31 de julho de 2012

Resultado: Promoção IAN

Olá envenenados, tudo bem com vocês? Quem está com sorte?

Hoje trazemos para vocês o resultado da primeira promoção de 2 anos do Envenenadas, agradecemos a participação de todos e quem vai ler para casa os três primeiros livro da série Irmandade da Adaga Negra é…

IAN01

PARABÉNS Lorraine,

Você seguiu todas as regras!

Aguardamos seu contato pelo e-mail blogdasenvenenadas@hotmail.com até quinta, 02 de agosto!

Lembrando que o prazo para envio dos prêmios é de 30 dias!

Beijos até a próxima,

Math e Nathy

Resenha: ‘Belo Desastre’ da @Verus_Editora

Belo Desastre


Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
ISBN: 9788576861911
Páginas: 388
Título Original : Beautiful Disaster
Tradutora: Ana Death Duarte




Sinopse:
A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. 



“– Desde quando você tem uma melhor amiga, Mare? – perguntou Travis. 
– Desde o penúltimo ano da escola – ela respondeu, pressionado os lábios enquanto sorria na minha direção. 
– Você não lembra, Travis? Você destruiu o suéter dela.Ele sorriu. 
– Eu destruo muitos suéteres. 
– Que nojo – murmurei.Travis girou a cadeira que estava ao meu lado e se sentou, descansando os braços à sua frente. 
– Então você é a Beija-Flor, né?”

Faz alguns meses que li a sinopse de Belo Desastre, e imediatamente soube que precisava ler o livro de Jamie McGuire. Para me dar mais certeza de que estava certa, o livro foi também indicado pela queridíssima Tita, alguém que eu costumo concordar muito com as opiniões. Pois bem, quando a Math incrível e gentilmente – e um pouco chocada com minha ânsia por lê-lo, eu diria – cedeu-me o livro recém recebido, eu quase tive um ataque cardíaco. *-*

Eis que eu cheguei em casa e sentei na cama para ler apenas o primeiro capítulo. A ideia era comer alguma coisa, ligar o computador, ver um pouco de olimpíadas... Mas nada disso aconteceu. Eu fui completamente fisgada pela história de Abby e Travis, sem nem perceber que os minutos se passavam e eu continuava ali, imersa na leitura.

Travis Maddox é o bad-boy da faculdade. Lindo, forte, tatuado, sedutor e cafajeste. Ele ganha dinheiro nas lutas clandestinas universitárias enquanto as mulheres se jogam aos seus pés para chamar atenção. Levada pela melhor amiga America para assistir uma dessas lutas, Abby acaba frente à frente com Travis. A partir daí, a vida dos dois não será mais a mesma. Depois de perder uma aposta, Abby tem que morar um mês no apartamento de Travis. Apesar de ninguém além de America saber, Abby tem um passado complicado que interfere diretamente em seu relacionamento com Travis, tornando algo que seria conturbado em quase obsessivo.

“Depois de alguns instantes, ele relaxou e foi deixando que a respiração assumisse um ritmo mais lento.  – Esse foi um primeiro beijo e tanto – falei, com uma expressão cansada e satisfeita.Ele analisou meu rosto e sorriu.  – Seu último primeiro beijo.”

Quando conhecemos Abby, ela faz o estilo boa menina. Tem uma melhor amiga, um amigo gay, é uma aluna esforçada e procura andar sempre na linha. Entretanto, isso é a nova Abby. Desde que partiu de casa acompanhada da fiel escudeira America, ela tenta deixar o passado o mais longe possível dela. É por isso que ao conhecer Travis, todos os seus alertas disparam. Ele representa exatamente aquilo do que ela fugiu, mas é difícil resistir quando o perigo está tão bem embrulhado. Apesar de ter tido um ou dois momentos de raiva com Abby, achei que ao longo do livro ela é uma ótima personagem, com suas dúvidas e medos, e ainda assim só tentando ser feliz. Meus momentos de irritação com ela foram sempre relacionados à sua postura de “beija-flor” – numa irresistível piadinha com o apelido da personagem –, que vai de flor em flor (ou no caso dela, de garoto em garoto). Porém, antes que você pense errado, Abby não é promíscua. Ela sabe o que sente e por quem sente, mas em sua luta pra se afastar, acaba fazendo escolhas que complicam ainda mais sua vida.

Travis é meu mais novo crush literário. Apesar de polêmico, controverso e violento, não pude evitar a fascinação por ele. Talvez a culpa seja de suas tatuagens – confesso, adoro tatuagens –, talvez seja o seu talento para a luta, talvez seja a forma como ele se comporta diferente com Abby, ou talvez por tudo isso junto. Só sei que quando ele a chama de Beja-Flor (ou somente Flor), meu coração falha uma batida. Travis não dá a mínima para as mulheres. Elas se jogam em cima dele, e ele aproveita o que é oferecido. Sem jamais se envolver, ele deixa uma trilha de corações partidos e mulheres iradas. Até conhecer Flor. De repente, fica claro para todo mundo que finalmente ele havia se apaixonado. Como todo cara no estilo, quando encontra a garota amada, ele se torna dependente disso.

“– Quer fazer uma aposta, Abby Abernathy? – ele me perguntou sorrindo, com um brilho nos olhos.Sorri de volta.  – Quero. Aposto que ele acerta um soco em você.–E se ele não acertar? O que é que ganho? – ele me perguntou. (...)A boca de Travis se abriu em um largo sorriso.  Se você ganhar, fico sem sexo durante um mês. – Ergui uma sobrancelha e ele sorriu de novo. – Mas, se eu ganhar, você tem que passar um mês comigo.”

