24 de agosto de 2012

Sexta Envenenada: Dom de Natal

[Sexta5%2520copy%255B4%255D.png]Olá queridos Envenenados!

Antes de mais nada, perdoem a demora em postar. Esta semana está mesmo tumultuada por aqui, mas, para compensar, hoje trago não apenas um, mas dois gatos para enfeitiçar nossa sexta-feira. Assim, espero que gostem!

Absintos de hoje: Jason Law & Mac Taylor

Tarefa difícil essa de escolher sobre qual personagem falar, ainda mais se estivermos falando de personagens de grandes escritores. Para amenizar meu dilema, escolhi uma autora muito pouco conhecida, que tem pouquíssimos livros publicados... alguém já ouviu falar de Nora Roberts??? Acho que não... rs
Então, hoje quero apresentar a vocês dois personagens muito diferentes em basicamente tudo, mas que são magníficos em vários sentidos. Ambos são protagonistas de um mesmo livro, embora em histórias separadas.
Vamos conhecer um pouco sobre Jason Law e Mac Taylor, de De volta, no Natal e Nosso pedido de Natal, respectivamente, do livro Dom de Natal de Nora Roberts, editado aqui pela Harlequin Books.
...
Começando por Jason, que está de volta a sua cidade natal, após dez anos.
“... Quando partiu, era um rapaz magro e rebelde de 20 anos, usando surradas calças jeans. E, agora voltava como um homem que aprendera a substituir a rebeldia por arrogância e fora bem-sucedido. Seu corpo ainda era magro, mas ajustava-se perfeitamente às roupas feitas sob medida em Savile Row e na Quinta Avenida. Dez anos haviam transformado o garoto desesperado, determinado a deixar sua marca no mundo, em um homem visivelmente satisfeito consigo mesmo por já ter alcançado esse objetivo. O que esses dez anos não haviam mudado era seu interior. Jason ainda buscava suas raízes, seu lugar. E era por isso que estava voltando a Quiet Valley.”
Jason Law (Ryan Gosling)
Como muitas pessoas reais, Jason sai de seu lar em busca de horizontes mais prósperos, provavelmente acreditando que a felicidade pode ser encontrada em algum lugar físico. Mas, com o passar do tempo e depois de tantas experiências, ainda que ele não admita, percebe que a felicidade está dentro de cada um de nós, nas coisas mais simples e comuns da vida.
Acontece que, quando deixou seu lar para trás, deixou também seu coração com a jovem Faith assim como levou o dela consigo. O que ele não esperava era que Faith tomasse outra decisão: a de não esperar por ele.
“Depois de dez anos, ele descobriu que não ficara mais fácil aceitar essa decisão. Mas, ainda assim, forçou-se a acalmar-se enquanto parava o carro no acostamento. Ele e Faith haviam sido amigos, e amantes por pouco tempo. Jason tivera outras mulheres desde então, e Faith se casara. Mas ele ainda se lembrava de como ela era aos 18 anos. Adorável, gentil, ávida. Faith quis ir com ele, mas Jason não permitira. Então, ela prometera esperar. Mas não o fizera. Ele respirou fundo e saiu do carro.”
Com um misto de saudade e revolta ele retorna ao seu lugar de origem, para tentar provar para si mesmo que tudo o teve ali ficou no passado.
Claro, quando nos preparamos para tomar determinadas decisões na vida, raramente contamos com a possibilidade de que quase nada acontecerá como queremos, principalmente em se tratando de outras pessoas. Assim, Jason está decidido a deixar tudo isso para trás e seguir com sua vida conforme havia planejado. Até reencontrar Faith.
“Emoldurada pelo batente da porta, com a tênue luz do inverno, insinuando-se pelas pequenas janelas, ela estava ainda mais encantadora do que ele se lembrava. Jason tivera a esperança de que fosse diferente. Esperava que as imagens que guardava dela fossem exageradas, do jeito que muitas fantasias são. Mas Faith estava ali, em carne e osso, e tão linda que o fez perder o ar. Talvez por isso, o sorriso que apareceu no rosto dele foi cínico e sua voz, fria.
─ Olá, Faith.
Ela não conseguia se mexer, nem para trás, nem para frente. Ele a encurralara, do mesmo modo que fizera muitos anos antes. Jason não soubera disso naquela época e ela não poderia deixá-lo saber agora. A emoção, que durante tanto tempo ficara contida, mantida em segredo, lutava contra a força de vontade dela, mas finalmente foi posta de lado.
─ Como você está? – ela conseguiu perguntar, as mãos ainda segurando com força a boneca.
─ Bem. – Ele caminhou para ela. Deus, como o deixava satisfeito ver o quanto estava nervosa. Deus, como o atormentava perceber que o perfume era o mesmo. Suave, jovem, inocente. – Você está maravilhosa. – Ele disse isso descuidadamente, como se estivesse apenas bocejando.
─ Você era a última pessoa que eu esperaria ver entrar por essa porta. – Era a pessoa que ela aprendera a parar de aguardar a cada vez que uma porta se abria. Decidida a recuperar o controle, Faith afroxou a pressão em torno da boneca. ─ Quanto tempo vai ficar na cidade
─ Apenas alguns dias. Vim por impulso.
Ela riu e esperou não ter parecido histérica.
─ Você sempre faz isso, não é? Nós lemos muito a seu respeito. Você conseguiu conhecer todos os lugares que queria.
─ E mais alguns.
Fatih virou-se de costas, dando a si mesma um momento para fechar os olhos e se recompor emocionalmente.
─ Quando você ganhou o Pulitzer, colocaram uma matéria na primeira página do jornal. O Sr. Beantree pavoneou-se pela cidade como se tivesse sido seu mentor. `Bom garoto esse Jason Law`, dizia ele. ‘Eu sempre soube que ele seria alguém.’
─ Vi sua filha.
Aquele era o maior medo de Faith, e também sua maior esperança, o sonho que colocara de lado tantos anos atrás. Ela curvou-se casualmente para pegar o véu.
─ Clara?
─ Aqui fora. Ela estava a ponto de massacrar um garoto chamado Jimmy.
─ Sim, essa é Clara. – O sorriso espontâneo era tão devastador quanto fora quanto Faith ainda era uma criança. – Ela é uma adversária cruel – completou, e quis acrescentar ‘como o pai’. Mas não ousou.
Havia tanto a ser dito! E tanto que não poderia ser dito! Se ele tivesse um único desejo naquele momento, teria sido chegar mais perto e tocá-la. Tocá-la apenas uma vez e lembrar-se de como era antes.
Vi suas cortinas de renda.
O arrependimento a inundou. Ela teria se contentado com janelas nuas e paredes brancas.”
