1 de dezembro de 2011

Resenha de ‘Vida Roubada’ da Editora BestSeller

Boa noite envenenados,

Hoje trago para vocês uma resenha triste, mas cheia de esperança e sobrevivência!

Histórias que nos emocionam e encantam de verdade são difíceis de encontrar… daquelas que fazem a gente agradecer a vida que tem e rever alguns conceitos que temos enraizados…

Bem, espero que gostem!

A resenha de hoje é do livro:

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Vida Roubada

Autora: Jaycee Dugard
Editora: Best Seller
Páginas: 303
 
 
 
 
 
 








Sinopse
No verão de 1991 eu era uma garota normal.
Levava uma vida normal.
Tinha amigos e uma mãe que me amavam.
Eu era igualzinha a você.
Até o dia em que minha vida foi roubada.


Vou começar esta resenha com uma passagem do livro que me ganhou e me comoveu de cara…
         “Vamos esclarecer logo uma coisa. Meu nome é Jaycee Lee Dugard. Fui sequestrada por um desconhecido aos 11 anos de idade.
          Por 18 anos fui mantida num quintal e proibida de dizer meu próprio nome. O que se segue é o meu relato pessoal de como um fatídico dia de junho de 1991 mudou a minha vida para sempre.
          Decidi escrever este livro por dois motivos. O primeiro é que Phillip Garrido acredita que ninguém deve descobrir o que ele fez a uma garota de 11 anos de idade... eu. Ele também acredita que não é responsável por seus atos.
          Eu penso diferente.
          Acredito que todos devem saber exatamente o que ele e sua mulher, Nancy, fizeram todos esses anos no quintal deles. Acredito que não devo ter vergonha do que me aconteceu e quero que Phillip Garrido saiba que eu não preciso mais guardar o segredo dele. E que ele é definitivamente responsável por roubar a minha vida, a vida que eu deveria ter vivido com a minha família.
          Também escrevo minha história na esperança de que ela ajude alguém que esteja passando, espero que não por condições semelhantes, mas que esteja enfrentando uma situação difícil — seja ela qual for. É fácil para as pessoas ficarem horrorizadas e chocadas quando alguém é sequestrado, mas e todos os outros adultos e crianças vivendo em lares tristes?
          Meu objetivo é inspirar as pessoas a denunciar quando acharem que há algo errado. Vivemos num mundo onde raramente denunciamos e, quando o fazemos, geralmente ninguém ouve. Minha esperança é que a sociedade mude no que diz respeito ao tratamento que se dá a quem denuncia. Sei que não sou a única criança a ser ferida por um adulto louco. Tenho certeza de que ainda existem famílias que parecem ótimas por fora, mas se alguém olhasse mais de perto, descobriria horrores inimagináveis.
          Para muitos, é mais fácil viver num “quintal” construído por si mesmo. Pode ser duro e assustador se aventurar e deixar a zona de conforto para trás. Mas vale muito a pena. Você pode salvar uma pessoa ou uma família que não consegue salvar a si mesma.
          Veja o meu caso, por exemplo: duas policiais de Berkeley viram algo errado e denunciaram. Mesmo se elas tivessem enganadas, estariam certas em denunciar. Serei grata a elas pelo resto da vida por fazerem o que não consegui.
          Na época, era uma luta para apenas sobreviver mais um dia, mas agora espero ansiosa por um novo dia. Após 18 anos vivendo com uma imensa quantidade de estresse, crueldade, solidão, repetição e tédio, agora cada dia aguardo ansiosamente um novo desafio e uma experiência de aprendizado.
          Com este livro espero dizer que você pode suportar situações difíceis e sobreviver. Não apenas sobreviver, mas voltar a ficar bem de verdade. Não sei como suportei aquilo tudo, mas me pergunto cada vez menos isso. Costumava pensar que talvez quem lesse este livro poderia encontrar a resposta para mim, mas estou começando a achar que eu sempre soube a resposta, o tempo todo.
Pergunte a si mesmo: O que você faria para sobreviver?”
 

          Esta menina na capa do livro, com este sorriso solto e de cara sapeca é a Jaycee Dugard. Uma menina moleca que levava uma vida normal até que o inusitado acontece.
          Neste relato verdadeiro cheio de emoção é impossível não imaginar como uma vida cheia de possibilidades acaba se tornando uma vida amargurada, baseada no medo, na ameaça e na falta de esperança.
          Na introdução do livro (a que coloquei ali em cima) é impressionante vermos como Jaycee descreve com clareza seus 18 anos de cativeiro.
          O livro traz os relatos como páginas de um diário e depois de cada um, há uma reflexão feita pela Jaycee de hoje, com 31 anos e muito diferente da meninas que foi um dia.
          A habilidade de Jaycee em passar para nós leitores o que sentiu em cada dia de sua vida é de emocionar. Lendo estes relatos vivi uma verdadeira montanha-russa de emoções. Senti alegria em ler sobre a vida dessa menina e também senti medo, pavor, ódio, nojo, angustia e muita tristeza.
          Transformar uma tragédia em aprendizado é uma benção e nem todo mundo que já passou por uma é capaz de fazer isso. Mas Jaycee consegue!
          O livro é cheio de frases lindas, outras nem tanto… mas todas tem o efeito marcante de afetar você e de te transformar um pouquinho.
          