É bom deixar claro que o relacionamento dos dois está longe de ser algo que possa ser chamado de saudável. Travis é ciumento em excesso, altamente explosivo e com tendência a socar o primeiro que o irritar. Abby, por sua vez, também não facilita. Suas atitudes só estimulam mais e mais o comportamento agressivo dele. Entretanto, Travis em momento algum dirige sua fúria para Flor. Justamente por ser tão protetor e carinhoso com ela, e por defendê-la tão intensamente de qualquer um que for minimamente desrespeitoso com ela, não passou pela minha cabeça em momento algum que ele poderia tornar-se violento com Abby. Mas independente disso e do amor que um sente pelo outro, não é um relacionamento a ser invejado ou desejado por ninguém.

Algo que eu gostei muito em Belo Desastre foi da personagem America. Junto com o namorado Shepley, eles dão o toque de leveza ao drama. Mais do que isso, America é um exemplo do que é ser melhor amiga. Ela é parceira de todas as horas, tá pronta para o que der e vier e não pensa duas vezes em enfrentar o mundo com/por Abby quando necessário. Shepley, que já sofreu muito as consequências dos casos amorosos de Travis, fica sempre com receio de que tudo vai acontecer de novo. Acho extremamente engraçado as crises de paranoia que ele tem pra cima de Travis e Abby.

Apesar de ter amado o livro, tenho duas ressalvas a fazer: a primeira é sobre a história no passado de Abby. Durante as muitas páginas que se passaram até  que ele fosse revelado, fiquei imaginado as coisas mais malucas e absurdas. Todavia, quando finalmente fez-se a luz sobre o assunto, achei que era algo muito simples e aquém das minhas expectativas. Esperava algo, no mínimo, mais tórrido. A segunda ressalva gira em torno do público leitor. Não acho que a leitura seja recomendável para adolescentes com menos de 16 anos. O conteúdo cheio de violência gratuita e obsessão pode não ser compreendido da forma correta sem alguma maturidade. E o fato de Travis ser tão incrivelmente sexy pode levar as meninas a quererem um desses para namorar. Nada inteligente.

Observações feitas, resta-me dizer que Jamie escreveu um livro tão rico e fascinante quanto seus personagens poderiam ser. Com total controle sobre a história, ela soube dar linha e puxar de volta quando necessário. Ela nos instiga a querer ler o próximo capítulo, a torcer para que algo aconteça, e a ficar vidrado no livro. Posso dizer que minha leitura foi tão obsessiva quanto é possível se prender a um livro. Incrível, fantástico e cativante. Pode ser que você venha a não concordar comigo, mas das duas ama: você irá se apaixonar ou detestar. Difícil será ficar indiferente a Belo Desastre.


Beijocas, 

30 de julho de 2012

Novidades: ‘Belo Desastre’ #2

Bom dia envenenadas,

Ontem já começamos a falar do maravilhoso lançamento da Verus Editora e quem leu o post… gostou!!

 Belo Desastre chegou para abalar nossas estantes cheias de infanto-juvenis e estruturá-las com conteúdo mais ‘adulto’!

Preciso dizer que… Belo Desastre foi…

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No Face ontem… a galera surtou com nosso post… culpa da Renata… que só come, bebe e respira ‘Travis’ ultimamente!

Então, vou dizer para vocês o que o Travis tem…

Travis é um belo rapaz conhecido por suas tatuagens, por uma reputação libidinosa com as mulheres e pelo seu corpo sarado de lutador de luta livre nas horas vagas.

É temido por muitos, tem um jeito ‘cafa’ de ser e com certeza arrasa com os corações alheios.

E pelo que estão dizendo por aí… ele tem ‘pegada’!!

Ah! E ele tem uma moto!!

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Nossa… confiante o rapaz, hein?!

Novidades:

O livro “Belo Desastre” foi lançado nos EUA em e-book de forma independente pela autora Jamie Mcguire!!

Em pouco tempo as vendas se tornaram um sucesso e o livro...um BEST-SELLER! ;)

Isso quer dizer que a sorte… sorriu para Jamie!! Mas as sortudas somos nós!! he he he he

CorujaPequena

Os estúdios Warner Bros e CBS estariam brigando pelos direitos de Beautiful Disaster.

Quem mais ficou animado com a notícia de uma adaptação cinematográfica do livro?

Quem seria um bom Travis? Ai… minha mente está divagando agora…

Gostaram?? Retirei as informações da Página de Belo Desastre no facebook!! Corre lá e curte!

Amanhã tem mais Belo Desastre para vocês e na Sexta-Feira… eu posto a resenha que já está prontinha… escrita pela Renata!!

Beijocas, Math Tonionni

Joias literárias!! Vamos usar?

Bom dia envenenados,

Você já imaginou sair por aí usando joias feitas de livros?

Estranho? Inusitado??

Bem, quando pensamos em joias da literatura, logo vem à nossa mente preciosidades como o livro ‘Quixote  de Cervantes’, ‘Os Irmãos Karamazov de Dostoievisk’, ou tantas outras obras imortais da cultura mundial.

Mas já imaginou se alguém resolvesse ir ao pé da letra, literalmente, e começasse a fazer joias usando livros?

O designer de joias britânico Jeremy May produz anéis, colares, brincos e braceletes usando livros como matéria-prima. O.O

Jeremy não é o primeiro a ‘destruir’ livros com criatividade, mas é bastante original no que se propõe a fazer.

Cada joia vem em seu próprio “porta-joias”, que vem a ser o próprio livro de onde ela foi “extraída”.

Confira algum dos trabalhos de Jeremy May. E você pode conhecer outras obras no LittleFly.

