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, autora best-seller do The New York Times, a vida dessa três mulheres se desdobra e se conecta de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós. 



Lisa Gardner era um nome que eu nunca tinha ouvido falar. Azar o meu. No momento que li a sinopse, fiquei completamente interessada em Viva para Contar, que a Novo Conceito lançou por aqui. Poucas vezes entendi tão bem o sentido de precisar ter um estômago forte para ler algo. 
Viva para contar relata a vida de três mulheres, que apesar de inicialmente não ter nada em comum, terão suas vidas entrelaçadas pela tragédia. D. D. Warren é um investigadora policial, cujo atual caso é sobre a morte de uma família inteira e o principal suspeito é o pai. Danielle Burton é um enfeira, que há anos trabalha na ala psiquiátrica de um hospital infantil. Victoria Oliver é uma mãe separada e totalmente dedicada ao filho. 

De todas, a história pessoal que mais me choca, assusta e me causa desconforto é a de Victoria. A primeira aparição dela no livro é assustadora, para dizer o mínimo. Foi tão forte o impacto que tive que parar, respirar fundo e reler o capítulo inteiro, na esperança de que eu tivesse entendido algo errado.  

Danielle, por sua vez, também carrega seu próprio fardo. Aos nove anos de idade, viu o pai matar toda a sua família e depois se matar, poupando apenas ela. Mesmo tendo se passado longos vinte e cinco anos, ela ainda tem dificuldades em superar o crime e por conta disso, se entrega completamente ao trabalho com as crianças.  

D. D. é uma mulher que se dedica cem por cento ao trabalho na polícia, e ela ama o que faz. Entretanto, a idade e a falta de uma família começam a pesar, principalmente depois que ela encontra um ex-caso, agora casado e com uma filha pequena. Parece que falta algo em sua vida. 

O assassinato das famílias Harrington e Laraquetti acaba jogando a ala pediátrica onde Danielle trabalho no centro das investigações, e com isso, arrasta as três mulheres para essa história. É claro para todos os envolvidos que algo muito ruim voltará a acontecer, e também é responsabilidade das envolvidas impedir que isso aconteça. 

A personagem mais fraca da história talvez seja D. D., apesar de gostar bastante dela. Danielle, quando deixa que toda sua história de vida apareça, choca com seus relatos. E Victoria, acho eu que foi quem mais perdeu. Suas escolhas, apesar de terem as melhores intenções, foram completamente equivocadas, e ela é responsável por seu próprio sofrimento. 

Apesar do tema pesado e dos questionamentos que ele trás com ele, Lisa sabe perfeitamente conduzir a história de forma a prender o leitor. E inclusive, por mais estranho que nos pareça, deixa com um gostinho de quero mais. Se você ainda não conhece o livro e tem estômago para uma leitura desconfortável, comece a ler já.


28 de novembro de 2012

Doce Veneno #9: Interpretação de Texto, fundamental na vida.



Olá, envenenados!

Depois de duas semanas de abstinência da coluna por motivos diversos e da invasão deliciosa da Math na última semana, estamos de volta. Sem mais recessos forçados, sem mais problemas. Na verdade, tenho várias coisas a abordar com vocês, mas a regra é um tema por semana. Assim, vou conter minha língua – ou  no caso, meus dedos – e vou falar apenas de uma coisa hoje. Espero que vocês gostem do veneno da nossa coluna hoje e divirtam-se. ;)



Doce Veneno: Interpretação de Texto, fundamental na vida.

Nas últimas semanas, os leitores da série Irmandade da Adaga Negra tiveram momentos de alegria e tristeza em questão de minutos. Primeiro, a alegria: souberam que o livro de Tohr finalmente tinha sido comprado e, portanto, seria lançado em breve no Brasil – apesar de querer, não vou comentar sobre esse fato. Logo em seguida veio o momento de tristeza e pânico: o título seria “Amante Renascida”. Sim, no feminino!!!

Para quem não conhece a história, um breve resumo: a série conta a história do clã de guerreiros vampiros que lutam contra redutores para manter sua espécie segura ao mesmo tempo em que mantem os humanos seguros. Cada livro conta a história de um dos irmãos, um dos guerreiros, com a única exceção de Payne, que também é uma guerreira e cujo título do livro também causou tumulto.