Escolhi algumas para vocês lerem:

“Não sou uma pessoa real. Não sou ninguém. Ninguém me vê.”

Você faz o que tem que fazer para sobreviver,”

“Já ouvi a expressão “o tempo cura todas as feridas”. Um dia espero entender como é isso.”

          As palavras de Jaycee me emocionaram profundamente e é lindo vermos como ela termina o livro com uma palavra de esperança e com um sonho desafiados…

“Quando imagino o futuro, me vejo ajudando famílias a se curarem de situações dramáticas. As famílias são iguais a flocos de neve: têm várias formas e tamanhos e não existem duas iguais. Quando dois ou mais flocos de neve se unem, eles aumentam a oportunidade de sobreviver num mundo em eterna mutação. Ao contrário dos flocos de neve, dando as ferramentas certas, as famílias podem sobreviver às piores condições.”

          Apesar do terror que passou, ela ainda se vê capaz de ajudar os outros.

      Finalizo esta resenha com uma linda frase do final do livro: “É hora de olhar para o futuro e comemorar os momentos felizes que virão.”
     No final de um ano a gente geralmente faz uma análise do que viveu e aprendeu e sempre busca novas metas, não é?!
     Faço minha as palavras de Jaycee e prometo agradecer pelo muito que tenho e que vivi e buscar sempre… olhar para o futuro e comemorar os momentos felizes que certamente virão… para mim e para você também!!
Beijocas, 


O casal que sequestrou Jaycee foi preso. Garrido foi condenado a 431 anos de prisão, e sua mulher, Nancy, a 36 anos.

10 comentários:

  1. A resenha me chamou a atenção... fiquei profundamente consternado. É difícil acreditar que histórias como essa sejam reais, que aconteçam no mesmo planeta em que pisamos.
    Histórias assim devem ser escancaradas para que nunca mais aconteçam, para que o ser humano possa evoluir.
    Parabéns pela divulgação e por não deixar que isso caia no esquecimento. Já entrou para minha lista de prioridades de Natal.

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  2. adorei a resenha
    parece ser um ootimo livro
    a capa nao chamou mt a atenção =/
    bjoo meninas

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  3. Para quem leu Identidade Roubada e gostou muito apesar de forte, essa resenha e sinopse me ganharam! Entrou pra lista já!

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  4. Eu já estou cause chorando aqui '-'
    È um livro com emoções muito marcantes e tudo muito real. Vai para minha lista, é bom ler livros assim que nos lembra que devemos agradecer por mais um dia... linda resenha. Parabéns

    @anasofiachang

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  5. Nem li a resenha, só li o que você escreveu ali depois da sinopse, e aquilo me comoveu.
    Eu não consigo acreditar numa barbaridade dessa, quando vejo os noticiários sobre algo relacionado a isso, eu fico chocada. Como uma pessoa é capaz?

    Quero ler esse livro. Não sei exatamente o porquê, mas quero.
    Deve ser chocante e marcante, mas eu quero mesmo assim.
    Espero poder ler...

    Beijos, Book and Cupcake.

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  6. Nossa, só de ler a resenha, Math, já fiquei angustiada. Preciso me preparar psicologicamente antes de ler esse tipo de livro... Queria muito ler 'Menina Morta-Viva' tbm, mas ainda não tive coragem, fico muito mexida com essas histórias! :'(

    @BobbyDupeaGirl

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  7. Huuuummmmmm
    Não é o tipo de livro que gosto de ler... Prefiro algo mais fantasioso, que me faça sonhar e que não me deixe pra baixo no final...
    Gostei da resenha, mas este eu passo...
    :)

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  8. Esse livro é aqueles que chocam do começo ao fim.
    É triste perceber que existem seres desprezíveis que conseguem destruir a vida de uma menina por 18 anos.
    Já está na minha lista de leitura,às vezes é bom fugir um pouco dos livros de ficção e voltar para a realidade (mesmo que esta seja desumana).

    bjs Nati

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  9. Tb não é o meu tipo de leitura. Mas acho que estou precisando ler algo assim, sair dos livros fantasiosos.
    Gostei da resenha :*

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  10. Já li e super indico... Eu me colocava sempre no lugar da jaycee, o livro conseguiu me teletransportar pr o quintal... tudo é inacreditável.

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