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Interessante, né?!

Eu usaria… kakakakakakka

E você?

Beijocas, Math Tonionni

29 de julho de 2012

@Verus_Editora lança ‘Belo Desastre’ e arrasa!!

Boa noite envenenados,

Ultimamente a equipe do Envenenadas está beeeeem saidinha e anda caçando por aí livrinhos com um conteúdo mais adulto… mais picante… mais pervooooo!! Ops!! rs

Pois é… e a gente estava louca para alguma editora brasileira publicar o livro Belo Desastre da autora Jamie McGuire aqui no Brasil!

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Para nossa alegria, Belo Desastre é exatamente o que promete: quente, tenso, controverso e muito sexy.

Que delícia…

Olha a sinopse:

          “Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão.

          E acredita que seu passado sombrio está bem distante, porém, quando, para cursar a faculdade, se muda para uma nova cidade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy do local: Travis Maddox.

          Um jovem com um corpo esculpido, abdômen definido e braços tatuados.

          Tudo que Abby precisa – e deseja – evitar.

          Mas o menino é um conquistador e logo se depara com a resistência de Abby ao seu charme, Intrigado, Travis a atrai com um jogo.

          Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês.

          Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período.

          Qualquer que seja o resultado da aposta, nem passa pela cabeça do garoto que ele acaba de se deparar com uma adversária à altura.”

A Verus Editora acertou em cheio ao comprar os direitos do livro para publicá-lo no Brasil e certamente já cativou a equipe do Envenenadas pela Maça.

Estamos arrebatadas pelo que batizamos de “efeito Travis”. ;)

Por isso, decidimos fazer uma semana completamente dedicada a Travis... seu lindo!!

Ok, parei com o surto…

A semana será totalmente dedicada a Belo Desastre...

O Envenenadas recebeu um Kit muito fofo da Editora Verus, olhem só!

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Tá vendo a chave? É do apartamento do Travis… mas cadê o endereço, hein?!?!?

Essa galera da Verus é perversa… Afff!!!

Então, todo dia traremos para vocês alguma novidade sobre o livro, e podem ter certeza que vocês vão gostar.

Hoje, vocês já podem curtir a página no Facebook!! É só clicar aqui!

E amanhã tem mais delicinhas chegando por aqui!!

Beijocas, Renata Alves

Resenha: ‘Tudo o que ela sempre quis’ da @Novo_Conceito

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Tudo o que ela sempre quis

Autora: Barbara Freethy
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630205
Páginas: 320
Título Original : All She Ever Wanted
Tradutora: Maysa Monção









Sinopse
          Ela era a melhor amiga deles, ou assim eles pensavam - até anos mais tarde, quando seus segredos os levam a uma perigosa busca pela verdade sobre quem ela realmente fora... e por que morrera...
          Dez anos atrás, em uma festa louca, a linda e estonteante Emily caminhava para sua morte, deixando seus três melhores amigos e suas "irmãs" — Natalie, Laura e Madison - devastados.
          Nenhum deles esquecera aquela noite - ou o papel que cada um teve na morte de Emily, a culpa que os persegue e a perda que ainda sofrem.
           Agora, um escritor desconhecido entra na lista dos livros mais vendidos com um romance similar à história deles.
          Quem é ele? Como ele sabe os detalhes íntimos de suas vidas? E por que ele está acusando um deles como assassino?
          Quando eles começam a desvendar a verdade sobre a amiga em comum, irão redescobrir um amor que ela perdeu há muito tempo e descobrir segredos que vão mudar sua vida para sempre...

FitaLateral

Resenha

          Segredos. A grande maioria das pessoas tem um segredo, que pode afetar somente quem o guarda ou a vida de outras pessoas, não importa o tamanho, o que realmente importa é que todos reservam algo só para si, que não desejam compartilhar nem com os amigos mais próximos.
          Essa é a base para esse fascinante livro, onde conhecemos Emily típica universitária que após uma festa na sede da fraternidade onde mora com suas amigas, encontra a morte ao cair do telhado em circunstâncias misteriosas.
          Emily era considerada por suas amigas e por sua família uma pessoa alegre, espontânea, dona de uma felicidade sem igual, inteligente, porém ingênua, alguém que requer proteção e cuidado.
          As Quatro Fantásticas, assim eram conhecidas Emily, Madison, Natalie e Laura na faculdade. Todas com personalidades, temperamentos, desejos e sonhos completamente diferentes, porém unidas por uma forte amizade. Contudo após a trágica noite em que Emily caiu do terraço, e não sobreviveu cada uma seguiu um caminho, tentando apagar esse acontecimento que as marcou de forma avassaladora.
          Dez anos se passaram e nossas personagens são reunidas após o lançamento de Fallen Angel, livro escrito como ficção pelo misterioso Garrett Malone, mas que descreve fielmente a história das quatro amigas, fazendo-as reviver a noite mais terrível de suas vidas e o pior descobrindo ao final da leitura que Natalie está sendo acusada de ter empurrado Emily do telhado.
          - É sobre o que? – perguntou Natalie, mas em seguida não queira mais saber. Não queria saber mais nada. Porém era tarde demais para retirar a pergunta.          - É sobre uma morte na associação de moças. Uma garota chamada Ellie cai do segundo andar na noite da iniciação.          Natalie sente cólicas. Ellie não Emily, mas os nomes eram parecidos.          - Nenhuma das amigas ou parente sabe o que aconteceu. Pelo menos, é o que dizem. Não sei como vai terminar, mas acho que foi uma das garotas quem a matou.          Natalie virou-se, o coração estava disparado enquanto ouvia a frase novamente:          “Uma das garotas a matou”.          E ela era uma delas. Pág. 8/9
          Além das três amigas de Emily, juntam-se na busca pela verdade seu irmão Cole, os amigos gêmeos Josh e Dylan, o marido de Laura e também companheiro de faculdade Drew, além de outras figuras do passado que surgem para apoiar ou torturar Natalie.
          Nesse clima de suspense e mistério é que Bárbara nos conduz a várias possibilidades de desfecho onde a cada capítulo supomos que um dos personagens é o assassino, culminando em um final extraordinário, mas muito bem traçado durante a narrativa.
          A capa me fascinou no momento em que botei os olhos na marcação feita por Mathilde no Facebook, esta nos remete aos momentos de liberdade e a felicidade tão preciosa para todos.
          O livro é muito bem impresso, existem pequenas falhas na tradução, mas nada que comprometa o entendimento do conteúdo.
           Tudo o que ela sempre quis está recheado de vários elementos para um bom romance investigativo: mistério, culpa, desencontros, reencontros, traições, segredos e principalmente amor e não decepciona. O trio de protagonistas encara muitos desafios, frustrações, reviravoltas e o que mais as aterroriza, seu próprio passado.
          Será que foi realmente tudo o que ela sempre quis? Emily era realmente a menina que ficou gravada na memória de suas amigas? A resposta para essas perguntas e a solução de todos os mistérios vocês descobrirão ao ler este excelente livro.
Beijos,

