31 de agosto de 2012

Sexta Envenenada: The Story of Son


Olá pessoal!



Demorei, mas cheguei!

Estava procurando um personagem diferente para esta Sexta Envenenada e estava louca para escrever algo sobre a J.R. Ward, mas não queria entrar logo com os Irmãos, até porque acho que a maioria já conhece os meninos. Claro que falarei de todos eles, mas em outro momento, também pensei em falar sobre Fallen Angels, mas resolvi inaugurar a seção Ward com um macho não tão divulgado dessa diva dos romances sobrenaturais.


Assim, nosso absinto dessa 6ª Sexta Envenenada é Michael.
A grande maioria dos romances normalmente nos apresenta a seguinte realidade: a mulher como o ser que carece de cuidados, que precisa ser salva de algo ou de alguém. Encontramos uma lista enorme de textos em que somos apresentadas como frágeis, complicadas, carentes, desamparadas; vivendo situações em que precisamos de um salvador, e, quando tudo parece estar perdido, eis que surge o príncipe encantado e somos salvas de todas as nossas vidas infelizes.
O herói que trago hoje, é alguém que para salvar a mocinha, deverá ser salvo antes de tudo. Assim, diferente dos homens que conhecemos no mundo do romance literário, em quase sua totalidade, Michael aparece como uma “Bela Fera” em A História de Filho (The Story of Son), ainda não editado por aqui, de autoria da nossa querida J.R. Ward, autora da Irmandade da Adaga Negra.
Como os Irmãos, Michael é um vampiro, diga-se de passagem, maravilhoso. E, também como cada um dos Irmãos, tem uma história de muito sofrimento em sua vida; a diferença é que toda sua vida foi determinada e devastada por sua própria mãe.
A História de Filho é um dos contos que faz parte da Antologia Morte ao Anoitecer (Dead After Dark Anthology) de 2008, portanto contemporâneo aos livros da IAN.
Esta é mais uma prova da qualidade dos textos de Ward, pois traz personagens fortes e um universo fantástico e, mesmo aqueles leitores que não têm uma quedinha pelos vampiros, certamente se encantarão com essa história curta, mas intensa.
O “Filho”, ou Michael, um macho que nos faz lembrar fisicamente Wrath, só que com os cabelos tipo Phury, vive trancafiado desde a infância por ordem de sua mãe humana (mais para desumana), justamente por sua natureza vampira.
Esse lindo macho sequer sabe ou se lembra de seu nome está confinado há 56 anos e, segue sua vida obscura, acreditando ser merecedor de tal destino, assim como terminará seus dias assim. Até que conhece Claire Stroughton, advogada de sua mãe e sua nova “refeição” e, embora nenhum dos dois poderia imaginar, destinada a ser sua salvadora.
Tudo acontece a partir de uma visita que Claire faz a sua cliente que, por várias razões, estava impedida de ir de Caldwell, onde reside, até o seu escritório em Manhattan durante um feriado. Durante a visita a Srta. Leeds sugere que Claire conheça seu Filho. Mas o que ela não imagina é que não se tratava de senhor de idade avançada convencional, já que a Srta. Leeds é uma anciã de aproximadamente 90 anos.
Outra das surpresas que se seguirão será a forma como vai ser apresentada ao tal Filho.
Depois de um chá, ao qual se viu forçada a aceitar por educação, Claire perde os sentidos e vários minutos a seguir...

“Claire virou-se na cama, sentindo veludo sob as mãos e suave algodão egípcio contra o rosto. Virou a cabeça de um lado para o outro no suave travesseiro, dando-se conta do martelar nas têmporas e que sentia náuseas.
Que sonho tão estranho… a senhorita Leeds e esse mordomo. O chá. O carrinho. O elevador.
Deus, doía-lhe a cabeça, mas de onde vinha esse maravilhoso aroma? Escuras especiarias… como fina colônia para homem, só que uma que nunca tinha cheirado antes. Enquanto inspirava profundamente, seu corpo se esquentou em resposta e percorreu a superfície de veludo com a palma da mão. Sentia como se fosse pele…
Espere um momento. Não tinha nada de veludo em sua cama.
Abriu os olhos… e ficou olhando fixamente para uma vela. Que estava sobre uma mesinha de cabeceira que não era dela.
O pânico rugiu em seu peito, mas a letargia prevalecia sobre seu corpo. Lutou tentando levantar a cabeça, e quando finalmente conseguiu, tinha a visão imprecisa. Não que isso tivesse alguma importância, já que podia ver mais à frente do que o superficial atoleiro de luz que caía sobre a cama.
Uma vasta e espessa escuridão a rodeava.
Ouviu um misterioso som de algo sendo arrastado. Metal contra metal. Movendo-se ao seu redor. Aproximando-se dela.
Olhou em direção ao ruído, abrindo a boca, um grito formando-se em sua mente só para ficar preso no fundo de sua garganta.
Havia uma enorme silhueta negra ao pé da cama. Um enorme… homem.”