De volta, no Natal é um romance doce sem ser piegas. É uma história simples e descomplicada de encontros e desencontros, de abrir mão daquilo que mais desejamos em prol do outro, de silenciar e aceitar, sem ser submisso. Um texto delicioso e envolvente escrito com muita sensibilidade pela Sra. Nora Roberts que, ao contrário da minha brincadeira inicial, é um verdadeiro fenômeno editorial, encabeçando inúmeras vezes a lista dos mais vendidos do The New York Times.
...
Já em Nosso pedido de Natal, temos a história encantadora de Mac Taylor, um pai solteiro, lindo e meio descrente quanto às mulheres, que vive para o trabalho e para criar seus filhos gêmeos Zack e Zeke.
Henry Cavill Henry Cavill
Mac Taylor (Henry Cavil)
Sua história começa quando seus filhos resolvem fazer um pedido bem diferente para o Papai Noel. Ambos resolvem pedir ao bom velhinho uma mamãe de presente de Natal, com direito a descrição da mercadoria:
“Querido Papai Noel,
Nós temos sido bons. [...]
Nós alimentamos Zark e ajudamos nosso papai. Queremos uma mãe de presente de ‘Natau”. Uma mãe boa, que tenha um cheiro bom e não seja ‘mauvada’. Ela pode sorrir muito e ter cabelo ‘amareulo’. Ela precisa gostas de garotos pequenos e cachorros grandes. Ela não pode se incomodar com sujeira e tem que gostar de fazer ‘biscotos’. Queremos que seja bonita, esperta e que nos ajude com o dever de casa. Vamos cuidar bem dela. Queremos ‘biciclietas’, uma vermelha e uma ‘azu’. Você ainda tem um montão de tempo para encontrar a mamãe e para fazer as ‘biciblietas’, assim vai poder ‘aproveitá’ as festas de fim de ano. Obrigado. Amor, Zeke e Zack.”
É com essa fofura que essa história comum começa. Digo comum, porque é um tema que é corriqueiro: alguém tem que criar seus filhos sozinho, seja homem ou mulher. E, do ponto de vista da criança, é exatamente o que acontece: ou eles desejam que seus pais (separados) reatem ou que seu pai, ou mãe, viúvo, encontre um par, para que possam ter uma família completa. Simples assim.
A coisa complica quando olhamos com os olhos de adultos. Tudo é mais difícil, é mais doloroso... afinal, adulto é para complicar tudo mesmo, senão não seria adulto.
Para Mac Taylor é exatamente assim. Ele não tem plano nenhum de ser envolver novamente com alguma mulher. Tudo o que deseja é poder fazer o melhor por seus filhos; educá-los bem e vê-los crescer felizes. Contanto que seja sozinho.
Mas ele não faz a menor ideia do que seus filhos andam tramando e, nesse ínterim, chega à Taylor´s Grove a nova professora de música da escola secundária da cidade.
Assim, quando está indo de mais um dia de trabalho para buscar os meninos na escola da sobrinha (que cuidava deles até sua chegada), ele conhece Nell Davis.
“[...]
Ele empurrou as portas do auditório e a música ocupava todo o espaço. Encantado, ficou de pé no fundo, observando os cantores. Uma das alunas tocava piano. Uma moça linda, pensou Mac, que agora olhava para cima e gesticulava para animar os colegas a se esforçarem mais.
Ele conjecturava onde estaria a professora de música quando viu os filhos sentados nos assentos da primeira fileira. Mac caminhou silenciosamente pelo corredor, acenou para Kim quando seus olhares se encontraram, sentou-se atrás dos filhos e se inclinou à frente.
─ Belo show, hein?
─ Papai! – Zack quase gritou, então lembrou-se bem a tempo e falar em um sussurro animado. ─ É Natal!
─ Com certeza, é como soa. Como está Kim?
─ Ela é ótima. ─ Zeke agora se considerava um especialista em arranjos de corais. – Ela vai fazer um solo.
─ É mesmo?
─ Kim ficou com o rosto vermelho quando a Srta. Davis lhe pediu para cantar sozinha, mas se saiu bem. – Zeke estava muito mais interessado em Nell naquele momento. – Ela é bonita, não é?
Um pouco surpreso diante da declaração do filho – os gêmeos eram apaixonados por Kim, mas não eram muito dados a elogios -, ele assentiu.
─ Sim. A garota mais bonita da escola. [...]
─ A professora – completou Zack, com um olhar irritado para Zeke. – A mais bonita. – Ele apontou e o pai acompanhou a direção até o piano.
─ Ela é a professora? – Antes que Mac pudesse reavaliar o que pensara, houve um último acorde, a música parou e Nell se levantou.
─ Foi muito bom mesmo! Uma primeira passada muito consistente. ─ Ela colocou o cabelo alvoroçado para trás. ─ Mas ainda precisamos trabalhar muito. Gostaria de marcar o próximo ensaio para segunda-feira, depois da aula. Às 15h45.
No mesmo instante começaram as conversas e a agitação, e Nell precisou subir o tom de voz para conseguir transmitir o restante das suas instruções acima do barulho. Satisfeita, virou-se para sorrir para os gêmeos e se pegou rindo para uma versão mais velha, e muito mais perturbadora, dos gêmeos Taylor.
Não havia dúvida de que era o pai deles, pensou Nell. O mesmo cabelo cheio e escuro, encaracolado sobre o colarinho de uma camiseta suja. Os mesmo olhos azul-piscina, orlados por cílios longos e escuros, a encaravam. O rosto podia não ter a delicadeza levemente arredondada das crianças, mas a versão mais rude também era muito atraente. Era alto e magro, e tinha o tipo de braço que parecia forte sem ser obviamente musculoso. Estava bronzeado e mais do que um pouco sujo. Ela se pegou imaginando se aparecia uma covinha no canto direito de sua boca quando ele sorria. [...]
Esse é o primeiro encontro de Mac, desconfiado, fechado e tenso com Nell, alegre, sonhadora e prática. Ele tentando manter sua vida no ritmo que se auto-impôs, dentro de uma normalidade que ele acredita ser o melhor para si e seus filhos, enquanto que Nell está tentando recomeçar a sua vida de maneira mais simples e despreocupada, num ritmo menos acelerado que o que levava em Nova York.
Dá para se ter uma noção do que pode acontecer quando pessoas tão distintas se encontram.
Essa história charmosa e também docemente livre de pieguices completa o livro Dom de Natal. Cheia da magia emocionante desse período de festas, de doação e de amor. Uma leitura tranquila e leve com a qual temos uma pequena parcela do grande talento de Norinha!
Fico por aqui, com a promessa de mais emoções para a próxima semana e com uma vontadinha de comer rabanadas.
Até a próxima semana!