Comemoração envenenada… 2 anos!!

Boa tarde envenenados,

Ontem a equipe do Envenenadas pela Maçã e alguns amigos se reuniram para comemorar os dois anos do blog!

Mais uma vez escolhemos o Outback para o encontro envenenado!

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Eu estou lá no meio, do meu lado indo pra direita temos: Carol, Ingryd e Alexandre. Do meu lado esquerdo: Tania, Clarice e Renata!

Conversamos muito… relembramos momentos marcantes do blog e até pensamos em novidades maravilhosas para este ano!! Mentes brilhantes reunidas… veneno puro!! rs

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A Ingryd além de super amiga é nossa parceira e autora do blog PseudoEstante!

O Alexandre também, além de amigão e de professor para assuntos do Tablet (piada interna!) é parceiro do Envenenadas e autor do blog Bookaholic Boy!!

 

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Tania, nossa colunista do Sexta Envenenada, eu, Carol e Ingryd!

 

Depois de conversarmos muito, falarmos besteiras, criticarmos livros e autores… passamos aos momentos dos brindes…

 

Ficamos 4 horas neste bate-papo e nos divertimos muuuuuuuuuuitooooooooooo!! rs

E foi maravilhoso reunir pela primeira vez a Equipe Envenenada Oficial!! Pena que a Nathy mora em Campinas e não pode comparecer, mas a Ingryd deu uma ótima ideia para que ela saísse na foto também!! rs

Vejam só:

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Equipe Envenenada: Renata, eu, Clarice, Tania e Nathy!

 

Obrigada galera pela comemoração!!

Estou muito feliz com este novo caminhar do blog e agradeço todo o apoio e carinho!

E vamos aos 3 anos!! rs

Beijocas, Math Tonionni

27 de julho de 2012

Apple News: @Univdoslivros

Olá Envenenados tudo bem com vocês? Nosso querido blogs completou 2 aninhos mas as mudanças ainda não acabaram… conforme os posts forem colocados no ar vamos explicando! Uma das novidades é a Apple News que trará, sem dia exato, os lançamentos das nossas queridas editoras parceiras e tudo aquilo que nos adoramos.

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Mesmo com toda a correria da Bienal do Livro em São Paulo a Universo dos livros não deixou de nos enviar seus lançamentos e olha não são poucos não:

Ѽ Nunca fui santo – A biografia oficial traz o relato de uma das figuras mais admiradas do futebol brasileiro. O goleiro Marcos mostra todo o seu amor pelo Palmeiras e por uma vida de dedicação ao esporte. Com uma linguagem informal, o leitor vai sentir que está conversando com um amigo, ouvindo “causos” engraçados, confissões e detalhes de sua trajetória profissional. O grande astro do Verdão homenageia seus próprios ídolos e mentores, em um autêntico tratado de devoção à carreira.

 

“Tinha horas que acabava o treinamento pensando que já passara da hora de parar de jogar. Mas, já no banho, queria seguir. Ser goleiro é a única coisa que sei fazer na minha vida.  E quando a gente faz o que gosta no clube que ama, com a torcida que te respeita, o que são 300 bolas doloridas?” (Marcos)

 

 

 

 

 

 

 

 

Ѽ Roberto Gómez Bolaños, o grande humorista que deu vida a Chaves e Chapolin Colorado, dois dos maiores sucessos da televisão, ganha uma homenagem em Chaves – a história oficial. Criador e intérprete desses heróis que levaram o riso a milhares de pessoas ao longo de quatro gerações, Chaves é a celebração da trajetória de um artista exemplar. O leitor está diante de uma biografia que resume alguns dos episódios mais marcantes da vida e dos quase sessenta anos de carreira do escritor, roteirista, ator, diretor, dramaturgo, comediante e compositor mexicano. Um fenômeno que, acompanhado por um espetacular grupo de comediantes, superou a popularidade de outros grandes nomes da comédia, como Charles Chaplin.

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Ѽ Mistérios Noturnos reúne contos das quatro maiores autoras do romance erótico contemporâneo. Quem é fã da Irmandade da Adaga Negra não pode perder essas histórias de paixões arrebatadoras e criaturas fantásticas. Em um só livro, J. R. Ward, Sherrilyn Kenyon, Susan Squires e Dianna Love revelam aventuras eletrizantes. Vampiros apaixonados que lutam pela sobrevivência da espécie, bruxas sensuais e perigosas e um clã de lobisomens para lá de especial surpreendem a cada virada de página. Uma coletânea irresistível!