E foi dessa forma que Claire despertou para o que seria um verdadeiro pesadelo, ou talvez sonho.
Assim como ela eu também me apaixonei por Filho, ou Michael como ela mesma começou a chamá-lo, uma vez que tanto o que viu como o que conheceu dele lhe fazia pensar em algo tão etéreo como um anjo.
Presa naquele lugar esquecido do mundo, deveria ficar ali por três dias, até que ele tivesse se alimentado, depois seria solta e sua mente limpa. Mas, diferente de todas as outras mulheres que já estiveram ali, Claire é seduzida por algo que jamais poderia pensar que existisse.

“[...]
— Quero ver seu rosto. Agora.
Houve um longo silencio. Logo ouviu as correntes e ele saiu para a luz.
Claire ofegou, levando as mãos a boca. Era tão bonito como sua voz, tão bonito como seu aroma, tão bonito como um anjo… e não parecia ter mais de trinta anos.
Sua estatura de 1,98 de altura estava envolta em um roupão de seda vermelha que caía até o chão e estava amarrado com um cinto bordado. Seu cabelo era negro como a noite e o mantinha afastado do rosto, caindo em grandes ondas até… Deus, provavelmente até a cintura. E seu rosto… sua perfeição era assombrosa, com a mandíbula quadrada, os lábios grossos, e o nariz reto. Era a síntese da magnificência masculina.
Entretanto não podia ver seus olhos. Mantinha-os baixos, olhando o chão.
— Meu Deus — sussurrou —. É irreal.
Voltou para a sombra.
— Por favor, coma. Precisarei de você novamente. Logo.
Claire imaginou-o mordendo-a… chupando seu pescoço… bebendo o que levava nas veias. E teve que lembrar a si mesma que era uma violação. E que era uma prisioneira contra sua vontade e que estava sendo usada por… um monstro.
Baixou os olhos. Parte das correntes que se deslocavam com ele ainda estava à vista. Era grossa como seus punhos e supôs que estaria fechada no seu tornozelo.
  Definitivamente, ele também era um prisioneiro.
[...]”

Gente, daí em diante é só encantamento, pois vamos descobrindo, assim como Claire, as peculiaridades desse macho; desde sua crença no fato de que é merecedor desse castigo até a perda de sua virgindade.
E, meu povo, eu amo J.R. Ward! Não que minha imaginação já não seja fértil o suficiente, mas a descrição, os detalhes que acrescenta, uau! Conseguem enrubescer a mais sem-vergonhas das periguetes.
Michael nos encanta com suas descobertas, com sua história de vida e nos faz querer ficar trancafiadas com ele e sumir com as chaves.
Por outro lado, mostra-se extremamente correto, honesto e heróico também, não aceitando que Claire o resgate desse seu destino, ainda que totalmente envolvido por ela.
“[...] 
Dimitris Kouloulias
Olhou-o fixamente. Embora fosse enorme, era tão tranquilo, reservado e humilde que não teve medo dele. É obvio que a parte lógica de seu cérebro lhe recordava que deveria estar apavorada. Mas logo pensava na forma como a tinha dominado, sem machucá-la na primeira vez que despertou. E no fato de que ele parecia ter medo dela.
Conservando o olhar nas correntes, disse a si mesma que deveria dar razão aos tumultuados pensamentos em seu cérebro. Essa coisa estava ali por alguma razão.
— Qual é seu nome? — perguntou-lhe.
Suas sobrancelhas baixaram.
Deus, a luz que se derramava sobre seu rosto o fazia parecer algo definitivamente etéreo. E ainda assim, a estrutura de seus ossos era bem máscula, firme e inflexível.
— Me responda.
 — Não tenho um — disse.
— O que quer dizer com não tem um nome? Como é chamado?
— Fletcher não me chama de nenhuma forma. Minha mãe está acostumada a me chamar de filho. Assim, suponho que esse é meu nome. Filho.
— Filho.
Esfregou as coxas com a palma das mãos, de cima para baixo, e a seda vermelha de seu roupão flutuou com elas.
— Há quanto tempo está aqui embaixo?
— Em que ano estamos?
Quando respondeu-lhe, ele falou:
— Cinquenta e seis anos.
Ela perdeu respiração.
— Tem cinqüenta e seis anos?
— Não. Trouxeram-me para cá quando tinha doze anos.
— Meu Deus… — evidentemente tinham diferentes expectativas de vida — Por que o puseram nesta cela?
— Minha natureza começou a impor-se. Minha mãe disse que desta forma seria mais seguro para todo mundo.
— Esteve aqui embaixo todo este tempo? — Devia estar tornando-se louco, pensou. Não podia imaginar estar sozinha durante décadas. Não era de estranhar que não queria olhá-la nos olhos. Não estava acostumado a interagir com ninguém — Aqui embaixo, sozinho?
— Tenho meus livros. E minhas ilustrações. Não estou sozinho. Além disso, aqui estou a salvo do sol.
A voz de Claire se endureceu quando recordou a agradável, pequena e idosa senhorita Leeds drogando-a e atirando-a ali embaixo, na cela com ele.
— De quanto em quanto tempo te trazem mulheres?
— Uma vez ao ano.
— O que? Como uma espécie de presente de aniversário?
— É o tempo máximo que posso ficar antes que minha fome se torne muito intensa. Se esperar mais, morro… difícil de acreditar. — Sua voz era impossivelmente baixa. Estava envergonhado. [...]”