Esse é o livro do Tohr. Para os fãs, é um dos livros mais aguardados da série e personagem que tem grande carisma junto aos leitores. E, justamente nesse livro, a editora decidiu “cagar no pau” – desculpem o termo – e do nada tacar um gênero feminino na história. Foi o suficiente para que os fãs surtassem, e com razão. A desculpa da editora é que a equipe conversou com o editor americano e eles julgaram que essa seria a tradução mais correta para o título do livro de acordo com a história. Uhum... Tá bom então. Até a autora já declarou que o livro é sobre o Tohr ¬¬

Quer a minha opinião? Eu penso que esse título no feminino é um erro de interpretação. O que me lembra das aulas de português da Tia Teteca no Fundamental. Para você ler e escrever decentemente, antes de tudo, é preciso saber interpretar um texto. Quando se trata de uma série então, isso se torna essencial. Qualquer pessoa que tenha lido a série desde Amante Sombrio com o mínimo de atenção entende que o livro é SEMPRE do guerreiro. Não importa se o seu par tenha grande destaque, se também seja parte essencial na história ou qualquer outra coisa. A história gira em torno dos irmãos. Portanto, no livro do Tohrment, ele é o guerreiro, é por causa dele que existe o livro. Sua amada No’One renasce? Sim, isso a gente já sabe. É dela que se trata o livro? Óbvio que não! Tohr renasce? CLARO!!! Ele renasce como guerreiro, como irmão, e principalmente, renasce para o amor. É esse o renascimento principal da história, e é por isso que os fãs ficaram loucos quando viram o que ia ser feito.

Não é a primeira vez que isso acontece, gente. Quem não lembra a briga que foi para que “Amante Libertada” tivesse esse título? E ainda assim, não foi um título que tivesse ampla aprovação do público... Mas ainda assim, para um título que ia ser Amante Libertado, no masculino, porque eles “achavam” que a história se focava no Manny, já foi um grande avanço.

É por isso que custo a acreditar nessa versão da interpretação. Sim, porque se eu for acreditar nisso, o mínimo que pensarei é que a equipe editorial da editora que publica os livros no Brasil deve ser péssima em interpretação de texto, certo? E se assim for, como raios essa gente passou no vestibular? Como saiu da graduação? Como – mais grave ainda – trabalha numa editora?? Assim, me sinto mais confortável ficando com a teoria do descaso mesmo.

Foi preciso que quase uma campanha acontecesse para que a editora mudasse os títulos em questão, sempre se utilizando do argumento de ouvir o público e levar em conta a opinião do leitor. Aham, senta lá Cláudia. A gente nem sabe que o risco do boicote que os fãs sempre ameaçam promove verdadeiros milagres, né?!

Vale lembrar que a mesma Editora, ainda esse ano, quase lançou uma capa ao estilo “50 Tons de Cinza” para o livro de contos sobrenaturais, e que por acaso tem uma capa linda e que cai como uma luva para o mesmo. Outra bola fora que a editora evitou ao dizer que “ouvia o público”. #shameonyou

O que eu queria com essa coluna de hoje era fazer vocês pensarem um pouco. Claro que a Editora tem seus méritos. Vamos ser honestos: Os livros da série saem com velocidade total, obviamente porque vendem bem. Mas por outro lado, já não dá mais para contar apenas com os dedos de uma mão os vacilos. E aí, galera... Tá na hora de valorizar o nosso passe, vocês não acham? Vale lembrar que somos nós, leitores, consumidores e fãs quem de fato fazem diferença. Se uma editora não se importa conosco, quem perde é ela. É isso que temos que ter em mente antes de aceitar qualquer migalha como se fosse banquete. ;)

É isso, aguardo os comentários de vocês!! Bom resto de semana para vocês, e a gente sê semana que vem! \o/


27 de novembro de 2012

Resenha: Romeu Imortal

Romeu Imortal

Autora: Stacey Jay
ISBN:9788581630052
Editora: NOVO CONCEITO 
Ano: 2012
Número de páginas: 320











Sinopse:

Amaldiçoado a viver por toda a eternidade em seu espectro, Romeu, conhecido por seus modos rudes e assassinos, recebe uma chance de se redimir viajando de volta no tempo para salvar a vida de Ariel Dragland. Sem saber, Ariel é importante para os dois lados, os Mercenários e os Embaixadores, e tem o destino do mundo nas mãos. Romeu deve ganhar seu coração e fazê-la acreditar no amor, levando-a contra seu potencial obscuro antes de ser descoberto pelos Mercenários. Enquanto sua sedução se inicia como outra mentira, logo ela se torna sua única verdade. Romeu jura proteger Ariel de todo o mal, e fazer qualquer coisa que for preciso para ganhar seu coração e sua alma. Mas quando Ariel se decepciona com ele, ela fica vulnerável à manipulação dos Mercenários, e sua escuridão interna poderá separá-los para sempre.



Romeu  Imortal é a aguardada continuação do livro Julieta Imortal, numa releitura sobrenatural do clássico de William Shakespeare. Antes de tudo, é bom deixar claro que aqui não há espaço para comparações com o original. Romeu e Julieta, de Shakespeare, é um clássico da literatura mundial, e acima de tudo, uma história que emociona há gerações tão distantes que fica difícil contar. 

Eu, como fã assumida do bardo inglês, li a história de Stacy Jay com total distanciamento da sua inspiração. E, em minha opinião, é assim que tem que ser visto. Stacy se inspirou, as semelhanças estão apenas nos nomes e no pano de fundo – que é a história que conhecemos. O resto é invenção da sua cabeça; é uma história que ela criou e achou que encaixava bem. Dito isto, vamos ao livro.

Romeu é um cara muito charmoso, quanto a isso não há dúvidas. Seja no corpo de Romeu, seja no corpo de Dylan, fato é que ele é sempre bonito e incrivelmente sedutor. Faz parte do seu papel de mercenário ser assim para seduzir suas vítimas. O problema é que nessa nova fase de sua vida, depois de ter salvado Julieta de um destino que ele julgava ser demais para ela, ele recebe uma chance dos embaixadores. Será que Romeu deixará os Mercenários para fazer campanha pela paz? E será que as intenções da Enfermeira são realmente tão boas quanto parece? E Julieta, o que aconteceu com ela e com seu amado Ben? Ariel morreu, ou será que ela recebe nova chance? Essas são as perguntas que Jay deixou em aberto para serem respondidas nesse livro. E acreditem, ela responde todas. 

Romeu tem três dias para fazer Ariel se apaixonar verdadeiramente por ele. Ele tem que fazê-la se sentir a garota mais amada, mais cuidada e apaixonada. Trabalho fácil para quem sempre foi conquistador, e para quem no passado, trocou de “amor da sua vida” em menos de 24 horas. Fazer Ariel se apaixonar parece missão fácil, a surpresa é que Romeu parece cair em sua própria armadilha. 

Tem uma coisa que achei péssima nesse livro: Julieta. A garota cheia de espírito guerreiro e corajosa que vimos no primeiro livro, se torna uma garota frágil, chata e cansativa – mesmo aparecendo pouco. Além disso, a ligação entre Enfermeira e Frei Lourenço achei um exagero na boa vontade. Para finalizar as partes negativas, o final, especificamente a relação de Rosalinda com a história, é de um despropósito desnecessário. Achei bem forçado. 

Por outro lado, a relação entre Ariel e Romeu é legal. Fofinha demais, talvez, mas ainda assim bem legal. Acho interessante ver como Ariel cresce ao lado de Romeu, como ela questiona seus demônios e principalmente, acho engraçado ver Romeu tentando seduzi-la logo no início. E, obviamente, como esperado, o final é romanticamente feliz... Sem surpresa alguma, mas nem sempre precisamos de um final surpreendente. Para quem não gosta do final trágico do clássico, eis aqui uma boa opção. 

Se você leu o primeiro, leia a continuação. Aposto que você vai gostar mias desse livro que do primeiro. Se você ainda não leu Julieta Imortal, leia já com a continuação nas mãos, rs. E se você é fã da história original – que há vários estudos que apontam para uma obra inspirada em um conto anterior inclusive a Tristão e Isolda – , leia mantendo a mente afastada da história que você conhece. Os nomes aqui são simples alegorias que utilizam de trechos da história para que seja mais chamativa.  


Beijos,




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