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“Ele segurou os punhos de Claire com uma mão, afastou os cabelos dela para trás e colocou novamente a boca sobre sua garganta. Com a língua, acariciou-lhe a pele. E voltou a acariciá-la outra vez. E outra vez.” (J.R.Ward)

 

 

 

 

 

Ѽ Uma sucessão de crimes coloca novamente Little Rock em estado de alerta. Dessa vez, Tony Draschko está diante dos mistérios que cercam uma rede gótica chamada Presas Noturnas. O CSA se vê frente a frente com um universo desconhecido que vai revelar muito sobre os segredos assustadores não apenas da pequena cidade como também do seu próprio passado. O assassinato de Mary Watley e Lindsay Willigam tira o sono de Tony. A presença do figurão Stoker, chefe dessa rede, é um mistério ainda maior. Ninguém nunca o viu nos eventos da casa noturna Madame Lilith. Mas a impressão de que Stoker é onipresente é o que alimenta o medo das pessoas. Como nos outros romances de Sérgio Pereira Couto, Mentes Sombrias é um livro de ação e suspense, numa envolvente história em que os investigadores usam técnicas de perícia sofisticadas e avançados métodos de investigação criminal para desvendar crimes quase perfeitos.

Capa Mentes Sombrias (curvas).ai

Ѽ Para a jornalista Dylan Alexander, o que começou como a descoberta de uma cripta oculta acabou se transformando em uma espiral de violência e mistério que colocam sua vida em perigo. Mas nada é mais perigoso do que o homem ferido e extremamente sedutor que emerge das sombras para carregar Dylan a um mundo sombrio… Irado por causa de uma traição, Rio é um guerreiro que empenhou a vida na  luta contra o exército de Renegados. Ele não permitirá que nada atrapalhe seu caminho − muito menos uma mortal que pode pôr em perigo a existência da Raça dos vampiros, ameaçada agora por um sombrio mal que despertou de sua letargia eterna.Repentinamente, Dylan não consegue mais resistir ao toque de Rio, e descobre que eles estão unidos por laços fortes. Ela deverá escolher: deixar o reino da meia-noite de Rio ou arriscar tudo o que tem por esse homem que lhe mostrou o verdadeiro sentido da paixão e os infinitos prazeres do coração…

LEMBRANDO que

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Beijos,               

Nathy Bells

Coluna: ‘Sexta Envenenada!’


Olá queridos envenenados,

Escrever nunca foi fácil, especialmente quando se tem o compromisso de realizar esta tarefa, escrever para outros então... O que escrever, quanto escrever, como escrever?
Há muitos e muitos anos – espere... pela Deusa! Preciso consertar isso: há alguns anos atrás (melhor assim), minhas professoras exigiam redações, estipulando limites, máximo e mínimo, de linhas para que escrevêssemos sobre determinados assuntos – era a verdadeira A Hora do Espanto!
Caramba, uma coisa era ler os livros que nos enfiavam goela abaixo, outra era escrever sobre histórias que não gostávamos, que não despertavam interesse nenhum, era um tal de encher linguiça, isso ainda no tempo do trema – aqui sim A Hora do Pesadelo.
Descobri o prazer da leitura, no último ano do antigo ginásio (céus, logo entregarei minha idade), quando tivemos que ler um livro bobinho, mas que tinha tudo a ver conosco, era A Oitava Série C, de Odette de Barros Mott.
Assim, começou minha adoração pelos escritores que conseguiam fazer com que eu me visse em suas histórias, que me faziam olhar pela perspectiva das várias personagens. Daí vieram O Escaravelho do Diabo (Lúcia Machado de Almeida), Dom Casmurro (Machado de Assis), O Encontro Marcado (Fernando Sabino), e tantos outros. Com eles eu me envolvia, e mal conseguia desgrudar as histórias para realizar outras atividades. Tornava-me parceira do autor, tentando decifrar os mistérios, brigava com os mocinhos e mocinhas, falava mal ou bem das personagens, chorava, ria, enfim, vivia cada história e me deprimia, como até hoje, com a chegada do final do livro.
Acho que esse é o segredo de um bom livro, você tem um companheiro que te aceita sempre quando o procura e não te pede nada. Egoísmo, não é? Mas é assim mesmo que acontece quando curtimos ler.
Há alguns dias, tive uma surpresa incrível, que foi o convite para escrever sobre algo que tanto amo, que são os livros. Não acreditei quando a Mathilde fez uma gracinha no Facebook, dizendo que precisava me fazer uma proposta indecente, pois eu não fazia ideia do que poderia ser. Fiquei entre inerte e com a pulsação tal qual os motores da Fórmula 1, quando ela me convidou para colaborar com As Envenenadas pela Maçã.
Era um presente mais que um convite, pois poderia fazer o que curto, num local delicioso e aconchegante e para gente a rodo... deu uma aflição no estômago... que responsabilidade!
Lá estava eu novamente na carteira da escola... pior, pois não escreveria sobre um texto que minha professora solicitou, mas sobre vários títulos, para várias pessoas... e põe várias nisso.
Mathilde querida, muito obrigada pelo presente. Espero estar à altura de suas expectativas, embora eu agora tenha a impressão que você é muito corajosa, ou louca, ou as duas coisas, mas acredite, estou muito honrada por estar fazendo parte dessa equipe tão querida e desse cantinho que há tempos acompanho. Cara, ainda não creio que isso está acontecendo!
Então, toda sexta-feira me aguardem com muita informação ‘quente’ para vocês sobre livros, autores e autoras e muitos personagens que encantam e arrebatam os corações de nós leitoras vorazes!!
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Sexta-feira já é um dia muito aguardado para nós todos e vai ser mais ainda para quem acompanhar a coluna ‘Sexta Envenenada’...
Conto com a participação de vocês através dos comentários e ainda contribuições de ‘temas’ ou de livros que vocês gostariam de ver em pauta aqui no blog! A casa é sua...
Então, vamos lá...
Com muita força na peruca e a manicure em dia, lá vamos nós!