Quando mais nova tive um namorado com quem fiquei por algum tempo, até descobrir que era virgem, o que eu já desconfiava, mas não fazia ideia da minha reação ao confirmar o fato. Não sei se era por imaturidade minha, ou por não estar tão na dele assim, mas acontece que dias depois terminei o namoro.
Hoje, com a experiência de vida que tenho, tenho certeza de que se um Michael aparecesse em minha vida, com tanta coisa linda como esse de Ward, juro, me encarregaria de sua pureza com a maior das paciências, e olhem: se há algo que não tenho é paciência.
Definitivamente, Michael me encantou em tudo. Vocês precisam conhecer esta história de herói e heroina, de descoberta do outro e de auto-conhecimento; certamente também vão querer dar colo a Filho, Michael.
Infelizmente não temos o livro publicado em português, mas ele está disponível em alguns blogs, ou para compra em inglês. Ele é pequeno mesmo; algo como 58 páginas e a princípio não tem ligação com a IAN, embora as situações sejam muito semelhantes, mas andei lendo, não lembro onde, que é possível que haja um contato entre os personagens deste com os da IAN. Tomara, pois é uma história muito gostosa, quente (muito quente) e bonita.
Claire entra para o rol das poucas personagens femininas que me cativaram e Michael (Filho) tornou-se meu amante literário mais doce.
Vou ficando por aqui, pois vou recomeçar a leitura dessa história e sonhar mais um pouco. Volto na próxima sexta-feira, com mais um feitiço literário!

Beijos e Carpe Diem!

Tania Lima

8 comentários:

  1. Nossaaaaaaaaa.... Cada sexta-feira que passo por aqui fica melhor, muito melhor... Tánia Lima minha filha, me diz onde tem deste Michael, que vou correndo lá pegar... kkkkkkkk
    Adorei seu post, e já agoniada aqui para ler esta estoria! E a Warden, cada vem mais linda pra mim... Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  2. Eu simplesmente A.M.O. O Michael!!!!
    Depois do V e Butch é o meu vampirão predileto!!!
    Quero para mim também!!
    Tânia, já li e reli umas trocentas vezes a história!!!!
    Bjkas!!!

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  3. Pois é Adri, ele é realmente uma delícia! Não tem como passar despercebido! E temos muito em comum, pois também sou louca pelo V e pelo Tira, mas incluo na lista o meu mestiço Rehv!
    Quase 500kg de machos deliciosos!
    Bjs

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  4. Tania, que coluna é essa... A cada sexta vem mais envenenada!! Que delícia!! Parabéns!!

    Ahhh Ward, nossa querida Ward! Essa mulher é demais! Não tem como não se apaixonar por um personagem dela, principalmente se for um Irmão (Butch <3 <3). Desconhecia essa série dela porque, infelizmente, não acompanho livros em inglês mas achei fascinante e promissora! Com certeza faria muito sucesso por aqui.

    O que falar de Michael? Parece um personagem tão puro e, ao mesmo tempo, tão poderoso (masculinamente falando rs)! É inocente, conformado e bastante maltratado mas, mesmo assim, mantém algo de bom em si. Deve ser um macho de valor e com muito amor para dar! Invejo mulheres como a Claire nessas horas hahahaha

    Mil beijos!!
    Ingryd - PseudoEstante

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  5. Oi, querida!
    Só agora vim comentar, apesar de ter lido a coluna na sexta mesmo. Eu li esse conto e tb me apaixonei pelo Michael e o seu drama, preso naquele quarto pela própria mãe. Ele sem dúvida lembra os Irmãos e seria uma delícia ve-lo aparecer numa das histórias da Irmandade. Aliás, aqueles Irmãos... Vais ter que dedicar uma sexta para cada um deles...rsrsrs. São todos envenenadíssimos.
    Beijo carinhoso!!
    Rosane

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  6. Ahh as sextas estão tão melhores depois que eu passei a ler essa coluna... ohh calor!!!!

    Eu nem li,mas já estou apaixonada pelo Michael... como não me apaixonar??!!

    Esse post faz totalmente a felicidade das pervas!!!!

    kkkkkkk

    Bjsss

    Bianca

    www.apaixonadasporlivros.com.br

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  7. Oi Tania eu amo a Ward, o mulher que faz eu me apaixonar a cada livro rsrs.
    Esse eu não conhecia, mas vou atras com certeza.
    Adorei o post, parabéns!
    Beijo
    @Agda01

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  8. Meninas, bom dia!
    Já temos o livro publicado aqui, galera! MISTÉRIOS NOTURNOS!
    Já até o mencionamos na aqui no blog:
    http://asenvenenadaspelamaca.blogspot.com.br/2012/07/apple-news-univdoslivros.html
    Aproveitem!
    Tania

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