28 de junho de 2012

Resenha: ‘O Prisioneiro do Céu’ da @Suma_BR

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O PRISIONEIRO DO CÉU
  
I.S.B.N.: 9788581050737
Acabamento: Brochura
Edição: 1 / 2012
Idioma: Português
Número de Paginas: 248
Tradutor: ELIANA AGUIAR
 
 
 SINOPSE
          Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente.
          Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O Conde de Monte Cristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo.
          O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro uma enigmática dedicatória. Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade.
          Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, "O Prisioneiro do Céu" é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos. A Sombra do Vento superou a marca dos 13 milhões de exemplares vendidos.


 
FitaLateral



Resenha
                       Quando a Math me ofereceu algumas opções de livros, me encantei com a capa de “O Prisioneiro do Céu” de Carlos Ruiz Zafón. Como eu gosto de coisas clássicas e de fotografias, me interessei pelo exemplar; afinal, a fotografia da capa é belíssima.

          Confesso que julguei mesmo o livro pela capa e após começar a ler este livro, vi que se trata de um livro que forma um ciclo de romances, e que este é o terceiro volume do universo literário do Cemitério dos Livros Esquecidos. Os dois primeiros livros são ‘A Sombra do Vento’ e ‘O Jogo do Anjo’, todos do mesmo autor. Mesmo assim, a história é totalmente compreensível e fantasticamente interessante. A maneira como o autor conduz a trama e (re) apresenta os personagens é leve e precisa, e mesmo não se prendendo a detalhes desnecessários, consegue nos estimular a mergulhar na história e na psique dos personagens.

          A história da família Sempere é contada com detalhes por Fermín ao seu amigo Daniel, o que traz à tona tristes lembranças e aterradoras revelações.

          Tudo começa quando um estranho personagem surge diante da livraria de livros raros Sempere e Filhos, em busca de Fermín, amigo do dono e funcionário do local. Na ausência deste, o visitante lhe deixa um exemplar de “O Conde de Monte Cristo”, com uma dedicatória no mínimo suspeita – e que acaba deixando o destinatário com o cabelo em pé!

“Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro. 13”. – pág. 58
 
          Três ou quatro tramas correm em paralelo, além das referências ao livro que deu origem a saga, A Sombra do Vento.
          As revelações detalhadas do sofrimento vivido por Fermín durante sua detenção no Montjuic são dolorosas, embora reveladoras. Apesar do grande terror vivido por ele, vê-lo dando a volta por cima e encontrando uma solução ao melhor estilo Dumas para um dos seus problemas, é muito interessante.

“Louco é quem se acha sensato e pensa que não tem nada a ver com a categoria dos tolos”. – Fermín, em dialogo com Sebastião Salgado. – pág. 87

          E os diálogos com Fermín são sempre interessantes; carregados de sarcasmo, ironia, poesia e introspecção.

“Quem sabe se eu fosse decorar a vitrine só de cueca, alguma mulher ávida de literatura e de emoções fortes não entrava para comprar? Dizem os entendidos que o futuro da literatura está nas mãos das mulheres e Deus é testemunha de que está para nascer uma dona capaz de resistir ao charme rústico desse meu corpinho sarado”. – Fermín, sendo citado pelo Daniel em diálogo com seu pai.

“Um burrico, jegue ou asno, conhecido quadrúpede solípede que, com graça e altivez, pontua as paisagens dessa nossa Espanha, mas em miniatura, como os trenzinhos de brinquedos vendidos na Casa Palau”. – Fermín, esclarecendo a Daniel sobre os personagens de um presépio.

“Como se estivesse ouvindo mesmo de longe, Fermín parou no meio da pista de dança e ficou olhando para nós. Estendeu os braços para Rociíto e fez aquela cara triste, necessitado de carinho, que sempre tinha dado certo”. (...) – pág. 224

          E Fermín é o personagem principal desta parte da história mágica do Cemitério.

          O livro se divide em cinco partes e a história, desenvolvida em vários capítulos curtos, prendem o leitor com seu dinamismo e por ser bem amarrada. Os capítulos curtos, alguns com apenas uma página, cooperam para com que a leitura flua mais rápido; mas sem ser superficial ou simplória. Revela também histórias que deveriam ficar escondidas e outras que necessitavam ser reveladas. Constrói um período difícil e sofrido de uma Espanha em Guerra Civil sob o comando de autoridades cruéis e intolerantes. Mas também fala de esperança, coragem, luta e amizade.

          Zafón completa o quebra-cabeça de um jeito surpreendente e que encerra (?) a série com chave de ouro.

          A sinopse dá várias dicas sobre o livro e qualquer outra coisa que eu escreva aqui, revelará segredos da trama que só devem ser descobertos durante a leitura e o seu encontro com o Prisioneiro do Céu.

          Sem dúvida, vale à pena se dedicar à leitura deste livro, e creio, de outros do mesmo autor.

          Não sei vocês, mas já vou dar um jeito de providenciar os meus exemplares de A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo; na esperança de também ser convidado a visitar o Cemitério dos Livros Esquecidos.

Virei fã de Carlos Ruiz Zafón!

Ah, e para quem quiser ficar com um pouco mais de água na boca, veja o booktrailer do livro:

 
Boa leitura a todos!374641_267896909940440_100001603999631_772770_1693712799_n
Victor Assis,
irmão mais velho da Math envenenada,
fã do blog ‘As Envenenadas pela Maçã’
e leitor voraz de livros de suspense e aventura.



5 comentários:

  1. Boa resenha vitor. Tenho o jogo do anjo. se quiser posso te emprestar. abçs

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  2. Obrigado Gleice, mas já providenciei meu exemplar...rs
    Abração!

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  3. Olá! não conheço a saga, mas já me interessei em comprar e ler! adorei a resenha! bj

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  4. Realmente trata-se de um autor maravilhoso que merece ser lido com toda a atenção.

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  5. Esse é o único livro publicado aqui que eu ainda não li!!
    Posso dizer que sou super fã do Zafón.
    E preciso reler os outros livros pra quando iniciar a leitura deste, estar por dentro de todos os detalhes. *-* rs
    Fiquei sabendo que terá uma continuação!! Será msm?!
    Torcendo pra isso, mesmo sem ter lido esse.
    Aposto que é tão sensacional quanto os outros.

    Muito boa sua resenha.

    Beeijo

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