Tania Lima

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 “[...]
A porta foi aberta e Swain entrou na sala como se estivesse passeando. Na verdade, caminhava assim em todos os lugares. Ele andava como um caubói que não tinha lugar algum para ir e não tinha a menor pressa de chegar. As mulheres pareciam gostar disso nele.
Swain era uma daquelas pessoas bonitas que parecem ser sempre bondosas também. Havia um sorriso ingênuo em seu rosto quando disse olá e sentou-se na cadeira indicada por Frank. Por algum motivo, o sorriso funcionava do mesmo modo que seu caminhar: as pessoas gostavam dele. Ele era um ótimo investigador porque encontrava as pessoas. Podia ser um homem feliz demais, podia ter um jeito de caminhar que era a própria definição da preguiça, mas fazia o serviço direito. Vinha fazendo o serviço direito na América do Sul há quase uma década, o que explicava seu bronzeado e sua boa forma.
Ele estava começando a aparentar sua idade, Frank pensou, mas isso não acontecia com todos? Havia uns fios brancos nas têmporas e na parte de cima do cabelo castanho de Swain, que era mantido sempre bem curto, devido a um redemoinho na parte da frente. Linhas de expressão marcavam seus olhos e sua testa, com marcas mais fundas nas bochechas, mas, com a sorte que tinha, as mulheres provavelmente achavam que ele era tão bonitinho quanto seu caminhar. Bonitinho. Franl concluiu que só podia estar ficando louco ao se referir ao seu melhor agente como bonitinho.
- O que foi? – Swain perguntou, estivando as pernas compridas e relaxando, sua espinha curvando-se ao afundar na cadeira. A formalidade não era seu forte.
- Uma situação delicada na Europa. Uma de nossas agentes secretas matou, por vontade própria, um informante importante. Precisamos detê-la.
- Uma mulher?
Frank entregou-lhe o relatório que estava sobre a mesa. Swain o pegou, leu rapidamente e o devolveu.
- O estrago já foi feito. O que mais há para ser detido?
- Salvatore Nervi não estava sozinho na situação que resultou na morte dos amigos de Lily. Se ela estiver decidida a pegar todos eles, poderá destruir nossa rede toda. Ela já causou prejuízo demais eliminando Nervi.
Swain coçou o rosto e rapidamente esfregou as duas mãos nele.
- Você não tem um agente irascível e trapaceiro, que esteja afastado, com alguma habilidade especial, que o torne a única opção possível para localizar a sra. Mansfield e pôr fim, de uma vez por todas, à sua matança?
Frank mordeu a língua para conter um sorriso.
- Isso lhe parece uma produção cinematográfica?
- A esperança é a última que morre.
- Considere suas esperanças mortas.
- Tudo bem; então, que tal John Medina? – Os olhos azuis de Swain mostraram divertimento enquanto ele entrava na onde de infernizar Frank.
- John está ocupado no Oriente Médio – Frank respondeu calmamente.
Sua resposta fez Swain se endireitar em sua cadeira, afastando qualquer sinal de preguiça. 
- Espere um pouco. Quer dizer que existe um Medina?
- Existe um Medina.
- Mas não há um arquivo para ele... – Swain começou a dizer, interrompeu-se, sorriu e disse: - Opa...
- Isso quer dizer que já procurou.
- Droga, todo mundo na área já checou.
- É por isso que ele não tem um arquivo no sistema. Para permanecer protegido. Mas, como eu dizia, John está ocupado no Oriente Médio e, de qualquer maneira, eu não o usaria para recuperar outro agente.
- Isso quer dizer que ele é bem mais importante que eu. – Swain voltou a esboçar seu sorriso ingênuo, mostrando que estava brincando.
- Ou que ele tem talentos diferentes. Você é o homem que quero, e vai voar para Paris hoje à noite. Vou lhe dizer o que preciso que você faça. [...]”
CH190Escolhi o alucinógeno de hoje não por acaso. Lucas Swain é um dos protagonistas de Beije-me Enquanto Durmo (Kiss me While I Sleep), de Linda Howard, de 2004, publicado por aqui pela Bertrand Brasil em 2006.