Beijos e Carpe Diem!

Tani@

2 comentários:

  1. Sempre ouvia falar de Nora Roberts, mas nunca tinha lido nada dela até que "algumas amigas" disseram que eu tinha um estilo parecido com o dela. Foi assim que descobri essa escritora maravilhosa e seus romances que nos fazem sonhar. Tenho o livro Dom de Natal, mas só li Nosso Pedido de Natal. O Mac Taylor realmente é uma graça e a Nell é um encanto quebrando as barreiras dele. Agora serei "obrigada" a ler a história do Jason, que é a primeira do livro e que eu não sei porque, deixei de ler. Imperdoável!
    Tania, tenho uma sugestao prá te dar, apesar de saber que já mostraste tres livros da Linda, mas lembrei do primeiro que li dela, por indicaçao tua e que foi inesquecível. Lembra do Sam, de Mr. Perfect? Aaahhhhhh.... Fica a minha lembrança para usares em uma das sextas envenenadas.
    Beijinhos!!!

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    Respostas
    1. Oi, Rosane!
      Mac realmente é uma graça de homem, eu bem que queria um assim. Jason é diferente, mas muito interessante também. Adoro os dois.
      Quanto ao Sam, claro que guardarei uma Sexta especial para ele, afinal, os homens de Linda são inesquecíveis mesmo. Pode deixar que vou aproveitar a sua lembrança, amiga querida!
      Bjs

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