Lucas Swain me cativou pelo seu jeito leve de ser e de ver as coisas. Na verdade, este foi meu primeiro romance adulto escrito por uma mulher.
Devo confessar que torcia o nariz para romances “mulherzinha”, desde menina, na verdade. Nunca gostei da Cinderela, Branca de Neve ou Bela Adormecida. Curtia mais a Bela (A Bela e a Fera), Esmeralda (O Corcunda de Notre Dame), Mulan, e outras que não esperavam por seus príncipes para serem felizes. E foi exatamente isso que me encantou em Beije-me Enquanto Durmo (e vários outros títulos da Howard).
São personagens que se aproximam da realidade, personagens possíveis na vida real e que me fizeram tirar o chapéu para romances escritos por mãos femininas.
Assim é Swain: com esse caminhar, com aquele sorriso, uma piada bem colocada, mas que também pode ser letal. Caí de quatro por ele e, na época em que li o romance (policial), estava em recesso escolar e minha filha estava com o pai. Como eu não tinha outros livros que já não conhecesse o conteúdo de cabo a rabo, resolvi enfrentar aquele livro vermelho com um casal se beijando, que havia recebido de presente de uma amiga há vários meses, senão anos. E, mordi a língua, pois realmente não se deve avaliar um livro pela capa. Eu olhava pro livro e imaginava: é livro de romance mela calcinha, cheio de frescuras de mulher. Gente, me entendam, sou mulher e adoro os caras, amo homens de todas as cores, formas e tamanhos. Podem acreditar, é cabra macho, exalando testosterona, é meu número. Mas não suporto a ideia daquelas histórias em que a mulher é sempre coitada, eternamente virgem... nada contra quem seja, mas, felizmente, quando o assunto é leitura, nós podemos escolher, não é?
Enfim, comecei a ler o livro e... pessoas... não consegui largar dele até terminar de ler. Devorei 349 páginas em 2 dias. No final, estava com os olhos latejando, mas foi o tempo de tirar um par de horas de soninho e fazer a segunda leitura.
Confesso, estou com vontade de lê-lo novamente.
Sou apaixonada por Swain desde sua entrada na história, que é exatamente no trecho que transcrevi aqui, até sua última aparição.
Ele tem tudo o que é preciso, senso de humor, inteligência, sensibilidade e lealdade. Um personagem que ficaria fantástico nas telonas, aliás, a história de Beije-me Enquanto Durmo é cinematográfica mesmo. Se fosse possível ver essa história nos cinemas, acho que Alex O´Loughlin ficaria perfeito para o papel, não apenas pela descrição física, mas também por sua performance em alguns papéis como em Plano B e Havaí 5-0. Além de minha nova paixão, é um excelente ator!
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Alex O´Loughlin = Meu Lucas Swain
Para sorte de Swain, e minha também, a mocinha, Lily Mansfield, é fantástica. Inteligente, realista, passional e corajosa.
Ambos formam uma parceria, na qual, não conseguimos ver inicialmente, uma possível atração sexual, mas é TNT pura. E, para completar, Linda Howard descreve com riqueza de detalhes toda a trama: os personagens secundários também têm suas histórias, seus dilemas, as conversas são inteligentes, atraentes.
Só pra atiçar um pouco a curiosidade, transcrevo um dos diálogos que mais gosto (isso num simples telefonema):
“[...]
Em um impulso, pegou seu telefone e ligou para o celular de Lily, só para ver se ela atenderia.
- Bonjour – ela disse, e Swain pensou que talvez ela não tivesse visto quem era, mas era mais provável que atendesse em francês por força do hábito ou precaução.
- Olá. Já tomou café?
- Ainda estou na cama, portanto não, ainda não comi nada.
Ele olhou para seu relógio: ainda não eram seis horas. Ele a perdoaria por ser preguiçosa. Na verdade, estava contente por tê-la surpreendido na cama, porque ela estava com a voz sonolenta e suave, sem sua rigidez contumaz. Tentou imaginar o que ela vestia para dormir, talvez um minúsculo top e uma calcinha, talvez nada. Definitivamente, não devia vestir nada transparente e sensual. Tentou imaginá-la em uma camisola longa, ou uma camiseta larga, e não conseguiu. No entanto, conseguiu imaginá-la nua. Ele imaginou tão bem que seu pênis se animou e começou a enrijecer, exigindo que ele tivesse controle.
- O que está vestindo? – A própria voz saiu mais lenta e grave que o normal.
Ela riu, surpreendida.
- Este é um telefonema obsceno?
- Poderia ser. Estou sentindo que emoções fortes virão. Diga-me o que está vestindo. – Ele a imaginou sentada, encostada nos travesseiros, puxando o cobertor para debaixo de seus braços, afastando seu cabelo despenteado do rosto.
- Uma camisola de flanela da vovozinha.
- Mentirosa. Você não é o tipo de mulher que veste esse tipo de camisola.
- Você ligou por algum motivo além de me acordar e perguntar o que estou vestindo?
- Sim, mas me distraí. Vamos lá, me diga.
- Não faço sexo verbal. – Ela parecia estar se divertindo.
- Por favor, vai! Poooor favooooor.
Ela voltou a rir.
- Por que quer saber.
- Porque minha imaginação está me matando. Você parecia tão sonolenta quando atendeu, e eu imaginei você toda macia e quente debaixo das cobertas. Foi daí que as coisas começaram a subir. – Ele olhou sorrateiramente para a sua ereção.
- Pode parar de imaginar. Não durmo nua se é o que quer saber.
- Então, o que está vestindo? Eu preciso mesmo saber, para imaginar direito.
- Pijama.
Droga, ele tinha se esquecido dos pijamas.
- Curto? – atreveu-se a perguntar, esperançoso.
- Em outubro troco pelos longos, e volto para os curtos em abril.
Ela estava estragando seus sonhos. Ele a imaginou de pijama e o efeito não foi o mesmo. Suspirou.
- Você poderia ter dito que estava totalmente nua – reclamou. – Que mal isso faria? Eu estava me divertindo aqui. [...]
Detalhe, eles sequer tinham intimidade alguma nessa altura do livro, foi mesmo um telefonema sem intenção sexual que mudou totalmente o rumo da conversa e, claro, não acabou aí, ele com certeza continuou cutucando a onça com a vara, já não tão ereta. 
Mas o diálogo, além de excitante, tornou-se hilário.
Este homem, definitivamente abalou as estruturas rígidas da Lily, que longe de ser uma mulher frágil e desprotegida, começou a ver uma nova perspectiva para sua vida.
Meu primeiro amante literário: LUCAS SWAIN.
A partir dele, conheci e tive outros amantes tão maravilhosos quanto ele, e através dele conheci a IAN, assim como pessoas maravilhas como Mathilde Tonionni.
Na próxima semana, vou aproveitar o gancho de Beije-me Enquanto Durmo, para falar de outro personagem que também é implacável, em todos os sentidos.

Beijos envenenados,

 Tania Lima

Resenha: ‘A casa que amei’ da @Suma_BR

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A casa que amei
Autora: Tatiana de Rosnay
Tradutor: Catharina Epprecht
Editora: Suma de Letras
Páginas: 224
ISBN: 9788581050836
Publicação: 2012

Sinopse:
Paris, 1860.
Centenas de casas estão sendo demolidas e bairros inteiros reduzidos a pó. Por ordem do imperador Napoleão III, o Barão de Haussmann dá início a uma série de renovações que alteram para sempre a cara da antiga capital.
As reformas apagam a história de gerações, mas, em meio ao tumulto, uma mulher resiste. Rose Bazelet é uma viúva parisiense há anos de luto pela morte do marido. Mesmo assim, mantém uma vida movimentada, com amigos e uma rotina que a satisfaz.
Quando sua casa é posta na linha de destruição pela modernização parisiense, ela se desespera e não se conforma. Ela está determinada a lutar até as últimas consequências contra a derrubada de sua casa, que guarda tantas lembranças de sua família.
Enquanto outros moradores fogem, Rose se recusa a sair e inventa histórias para despistar os amigos, se escondendo no porão da casa. Sua única companhia é Gilbert, um maltrapilho que a visita e lhe traz comida. Numa tentativa de superar a solidão do dia a dia, ela começa a escrever cartas a Armand, seu marido já falecido. À medida que mergulha nas lembranças, em meio às ruínas, Rose é obrigada a enfrentar um segredo que esconde há trinta anos.



Há livros que te divertem, que te alegram e que te fazem rir de doer as bochechas… e há livros que te emocionam, que te fazem crescer e repensar atitudes e crenças.
Eu adoro ler os dois tipos de livros, mas o segundo tipo… me encanta!
A Casa que Amei é um desses livros que mechem com o seu emocional e te mudam de alguma forma. A mudança na maioria das vezes é sutil e delicada, mas geram em mim uma sensação de que amadureci mais um pouquinho. Você me entende?
Eu já conhecia a escrita da autora Tatiana de Rosnay quando li o livro A Chave de Sarah e sabia que ao começar a ler A Casa que Amei… não largaria de jeito nenhum. O livro é fininho e quando a gente percebe… acabou!
E no final, deixa a sensação de que o amor está no ar. O amor pelo seu lar, pela sua família, pelos amigos inusitados e verdadeiros que fazemos pelo caminhar da nossa vida.
Rose Bazalet, uma senhora de 60 anos, é a protagonista desta história. O livro começa com Rose escrevendo mais uma carta para o seu falecido marido Armand, amor de sua vida, e é através destas cartas que conhecemos a trajetória de uma vida cheia de amor, angústias, sonhos realizados e alegrias!
Rose está na casa onde criou sua família sentada na mesa da cozinha escrevendo suas cartas e nos contando como sua vida mudou tragicamente depois de receber uma carta da prefeitura avisando a todos os moradores da rua que suas casas serão demolidas, já que o imperador Napoleão III deseja fazer uma revitalização urbana nas ruas de Paris.
Entre os anos 1852 e 1870, Paris foi completamente remoldada. Com a demolição de casas e ruas inteiras, uma nova cidade nascia.
Muito apegada à velha Paris e em especial a sua casa, Rose que antes era uma mulher da alta sociedade, que sempre teve suas mordomias, acaba sem chão ao perceber que perderia a única casa onde foi feliz com seu marido e com seus filhos.
Então, ela se revolta se recusando a abris mão do último elo que a liga a sua família e faz o que nenhum outro morador fez: ela fica!
E ao ficar… nos encanta ao contar sua história, seus segredos, suas falhas, suas conquistas, seus amores e sua vida!
Deu vontade de voar para Paris só para caminhar pelo boulevard Saint-Germain, ir à esquina da rue du Dragon em frente ao café de Flore e olhar os prédios antigos alinhados, ainda de pé entre as construções em estilo Haussmann. Esses são vestígios da antiga rue Taranne, onde a fictícia casa que Rose tanto amou deveria estar!
Um lindo livro que emociona do início a fim!
Termino esta resenha deixando com vocês um trecho que demonstra todo o amor de Rose por um lar que a salvou!
“Essa casa é como meu corpo, como minha pele, meu sangue, meus ossos. Ela me carrega como carreguei nossos filhos. Foi danificada, sofreu, foi violada e sobreviveu, mas hoje ela vai ruir. Hoje, nada a salvará, nada me salvará. Não há nada lá fora, Armand, nada nem ninguém a que eu gostaria de me apegar. Sou uma velha senhora e é chegada a hora de me despedir.”
Eu entendo esse sentimento por um lar… quando tudo estava ruindo na minha família, Deus me deu um lar para chamar de meu e me dá forças até hoje para pagar por ele… O sonho de ter um cantinho meu e pra minha família se tornou realidade, mas ele foi sofrido e até hoje é ralando muito que vou quitando mais e mais parcelas dele. Agradeço todos os dias por ter tido esta oportunidade e por deitar a cabeça tranquila e poder chamar este lar de meu!
Obrigada a Editora Suma por este encanto de livro!!
Beijocas,


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